Felipe Neto e a argumentação que vem do hospício: finalmente uma análise de seus “argumentos contra a homofobia”. É, não faz sentido mesmo.

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vettel-maluco

Agora sim entendi por que Felipe Neto usa a expressão “não faz sentido” o tempo todo: ele quer simplesmente anunciar que vai lançar rotinas sem o menor sentido lógico.

O vídeo dele “Homofobia – Não Faz Sentido” cumpre o que promete. São 27 minutos de rotinas sem o menor sentido, se avaliadas logicamente, em um verdadeiro atentado à sanidade. (ver o vídeo neste link)

Como falei anteriormente eu não ia assistir a um vídeo de 27 minutos com as mesmas rotinas manjadas. Agora, como o Gospel+ publicou o conteúdo em forma escrita, é possível ler algumas declarações dele em questão de segundos.

Interesso-me aqui em refutar uma em particular, que é uma rotina que mapeei anteriormente, Os não-gayzistas querem dizer que só é homofobia se agredir ou matar.

Vejam:

Respeito não é só dizer bom dia. A partir do momento que você defende uma opinião de que os gays são uma abominação, de que isso não deveria existir, que é uma promiscuidade e coisas do gênero… Meu amigo você não está respeitando. Homofobia não é sair pela rua com uma espingarda caçando gay […] Homofobia é muito mais do que isso. É você utilizar suas palavras, e sua filosofia de vida pra simplesmente não aceitar determinadas pessoas”.

Como é?

O sujeitinho simplesmente confunde absolutamente todos os conceitos possíveis e imagináveis no conteúdo acima. Por isso, preciso corrigir uma fraude linguística. Ele confunde discordância filosófica com “não aceitar determinadas pessoas”.

Errado! Uma coisa é rejeitar uma pessoa, outra coisa é rejeitar um comportamento ou ideia desta pessoa. Se Felipe Neto comete uma confusão deste tipo, não tem condição intelectual para apresentar qualquer tipo de proposta, pois simplesmente a linguagem, para ele, perde todo o sentido. Pois é. Eu estava correto ao notar que o “não faz sentido”, proferido por Neto, finalmente se justifica em sua plenitude.

Agora, vamos discutir as premissas do “argumento” de Neto.

Ele começa dizendo que para não haver “homofobia, é preciso haver respeito”. Não sei de onde ele tirou isso.

Eu não respeito as aranhas, e não sou aracnofóbico. Eu não respeito pagode, e não sou pagodofóbico.

Essa requisição de “respeito”, solicitado por alegados defensores de grupos minoritários, é exatamente a mesma mania que Pat Condell criticou no vídeo onde fala daqueles que não admitem críticas ao Islã. É quando começam a chamar os críticos de Islamofóbicos.

A partir do momento em que o esquerdista usa esse tipo de rotulagem desonesta e criminosa contra o oponente, ele fornece uma senha para o real significado de suas ações: “quero censurar meu oponente ideológico e vou arrumar um pretexto para fazer isso, espero apenas que não percebam o truque que estou usando”.

Todo o cirquinho protestando contra “a homofobia” ou “a islamofobia” é exatamente isso: o uso de expressões desonestas que tentam transformar comentários legítimos e não violentos de seus oponentes ideológicos em um crime de ódio.

Fica evidente que tudo que Felipe Neto critica naquilo que ele chama de “homofobia” se refere a manifestações legítimas e não violentas de opositores do homossexualismo. Em outras palavras: Neto não tem um “caso” em mãos, e então apela para uma série de fraudes intelectuais na tentativa de censurar os opositores.

O fato é que todo e qualquer comportamento pode ser criticado, e nenhum comportamento é digno de respeito.

Veja o número de coisas que qualquer pessoa pode criticar em uma sociedade livre (sociedade à qual Felipe Neto se opõe): (1) leitura da Bíblia, (2) uso da burca, (3) leitura de livros da série Crepúsculo, (4) se casar, (5) não se casar, (6) ouvir pagode, (7) ouvir heavy metal, (8) gostar de futebol, (9) dar o cu, (10) Maomé, (11) O Papa, (12) acreditar em Deus, (13) não acreditar em Deus.

Entendeu, Felipe Neto? Não, você não entendeu.

Em uma sociedade livre criticar qualquer um dos itens é perfeitamente normal. Pedir “respeito” a priori para qualquer um desses itens é um ato de insanidade. Tanto quanto chamar de “fobia” qualquer crítica argumentativa ou filosófica a qualquer item da lista.

Essa lista é praticamente infinita, e, se não for, então podemos demonstrar ao público que o esquerdista não entende a liberdade de expressão.

Alguns grupos esquerdistas vivem ofendidos, de maneira praticamente permanente, a respeito de críticas que recebem. Esse é um problema psicológico causado pelos esquerdistas, e Felipe Neto toma o lado destes esquerdistas em sua campanha pela censura.

Ao invés de lançar um discurso contra a liberdade de expressão, Felipe Neto poderia ajudar aos gays lançando um vídeo ensinando o movimento gay a aprender a receber críticas comportamentais, ideológicas e filosóficas.

Aprenda: se você não sabe receber críticas não violentas, unicamente argumentativas, você é parte do problema. Inventar um rótulo desonesto para chamar os críticos de “fóbicos” (quando na verdade não são) significa apenas fugir da realidade para criar mais problemas para pessoas que já tem problemas. Em outras palavras, Felipe Neto ajuda a ampliar a neurose da ala radical do grupo que alega defender.

Quando Felipe Neto conclui com sua definição de homofobia, mete o pé na merda de vez: “É você utilizar suas palavras, e sua filosofia de vida pra simplesmente não aceitar determinadas pessoas”.

Não, idiota. Utilizar suas palavras e sua filosofia de vida para não aceitar qualquer comportamento, de forma argumentativa, é simplesmente uma manifestação sadia da liberdade de expressão. Se você tiver um argumento em contrário, lance o argumento, mas sem tentar limitar a liberdade de expressão do outro lado. Se lançar um argumento ruim (como confundir crítica comportamental com “fobia”), receberá críticas. Não há nada de “fobia” nisso, especialmente quando tratamos de críticas não violentas (um exemplo de crítica violenta é “devemos invadir a casa de X e queimá-lo”, por exemplo).

Outro momento engraçado é quando ele, mesmo sendo um fomentador de neuroses, quer ensinar como as pessoas devem criar seus filhos:

Você tem que educar seu filho para que ele tenha a mente aberta, não condenativa, não punitiva, não vingativa. Você tem obrigação de fazer com que seu filho seja uma pessoa decente.

No dia em que formos aceitar conselhos de Felipe Neto para “criação de filhos”, então temos que chamar o Jason Voorhes para dar consultoria de como devíamos criar uma sociedade pacífica. É, realmente nada faz sentido no discurso de Neto.

Mas eu aprendi a interpretar textos de humanistas e esquerdistas com o tempo. Observe o que eles dizem, e faça o oposto.

Então, significa que devemos ensinar a nossos filhos a conviver com as críticas, e entender que eles devem superá-las. Esse é o caminho para alguém se tornar uma pessoa decente e mentalmente sadia. Criar um filho que viverá sempre protegido das críticas do mundo em relação ao seu comportamento será danoso para a personalidade dele.

Como eu tenho dito, é um sinal dos tempos. Vivemos a era do fim do debate. Felipe Neto ganha a vida fazendo comentários a respeito de todo e qualquer assunto da vida, dizendo como todos nós devemos nos comportar. Ele quer nos dizer quais as opiniões devemos ter, e quais sensações devemos sentir. O problema é que todo o discurso dele é digno de um retardado mental.

Não há mais nada a fazer com essa nova escória de intelectuais orgânicos (não confundir com intelectual, no sento estrito, por favor) senão a refutação das bobagens que eles dizem.

Eles não tem a menor noção do quanto são limitados, incapazes e insanos. Ou nós dizemos a eles o quanto eles são inimigos da sanidade e do discurso racional, ou então o hospício vai ditar as regras do jogo.

Pensando bem, é melhor deixar pra lá. Melhor explicarmos para o público, pois Felipe Neto e sua tropa não vão entender nada mesmo.

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23 COMMENTS

  1. Luciano, se lembra que eu falei pra assistir 5 minutos do vídeo? Ele lança essas pérolas que você citou aos 2:30, se não me engano, que foi onde eu parei de assistir. Se a definição de homofobia já era uma piada, o resto da argumentação não podia ser melhor.

  2. “Uma coisa é rejeitar uma pessoa, outra coisa é rejeitar um comportamento ou ideia desta pessoa.”

    Exato. E o cristianismo deixa isso MUITO claro. Muita coisa é o pecado (abominável), outra coisa é o pecador (devemos amá-lo). Mas o mundo moderno não entende isso.

  3. “É você utilizar suas palavras, e sua filosofia de vida pra simplesmente não aceitar determinadas pessoas”

    É muito idiota, desde quando discordar de uma prática é rejeitar pessoas?

    “A mãe de fulano discorda do seu comportamento, logo está rejeitando o filho”.
    “Meu chefe não concordou com minhas ideias, então ele tem fobia a mim”.

    Ele praticamente defende que não podemos discordar de ninguém, porque isso seria fobia. Tudo bem então, ué, vamos colocar em prática esse pensamento a TODAS AS COISAS, não só ao homossexualismo.

  4. E o rótulo “antissemitismo”? O mais utilizado, e com maior poder de traumatização? Antissemitsmo é stop-think imediato, mais neurotizante impossível. Vai dizer àquele grupo a “aprender a receber críticas comportamentais, ideológicas e filosóficas”? Acho que não. “Utilizar suas palavras e sua filosofia de vida para não aceitar qualquer comportamento, de forma argumentativa, é simplesmente uma manifestação sadia da liberdade de expressão.” Não creio que a Liga Anti-Difamação aceite isso como argumento válido, a liga que está agindo para implementar a aceitação incondicional do homossexualismo na América. http://archive.adl.org/education/curriculum_connections/unheard-voices/invisibility.asp “Alguns grupos esquerdistas vivem ofendidos, de maneira praticamente permanente, a respeito de críticas que recebem.” Isso ocorre com grupos dos dois lados da dialética; poderosos grupos de direita estão certamente entre os mais neuróticos e intolerantes de qualquer crítica. Penso ser um processo inevitável, a criação desses rótulos pedantes e fascistas como Anti-…, negador de …, …-fóbico e etc. a partir do momento em que uma sociedade se abre ao vitimismo; isso é simplesmente a continuação inevitável dele.
    Hoje, se você não pertence à algum gupo “oprimido” de coitadinhos inatacáveis, você é um cidadão de segunda classe, em qualquer parte do Ocidente, um possível hater ou supremacista. E o que pode haver de errado com a atitude dos muçulmanos, quando tudo o que pedem é o mesmo nível de leniência, permissividade e “intocabilidade” já oferecido pelo Ocidente a outros grupos, muito mais poderosos que eles?

    • “poderosos grupos de direita estão certamente entre os mais neuróticos e intolerantes de qualquer crítica”.

      Eu gostaria de ver alguns exemplos.

      Pois vitimismo ao ponto de tolerância ao crime tenho visto no caso dos Islâmicos, e também no caso dos Gayzistas.

      Mas gostaria de ver seus exemplos.

      Agradeço,

      LH

      • Eis aqui um “estudo” da academia militar de West Point demonizando patriotas http://www.ctc.usma.edu/wp-content/uploads/2013/01/ChallengersFromtheSidelines.pdf . Aqui a coisa adentra a área cinza, sem dúvida; foi feito pelo establishment militar ( identificável como direita por quase todos ), e embora o “estudo” condene grupos de direita, são grupos da “baixa” direita, por assim dizer, a direita não aceitável, que acredita em família. tradição, etc ( e é claro, alguns grupos quase-criminosos sempre aparcem ). Diferente da “alta”, aceitável direita dos holofotes, que prega obediência servil à autoridade e o dinheiro ( não a cultura ) como origem e fim de todas as coisas. A mesma direita que diz isso: [youtube http://www.youtube.com/watch?v=cpPABLW6F_A&w=420&h=315%5D
        Quer chantagem emocional maior que essa? Utilizar o sofrimento das famílias das 3000 vítimas dos atentados para vender uma guerra sem sentido, e esmagar qualquer crítico como traidor, não-patriota etc. Outra aberração: [youtube http://www.youtube.com/watch?v=XrNl6-j9x5w&w=420&h=315%5D. Apoie as tropas ou cale a boca, na maior nação democrática do mundo, certo?
        Eis aqui uma ativista radical pró-Israel ancorando-se no vitimismo gay para denunciar o Islã como um todo: http://atlasshrugs2000.typepad.com/atlas_shrugs/2012/11/pamela-geller-yahoo-.html Aqui ela mistura tudo, faz uma salada que no fim parece vender a idéia de que ser Ocidental significa aceitar o homossexualismo.
        Outro grupo, que embora popularmente reconhecido como extrema-esquerda, tem ampla aceitação pelo establishment americano como espécie de vanguarda de tipo “watchdog”, e ao investigar um pouco vê-se que possui vínculos estreitos com a Liga Anti-Difamação: http://www.splcenter.org/get-informed/intelligence-files/ideology#.UYKWl1Ks9kg . Perceba a malícia de atirar grupos cristãos e anti-imigração no mesmo saco de KKK e neo-nazis.
        Este texto é interessante ao mostrar a alienação e aceitação da tirania em nome do combate ao “terror” http://www.infowars.com/you-are-the-hope/ .
        O ponto é que quase toda corrente hoje capitaliza na piedade, na manipulação emocional das massas ignorantes pra vender o seu peixe. Quando não há coitadinhos arranjam-se , e a partir daí vende-se uma guerra ou intervenção externa, ou divisão de mais poderes com a ONU, ou controle de armas, etc, etc. O vitimismo é uma doença mental, mas uma doença mental predominante na sociedade hoje, portanto visto como “normal”. Estes são só poucos exemplos, talvez não muito bons, do processo. Um bom filme que vem à mente é Wag the Dog, sobre como vender uma guerra num país distante a uma população incauta e acrítica, que aceita tudo por “dever de defender os oprimidos” . Aqui um trecho com a garotinha atravessando a ponte com um gatinho ( na verdade a filha do embassador da Albânia e atriz )[youtube http://www.youtube.com/watch?v=gNDmDZi05dY&w=560&h=315%5D. Lembra da garotinha iraquiana que deu entrevista ao Congresso americano chorando e lamentando a brutalidade dos soldados de lá, que “arrancavam bebês das incubadoras”. Pois bem, ela era filha de um alto diplomata, e foi treinada para fazer aquela cena:[youtube http://www.youtube.com/watch?v=v94WsjWKQ3U&w=420&h=315%5D Já percebeu como o conflito na Síria é SEMPRE apresentado como: “o ditador Bashar Al-Assad fez isso, as tropas do ditador Bashar Al-Assad atacaram essa e aquela região, bla bla bla…” O que nunca é dito é que ele é um líder secular, que apesar de tudo mantém um equilíbrio no país entre as diversas facções, inclusive Cristãs, que lá se encontram. e está sendo atacado por legiões de mercenários fanáticos, corta-cabeças mesmo, armados e treinados por firmas de segurança privada ocidentais com vínculos com o complexo industrial-militar americano.
        No fim, pra qualquer pessoa pensante, a diferença entre direita e esquerda fica quase invisível. Desculpe o post longo, mas não se escreve sobre isso em cinco linhas.

      • Na boa, vc é mais uma vítima da propaganda esquerdista.

        Aí, na tentativa de justificar os crimes da esquerda, tenta arrumar “os mesmos crimes” na direita, que na verdade não tem nada a ver.

        Decerto, vc citou propagandas de guerra, legítimas no jogo democrático, o que é TOTALMENTE DIFERENTE de usar o truque para silenciar um grupo através da lei e da manipulação lógica.

        Nenhum dos seus exemplos configura um crime contra a LIBERDADE DE EXPRESSÃO semelhante ao que a esquerda tenta fazer com os truques de proteção ao islamismo e ao gayzismo.

        Veja uma variação da rotina que você tentou: http://lucianoayan.com/2013/04/01/rotina-esquerdista-as-guerras-norte-americanas-sao-moralmente-iguais-aos-genocidios-da-russia-e-da-china/

        Eu já devia ter suspeitado quando você tentou comparar a defesa contra o anti-sionismo com a defesa contra as críticas ao Islã.

        Aliás, os judeus tem cometido atentados terroristas contra os Estados Unidos? rs.

        Só aí tua fraude já cai por terra.

        A esquerda tem o MONOPÓLIO do uso do vitimismo para implementar censura a grupos de que não gosta. Ponto. Seus exemplos não comprovam o uso do politicamente correto para censurar oponentes. Ponto.

        Tente algo melhor na próxima.

        Abs,

        LH

      • Tudo bem, última intervenção, só pra avisar que estou me desinscrevendo, mas sem hostilidade. O que eu escrevi é o que penso mesmo, sem nenhum “truque”, não sou esquerdista, diga-se de passagem. Mas só pra não parecer que “tentei ludibriar alguém mas não deu certo” ou “olha só, mais um esquerdista não agüentou e saiu correndo, haha”, escrevo agora. Você tem o meu e-mail, pode dar pra quem quiser se alguém se sentiu ofendido, eu respondo pelos comentários diante de qualquer um ( polícia inclusive ). Obrigado pela oportunidade.

      • Não é preciso ser esquerdista para ser vítima da propaganda esquerdista. Até a direita MUITAS VEZES é vítima. Exemplo: quando um sujeito da direita diz “quer dizer que direitos humanos é só para bandido?” foi vítima da propaganda esquerdista, pois acreditou que o rótulo “direitos humanos” pertence ao esquerdista.

        Portanto, não te chamei de esquerdista.

        Abs,

        LH

      • Está confundindo os lados, você teve uma quase-ideia, mas errou em diferentes pontos… o que você chama de “direita” é o pior tipo de esquerda existente hoje… sobre as facções na Síria, ou em qualquer parte do Oriente Médio, o maior culpado de todos, Lênin, que ao misturar suas ideologias com crenças não bem fundamentadas, tornou-se uma mistura explosiva.

    • Acho que todos os líderes direitistas e esquerditas tem um certo grau de neurose que varia dependendo do indivíduo e do apego á certa ideologia política.

  5. Dá até para fazer uma brincadeira com a fala dele.

    “Respeito não é só dizer bom dia. A partir do momento que você defende uma opinião de que os pedófilos são uma abominação, de que isso não deveria existir, que é uma promiscuidade e coisas do gênero… Meu amigo você não está respeitando. Ser contra pedofilia não é sair pela rua com uma espingarda caçando pedófilos […] Ser contra pedofilia é muito mais do que isso. É você utilizar suas palavras, e sua filosofia de vida pra simplesmente não aceitar determinadas pessoas”

  6. Só para constar, a parada gay deste ano terá protesto contra Marco Feliciano, na forma de um caminhão de trio elétrico. Fica-me a impressão de que os organizadores, após o fiasco do ano passado (vide o tanto de buraco que havia entre os blocos de pessoas), estão querendo falar algo como “usem-nos de inocentes úteis de novo, por favor!”, até porque o tema é bem óbvio. Vamos às análises de alguns discursos:

    1) Diz Fernando Quaresma que estaria sendo imposto um retrocesso pelos supostos religiosos e fundamentalistas. Porém, como aqui se fala de religião política, perguntaremos se eles não estão sendo fundamentalistas de uma religião política a qual creem ser tão perfeita que sequer possa ser criticada. Luciano, fica a sugestão de em algum momento você mapear sobre a existência de fundamentalismo na religião política. Há o paralelo com a religião tradicional de que fundamentalismos precisam de uma obra escrita para que assim possam ser classificados, mas também temos de lembrar que há uma porrada de obras escritas de cunho marxista-humanista-neoateísta, que tornam inclusive difícil para que um MHN leia algo (vide o tanto de comunistas que jamais leram “O Capital”);

    2) Diz Nelson Matias que o quadro é caótico com a presença de Feliciano e que ele seria só a ponta do iceberg. Perguntaremos a quem isso é caótico, pois para os contaminados por chumbo em Santo Amaro da Purificação, não o foi. Poderemos perguntar se ficou caótico o quadro do pessoal que recebia grana estatal graúda e que agora tem de se conformar com financiamentos privados, que em geral são de menor monta e mais pulverizados. Obviamente que “a ponta do iceberg” fica soando como aquele lance de querer jogar clima de culpa e terror em amplas parcelas da população que nunca fizeram qualquer coisa contra gays (assim como MHNs que defendem outras coisas querem imputar o estupros praticados por estupradores na conta de homens que jamais fariam algo assim);

    3) Ainda Nelson Matias. Diz ele que se todos fossem considerados cidadãos, não precisariam tomar as ruas e que estaríamos vivendo uma era de retrocesso e cavernas. Obviamente que vamos perguntar se é obrigatório que a presidência da CDH fique em mãos de marxistas-humanistas-neoateístas para que funcione a contento;

    4) Se o tema da para deste ano é “para o armário nunca mais” e um de seus alvos é Marco Feliciano, como explicar o tal amigo homossexual do pastor que organiza as festas das filhas dele e que, pelo que diz o também deputado e que até agora estou buscando fontes, tem sido acossado pelos grupos militantes gays por dizer que está em paz e é bem tratado pelo parlamentar da discórdia? Se Feliciano não o obrigou a escamotear sua homossexualidade, onde estaria a homofobia no tal sentido que os militantes gays querem usar?

    Quem conhece um pouco que seja da dinâmica da parada sabe que há muitos homossexuais que evitam ir ao referido evento por considerar a coisa muito muvucada, enquanto outros dizem não querer que o mundo os resuma a uma única condição que carregam. É muito possível também que outros homossexuais tenham recusado ser feitos de inocentes úteis e, por isso, boicotado a parada caso tenham se considerado feitos de tal coisa. Sendo homossexuais pessoas com interesses, capacidades de escolha, busca de conhecimento e outras tantas coisas iguais a outras tantas pessoas, também é muito possível que vários deles estejam engrossando o crescente coro dos que são contrários ao marxismo-humanismo-neoateísmo.

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