Rotina esquerdista: Redução da maioridade penal é preconceito contra o menor de idade

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Última atualização: 10 de maio de 2013 – [Índice de Rotinas][Página Principal]

Já vi este raciocínio em um debate no Facebook, em que o esquerdista disse que a solicitação pela redução da maioridade penal “com certeza é coisa de retrógrados e reacionários, que querem fazer uso de seus preconceitos contra os menores de idade”.

A lógica é fantástica, não por sua correção, mas pelo humor involuntário.

Na visão desta figurinha, quem pede a redução da maioridade penal com certeza é maior de idade. Então, lança seu preconceito contra os menores de idade ao pedir a redução da maioridade penal. Basicamente, é o mesmo truque de opressor e oprimido, que eles fazem muito bem.

O problema é que nem de longe a preferência pela redução da maioridade penal é exclusiva dos maiores de idade. Pelo contrário, as pesquisa refletem todas as faixas etárias da população. Na última pesquisa, do Datafolha, 93% defenderam a redução da maioridade penal.

Assim, não existem preconceito de uma faixa etária contra a outra. Aliás, o preconceito é o do argumentador de esquerda, ao sugerir que todo menor de idade é um criminoso passível de punição por crime violento.

É o contrário: se há uma minoria afetada pela redução da maioridade penal, não é a classe dos “menores de idade” mas sim dos infratores da lei, que podem ser tanto menores como maiores de idade.

Certos momentos eu me surpreendo com a fragilidade dos argumentos da esquerda. Mas este é realmente abaixo da média.

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1 COMMENT

  1. Luciano, se servir para dar uma sofisticação na refutação a tal argumento do preconceito, lembro que marxistas-humanistas-neoateístas costumam dizer que quem defende redução de maioridade penal na realidade estaria sendo racista por vias escamoteadas e que estaria promovendo na realidade uma espécie de genocídio contra os pobres deste país. Em parte, tal argumento se apoia na história dos famosos três Ps que seriam os que vão exclusivamente para a cadeia e usa esse flagrante erro histórico de nosso sistema judiciário como trampolim para a tal tese de que se estaria fazendo um apartheid por vias indiretas.
    Sem querer, acabei te deixando uma sugestão de rotina a ser mapeada, uma vez que é comum ver MHNs dizendo que o Brasil estaria vivendo um apartheid disfarçado (sendo que qualquer um sabe que um mesmo bebedouro, banheiro público, ônibus ou outros bens são costumeiramente usados por pessoas de todas as classes e cores de pele sem que ninguém ache ruim. Neste caso, dá até para usar de uma tese de Darcy Ribeiro: a de que o Brasil tem gente racista como teria qualquer outro país, mas com a diferença de que aqui o racista tem vergonha de o ser (uma vez que obviamente estamos falando de um país miscigenado e no qual não é incomum uma pessoa ter amigos de diversas classes sociais e cores).

    Outra sugestão que fica, e aqui pensando também nas particularidades do marxismo-humanismo-neoateísmo brasileiro é essa modinha de quererem falar mal de São Paulo (tanto o estado quanto o país), como se um paulista ou paulistano fosse o responsável pelo incêndio de Roma, por exemplo.

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