Rotina esquerdista: Há muito ódio e pouco perdão nos defensores do aumento penal

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pessoas perdão

Última atualização: 12 de maio de 2013 – [Índice de Rotinas][Página Principal]

Justiça seja feita: se os adeptos da bandidomania são totalmente desaforados e não possuem o menor senso de ridículo, ao menos são criativos em suas rotinas. E, de fato, sabem jogar com truques psicológicos, como poderemos ver aqui.

Vejam uma instância do truque direto do blog da ONG “Não Violência”:

O perdão e o amor em baixa. Este é o ponto mais difícil de ser tratado porque mexe com áreas muito profundas do nosso ser. Certamente a indignação causada pelas notícias de jovens que cometem crimes nos levam facilmente ao ódio e o ódio nos leva a procurar uma forma de vingança, despertando o desejo de dar uma punição extremamente rigorosa aos criminosos. Quando pensamos do ponto de vista da vítima, imaginando o sofrimento pelo qual passou e a dor que atingiu a família, é quase natural que esse ódio seja reforçado. Porém, apesar de difícil, vale a pena o exercício de tentar pensar no lado do criminoso. Um jovem que comete um crime bárbaro tem sua vida marcada para sempre (sua consciência e o julgamento da sociedade são cruéis); uma vida que poderia ter se tornado mais um brilho para dar luz ao mundo, foi apagada; uma energia que poderia ajudar na transformação do mundo foi interrompida; uma chama criativa que poderia contribuir para melhorar a raça humana, foi extinta, talvez para sempre. Se pensarmos assim, talvez encontremos um espaço para a compaixão e o perdão… porque a vida que fica talvez não sofra menos do que a vida que se foi… Além disso, quando assistimos um jovem que se envereda pelos caminhos tortuosos da criminalidade, de certa forma nos deparamos com nosso próprio fracasso enquanto sociedade… fracasso por não termos conseguido conduzir uma vida para sua realização plena e ética, enquanto ser humano.

Existem várias outras rotinas concatenadas neste parágrafo, entre as quais Pena de morte ou punição severa é vingança. Mas por que seria vingança? Por que o esquerdista disse que é. É a famosa argumentação do “é por que é”. Outra rotina encontrada é aquela onde ele diz que o criminoso já vai ser punido por sua consciência, e então já é punição suficiente. Esta será mapeada em breve.

Mas vou me concentrar na rotina em que o sujeito tenta imputar excesso de ódio e falta de perdão nos proponentes do aumento penal.

Basicamente, o sujeito confunde os dois conceitos para manipular as emoções do leitor. O fato é que o ódio de fato pode ocorrer em situações de crime violento, e é uma reação natural, plenamente normal. Mas há uma cultura cristã defendendo que o ódio não seja alimentado, e esta cultura é da maior parte da população. Podemos ter, então, pessoas que lutem contra o sentimento de ódio ao mesmo tempo em que peçam uma pena que proteja o cidadão, ou seja, uma pena muito mais extensa do que a proposta pelos esquerdistas. Assim, a correlação de “ódio” à proposição de penas mais altas é totalmente injustificada.

Para piorar, a questão do perdão é irrelevante no que diz respeito à punição. Pode-se perdoar alguém, em termos pessoais, mas ainda assim exigir o cumprimento da lei. Provavelmente, o esquerdista confunde perdão com “passar a borracha, em todos os quesitos”, inclusive legais. Mas aí teríamos o esvaziamento completo do conceito “perdão”. O perdão é apenas o processo mental de eliminar o ressentimento por uma outra pessoa. Não diz absolutamente nada em relação a outros fatores, e não significa “passar a borracha”.

Parece que o esquerdista que inventou esta rotina confunde perdão com não-responsabilização absoluta.

Vamos a um exemplo corporativo para resolver todos esses problemas.

Suponha que um sujeito é pego fraudando a organização, vendendo segredos do negócio para um concorrente. O diretor fica revoltado com isso, obtem as provas da fraude, demite o fraudador por justa causa e ainda inicia um processo judicial contra ele e a empresa que praticou espionagem corporativa.

O fraudador, no dia de sua demissão, conversa com o diretor e pede-lhe perdão, e diz que estava em dificuldades financeiras. O diretor o perdoa, e diz que entende sua situação, mesmo que a demissão e o processo judicial não possam (e nem devam) mais ser revertidos.

Enfim, este exemplo nos mostra que perdão e qualquer forma de redução de rancor não devem ser confundidos com “passar a borracha” ou “fingir que nada aconteceu, em todos os níveis”.

A redução do ódio em relação a um criminoso que tenha praticado um crime abjeto, ou mesmo uma ação de perdão a ele, não tem absolutamente nada a ver com livrá-lo de punições legais a respeito disso.

Dica aos esquerdistas: Não confundam ações de perdão com burrice e ingenuidade, ok?

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6 COMMENTS

  1. Sem contar a contradição ao citar estatísticas que afirmam que apenas 2 em 1000 jovens estejam cumprindo medida sócio-educativa, item 1 do manifesto, e daí inferir que somente estes praticaram algum delito, para, já no item 2, dizer que pesquisas apontam a impunidade como uma das causas da violência.

  2. Luciano, talvez esta notícia possa ser motivo de um comentário especial no Dia das Mães, pois é uma desigualdade criada pelos supostamente tão ciosos da igualdade marxistas-humanistas-neoateístas. Enquanto a maioria de nós só vai mesmo poder contar com a herança de um pai e de uma mãe, a invenção da paternidade socioafetiva está criando privilegiados que poderão contar com três heranças (ou mais, vai saber).
    É daquelas coisas com toda cara de ser feita de propósito para bagunçar a sociedade, desvalorizar a família tradicional, criar confusão em relação à ancestralidade e ser mais um bastião gramscista na luta contra um mundo que funcione de maneira minimamente organizada. Fora, é claro, gerar clima de inveja contra quem sabe que poderá contar com mais de uma herança.

  3. Mais uma que daria uma postagem especial de Dia das Mães, desta vez vinda do Sakamoto e querendo insinuar que as pessoas não sabem diferenciar bandido de parente de bandido e que quando um bandido é condenado a algo, a pena se estende a sua família por esta simplesmente ter a atitude de ir lá visitá-lo.

  4. “fracasso por não termos conseguido conduzir uma vida para sua realização plena e ética, enquanto ser humano”

    Aqui tem mais uma rotina, não sei se você reparou: insinuar que o objetivo da vida de cada ser humano um é conduzir a vida dos outros “para sua realização plena e ética”. Por que não cobram do bandido o cumprimento desse objetivo? Ah, nem precisam responder, já sei a resposta: porque ele é uma vítima da sociedade, etc. etc. etc. Ah, vão se catar!

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