Quem investiga picaretagens da esquerda, acha: blogão do partidão Brasil247 confessa que os “jornalistas” (deles, claro) só servem para atender quem está no poder

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Em um texto intitulado Lula no NYT desperta onda de inveja e preconceito, recheado de provocações de parquinho, eles entregaram o ouro. Divertidíssimo!

O começo do texto vai no estilão Paulo Henrique Amorim, na linha das provocações entre torcedores de futebol:

Rancor, ressentimento e o velho ódio de classes contra o retirante que se tornou operário, líder sindical, presidente e um dos estadistas mais reconhecidos no mundo voltaram a aflorar desde que Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado a publicar uma coluna mensal no The New York Times; Augusto Nunes, em Veja, já havia dito que Lula não sabe redigir um “tanquiú”; Guilherme Fiúza, em Época, agora afirma que os Estados Unidos decidiram “levar a sério o projeto de decadência do império”; reconhecido pelo mundo inteiro e candidato seríssimo ao Nobel da Paz, Lula deveria dizer apenas “sorry, periferia”.

Tem de tudo aí em cima: ad populum, leitura mental, projeção de conteúdo mental, e a típica provocação de parquinho ao final. Que nível, que nível…

Mas o melhor vem neste trecho aqui, conforme dica do leitor Pérsio Menezes:

Isso não significa, no entanto, que Lula está obrigado a redigir de próprio punho seus artigos. Como colunista, Lula, naturalmente, delegará a tarefa de produzir textos a algum escriba. É assim, sempre foi e sempre será no mundo inteiro. Políticos são homens de ação. Quando transplantam suas ideias para o papel, em geral, contam com auxílio profissional. Afinal, é para isso que existem jornalistas e ghost-writers. Tancredo Neves, por exemplo, que pronunciou alguns dos mais memoráveis discursos da história brasileira, delegava a tarefa ao jornalista Mauro Santayana. Bill Clinton e Barack Obama também têm ghost-writers.

Confessaram, e agora não tem como fugir. Tanto não tem como fugir que vou usar até o printscreen feito por Pérsio para evitar que eles deletem a confissão de lá:

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O mais divertido é a parte onde ele diz que é para “isso que existem jornalistas”. Bem, esse é o entendimento da esquerda sobre os jornalistas. Que ele fale pelo partidão e pelos outros esquerdistas, mas não pela direita. Isso não causa surpresa a quem já leu Thought Reform and Psychology of Totalism: A Study of Brainwashing in China, de Robert Jay Lifton.

Para piorar a coisa para o lado do articulista do Brasil247, todos os exemplos de políticos que se servem de jornalistas apenas para serem seus “escribas” são de esquerda também: Tancredo Neves, Barack Obama e Bill Clinton.

De novo: não há por onde fugir, e não há desculpa esfarrapada que salve este conteúdo do Brasil247.

Sim, esquerdistas beneficiários vivem para obter poder a partir do estado inchado, e usam jornalistas como semi-beneficiários (e semi-funcionais) para lhes ajudarem a manter o poder.

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1 COMMENT

  1. Golda Meir e Churchill, por exemplo, nunca precisaram de ghostwriters. E a comparação é proposital: grandes estadistas mundiais x insignificâncias brasileiras.

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