Rotina esquerdista: Não devemos reduzir a maioridade penal, pois não há evidências de que o adolescente tenha passado por um ciclo cognitivo completo

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DIMENOR

Última atualização: 19 de maio de 2013 – [Índice de Rotinas][Página Principal]

O que acho mais bizarro no debate público sobre questões criminais é que algumas rotinas são tão patéticas que poderiam destruir a reputação de seus propagadores. Isso não acontece pois os oponentes simplesmente se esquecem de refutá-las. Ao invés disso, as tomam como verdade e dão a vitória ao inimigo.

Uma das principais rotinas dos esquerdistas é essa, na qual eles dizem que os menores não podem ser punidos, pois não “passaram por um ciclo cognitivo completo”. A direita cai no jogo e responde: “Mas com essa idade o jovem já pode votar”. E claro que nem sequer a discussão a respeito do ciclo cognitivo é levada a frente. Não importa, pois o esquerdista já terá enrolado a plateia com sua distração.

O fato é que o tal “ciclo cognitivo completo” é irrelevante, mas sim a avaliação da capacidade cognitiva de alguém em executar de forma hábil uma ação ou não.

Por exemplo, um sujeito que consegue render sua vítima com uma arma e roubar-lhe o dinheiro já tem o desenvolvimento cognitivo suficiente para executar essa ação de forma consciente.

O esquerdista poderia dizer que a pessoa ainda não tem o desenvolvimento cognitivo suficiente para saber que isso é “errado”. Como é?! Só se o menor fosse mentalmente retardado, pois com 7-8 anos já sabemos que determinadas ações são certas ou erradas.

Se com 13-14 anos, o mequetrefe não sabe ainda que estuprar ou matar é errado, então ele seria um retardado no nível daqueles que falam “dãã”. Mas em assaltos, eles conseguem proferir frases como “Passe o dinheiro” de forma cognitivamente muito hábil.

Portanto, essa balela de que adolescente não “passaram por um ciclo cognitivo completo” não cola. Talvez não tenham um ciclo cognitivo completo para serem candidatos a presidência de uma empresa, mas já possuem cognição suficiente para cometerem crimes de forma consciente e exercerem auto-proteção.

O que importa é: são capazes de cometer um crime? Sim ou não. Se são capazes, então há estrutura cognitiva suficiente que os habilita a fazer isso.

Não adianta os esquerdistas dizerem que “só aos 18 anos terão essa cognição”. A prática do ato, de forma consciente, já prova que eles tem a cognição suficiente para praticar o ato antes dos 18.

Se não tivessem, não conseguiriam levar a cabo suas ações com sucesso.

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8 COMMENTS

  1. Sakamoto assumindo que não lê os comentários de suas postagens e, pior ainda, sem notar (ou fazendo que não nota) que seus postulados são sumariamente destruídos por comentaristas mais abalizados que ele. Pior ainda que isso, note-se que a última frase de sua postagem é meio que ele querendo dizer que é melhor que a rapa. Aliás, o Luciano poderia comentar sobre esse lance típico de marxista-humanista-neoateísta de se considerar superior a quem está a seu redor, ainda que gente desse matiz faça a coisa de maneira mais velada do que nazistas, fascistas e libertários-anarcocapitalistas. Daria para fazer uma rotininha disso, ainda que um pouco mais espinhosa que a média.

  2. Luciano, na Virada Cultural mais violenta dos últimos tempos, em que o tradicional ladrão artista de mão leve foi substituído por arrastões, facadas e tiros na cabeça, observe-se que foi uma edição que vitimou inclusive próceres do marxismo-humanismo-neoateísmo, como Gilberto Dimenstein e Eduardo Suplicy. No caso do senador, ele teve a sorte de ter os documentos devolvidos pelo trombada que o “guentou” saindo do táxi. Já no caso do Dimenstein, que via o show de Luiz Caldas no Arouche, vai precisar mesmo adquirir outro celular, pois o dele ficou com a bandidagem que atacou em bloco.

    Agora, consultando a esfera MHN de comunicação, vemos acusações ao PSDB, motivadas por anterior comentário de Serra no Twitter, bem como a PM indo fazer coletiva e a mesma sendo estranhamente suspensa aos 48 do segundo tempo, sendo que anteriormente a cúpula da força de segurança havia dito não ter havido acordo prévio com os organizadores do evento. Logo, como se pode notar, há troca mútua de farpas e é mais um daqueles momentos em que os não-MHNs podem “voar por baixo do radar”, até mesmo porque também podem ter testemunhado muitas das coisas ditas (nos comentários do último link, há gente reclamando de a polícia não ter sido suficiemente efetiva para conter os arrastões). Porém, um evento que deveria ser de alegria termina com um saldo de dois mortos, quatro baleados, seis esfaqueados e 12 registros relacionados a arrastão.
    Mesmo MHNs tendo sido vítimas de furtos, parece que não se deram conta (ou se deram conta e fazem-se de não terem dado conta) que não adianta as leis ficarem frouxas do jeito que estão (a PM chegou a prender alguns, mas 9 deles eram menores). Observe-se que Dimenstein ficou naquela história de que arrastão se combate com educação e não com polícia com boa estratégia. Nos comentários da postagem dele, há quem se lembre de que ele não falou nada a respeito das greves dos professores do estado de São Paulo, que não são só relacionada a salário, mas também à violência promovida por alunos contra docentes.

    Surpreendentemente, Mano Brown foi quem desceu uma boa lenha na criminalidade da Virada, mas também em gente que foi à Virada e praticou atrocidades ou mesmo simples incivilidades como ficar em cima de um telhado frágil que podia rachar:

    http://www.youtube.com/watch?v=-RJly1xmN7I

    http://www.youtube.com/watch?v=I-XLh3Xy0yA

    http://www.youtube.com/watch?v=mGSg8V4cP3A

    Pelo visto, o sacode do Lobão, combinado com as constatações do próprio Brown no papel de mais um espectador da Virada, deram algum resultado. Se veremos o rap passando a criticar também o MHN, aí é cedo para saber, mas observe-se o próprio líder dos Racionais falando em tom de comando com alguma autoridade governamental (a parte do desemprego) sem esquecer de falar que o pessoal tem de estudar se não quiser ficar na rabeira.

  3. Luciano, não seria também uma rotina de esquerda esse pessoal considerar que, só porque a pessoa não é capaz de discernir que cometeu um crime, ele deve ser menos punido/não deve ser punido? O ato do crime incide não na ação, mas sim na intenção da ação?

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