Arnaldo Jabor, o funcional da “velha” esquerda, agora reclama que ela está obtendo sucesso por causa de gente como ele

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Jabor sempre foi aquele tipo de perfil esquerdista mais perigoso, ou melhor, o esquerdista moderado. Obcecado por Barack Obama, o multiculturalismo, o humanismo e qualquer forma de estado inchado, agora está revoltado pelo fato do PT oficialmente tentar implementar a ditadura pelo PEC 33, que visa limitar as ações do STF.

Agora ele se faz de tonto, encena uma pose de “preocupado” e se diz indignado.

Entretanto, o esquerdismo moderado tem exatamente essa função: ajudar os esquerdistas mais fundamentalistas, como são os membros do partidão no poder. Esquerdismo moderado, portanto, não passa de fachada para que os radicais consigam chegar lá.

Ora, não são os esquerdistas “moderados” que nos Estados Unidos babaram o ovo do Occupy Wall Street, movimento de ultra-esquerda que ficou famoso por estuprarem suas militantes em acampamentos de protesto? Se os esquerdistas radicais não nutrem respeito nem por suas militantes radicais, por que deveriam fazê-lo com os esquerdistas moderados?

O esquerdismo moderado de Jabor, embora aparentemente “palatável”, só serve como fachada para que os esquerdistas radicais consigam o que querem.

Ele pode até tentar nos enganar dizendo que existe uma “velha” esquerda (os outros) e uma “nova” esquerda (ele), mas na verdade a tal “velha” esquerda é a que está no poder. Por culpa de gente como ele.

É possível fazer um teste em qualquer organização. Observe um gerente que defende uma ideia, e outro que defende uma ideia oposta. Agora imagine outro gerente que diga “ah, eu não sei não, gosto da ideia do primeiro um tantinho”.

Qualquer um que estude a dinâmica social corporativa sabe que este gerente “moderado” só serve para ajudar o gerente radical ao seu lado.

Note que eu não estou dizendo que em todas as questões devemos ser radicais, mas na questão estado enxuto X estado inchado, por exemplo, não há maio termo. Ou apoiamos um estado interventor e inchado ou não apoiamos. Ou apoiamos o direito de uma mulher não ser estuprada ou não apoiamos. Ou apoiamos o direito de um menor matar as pessoas e ficar livre ou não apoiamos.

Em questões relacionadas a dilemas, não há meio termo. Se alguém disser que existe um meio termo entre acreditar em Deus e não acreditar em Deus (e eu não acredito em Deus), essa pessoa está mentindo. Que ao menos tenha a dignidade de tomar uma posição.

Jabor está irritado por que o PT agora quer o óbvio que se espera dos esquerdistas que obtém sucesso (ou seja, tomar conta de um estado inchado), mas o PT só conseguiu isso por que aparelhou o estado. Se aparelhou o estado, é por que ele é inchado o suficiente para que o PT tenha todas as oportunidades de aparelhá-lo. Quem é que defende este inchaço estatal? Tanto esquerdistas radicais como os moderados.

Enfim, Jabor provavelmente reclama por que são outros esquerdistas que conquistaram o poder, e não ele.

Mas eis a realidade cruel: enquanto Jabor continuar mantendo e propagando suas crenças de esquerda (moderadas, ou da “nova” esquerda), totalitários do lado do PT só tem a comemorar.

Jabor tem uma serventia com seu esquerdismo moderado: legitimar as ações dos esquerdistas radicais.

Toda essa encenação dele no vídeo só serve como uma tentativa de esconder suas próprias culpas de ter ajudado a propiciar o cenário atual. Foi por causa dos esquerdistas moderados que o PT conseguiu tomar o estado. Agora, depois do aparelhamento estatal, causado pela esquerda moderada, podem ser radicais o quanto quiserem.

Os únicos que podem protestar de forma moralmente justificada e sem cair em duplipensar estão na direita, pois defendem uma situação onde o PT não tenha jamais condição de fazer o que está fazendo.

Enquanto isso, mesmo protestando no Jornal Nacional, Jabor sabe que continua um serviçal dos esquerdistas radicais.

É só para isso que você serve, Jabor. Não lhe resta protestar, mas comemorar.

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8 COMMENTS

  1. Luciano, segue a continuação de um dos assuntos que este blog tem acompanhado: pancadaria na Assembleia Nacional venezuelana, promovida por chavistas contra oposicionistas e com direito a comentário do Reinaldo.

    http://www.youtube.com/watch?v=m6pdLpZxRtg

    http://www.youtube.com/watch?v=MoXVbzKDgJ0

    http://www.youtube.com/watch?v=j94K3M9BhRA

    http://www.youtube.com/watch?v=4AwZeA94D7Y

    http://www.youtube.com/watch?v=NGCH68egkSo

    Segue também o que disse o programa oficialista La Hojilla. Vale por mostrarem mais imagens do ocorrido, ainda que se dê para ver pelo vídeo que há um corte em um dos acontecimentos e ficaremos pensando o que podem ter tirado do público (poderiam estar aí os ferimentos de María Machado?). Também não falam que os deputados oposicionistas encontraram seus microfones desligados.

    http://www.youtube.com/watch?v=b-7dghsSQsU

    Logo, poderíamos considerar que parte da situação a que eles acusam a oposição de fazer foi provocada pelos próprios chavistas ao desligar os microfones. Note-se também que eles falam sobre Julio Borges e seu ferimento na Globovisión com outras imagens.

    http://www.youtube.com/watch?v=hdUg9wBm0H8

    Eles estranharam que ele estava com hematomas na Assembleia e sem os mesmos na hora em que foi à Globovisión. Porém, esqueceram-se de que hematomas podem ser puncionados, como conhecem bem os lutadores de jiu-jitsu:

    http://www.youtube.com/watch?v=sZ_zV1o73jA

    Vamos supor que o tal hematoma estivesse impedindo de que ele piscasse o olho esquerdo adequadamente. Logo, poderiam tê-lo puncionando para que o sangue do inchaço saísse. E, se escorreu algo para o lado direito de sua face, claro que pode ter sido deixado pelo deputado para fazer um efeito visual, mas tudo continua dentro da possibilidade que aqui citei.

  2. Sou contra essa idéia de “ter de tomar uma posição”. É isso que alimenta o fascismo no sistema educacional americano, por exemplo, que inculca nas crianças a necessidade de diferenciar claramente os posicionamentos entre criacionismo e evolucionismo, e é claro, gerando desde cedo o escárnio e desapreço pela religião, mostrando-a como não-científica aos pequenos, que de um tempo pra cá vem sendo ensinados a idolatrar a “ciência”. Idolatria, diga-se de passagem, prejudicial para si mesmas – o tamanho de fraudes científicas no decorrer da história, o mal uso e distorção de práticas, a manipulação de dados, propagandas enganosas, ideologização e etc deveriam ser o bastante para provar que não há nada “neutro e imparcial” no establishment acadêmico nem nunca houve.
    O meu posicionamente nisso é : eu acredito que talvez haja um Deus. Isso mesmo, “eu acredito que talvez”, bem insosso, e de propósito. Mas não acredito em me identificar com essa posição, nem em ter de justificá-la publicamente, muito menos orgulhar-me. É só um posicionamento. Creio haver coisas mais urgentes com que se preocupar.
    Essa questão de “assumir” uma postura, e consequentemente “responder” por ela diante do tribunal de opinião público, responde muita coisa em relação à postura de intelectuais e “mouthpieces” de correntes político-ideológicas, inclusive. Um moderado não vive sem o radical, e vice-versa, na maioria do casos. Penso que do modo como a sociedade está estruturada hoje, é quase impossível ser um esquerdista sem se envolver em movimentos que irremediavelmente conduzem ao inchaço estatal como solução para todos os problemas, tomar certos posicionamentos pré-estabelecidos ( como ser pró-palestina na questão Oriente Médio, já pressupondo que todo mundo TENHA que assumir algum lado ) e etc, assim como ser um direitista que critique, por exemplo aspectos fundamentais da economia, como a usura e a estrutura de classe, e não ser pró-Israel. Todos que não se enquadram são automaticamente postos no “canto dos exóticos”; e se encontram vários desses espalhados por aí, como esquerdistas pró-Israel, conservadores que defendem incondicionalmente o Estado, etc; mas todos já respectivamente caricaturizados e diminuídos. E aí que vejo um seqüestro da individualidade pelo culto da “imagem pública”; pra mim individualismo é não se acovardar diante das questões mas não negar a própria capacidade racional adotando opiniões por mera pressão grupal e afirmação de identidade, o que seria sub-humano. Opiniões não justificam a existência.

  3. E esquerdista não perde a oportunidade pra fazer a cabeça dos incautos, vejam o que eu escutei de um comunista depois de perguntar o que pensava sobre esse vídeo: “Putz, foi a direita que acabou com a democracia, mas especificamente em 1937 com Vargas e em 1964 com o Golpe Militar”, eu só fico com pena de quem está alheio ao discurso desse pessoal e compra isso aí facilmente.

  4. Bem que Jabor poderia ler este texto! rsrsrs… Ele ficaria nervosinho em pensar que só tem servido como idiota útil pros esquerdistas radicais.

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