Rotina esquerdista: A prisão de um bandido significa nosso fracasso em não ter conduzido uma vida para a realização plena e ética dele

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Última atualização: 16 de maio de 2013 – [Índice de Rotinas][Página Principal]

Quem deu a dica desta rotina foi o leitor Zcla, que a pinçou num texto da ONG “Não Violência”:

[…] quando assistimos um jovem que se envereda pelos caminhos tortuosos da criminalidade, de certa forma nos deparamos com nosso próprio fracasso enquanto sociedade… fracasso por não termos conseguido conduzir uma vida para sua realização plena e ética, enquanto ser humano.

Aqui, como se pode ver, é uma extensão da rotina-macro atribuindo culpa a uma entidade abstrata (sociedade), para retirar a culpa do criminoso.

Antes de tudo, deixe-me colocar os pingos nos i’s. É verdade que uma boa escolaridade reduz a chance de alguém adentrar ao mundo do crime. Entretanto, não apenas a boa escolaridade pode fazer isso, como também uma transmissão de valores dos pais para os filhos. E quando não garantimos que os valores dos pais são positivos? Ou mesmo que eles tenham capacidade de criar filhos? Como agravante, pelo fato de nossas escolas hoje serem obrigadas a aceitar todo mundo (para “dar a chance a todos”), hoje as próprias escolas são usinas de formação de criminosos, em alguns casos.

Desta forma, não há garantia alguma de que a ação estatal seja uma panaceia para evitar o problema da criminalidade. O desenvolvimento de um país (que ajuda inclusive a existir mais investimento em polícia) é um dos fatores mais importantes. Entretanto, não temos controle pleno sobre o desenvolvimento. Há muitas variáveis envolvidas, como a história de uma nação, seus recursos naturais, etc.

Por isso, não dá para aceitar a transferência de culpa para a sociedade.

O fato é que a “realização plena e ética”, de qualquer ser humano, é potencializada por uma série de fatores, entre eles: (1) a personalidade de cada indivíduo; (2) a estrutura genética de cada indivíduo; (3) as prioridades que essa pessoa tomou na vida; (4) sorte; (5) estrutura familiar; (6) educação recebida.

Isso é só para começar uma lista preliminar.

Quando alguém vai preso, podemos dizer que a personalidade do meliante contribuiu para isso, assim como, em alguns casos, sua genética. Estudos dizem que 2,5% da população é composta de psicopatas. Estes, se não tiverem conforto na vida, tendem a optar pelo crime violento.

Também podemos dizer que os pais, em alguns casos, possuem uma parcela de culpa. Mas em alguns casos eles são inocentes.

Não raro podemos ver pessoas que passaram pelas mesmas condições que o criminoso e não entraram no mundo do crime. Portanto, as prioridades e escolhas de cada um fazem parte da equação.

Claro que a educação tem seu papel nisso, mas as escolas públicas não garantem absolutamente nada. Isso em qualquer país.

Essa mera listinha já mostra que é preciso de muita cara de pau do esquerdista ao dizer que “nós fracassamos”, ao  dar ao bandido “uma vida para sua realização plena e ética”.

Não é assim que se constrói uma sociedade sadia e competente. Não é transferindo as culpas de um indivíduo, para a sociedade. Não é transferindo o resultado das escolhas individuais de cada um, para a sociedade. Ou mesmo transferindo as responsabilidades dos pais de uma criança para a sociedade.

Aliás, já que esquerdistas querem fazer algo, que tal criarem ONG’s onde ajudem adolescentes e outros a começarem a assumir responsabilidades por suas escolhas, ao invés de pensarem “se eu cometer crime, a culpa é da sociedade, portanto estou absolvido à partida”?

Pensando bem, não é minha responsabilidade conduzir a vida de ninguém, mas pelo menos não estou atrapalhando. Com esse raciocínio de justificativa a priori do crime, o esquerdista, com certeza, está atrapalhando.

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6 COMMENTS

  1. Que sequência de textos espetaculares, Luciano. Pretende fazer com outros temas? Eu sugiro fazer com as rotinas do gayzismo. Parabéns pelo trabalho fantástico.

    • Um preso significa um preso. O que acontece com ele ou com que interesse isso é feito não interessa. Basta manter o criminoso isolado da sociedade, e já é um bom começo

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