Rotina esquerdista: Não critique-nos ao defendermos presidiários e menores infratores, pois os direitos humanos são bons por “n” fatores

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Última atualização: 16 de maio de 2013 – [Índice de Rotinas][Página Principal]

Há um gostinho especial na refutação desta rotina. Isto por que eu já fui vítima dela, em uma época em que ainda não tinha me tornado um investigador de fraudes intelectuais. Ah, que vontade de topar com alguém que tente aplicar esta rotina diante de mim hoje em dia…

Aqui é o seguinte: um crítico da bandidomania aceita o truque do esquerdista, em que esse diz ser um adepto dos direitos humanos. (Como mostrarei aqui futuramente em uma outra rotina mapeada, isso é uma fraude, pois defender criminosos não é o mesmo que “defender direitos humanos”, e a auto-rotulagem deles geralmente é falsa)

Em seguida, já dentro da camisa de força intelectual criada pelo esquerdista, o direitista critica não a apologia e tolerância ao crime, mas sim os “direitos humanos”.

O esquerdista percebe, neste momento, que o debate acabou e ele venceu, pois ele usará as técnicas de propaganda discurso inquestionável e transferência. É quando ele implementará a rotina de que estou tratando aqui.

O discurso do esquerdista será algo mais ou menos assim: “Você não tem noção do que diz ao criticar os Direitos Humanos. São pessoas como nós que garantem seus direitos mínimos, e seu tratamento com dignidade. Não fóssemos nós, ainda existiria a escravidão, e nem as mulheres teriam direito ao voto. Ao lutarmos pelas minorias, lutamos por todos.”

Quem quer que tenha absorvido os conceitos de frame e controle de frame, sabe que a vitória do esquerdista é simplesmente retumbante. Uma goleada humilhante.

Mas veja como neutralizar o truque facilmente: “É verdade que o conceito de Direitos Humanos é fundamental em nossa sociedade. Por isso, escravos foram libertos, e mulheres puderam ir trabalhar sem problemas. Entretanto, é direito dessas pessoas ter segurança, e não serem apenas ovelhinhas nas mãos de criminosos violentos, que vocês defendem, mentindo para o público dizendo que lutam pelos Direitos Humanos. É o oposto: vocês são inimigos dos direitos humanos do cidadão que trabalha! Transformar seres humanos trabalhadores em ovelhas indo para o abate é um ato abjeto. Qualquer um que valorize os Direitos Humanos deve ter nojo de vocês. O nível de vocês é o mesmo nível dos defensores do atentado do 11 de setembro, ou mesmo dos defensores do Holocausto. Quem luta pelos Direitos Humanos, moralmente deve tratar o discurso de vocês como tratamos doença venérea. Por defender os Direitos Humanos, sou contra seu discurso amoral.”

Pena que eu não era um investigador de fraudes intelectuais há uns 6-7 anos, e não dei uma resposta desse naipe.

Espero que vocês agora já saibam como revidar quando o esquerdista tentar esse tipo de truque nas redes sociais, certo?

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8 COMMENTS

  1. Isso é verdade, tb já fui pego em várias dessas armadilhas, por isso que agora tomo cuidado ao interpretar os argumentos deles e estou aprendendo muito com seus posts. Geralmente, no calor da conversa vc coloca como sinônimos a defesa dos direitos humanos e a defesa de marginais. E eles fazem isso conscientemente, te induzem a pensar assim, por que já vi um esquerdista aplicar isso para cima de um colega e ele perguntar de volta: do que estamos falando, defesa dos direito humanos ou defesa dos criminosos? Eu não estou falando de direitos humanos, são duas coisas diferentes…. Nossa, o cara ficou vermelho de raiva, dizendo que não tem jeito de conversar com reaças.

    • Por falar em armadilha, dê uma olhada no tipo de enquete do site UOL, hoje:

      “Você sente que a violência em São Paulo caiu nos últimos meses?

      Não, acho que os crimes estão mais recorrentes
      Sim, pois não sinto a violência perto de mim”

      A opção negativa insinua que o votante está atento aos fatos e ao noticiário
      A opção positiva reduz o votante a um alienado insensível e egoísta

      Essas enquetes esquerdistas são um caso típico de falácia do falso dilema.

  2. Luciano, já que este blog aborda a “marcofobia” que surgiu nos últimos meses, eis que encontro uma boa postagem de outro blog para ser refutada. Note-se que o cara reclama inclusive do uso que se faz da palavra “viado”, seja falada em tom de xingamento, seja falada em tom de brincadeira entre amigos (sendo que até amigos homossexuais se tratam desse jeito), fora dar uma transitada de leve no “saiaço” promovido por 30 estudantes da USP (e que não foi além disso).

  3. Nossa Luciano, estou me armando até os dentes aqui… eu já caí naquela de “Você não tem noção do que diz ao criticar os Direitos Humanos. São pessoas como nós…” mas agora coitado do próximo esquerdista que vier pro meu lado com suas apologias ao crime vou sem dó nem piedade hehe!

  4. Pode-se ir contra os Direitos Humanos se souber um pouco de Direito. Isto porque a estrutura legislativa em que estes se apoiam é incoerente e obscura. É bem verdade que têm um valor operatório no Direito, mas o mundo resolveria muito melhor seus problemas SEM eles. Cf. VILLEY, Michel – O Direito e os Direitos Humanos.

  5. Nauseante a enquete desmascarada por Marco Antonio (Curitiba – PR)
    17 de maio de 2013 • 12:52 pm
    As opções de resposta já trazem um viés ideológico nada sutil!

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