Rotina esquerdista: Não podemos ser tão duros contra o crime, pois crime é um conceito que muda com o tempo

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anjodiabo

Última atualização: 13 de maio de 2013 – [Índice de Rotinas][Página Principal]

Relativismo cultural é algo que pode ser discutido, em termos filosóficos, mas relativismo absoluto já é uma grande piada. Relativismo absoluto não é endossado nem pelo darwinismo.

Relativismo absoluto é o que tentam os esquerdistas no meio de uma discussão sobre aumento penal, ao qual eles irão se opor sempre.

No curso de um debate, eles vão se sair com a noção, até justificada, de que o conceito de crime modificou-se durante o tempo. Vão citar exemplos de uma época em que as mulheres eram apedrejadas por adultério, e isso estava dentro da lei. Mas hoje em dia não apedrejamos mais as mulheres por adultério. Ou seja, a gravidade de um crime, em termos morais, foi rediscutida.

Ao apresentar exemplos deste tipo, tentarão sustentar a ideia de que o conceito de crime muda com o tempo. Em alguns casos, tentarão dizer que o conceito de crime vai desaparecendo com o tempo.

O detalhe é que a mudança do conceito de crime não significa que nós inexoravelmente deixemos de considerar um crime como crime. E, muitas vezes, algo que não é considerado crime passa a ser considerado crime. Como exemplo, a escravidão.

Disto já podemos concluir que a mudança do conceito de crime, com o tempo, não implica em descriminalização automática. Podemos até aumentar a gravidade de um crime. Ou transformar algo legal em crime.

O raciocínio esquerdista também é errado pelo fato de considerar que se em alguns casos o conceito de crime mudou durante o tempo, isso não implica que todos os crimes devam passar pelo mesmo processo. Até por que alguns elementos são inerentes à espécie humana, em um contexto de vida social.

Por isso não se deve esperar a descriminalização de estupro, latrocínio, assalto à mão armada, homicídio e terrorismo em nossas sociedades. Isso por que estamos falando de crimes que implicam diretamente em dano social, e prejudicam a vida em sociedade. É diferente, por exemplo, da criminalização de uma ação relacionada aos “bons costumes”.

Enfim, o fato de alguns conceitos relacionados ao crime mudarem de acordo com o tempo, não implica que todos os conceitos relacionados ao crime devem mudar de acordo com o tempo.

Quando se fala em punição ao criminoso, falamos de crimes bárbaros e violentos, e não há uma boa justificação lógica para mudarmos estes conceitos de acordo com o tempo. Um estupro continuará sendo um estupro, e um latrocínio continuará sendo um latrocínio. Salvo, é claro, no caso do domínio absoluto da sociedade por esquerdistas, mas estes estão fora do discurso racional.

Desta forma, a mudança de alguns conceitos sobre o crime no passado não faz nada em favor de dizer que não devemos punir crimes bárbaros no presente, crimes para os quais não há uma expectativa de que sejam “reclassificados” como ações virtuosas no futuro.

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1 COMMENT

  1. Caramba, nenhum comentário nesse? rsrsrs

    De fato acho que são poucos os que recorrem às falácias descritas aqui, já que elas podem ser facilmente revertidas, por exemplo dizendo que a esquerda está tentando criar crimes, como o crime de homofobia, além de haver pressão para que o crime de racismo seja mais duro, outra coisa também é a tentativa de criar uma lei para punir quem canta mulheres na rua, entre outras sandices.

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