Dalai chafurda na lama: Tenzin Gyatso diz “Sou marxista”

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Fonte: MTV UOL

Dalai Lama, o líder espiritual dos tibetanos, afirma ser marxista. O quê? Isso mesmo, meu caro. O monge budista confirmou sua inclinação política durante conversa com 150 estudantes chineses, neste mês, na Universidade americana de Minnesota.

Durante conversa com os estudantes, Dalai Lama, para surpresa de muitos, disse:  “Em relação às questões sócio-políticas, eu me considero um marxista. Mas não sou leninista”, esclareceu.

A voz espiritual Lama também foi questionado se sua declaração política não contradiz a filosofia budista, ele respondeu: “Marx não era contra a religião ou filosofia religiosa em si, mas contra as instituições religiosas aliadas a classe dirigente européia”.

Ele relatou sua experiência com ex-presidente chinês Mao Tsé-Tung. O monge disse que durante uma reunião em Pequim, o líder chinês o chamou e disse: “Sua mente é científica!”. Uma avaliação que se seguiu à famosa frase, “a religião é veneno”.

Meus comentários

A incoerência grassa no discurso de Gyatso.

Hoje em dia, ele é um refugiado por causa da invasão e da perseguição promovida contra os tibetanos pela China, um país marxista. Mas ainda assim, defende o marxismo. Já é motivo para rirmos na cara dele e de todos seus seguidores.

Daí, em duplipensar, diz que “Marx não era contra a religião ou filosofia religiosa em si, mas contra as instituições religiosas aliadas a classe dirigente européia”.

Não, animal. Marx era contra a consciência religiosa, que valorizava, dentre outras coisas, a família tradicional.

Quer dizer, nem Marx o tal de Gyatso conhece.

Se é para fazer propaganda de marxismo, que ao menos o sujeito arrumasse um discursinho melhor, não um remendo constrangedor como esse.

Ridículo, no mínimo.

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5 COMMENTS

  1. Ao contrário, agora tudo faz ainda mais sentido. Dalai Lama se confessar marxista nos tempos da plena execução do marxismo cultural e da revolução gramscista, onde boa parte do Ocidente larga sua cultura e seus valores e passa a buscar a pseudo-espiritualidade orientalista, para mim, é a peça que faltava ao quebra-cabeça.

  2. Lamentável, profundamente lamentável. Perdeu uma grande oportunidade de ficar calado. Quem já leu seus livros de tanta profundidade humana só pode ficar chocado.

  3. Não sei o que me espanta mais, o desconhecimento do budismo, o desconhecimento sobre política, ou o desconhecimento sobre marxismo, marxianismo e Marx. Santa ignorância.

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