Rotina esquerdista: Ao aprisionarmos as pessoas, escondemos os problemas sociais para evitar ter que tratá-los

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maquiavel

Última atualização: 25 de maio de 2013 – [Índice de Rotinas][Página Principal]

Essa rotina mistura teoria da conspiração, uso do coletivismo delirante e o falso dilema, em uma extensão do truque A punição do criminoso serve para que o proponente da punição esconda suas culpas.

Assim como naquela rotina, existe a típica transferência da culpa do criminoso para a sociedade, mas agora há uma cereja no bolo, que é a conspiração: quem quer punir o criminoso teria uma “agenda oculta”.

Se o esquerdista já toma como premissa que ao pedirmos punição ao bandido, queremos “esconder nossas culpas”, ele também diz que todo esse processo ocorre pelo fato de que não queremos tratar os problemas sociais. Esta é a agenda oculta.

Ora, se é assim, então nosso esforço em pedir a punição de o criminoso não é mais a luta por segurança ou mesmo a manifestação de empatia pelas vítimas, mas apenas o ato maquiavélico (no pior sentido da palavra) de evitar ter que tratar “os problemas sociais”.

Pelo “pacote” de técnicas de propaganda, é preciso esclarecer vários pontos para a plateia para ter toda a rotina neutralizada:

  1. Esclarecer que não há nenhuma relação entre “resolver problemas sociais” e punir um criminoso, já que ambos podem ser realizados paralelamente. Assim, está neutralizada a falácia do falso dilema.
  2. Demonstrar que não existe isso de “culpa nossa” (em termos de sociedade), pois “a sociedade” é um ente abstrato cuja culpa não pode ser tão facilmente identificada assim. Nem mesmo qualquer intenção “da sociedade”.
  3. E no ponto central desta rotina, mesmo que os dois itens anteriores (“ou se resolvem problemas sociais ou se punem criminosos” e “a culpa não é do bandido, mas sim nossa”) fossem verdadeiros, ainda não existiriam provas de que nossa intenção é aquela que o esquerdista declara. Pelo contrário, cientificamente podemos considerar elementos como busca por segurança e empatia (pelas vítimas) como motivações muito mais justificadas para alguém pedir a prisão de criminosos.

É importante desmascarar este tipo de truque, pois a inversão feita pelo esquerdista é completa. Em síntese, ele quer transformar você no “cara malvado” para livrar a barra dos criminosos.

Para piorar, o esquerdista ainda tenta convencer a plateia de que existem dois tipos de pessoas: ele e os esquerdistas, que querem resolver “os problemas sociais”, e seus oponentes, que querem evitar a resolução destes problemas.

Embora este não seja assunto para o momento, nem de longe o esquerdista consegue também comprovar que ele está do lado “da resolução dos problemas sociais”, enquanto seus oponentes estão contra.

Novamente a situação é contrária àquela descrita pelo esquerdista: ao criar uma cultura de tolerância ao crime e condenação da meritocracia, ele tem mais prejudicado a sociedade do que ajudado-a. Suas políticas intervencionistas tem gerado destruição de valor (a partir do estado, que somente usurpa valor produzido por outros), retirando dinheiro das mãos dos que produzem valor.

Como um item adicional, então, você pode legitimamente acusar o esquerdista de ser tanto um inimigo da resolução dos problemas sociais, como um amplificador dos mesmos.

Se existir alguém tentando evitar ter que “tratar problemas sociais” de forma intencional, este só poderia ser um esquerdista.

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11 COMMENTS

  1. Off-topic.

    Luciano, qual a sua opinião sobre os ‘auto intitulados’ movimentos de ‘nova direita cultural’, seguidores de julius evola (fascista, e racista (mas só espiritualmente é claro)) e suas relações com o ‘white power’ brasileiro?

      • Pelo que entendo usam soral mais como nacionalista do que como socialista. Também usam Dugin, e nutrem desprezo por Olavo de carvalho. São antisemitas declarados, alguns dizem odiar o cristianismo por causa disso….mas acho que dificilmente são ateus, pois sua fé….digo, ideologia…..se baseia na teosofia (assim como evola – um pout porri de religiões orientais, ocultismo derivado e paganismo antigo).

        O que percebo é que se autointitulam de DIREITA cultural….e isso pode ser capitalizado por qualquer opositor político, que automaticamente fará a velha relação entre o facismo/racismo (sejam eles de qualquer natureza) com a direita (e nesse caso seria verdadeira a acusação). Essa direita jamais será cultura em um país de miscigenados / mestiços, considerando as ligações que mantém com grupos ‘separatistas / segregadores’.

        Me parecem os velhos racistas de sempre, vestindo roupinha nova e querendo fazer suas próprias revoluções culturais. Mas pelo menos identificam os problemas além de uma perspectiva de política local, o globalismo é sionista e capitalista, que por sua vez usa o socialismo, comunismo como gerador de crises culturais – sociais, usa o terrorismo como gerador de crises geo-políticas, e que por fim usa a propaganda como mecanismo de controle mundiais (através dos midia). O embolo no meio de campo é achar que tudo isso é derivado dos judeus e cristianismo ( embolo digno de pena, e opinião compartilhada por Soral) — pois alguns deles professam cristo, mas um cristo GERMÂNICO e luciferano (se você não se lembrou de hitler, é porque não conhece história) —

        Luta de classes, guerra de gênero, luta de raças, guerra religiosa, religião política — cara é tudo a mesma merda com uma máscara diferente. E o globalismo começou antigo, antigo — lá com Ninrode (pai da maçonaria e dos antigos mistérios) — pra quem conhece um pouco de bíblia e história do ocultismo.
        Tudo é mais do mesmo.

  2. Luciano, veja esta história sobre quererem implantar imposto sobre grandes fortunas no Brasil. Caso um dia essa história passe, até pode ser que tenhamos um Eike Batista conquistando cidadania boliviana ou paraguaia, mas acho mais provável que os avançados conhecimentos de malandragem que este povo acumulou ao longo dos séculos conseguissem dar um jeito e na prática só mesmo aquele pessoal que comemora ter conquistado o primeiro milhão é que iria se ferrar muito.

    • Isso é apenas uma garantia de que alguém que tem mais dinheiro que você, vai começar a se foder também com impostos, mas você mesmo não ganhará nada com isso, continuará se fodendo da mesma forma.

      • Marcio, não esqueçamos que aqui é Brasil e sempre encontram alguma malandragem para qualquer coisa. Por isso que digo que um Eike Batista não iria pagar o tal imposto por alguma brecha legal, mas aquele um que investiu e poupou bem para ter seu milhãozinho de reais iria tomar forte na cabeça (nunca esqueçamos daquela história de que a classe média ou média-alta no Brasil, e mesmo a nova classe média, é odiada pelos mais pobres e também pela Marilena Chaui, que fez uma racionalização para tentar “desqueimar” o filme do PT após este ter aceitado o apoio de Maluf).

      • Sim, concordo com você, de fato é uma medida que não muda absolutamente nada. As pessoas vão pensar que isso vai atingir ricaços conhecidos, mas só prejudicará aqueles com uma fortuna considerada bem acima da média. Os poderosos “amigos do rei” continuarão na mesma mamata de sempre.

      • E, pensando no tal cara que conseguiu o primeiro milhão, vamos supor que ele tenha vindo de uma origem bem humilde e, na medida do possível (uma vez que R$ 1 milhão não é grana suficiente para fazer tantas extravagâncias assim), ajude seus parentes que continuam necessitados. De repente ele conseguiu comprar uma boa casa na periferia para os pais (se for em São Paulo, acredite que isso pode passar da centena de milhar de nossa moeda) em vez de uma em bairro mais dotado, pois esta última é mais cara. Quis ser legal com os velhos e deu-lhes de presente um carro zero em reconhecimento ao esforço deles (bote aí algo na casa de R$ 30 a 40 mil, se for um carro mais simplesinho, mas que não seja um esculacho). Também quis ajudar o irmão drogado e o internou em uma clínica das boas (ainda que não seja spa) e está gastando uma mensalidade de uns R$ 2 mil.
        Como se pode observar, estamos falando de alguém que é milionário, mas que tem gastos mais altos do que alguém cujos pais já moravam em casa própria e cujos irmãos não dão dor de cabeça. Porém, teoricamente ele seria tão alvo de impostos para grandes fortunas quanto quem tem menos gastos. E a tal parte tungada obviamente significaria uma menor possibilidade de fazer os pais morarem bem e o irmão ficar definitivamente livre das drogas. Teoricamente, o tal dono de R$ 1 milhão que ajuda os parentes pobres está gastando mais do que alguém com a mesma fortuna cuja família seja normalzinha e a maior preocupação é saber se usa Ralph Lauren ou Abercrombie na balada que custa R$ 200 para sorrir lá dentro. Porém, obviamente que o sistema tributário não tem como saber (nem o deseja saber) como alguém está gastando o dinheiro que tem. Na prática o tal bom samaritano que comprou casa boa e carro bom para os pais estaria esbanjando mais grana em coisas mais caras do que o tal cara que tem a mesma grana e menos preocupações.

        E de qualquer forma, ambos estão ajudando gente, pois querendo ou não estão gerando empregos (um na construção civil, na indústria automobilística e no campo da saúde, o outro no setor roupas e serviços e permitindo que garçons, faxineiros e hostesses consigam pôr a cabeça no travesseiro mais leves e com a certeza de que amanhã é outro dia de trabalho). Porém, para ambos seria uma pancada financeira muito maior do que o mesmo imposto aplicado ao Eike (isso se obviamente pensarmos no tal uso das brechas legais para se conseguir ficar isento, pagando-se um advogado que por uma causa cobra o que os nossos dois milionários ganharam durante sua vida inteira).

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