Desmistificando a polêmica esquerdista em cima de “Manifesto do Nada na Terra do Nunca”, de Lobão

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Há muitíssimos poucos artistas ou grupos musicais dos quais eu me declararia um fã. E Lobão não é um deles, mesmo que exista uma meia dúzia de músicas dele que eu goste bastante. Posso citar: “Matou a família e foi ao cinema”, “A vida é doce”, “A Queda”, “Revanche” e mais uma ou duas, das quais não lembro o nome agora.

Ultimamente, Lobão tem chamado a atenção pelo lançamento do livro “Manifesto do Nada na Terra do Nunca”, pelo qual paguei quase R$ 26,09 na Amazon em versão Kindle.

A esquerda está tratando o livro como uma blasfêmia, mas o dramalhão é injustificado. Na verdade, estão ajudando a dar fama a um livro até “light”.

Hoje praticamente um anarco-libertário, Lobão dificilmente pode ser considerado um conservador, e na maioria dos casos dificilmente seria confundindo com um militante anti-esquerda.

Na verdade, ele está mais para um crítico do que a esquerda se tornou hoje em dia, ao invés de um anti-esquerdista por princípio como eu. Lobão parece ter desanimado das utopias que acreditava, e hoje despeja acidez em cima do status quo cultural de esquerda.


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Sim! O livro de Lobão não é um líbelo político, e fornece pouquíssima munição para ser utilizada como arma pela direita em discursos contra a esquerda. Se quiser esse tipo de conteúdo, procure Olavo de Carvalho, Luiz Felipe Pondé e Reinaldo Azevedo.

Por outro lado, ele não se faz de rogado em atacar sem dó nem piedade uma legião de artistas e músicos que se debruçam na Lei Rouanet, mamando nas tetas do estado e sem ter que fazer nada que preste.

A certo momento, Lobão mostra que mais do que a mediocridade, o patrulhamento destes “intelectuais” da esquerda é o maior problema:

Num clima de estupidez ideológica, estelionato intelectual ou, simplesmente, suborno, a grande parte dos artistas, do cineasta, da imprensa e dos intelectuais está nocauteada. Quem ousa tecer algum comentário um pouco mais crítico sobre a realidade que nos rodeia acaba sofrendo violências morais e psicológicas, sempre no intuito de eliminar o interlocutor.

Ele está nos dizendo uma mentira? Não. Ele simplesmente nos narra o óbvio, como pudemos ver recentemente no cruel patrulhamento ideológico feito contra Joelma, do Calypso, pelo fato dela dizer que não concorda com o casamento gay.

Para quem está enlouquecido de ódio a ponto de achar que a obra de Lobão é um ataque ao PT, vejam o trecho abaixo:

Não nos ensinam história: nos ensinam a história oficial que o marxismo cultural dita, que o governo atual dita. Os livros de história brasileira são, em sua grande maioria, pura ficção ideológica, e isso não nasceu no governo atual. Já vem do final dos anos 1960, quando a gente aprendia, junto com aquele monte de hino, a cantar o cancioneiro da nossa MPB subversiva nas aulas de moral e cívica (matéria implementada pelo governo militar!).

Ih, rapaz! Quer dizer que estão acusando o Lobão de apoio ao Regime Militar, e ele está criticando até a subserviência ao esquerdismo gramsciano cometida por aquele governo? Sinal de que os esquerdistas estão precipitados demais.

Um momento especialmente irônico é quando Lobão conta uma sensação típica dos jovens vivendo em um ambiente de patrulhamento ideológico, sendo forçado a gostar de coisas que realmente não gosta para se sentir “integrado” no grupo.

Agora, confesso a vocês que morria de medo de descobrirem o meu recôndito desprezo por essas tão cultuadas figuras. Passava o tempo todo sofrendo, sentindo remorsos, desconfiando seriamente da minha propria inteligência só porque achava aquela tal de MPB chinfrim, ressentida, anêmica e pífia.

Como se nota, a essência do livro está na crítica cultural. Na critica à mediocridade causada por uma cultura subsidiada pelo estado. Uma cultura desobrigada de fazer qualquer coisa que preste, desde que atenda a uma agenda ideológica. Agenda esta que aparece, de uma forma moderada, desde o regime militar, chegando ao seu ápice no governo do PT.

Lobão subverte toda essa mediocridade em um livro sem meios tons, mas também muito distante da polêmica banal.

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Lá pelas tantas, ele usa um capítulo inteiro para dizer o quanto a Comissão da Verdade, proposta pelos petralhas, é uma farsa. Mas isso todos já sabiam, não? Ora, se não é uma farsa, por que estão investigando apenas as ações de militares mas não a dos terroristas marxistas?

Fazer este tipo de questionamento incômodo é uma forma de subversão, com a qual os esquerdistas não estão acostumados.

O resultado é que hoje estão patrulhando Lobão, e, provavelmente sem terem lido o livro, pois caso contrário ficariam constrangidos em ver o quanto “Manifesto do Nada na Terra do Nunca” prevê o comportamento de ódio dos esquerdistas diante do menor ato de dissidência.

E não falo de “menor ato de dissidência” de forma injustificada. As mais duras críticas de Lobão ao governo PT parecem uma poesia edificante perto do material gerado por Olavo de Carvalho e Reinaldo Azevedo.


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2 COMMENTS

    • Diego, vou fazer melhor.

      A partir da meianoite de hoje, e caminhando por todo o dia de amanhã, publicarei 5 rotinas de apologia e tolerancia ao crime dos esquerdistas. 🙂

      Várias são usadas no texto do Luiz Flavio Gomes, e uma rotina é nova.

      abs,

      LH

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