Rotina esquerdista: A direita trata a punição ao criminoso como se fosse uma solução mágica

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Última atualização: 09 de maio de 2013 – [Índice de Rotinas][Página Principal]

Em sua Dialética Erística, Schopenhauer mapeou 38 estratagemas de debates que funcionam para vencer adversários, mas sem precisar usar coisas como lógica, honestidade e vergonha na cara. É um manual de patifarias intelectuais, feito não para vigaristas, mas para aqueles que querem se defender de debatedores vigaristas.

Um dos estratagemas mais interessantes mapeados por Schopenhauer é a ampliação indevida, uma espécie de falácia do espantalho na qual a proposição de um oponente é exagerada, e, em seguida, refutada. Logo após a refutação desta versão exagerada, o vigarista finge que refutou a versão original.

É exatamente o que ocorre com esta rotina. Geralmente alguém da direita diz que seria melhor punir um criminoso com a prisão tradicional, ao invés de sua manutenção em “instituições educacionais”. Ao fazer isso, o sujeito estará encarcerado em um ambiente onde não poderá cometer crimes contra o cidadão comum por todo o período em que estiver por lá. Qual a mágica nisso? Nenhuma, obviamente.

Em seguida, vem a ampliação indevida, onde o esquerdista finge para a plateia que o direitista está prometendo uma “panaceia para resolver todo o problema criminal”. É óbvio que não fazem isso.

Não há nenhuma “solução mágica” contida em qualquer proposta pelo aumento das penas para o criminoso, mas somente a constatação de fatos óbvios, além de pretensões modestas para propostas modestas.

Transformar esse tipo de solicitação por penas maiores, uma solicitação racional feita pela direita, na estipulação de uma “fórmula mágica” é o verdadeiro passe de mágica do esquerdista.

É a mágica da manipulação do conceito de tudo que você disser para jamais terem que debater a questão de fato.

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