Um pouco da realidade cruel da política: Jean Wyllys no programa Saia Justa… e por que essa é uma causa ganha para o movimento gayzista?

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Um amigo me sugeriu o vídeo acima, dizendo que eu o refutaria com extrema facilidade. Naturalmente existem muitas falácias no discurso tanto de Jean Wyllys como das pró-gayzistas do programa.

Entretanto, tomarei uma direção diferente, e, ao invés de questionar os gayzistas, questionarei os conservadores cristãos.

O fato é que, justiça seja feita, mais uma vez os conservadores apostaram em cavalo perdedor. Enquanto isso, os esquerdistas apostaram em cavalo vencedor.

Deu para notar isso já aos 10 minutos do vídeo, onde Wyllys olha para a câmera e diz algo como: “Nós só queremos nosso direito de afeto reconhecido. Queremos levar uma vida normal. Queremos que nossos filhos (adotados) não sofram discriminação”.

O debate público acabou aí. Quem quer que tenha esse tipo de discurso em mãos, e moralmente justificado, já ganhou o debate público.

Eu poderia vir aqui e dizer aquilo que os conservadores querem ouvir, afirmando que os gayzistas só ganham o debate e conseguem implementar suas idéias por que são fraudadores.

É claro que eles são fraudadores intelectuais, apoiados pelo que há de pior da espécie humana (os esquerdistas), mas também é verdade que a proposta política deles dá de 10 a 0 na proposta dos conservadores.

Pode-se explicar esse fenômeno pela extrema inépcia política da direita. Quem estuda ciência política sabe que não podemos confundir nossos valores com as propostas políticas que elaboramos, mesmo que essas propostas sejam influenciadas pelos nossos valores.

Só que uma coisa é influência, e outra completamente diferente é a duplicação.

Ao invés de usarem seus valores para influenciarem suas propostas políticas, conservadores simplesmente optam pela via mais fácil: convertem automaticamente seus valores em propostas políticas.

Assim, um valor que diz “que a família é um pai e mãe e portanto esse é o casamento a ser aceito”, converte-se em na seguinte proposta política: “a família deve ser pai e mãe, e portanto o casamento gay deve ser proibido”.

Não há esforço intelectual algum, nem o menor resquício de estratégia. Basta simplesmente pegar o valor e convertê-lo em uma proposta política. Isto é, a duplicação.

Entretanto, propostas políticas não podem ser a aplicação automática de valores, pois a lógica da política é básica: propostas políticas devem ser VENDIDAS a um público amplo, composto inclusive de pessoas que NÃO COMPARTILHAM INTEGRALMENTE os valores daqueles que elaboraram as propostas.

Quem estuda um pouco de Propaganda e Marketing sabe que não se vende um automóvel para alguém que compartilha integralmente os mesmos valores do fabricante.

Atenção, importante: Isso não significa que as propostas políticas devem entrar em contradição com os valores. Devem, na verdade, ser influenciadas por eles. Mas não ao ponto de serem uma cópia integral dos valores dos proponentes.

Se é assim, então o proponente optou por não jogar o jogo político, mas sim por lançar sua manha em público. Algo como dizer: “As coisas devem ser do jeito que eu quero”. Ele vai perder sempre, obviamente, mas sempre com um motivo para se lamentar da vida.

Uma proposta política decente para os conservadores cristãos seria: “Luta pela liberdade de expressão e liberdade de consciência”.

Assim, o conservador defenderia o direito ao casamento gay, ao mesmo tempo em que defende seu direito de criticar este ato e criar seu filho longe desta influência.

O que é exatamente o mesmo direito que é dado hoje a um pai ateu que não quer que seu filho seja doutrinado em religião nas escolas.

Essa é uma proposta que não retira nenhum direito do outro lado e não dá nenhuma brecha para que o oponente apareça perante ao público com a cara de cachorro pidão dizendo que “seu direito ao afeto está sendo negado”.

Nessa proposta, todo o “direito ao afeto” é existente, mas a liberdade de expressão permanece inviolável.

Esse seria um tipo de proposta que dificilmente o gayzista conseguiria combater, como pudemos ver recentemente no discurso de Marco Feliciano e Silas Malafaia. O discurso pela liberdade de expressão é muito mais vendável que qualquer discurso de proibição a comportamentos que não causem DANO DIRETO a outros.

Ao invés de apostar em um cavalo vencedor (o do discurso pela liberdade de expressão), conservadores cristãos optaram por um cavalo pangaré (o discurso da proibição do casamento gay).

Assim fica difícil ajudá-los com táticas e estratégias políticas, pois, sinceramente, os conservadores cristãos tem tornado a vida dos gayzistas fácil demais nessa guerra política.

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14 COMMENTS

  1. Todo mundo já tem “direito de afeto” ora bolas… Que história maluca é essa? Casamento não é feito pelo “afeto” se fosse assim seria permitido todo tipo de bizarrice. Se casamento é pelo afeto, então dois adolescentes de 15 anos apaixonados formam casamento!

    Se eu estivesse lá iria desmascarar esse pseudo-direito. E depois atacaria-los dizendo que eles são contra a liberdade de expressão (PEC 122 da homofobia). E ainda que um comportamento (ser gay) não deve ser igual a uma coisa natural (homem e mulher). E que essa equidade gera discursos totalitários e intolerantes em relação à Igreja e a Educação. Afinal se uma coisa é igualada a outra então quer dizer que a escola deve ensinar às crianças desde pequenas que ser gay é muito legal e saudável. Enfim.. apelaria para o direito das crianças em ser ensinadas por uma sexualidade normal e à Igreja em ter seu direito ser contra qualquer ato gay em igrejas. Se a PEC 122 beijos gays dentro de igrejas serão comuns e protegidos. Denunciaria ainda o caráter completamente anti-cristão e anti-civilizatório dos gayzistas.

    Enfim… denunciaria que eles já tem e se não tiverem podem ter todos os direitos, mas sem essa viadagem de chamar isso de casamento e igualar um comportamento ou desvio sexual à uma realidade normal de complementariedade sexual e essa sim geradora e fonte de direitos.

    • The Bat,

      Em seu discurso você mistura DUAS coisas diferentes: o direito à sua liberdade de expressão, e o fato de não ceder um direito aos gays. Pelo primeiro discurso, você se daria bem no debate. Pelo segundo, creio que eles te tirariam do debate rápido. E aí o primeiro discurso perderia efeito.

      Veja, esta é uma análise de estratégia política, e não de MEUS VALORES.

      Aliás, no mundo todo, a estratégia gayzista tem sido vencedora.

      Abs,

      LH

  2. O raciocínio é esse mesmo, aos trancos e barrancos,acredito que ele será assimilado. Mas é lógico que os conservadores precisam pensar consigo mesmos e refletir, senão, como você mesmo disse, a coisa fica muito fácil para os adversários.

  3. Luciano, em certos pontos eu te acho meio pragmático.
    “Assim, o conservador defenderia o direito ao casamento gay, ao mesmo tempo em que defende seu direito de criticar este ato e criar seu filho longe desta influência.”

    Fazendo uma analogia simples, seria o mesmo de mandar liberar o tráfico de drogas em frente a sua casa e depois colocar um cartaz na janela “não venda drogas”. Pelo menos é o que dá a entender.

    Além do mais, tu sabes que o que está em jogo não é o casamento em si, o buraco é bem mais embaixo :/

    Abração cara.

    • Elinho,

      Eu sei o que está em jogo. Entretanto, os conservadores hoje apostaram em um cavalo que VAI PERDER. Essa é a essencia do meu texto. Eu não estou nem sequer dizendo que os conservadores devam agir diferente, mas apenas avaliando estrategicamente o que ocorreu.

      Mas reconheço que sou MUITO pragmático. rs.

      Abs,

      LH

  4. Bem, mas isso abre precedentes ao meu ver. Gostaria de ler algo sério relacionado ao tema casamento — se alguém tiver alguma sugestão…. Não concordo com este seu raciocínio pelos seguintes pontos: 1- Os conservadores sempre irão tentar “conservar” valores que sempre deram certo, neste ponto que eu saiba nenhuma sociedade jamais aceitou em termos de equiparação a união de pessoas do mesmo sexo com a união do matrimônio, pela lógica da teoria da evolução isto se mostrou acertado, pois queiramos ou não chegamos até aqui… mas só porque deu certo em milhares de anos porque conservar?, dane-se a história essas sociedades não sabiam de nada, nós é que sabemos… 2- O que vc propõe de certa forma já é sobre uma óptica do pensameto moderno — ao meu ver claro –, pois se os conservadores têm que aceitar o direito do casamento gay em igualdade com o matrimônio, mais pra frente tbm terão q aceitar o casamento múltiplo, pois conforme as novas gerações forem crescendo já sobre essa nova realidade, não vejo porq não farão o casamento entre várias pessoas, digamos umas 10, faço essa conjectura observando o simples fato de que a nossa geração já não vê com maus olhos o casamento gay, porém nem preciso dizer como a geração anterior a nossa vê de uma forma geral. Faço essa analise observando que o casamento é entre 2 pessoas pois é preciso dos 2 genêros pra formar uma vida… 3- Enfim, achei essa sua crítica contraproducente, pois se os conservadores têm que digamos aceitar o direito de equiparação do casamento gay, isso vai contra o principio de famíla dos conservadores, oras se é assim então a direita nem tem mais que existir nesse mundo em constantes mudanças, se têm que relativizar um dos principais principios melhor que vire uma esquerda ligth logo. 4- Claro que vc não pode levar seus valores pra política, mas sim tê-los como base e que a direita não sabe jogar politicamente, porém pra direita me parece q a família é um pilar base, e nesse aspecto a esquerda não está vencendo unicamente por ter um discurso melhor, mas sim por colocar os seus valores dentro da sociedade como um todo já há algum tempo, o matrimônio como ideal é para uma complementação entre os sexos existentes e para a posterior geração de uma vida, claro que um ideal é lindinho e que vivemos no mundo dos fatos, porém se o ser humano não se pauta por um ideal mesmo que não seja alcancável, pelo menos ele tenta pautar sua conduta seguindo aquele ideal — melhor um ideal que sirva de parâmetros do que ideal nenhum. Pra finalizar, acredito que os gays tenham q ter direito a uma união civil que os resguarde, mas daí a ter o mesmo valor q o matrimonio, ao meu ver isso a longo prazo destrói a própria concepção de matrimônio, não que se precise disso pra ocidente ir pro ralo, a própria baixa taxa de fecundidade a longo prazo já é mais que suficiente. Em relação aos gays ultimamente tenho a seguinte concepção há aqueles que são insdicutivelmente gays, sei lá, vc vê desd pequeno que a criança é diferente, porém tbm vejo que há os que não são, eles viram por uma perversidade sexual ou por algum outro motivo q me escapa, enfim não sei, mas sei que se for pra direita relativizar seus direitos conforme o ganho político então não há porque a direita existir, melhor deixar tudo a cabo dos “progressistas” e aproveitar os momentos em familia enquanto ela ainda tem o direito de existir (claro, muitas já nem sequer existem). Obs1: usei o termo direita aqui na concepção conservador/cristão, uma vez que seu artigo tratava deles. Obs.2: No seu livro já terão as principais rotinas e textos daqui do seu blog? se seu livro for tratar de novos temas, fica a sugestão pra vc lançar um com os principais textos daqui.

    • Dareon,

      Eu conheço o ponto de vista conservador, e entendo que há uma boa ARGUMENTAÇÃO que sustente esse ponto de vista. Mas não creio que a argumentação seja o suficiente para implementar propostas políticas.

      Meu texto não é contra o conservadorismo, mas apenas foca em dizer a verdade. Sim, muitos conservadores continuarão com uma posição estabelecida em relação a novos comportamentos que querem se estabelecer como aceitáveis no “mercado de comportamentos”. Mas eu entendo que essa postura garantirá a vitória da esquerda mais fácil NESTAS QUESTÕES.

      O que eu proponho é a criação de um “universo conservador” particular aos conservadores, onde os conservadores poderiam criar seus filhos longe da influencia esquerdista. Mas essa proposta só se tornará aceitável se a direita mudar o discurso de “proibição” por “liberdade de expressão”.

      Eu não vejo que isso seria relativizar os valores da direita, pois os conservadores poderiam continuar tendo escolas conservadoras, e dar uma educação conservadora aos seus filhos.

      Em relação ao livro, falarei apenas brevemente das rotinas esquerdistas e neo-ateístas (isso será foco dos livros que se seguirão ao primeiro).

      Os temas centrais do livro serão o neo-iluminismo, o ceticismo político e o duelo cético. Em relação aos dois últimos, um resumo está aqui:

      http://lucianoayan.com/2012/10/17/fechando-o-caso-a-favor-do-ceticismo-politico-e-do-duelo-cetico/

      Abs,

      LH

      • Luciano,

        “Eu conheço o ponto de vista conservador, e entendo que há uma boa ARGUMENTAÇÃO que sustente esse ponto de vista. Mas não creio que a argumentação seja o suficiente para implementar propostas políticas. ”

        Apesar de ter parecido eu nao sou um conservador, Concordo plenamente tbm não creio que seja suficiente…

        “Meu texto não é contra o conservadorismo, mas apenas foca em dizer a verdade. Sim, muitos conservadores continuarão com uma posição estabelecida em relação a novos comportamentos que querem se estabelecer como aceitáveis no “mercado de comportamentos”. Mas eu entendo que essa postura garantirá a vitória da esquerda mais fácil NESTAS QUESTÕES. ”

        Sei que seu texto não é contra o conservadorismo, meu texto ficou ríspido por falta de habilidade estilística e por pressa, foi mal…Tbm concordo plenamente nesse ponto, porém tenho uma visão diferente sobre a questão, na minha percepção não vejo como não ser aprovado o casamento gay — aliás acredito q tbm seja a sua percepçaõ, pela sua própria frase: Mas eu entendo que essa postura garantirá a vitória da esquerda ‘mais’ fácil NESTAS QUESTÕES. –, então por q a polêmica? É da concepção que vejo –nao a tenho — diferente do termo casamento, uma concepeção é a sua da liberdade de expressão, que os gays têm o direito de casar a outra concepção é a do casamento tradicional que é baseado na criação de um lar propício a geração de uma vida. Pra deixar claro, não sou a favor de uma nem de outra, apenas penso sobre as duas e pensando sobre as duas não posso deixar de observar que a ultima está sendo solapada em favor da primeira, não só pela questão do casamento gay e sim or outros fatores, veja bem, mesmo que o casamento gay porventura nao fosse aprovado isso não mudaria o fato da nossa sociedade já ter adquirido uma nova cultura, por exemplo: eu não vejo lógica em casar, pra que casar? se eu posso ter várias mulheres, pra q ter filhos? não poder focar em mim, em suma pra q ter responsabilidade? — eu estou falando sério, não é uma ironia –, eu penso assim e vejo q essa mentalidade já está difundida em muitas pessoas e é aí q entra o ponto da minha divergência, esta mentalidade está na minha geração, porém não está na da minha mãe por exemplo — claro q há pessoa velhas q já são “radicais”, mas não é esse o ponto — e eu vejo isso como sendo resultante da cultura ao qual eu e miha geração estivemos submetidos, o que quero pontuar é a questão que o processo não tem fim, se o casamento gay for aprovado oq acredito q será, no espaço de uma geração ele continuará desepenhando o processo “revolucionário” no qual os conceitos e comportamentos mudarão sempre, com o casamento gay vem s questões q apontei do casamento múltiplo, e lá na frente alguém poderá dizer: eu quero só poder ter o direito de casar com o meu cachorro, isto é um absurdo para nós, ao meu ver assim como era um absurdo pros “véios” o casamento gay. claro q tem a questão da espécie e deve tá parecendo q eu sou um cara avesso a mudanças, mas é aí q está o X da questão, só de eu levantar esta hipótese já fica aquele ar de que eu sou contra por algum motivo obscuro e não por querer tratar a questão de forma séria, oq ao meu ver já foi um ganho da “esquerda” — ou seja lá o q for, ao qual eu nao sei onome –, pra finalizar eu enxergo o fato de vc ser a favor do casamento gay já como um ganho do “processo”, enfim oq impedirá q um bando de 10 marmanjos se casem — a mais dai é o mercado de comportamentos –, bem daí entra o problema da liberdade…enfim cara, não sei se me fiz entender e credito essa dificuldade em 99% à minha burrice e a 1% a nova mentalidade que propiciará o casamento gay e com ele a continuação do processo…

        Por fim não acredito nessa sua ideia de nichos, pra mim ela é utópica, as pessoas não se realcionam unicamente pela ideologia, pais e filhos tem divergencias, empregadores e empregados têm, vizinhos têm, divergências não só ideológicas como as mais diversas, acredito ser um problema humano a relação, um problema e uma dádiva…, além disso muitas poucas pessoas tem uma visão clara do que seja direita ou esquerda, as pessoas se apegam a determinados valores sem sabe-los a fundo, a grande maioria, e pleo que vi aqui mesmo esses valores são em geral pré-fabricados por intelectuais e se disseminam na cultura, as pessoas os têm sem saberem de onde vieram. Um exemplo: na facu em uma conversa com um amigo, disse que o Obama tinha fraudado o documento e q nao era americano, ao passo q ele falou: então a direita vai se complicar, porq como ela deixou o obama se eleger, o problema é q ele não falou por mal não, ele simplismente não percebeu a inversão de julgamento, quando expliquei a ele o absurdo q ele falou, ele mesmo ficou chocado, e dali em diante começou até a se interessar pela “direita” ou seja ele não jogou a culpa na direita por ser um desonesto intelectual, jogou simplismente por um hábito mimético, este é apenas um exemplo dentre inumeros q já presenciei na facu, é claro q têm ps desonestos, mas ficou claro pra mim q mesmo dentre os professores há muita coisa que é imitação do meio, por exemplo o rótulo fascista os esquerdistas e outros o usam sem nem ter noção doq se trata — aiáso rótulo de fascista q vc destrinchou foi o 1 q li e deste então uso sua análise, vlw –, mas quando eu destrincho com a sua análise isso vai ganahndo espaço no meio, daqui uns anos é capaz que vc esteja sentado num bar e veja alguem destrinchando o rótulo fascista do mesmo modo q vc o fez, e a pessoa q está refutando o rótulo nem saiba de onde veio a refutação…a já me perdi aqui shauuhas, parabéns pelo blog e vc tem ideia de quando vai sair o seu livro +-?

        Obs.: não precisa explicar o seu ponto dos “nichos”, pode ser que eu o ache utópico por falta de conhecimento, de todo modo como vou continuar lendo seu blog, isso vai ficar claro com o tempo.

        Abraços e desculpe o longo texto e a falta de aptidão pra explicar meu ponto.

        Se tiver tempo, esses textos dão uma ideia próxima ao que coloquei:
        http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/14049-espirito-de-epoca.html
        http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/14041-a-estatizacao-da-intimidade.html

  5. No que diz respeito à adoção, acho a questão mais complexa, pois ela não é um direito de quem adota, mas da criança. Por isso, não faz sentido em dizer que os homossexuais “não podem adotar”. Eles apenas não são o grupo preferencial na hora de selecionar os postulantes (lembrando que a demanda costuma ser maior do que o número de crianças disponíveis nesse caso). E acho que pelo bem da criança esse critério deve ser mantido. Quanto à união civil, nenhum problema, aliás isso já foi legalmente solucionado.

    • Se a união civil já foi solucionada em esfera legal, logo NÃO HÁ O QUE DISCUTIR…

      O número de casamentos vem diminuindo gradativamente com o passar dos anos…
      homossexuais não ligam para o casamento em si…era um a questão jurídica (legal)….
      As feministas odeiam casamento….assim como filhos….

      Toda a discussão está sendo realizada para que MILITANTES, ATIVISTAS — SUPOSTOS defensores dos supostos direito homossexual — possam entrar nas igrejas, cagar no meio delas, e se forem APENAS criticados…gritarão — “homofobia…homofobia” — como já o fazem.

      Isso é ardil psicológico da mais pura sujeira esquerdista. TUDO ISSO É AGENDA.

      Pedofilia vem aí….ou melhor já está aí…..

  6. Não sou evangélico, nem católico…mas não tem como não se emocionar ouvindo isso tudo.
    À parte da emoção está a razão, na percepção da grande lógica por detrás do discurso.
    A lógica por detrás do discurso é:

    “Estamos sendo fodidos”.
    10 anos de PT, e só tem traste concluindo porcaria de agenda pra acabar de vez com o país. E por isso que de uns 5 anos pra cá…sempre que ouço se falar de “especialista” em veículo de mídia — me dá um ASCO danado.

    A oradora deste vídeo também foi vítima de pedofilia, mas faça uma comparação entre o discurso dela e o discurso de Xuxa ( SUPOSTA vítima de pedofilia) repetidora de agendas inclusive pedófilas.
    A diferença de discurso em em quesito religioso — é NECESSÁRIO JOGAR NA CARA DE MUITO EVANGÉLICO esse outro vídeo — é extremamente observável e comparativo no vídeo abaixo– uma mostra incontestável do poder corrompedor destas ideologias ..

    http://www.youtube.com/watch?v=NpvFEqEesEE

    Vamos lá…pra ficar claro…segundo edir macedo, que adora falar de aborto…

    “aborto = planejamento familiar;

    “melhor qualidade, menos morte, menos violência, menos doenças e inclusive MENOS MORTALIDADE INFANTIL” = aborto.

    “Redução de criminalidade” = aborto (somente quando quem morre é pobre e negro, não é sr. Macedo?)
    “Menos crianças revoltadas” = aborto (aqui ele inclui os filhos de mãe solteira)

    Assim como satanás edir macedo é um legalista. Aborto não é questão de fé, mas de razão e inteligência (como se a fé fosse burra)………………….mas é bem claro que e a razão nesse caso é cega, além de ter um problema incrível com lógica. Em resumo. para Edir macedo a solução dos problemas da sociedade , incluindo a violência, criminalidade, revolta dos individuos, doenças e a própria morte infantil é……MATAR CRIANÇAS ANTES QUE ELAS POSSAM NASCER.

    “O aborto, não faz diferença” — só para a criança a ser dilacerada.

    “É preferível abortar do que ter a criança SAUDÁVEL mas criando problemas pra si…mendigando e comendo o pão que o diabo amassou” — Ele admite a possibilidade da criança ter saúde…mas que se foda, o negócio é não criar problema pra si mesmo.

    Culto à morte com fundo musical em violino….lindo. Sim senhor macedo…sabemos que desse pão que o diabo amassou com a bunda, o sr. já se empanturrou até o talo, vomita e oferece aos seus admiradores.

    O casamento gay, se já foi resolvido em esfera legal, é apenas uma distração às políticas abordadas nos vídeo. Enquanto discutimos o termo casamento (que nem é aplicável, visto o alvo da união homo-afetiva serem DOIS PARES e não um casal)…outras coisa mais sutis…passam batido), fora o fato de que os homossexuais (pessoas cidadãs, que pagam seus impostos e levam sua vida normalmente e discretamente como o resto do mundo), estão sendo usados, assim como as mulheres, os pobres e os negros. É o estouro da boiada…abriu a porteira…já era.

    É necessário abrir os olhos que não se trata mais de uma questão de argumentação, nem de proposta política. Em tese, argumentação e proposta política servem a humanos, não animais marxistas culturais, que rebaixam TODOS os humanos ao comportamento animal, sem QUALQUER DISTINÇÃO de certo e errado, pois a moral é subjetivada Ad infinitum. Enquanto discutimos o ardil psicológico, todo o resto é implantado…………….já foi.

    É triste mandar uma criança pra escola, pra se sujeitar a esse tipo de doutrinação….estado laico????
    Eu tenho o direito a recusar à minha prole um estado que em sua educação não apenas defenda as parafilias, como as incentive, as ensine, e permita que outros tirem proveito e lucro disso. Tenho direito à um estado que não defenda doutrinas esquerdistas deste as suas bases mais baixas de governo, até o representante da nação (to sendo piadista agora). Tenho direito a um estado Laico que não tome a guarda do meu filho, com base em uma autoridade injustificada (pra não dizer moralmente CAGADA) proibindo que meu filho aprenda os valores de sua própria família.
    E agora estado “Laico”??? Que porra de laicidade é essa?????

    Estamos lidando com a pior escória que o mundo já produziu.
    Se eu não fosse cristão (embora pecador)…….acho que clamaria por uma guerra. Mas talvez os islâmicos o façam…..nesse caso morreremos nós e eles (esquerdistas).
    Até lá…o negócio é execração, rotulagem, desprezo, denúncia e ridicularização de TODO comportamento esquerdista, em subtexto, entrelinha, conotação, ironia ou extrema clareza de verbo.

  7. Luciano, segue a mais recente notícia sobre Marco Feliciano. Como se observa, ele incluiu na pauta da CDH projetos para derrubar a resolução do Conselho Federal de Psicologia proibindo que psicólogos auxiliem pacientes que queiram deixar de ser gays, bem como incluiu uma pauta criminalizando a discriminação a heterossexuais. Aqui não tem “engenharia reversa do gramscismo”, mas sim parece ser uma daquelas manobras de propositalmente aprovar-se projetos absurdos para que se ganhe visibilidade para uma causa (há alguns anos, uma cidade que não tinha um cemitério municipal por força de laudos ambientais aprovou em sua câmara dos vereadores um projeto que proibia que as pessoas morressem e instituía punições a quem cometesse tal ato, justamente para conseguir a aprovação da necrópole).
    Outro efeito indesejado para os marxistas-humanistas-neoateístas de um combate que eles achavam que a vitória era certa está na filiação da psicóloga Marisa Lobo ao PSC, para concorrer a deputado federal no ano que vem. E não me surpreenderei que consiga.

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