Rotina esquerdista: Quem pede aumento penal, age pela emoção

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Tears

Última atualização: 08 de maio de 2013 – [Índice de Rotinas][Página Principal]

O truque é costumeiro e quase sempre é utilizado em todo conteúdo divulgado por esquerdistas quando tentam reagir às propostas da direita pedindo maior punição a criminosos.

A rotina se baseia em dizer que o oponente direitista está “agindo pela emoção” ou “aproveitando-se da comoção do momento”.

Entretanto, o uso da comoção de um momento não é algo ilegítimo per se.

Aliás, esquerdistas utilizam-se das comoções de momentos para pedir aprovação de suas leis. Como exemplo, o atentado em Newtown, onde várias crianças morreram, serviu para que a esquerda norte-americana tentasse pedir a proibição de armas de fogo de alto impacto nos Estados Unidos.

Neste caso, aliás, o uso da comoção foi indevido, pois não havia relação entre a solicitação pelo banimento de armas de alto impacto e o evento ocorrido, já que se o sujeito era um criminoso, ele poderia usar armas fora da lei .

No caso da solicitação de punição feita pela direita, é o oposto. Há argumentos lógicos a favor do aumento da punição. Até por que todo período a mais que um criminoso permanece encarcerado significa um período a menos que esse criminoso está nas ruas apto a cometer crimes. Para não entender essa obviedade, é preciso de retardo mental ou desonestidade intelectual.

O maior problema nesta rotina é que ela parte de uma alegação não provada: a de que o direitista, ao pedir aumento de penas para os criminosos, age pela emoção, e o esquerdista, ao pedir redução de penas (ou manutenção das penas baixas) aos criminosos, não age pela emoção. Ou melhor, age pela razão.

Claro que eles jamais provam que estão mais “pela razão” do que os oponentes. O argumento deles, no entanto, é com certeza mais irracional, pois ignora obviedades básicas. De novo: se um sujeito passa tempo nenhum, 5 anos ou 10 anos encarcerado, a cada vez mais isso reduz o tempo no qual esse criminoso tem a condição de cometer crimes similares. Ninguém pode ser tão burro que não entenda isso.

Ora, essa constatação é muito mais racional do que pedir que o criminoso tenha cada vez mais tempo hábil para praticar crimes.

Mas ainda assim teríamos a emoção da direita, ao sentir empatia pelas vítimas dos criminosos, e pelas vítimas (atuais e futuras) destes criminosos. No que isto desqualifica os argumentos da direita? Nem um pouco. Mesmo que motivados pela empatia (pelas vítimas), a direita constrói argumentos para a responsabilidade civil muito melhores do que a esquerda.

Aliás, a esquerda também age pela emoção, ou mesmo “no aproveito de comoção”, para privilegiar os criminosos. Pudemos ver recentemente o dramalhão que fizeram pelos criminosos mortos no Carandiru.

Desta feita, a esquerda também possui não apenas empatia, como também “aproveita a comoção” para ter motivação para suas ações.

A diferença é que a empatia da esquerda é pelos criminosos, enquanto a direita pensa nas vítimas dos criminosos.

Isso, é claro, faz toda a diferença.

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3 COMMENTS

  1. “A diferença é que a empatia da esquerda é pelos criminosos, enquanto a direita pensa nas vítimas dos criminosos.” Falou e disse.
    Vou te falar que esse domingo estava aqui em casa indo de um cômodo para o outro e ví a TV ligada na sala. Estava passando um programa no qual uma garotinha na platéia chorava muito. Uma cena realmente lamentável. Alguém chama a atenção da apresentadora, que vai ao encontro da criança e pergunta por que ela está chorando daquele jeito. “É por que lembrei do meu irmão”, diz a menina soluçando. E conta a história do irmão mais velho de 14 anos, João, morto quando ia à padaria comprar pão. O suspeito do crime era um menor de idade.
    Na hora, impossível negar que fiquei comovido. Você vê uma menina inocente sofrendo um absurdo pela perda do irmão e imagina um adolescente sem vergonha no caminho da detenção – se ele chegar a ser detido, né – já planejando o próximo crime, pois sabe que será solto logo.
    A pergunta: por quem você sente mais comoção? E a resposta, já escrita ná primeira frase desse comentário, não poderia ser mais precisa.

    • “NA primeira frase”*Corrigindo no comentário anterior.
      E ainda que o adolescente infrator estivesse passando pela dificuldade ou problema que fosse. Isto justificaria aquele crime? Isto serveria para autorizar este indivíduo a tirar a vida de outro e deixar uma família inteira despedaçada pela dor?
      Quem deve estar sofrendo mais agora o criminoso coitadinho ou a família inteira destruída?
      “O destino concreto do homem é a reabsorção das circunstâncias”, disse Ortega Y Gasset. Dificuldades todos nós temos! O mundo não é moldado segundo as nossas vontades, como querem estes esquerdistas. Cometer um crime por que as coisas não vão como você pensa que deveriam ir não é e nunca será certo! É agir como uma criança mimada, que quer tudo do seu jeito e não aceita nada diferente.

  2. Uma rotina comumente usada pelos esquerdistas contra o aumento de pena para criminisos é que tais punições servirão somente para atingir os pobres, nunca os ricos.

    Não se esqueça dessa, já ouvi tal rotina uma par de vezes.

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