Rotina esquerdista: Os crimes violentos são praticados pela classe baixa contra a classe rica, portanto não são um problema

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Última atualização: 12 de maio de 2013 – [Índice de Rotinas][Página Principal]

Podemos dizer que esta é praticamente uma macro-rotina, sempre transformando toda a questão criminal em guerra de classes. Não surpreende, já que este é o principal recurso psicológico de todo marxista.

Um exemplo é quando eles dizem que os crimes violentos são punidos com mais severidade, pois são principalmente cometidos pela classe pobre contra a classe rica. Talvez por isso não deveriam ser punidos tão severamente, oras, já que é apenas a luta de uma classe contra outra.

O duro vai ser essa gente explicar para a plateia como a dentista que morreu queimada recentemente tinha apenas R$ 30,00 na conta bancária, e, portanto, este seria mais um exemplo de guerra de classes. Também vai ser difícil eles explicarem para a família da mulher estuprada em um ônibus que ela pertencia à mesma classe social que o estuprador, mas mesmo assim tivemos uma outra instância da guerra de classes. Fico imaginando a sucessão de “veja bem” que terão que arrumar para sair do constrangimento em que se enfiaram por causa de sua lógica psicopática.

Aliás, esquerdistas não perceberam ainda que os crimes mais violentos vão, cada vez mais, acometer mais a classe baixa do que a classe alta? A evolução da segurança dos condomínios e a redução do custo da blindagem dos carros vão ajudar a cada dia a tornar o crime violento um problema principalmente para o cidadão pobre, pois o investimento em segurança está se tornando cada vez maior.

E não adianta começarem com a seguinte choradeira: “Está vendo, está aí o problema da desigualdade, pois os ricos podem investir em segurança”.

A verdade é bem diferente. A segurança está se tornando commodity para as classes intermediárias, e ninguém em sã consciência pode dizer que essas classes são as promotoras da “desigualdade social”.

Um amigo, dono de uma loja de carros blindados, diz que já possui clientes da classe média, até por que o financiamento é uma possibilidade real.

Mesmo com “redução de desigualdade”, sempre existirão classes, e os que menos tem condições de investir em segurança são as vítimas potenciais dos crimes violentos.

Falo do porteiro de um prédio, que pode ser assaltado e morto no trajeto para o seu trabalho, ou da empregada doméstica que pode ser vítima de um estupro seguido de morte ao voltar no final do dia para sua casa.

Não, o crime violento não é uma prática da classe baixa contra a classe rica, mas, de fato, é parte de uma guerra de classes: é uma guerra entre foras-da-lei, que se recusaram a aceitar as regras de uma sociedade civilizada, contra cidadãos honestos, que muitas vezes comem o pão que o diabo amassou, trabalhando duro e vivendo dentro da lei, com o maior sacrifício.

A verdade nua e crua é que a esquerda resolveu ficar contra o cidadão pobre honesto, e tomar partido dos foras da lei.

São os fatos. Não adianta tentarem chantagens emocionais.

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7 COMMENTS

  1. Cara, a quantidade de rotinas esquerdistas que tu tá mapeando são absurdamente grandes bicho, esse negócio da diminuição da maioridade penal realmente deu em um mar de rotinas safadas pra mapear o/

  2. Luciano, dando uma quebrada no assunto de criminalidade, você viu a história de que o pessoal do Existe Amor em SP foi escalado para fazer parte do Conselho da Cidade? A notícia havia sido divulgada anteriormente pelo Estadão. Esse pessoal foi aquele que promoveu uma manifestação contra a candidatura de Celso Russomanno na praça Roosevelt, manifestação essa intitulada Amor Sim, Russomanno Não, em que o acusavam de, entre outras coisas, homofobia. Como sabemos, o político foi muito bem falado por Thammy Miranda, que parece demonstrar grande gratidão a ele, não se furtou a ir à The Week para um debate promovido pelo dono da casa e que gerou a curiosa acusação de alguém dono de balada gay ser considerado financiador da homofobia (essa palavra de tão misterioso significado), ter apresentado projeto em prol dos transexuais, fora ter empregado um travesti entre seus funcionários de gabinete. Como surgiu esse lance de que Russomanno seria supostamente inimigo dos homossexuais? Tivemos a história das igrejas evangélicas o apoiarem (mas que qualquer pessoa mais versada em política saberia que é apoio pontual) e pelo fato de ele apoiar não o casamento gay, mas uma parceria civil entre pessoas do mesmo sexo (algo que teria natureza diferente do casamento em si e que chegamos a ver algumas organizações militantes gays defenderem em passado não tão remoto).
    10 mil pessoas foram à praça, atraídas pelo tal movimento que agora tem cadeira no Conselho da Cidade. Haver um Conselho da Cidade não é problema algum, como provam as cidades americanas, fora que os conselheiros não recebem dinheiro por sua participação. Olhando-se a
    lista de participantes, veremos que há gente que se opõe a Fernando Haddad, bem como pessoas que não fazem parte da política partidária (como Emerson Fittipaldi). Em teoria é bom que tenhamos gente de todas as correntes ideológicas, bem como gente que não está assim tão imersa na política.

    O ingresso do pessoal do Existe Amor em SP acaba soando estranho para um movimento que se diz apartidário (obviamente que um movimento pode não ser formalmente ligado a partidos, mas se a maioria de seus integrantes o for, na prática a entidade acaba sendo levada para a direção da corrente ideológica predominante em seus membros). Quem acompanhou a eleição em São Paulo sabe que Haddad demorou para decolar e Russomanno ia muito bem, obrigado, até que começaram a surgir ataques diversos nas redes sociais, parte deles sendo de gente com posição definida, outra parte fustigando quem achava por demais bizarro que o Celso em questão estivesse concorrendo ao cargo. O candidato do PRB em momento algum deixou de se furtar a esclarecimentos e parecia estar lidando bem com as redes sociais. Deu uma batatada em proposta política (o tal lance de a tarifa de ônibus ser por quilometragem percorrida em vez de preço único independente da distância como é hoje, o que na prática penalizaria quem mora na periferia), mas ainda assim parecia ter um perfil diferente do fla-flu entre PT e PSDB que conhecemos (não esqueçamos que ele queria aumentar o poder do servidor de carreira dentro da prefeitura paulistana, o que poderia significar chamar para secretário municipal muita gente de perfil eminentemente técnico e mais distante de interesses políticos). O resultado, como sabemos, foi que Russomanno terminou em terceiro lugar no primeiro turno e de longe foi o candidato mais fustigado por campanhas que vinham de não sei onde e diziam não representar este ou aquele partido. Após a derrota, e notando o tipo de ferramenta que foi usado em seu combate, ele e o PRB declararam que não iriam apoiar ninguém no segundo turno.
    Não deixa de chamar a atenção que derrubar Russomanno ia muito de encontro ao que queriam as candidaturas petista e tucana à prefeitura paulistana. Também salta aos olhos que os expedientes usados, como o de acusar Russomanno de homofobia e reclamar de igrejas evangélicas o apoiarem, terem aquele cheirinho de Gramsci com manjericão e aliche. Pode ser que a maioria dos 10 mil que foram à praça não foram pela política em si, mas pela festa. Ainda assim são 10 mil pessoas sobre as quais fica a forte suspeita de terem sido feitas de inocentes úteis (ou aqui poderíamos considerar uma multidão inocente útil sem saber que o que faziam pode favorecer um partido no qual sequer cogitariam votar). O simples fato de haver 10 mil pessoas em uma praça gera uma impressão visual das maiores e um belo impacto na internet e nas redes sociais, impacto esse que pode ter ajudado na queda de Russomanno no eleitorado. Logo, tudo fica muito estranho.

  3. Luciano, acho que você quis dizer: “Não, o crime violento não é uma prática da classe baixa contra a classe RICA.” e não: “Não, o crime violento não é uma prática da classe baixa contra a classe POBRE.” Abraço!

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