Rotina esquerdista: O bandido também é uma vítima, logo, não temos um criminoso e uma vítima, mas duas vítimas

1
76

16042013143639tráfico_infantil

Última atualização: 14 de maio de 2013 – [Índice de Rotinas][Página Principal]

Imagine a seguinte situação.

Alguém conta a história de um criminoso que matou um pai de família, deixando a mãe em uma situação de penúria, e os filhos largados na rua. Tudo por que ela não tinha condições de garantir o sustento da família após a morte do marido.

O olho do esquerdista começa a brilhar neste momento, e ele aproveita para contar ao seu interlocutor que a história do criminoso que matou esse pai de família é exatamente igual à dos filhos da vítima que agora estão largados na rua.

A lógica do esquerdista é bizarra a este ponto: Estando os filhos da vítima desamparados, podem ter que recorrer ao crime. Logo, o criminoso que matou o pai dessas crianças é uma vítima no mesmo patamar que sua vítima, assim como os familiares da vítima. Ora, se são todos vítimas, para que falar em punição?

Esse truque pode enganar os mais ingênuos mas obviamente ele é constituído de um agrupamento de saltos indutivos.

Vamos derrubar todas as fraudes:

  1. Embora é possível que o criminoso tenha uma história de vida em que seu pai tenha sido assassinado, e ele ficado na penúria, isso ainda é uma incerteza. Alguns tem essa história, outros não.
  2. Se a vítima direta, ou seja, o pai de família que morreu, é um cidadão honesto, pagador de impostos, ele não está no mesmo nível do criminoso.
  3. Mesmo que os filhos da vítima possam estar desamparados, e com chances de recorrer ao crime, isso não garante que elas vão recorrer ao crime.
  4. Mesmo que recorram ao crime, isso não garante que elas recorram ao crime violento.

Logo, é preciso de uma longa série de coincidências para colocar o criminoso como “vítima” no mesmo patamar que sua vítima de fato.

Outro exemplo recente é o das três garotas que foram sequestradas e mantidas em cativeiro durante 10 anos por Ariel Castro, nos Estados Unidos.

Pode ser que uma delas desenvolva um trauma psicótico que evolua para uma postura psicopática a ponto dela sequestrar um sujeito e mantê-lo em cativeiro, exatamente como fez a personagem interpretada por Kathy Bates no filme Misery? Claro que sim.

Neste caso, ela seria uma “vítima” tanto quanto Ariel Castro? Ou mesmo uma “vítima” tanto quanto o sujeito que está sofrendo por estar preso em cativeiro?

Essa rotina esconde uma moral abjeta, tentando legitimar crimes, omitindo o fato de que apenas uma parcela de pessoas com histórias traumáticas de vida (e que envolvam um criminoso causando estes traumas) tornam-se criminosas.

Isso é extremamente imoral, assim como ilógico.

Anúncios

1 COMMENT

Deixe uma resposta