Professor da UFMS protesta de forma acintosa contra vandalismo LGBT… e depois é obrigado a virar cordeirinho. Uma atuação nota zero. Um verdadeiro loser de carteirinha.

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Fonte: UOL

Um professor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) causou polêmica ao publicar, em seu perfil do Facebook, uma mensagem em que chama os homossexuais de “viados” e defende o fechamento de “cursos de gente colorida” e “formadores de bichonas”.

O texto, publicado na última sexta-feira (24), já foi retirado da página. Nele, Kleber Kruger, 24, professor substituto do curso de ciência da computação e sistemas de informação, critica pichações feitas em paredes da universidade, que fica em Campo Grande.

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“Hoje cheguei na Federal e encontrei algumas paredes dos cursos de computação e engenharia pichadas com frases como: ‘O amor homo é lindo’, ‘Homosexualismo é lindo!’, ‘Fora machismo’… aaah, se fu***, seus viados fila da p***!!!”, diz o texto publicado pelo professor.

Na mensagem, Kleber diz que “tá na moda defender homossexualismo” e que a onda de raiva aos homossexuais é provocada por eles mesmos. Em um comentário na própria postagem, o professor considera que a pichação das paredes da universidade foi uma “provocação”. “Depois eles tomam uma surra, morre um viado lá no Campus, sai no jornal e pronto!”, finaliza.

O jornalista Guilherme Cavalcante, 27, que é aluno de mestrado na UFMS, afirma que ficou surpreso ao ler o texto e considera que a mensagem publicada por Kleber revela despreparo do professor. “Espero que ele reflita sobre o que falou, que entenda que o mundo é diverso e que o professor também tem uma função social”.

Demissão

Na internet, uma petição virtual recolhe assinaturas para pressionar a UFMS a demitir o professor, que tem um contrato temporário com a instituição. O documento, direcionado à reitora Célia Maria Silva Correa Oliveira, alega que “nenhum estudante gay deve continuar a ser submetido ao constrangimento de ter aulas e de ser avaliado por pessoa homofóbica”.

A petição pede o afastamento do profissional e substituição “por um professor mentalmente equilibrado”. O documento virtual foi criado no domingo (26) e já foi assinado por 318 pessoas.

A assessoria de comunicação da UFMS informou que o conteúdo da mensagem publicada pelo professor será analisado pela administração superior, que vai decidir se abre um procedimento administrativo ou encaminha o caso para a comissão de ética da universidade.

As penalidades vão desde uma advertência até o rompimento do contrato e afastamento do professor. Não há prazo definido para a conclusão dessa análise.

Arrependimento

Ao UOL, o professor disse que está arrependido e que lamenta o que considera ter sido um “mal entendido”. “Foi um momento em que não pensei para falar. Estou envergonhado e muito arrependido”.

Kleber explicou que a mensagem foi um desabafo pessoal contra as pessoas que picharam as paredes da universidade e comparou os xingamentos às reações de torcedores que agridem verbalmente os adversários. “É como se eu, que sou são paulino, xingasse um corintiano depois de perder um jogo”.

Kleber também fez questão de deixar claro que não fez o comentário como professor da UFMS e garantiu não ter preconceito contra homossexuais. “Sei de pessoas que sofrem muito com isso, que têm pais que não aceitam”.

Surpreso com a repercussão causada pelo texto, o professor disse que, se tivesse oportunidade, pediria desculpas às pessoas que se sentiram ofendidas.

Meus comentários

A sucessão de estupidez e mediocridade neste evento da guerra cultural é simplesmente uma comédia de erros. Nem Mario Monicelli faria melhor.

Para começar, o tal de Kleber Kruger viu as paredes de sua universidade pichadas por militantes gays e reagiu atacando na mesma moeda. Em seguida, ainda disse que, se os militantes gays estão provocando, isso poderia levar a algum ato de violência, que até prejudicaria os não-gays. Ponto.

O problema é que os militantes gays foram mais rápidos e estrategistas e começaram a capitalizar, chamando Kleber de “homofóbico”.

Claro que enquanto faziam isso, jogando toda a culpa em Kleber, escondiam o fato de que os militantes gays picharam os muros de uma escola.

Ou seja, um ato de vandalismo e provocação é tolerado, mas um ato de raiva ante ao vandalismo é tratado como um crime de blasfêmia.

Daí, Kleber comete uma sucessão de erros.

Primeiro, por ter sido muito incisivo em seu justificado momento de raiva, dando pretexto aos seus inimigos.

Segundo, por recuar vergonhosamente, pedindo “desculpas” pelo que disse. Ou seja, automaticamente deu razão a todos os ataques de seus inimigos.

Terceiro: ele é extremamente burro ao pedir “desculpas” para esquerdistas, pois todos estes são máquinas de rancor e ressentimento que jamais perdoarão quem quer que seja. Os esquerdistas irão até o fim do mundo para demiti-lo, e vão conseguir. Que ele não alimente falsas esperanças.

Já que ele está fudido e mal pago, de forma irreversível, que ao menos contra-atacasse dizendo que seus oponentes são intolerantes às críticas, e dizendo que seus críticos querem esconder o vandalismo.

Mas agora não adianta mais.

Kléber é um coitado, um ingênuo. Mais uma vítima da guerra política.

A quantidade de erros dele foi tão grande que nem consigo sentir pena.

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16 COMMENTS

  1. Luciano, viu a entrevista do Amado Batista para a Marília Gabriela (a parte que vai te interessar está no segundo vídeo):

    http://www.youtube.com/watch?v=pixlFdonjhw

    http://www.youtube.com/watch?v=KqeiRt_HIyE

    http://www.youtube.com/watch?v=c4zLBOYrxOs

    http://www.youtube.com/watch?v=h1CEPotFooE

    Vamos comentar o que você já deve ter visto no segundo bloco:

    1) É evidente pelo tom de voz dele e pela maneira como encadeia o assunto que a tortura o deixou traumatizado;

    2) Fica a impressão de que ele entendeu ter sido feito de inocente útil por funcionais com baixíssimo grau de beneficiariedade;

    3) Há certa estatolatria, ainda que inconsciente ou decorrente de trauma, por parte dele ao falar do Estado como se fosse um pai que corrige um filho;

    4) Observe-se que ele notou que os guerrilheiros não tinham por objetivo assumir o poder por via democrática, mas pela força;

    5) Reconheceu-se que de fato ele foi vítima de tortura, que a tortura é injusta e que ele era merecedor de indenização, que no caso é uma pensão mensal de pequeno valor. Pode até ser que o tenham abordado para que ele fosse aos tribunais tentar um valor maior, mas se isso aconteceu é possível que ele tenha recusado;

    6) É possível que ele tenha notado que o marxismo-humanismo-neoateísmo não é um movimento legitimamente popular, mas sim algo vindo de uma elite que usa o povo de trampolim para um projeto de poder para o qual o povo não está convidado e no máximo toma uns cala-bocas (comida subsidiada, bolsas) para não haver uma convulsão social. Observe-se pela entrevista que ele não é nem um pouco estranho ao universo dos livros, uma vez que já ganhou dinheiro com as obras difíceis de achar;

    7) Sendo ele cantor das multidões e estigmatizado como cafona (rótulo que recusa, como pode ver bem na entrevista), ele deve ter sacado que parte do sucesso do MHN está em botar as pessoas em colisão umas contra as outras e criar ódio onde antes havia harmonia ou mesmo pessoas diferentes irmanadas e solidárias entre si. Logo, pode ser que parte do rótulo de cafona tenha um incentivozinho que seja de marxistas-humanistas-neoateístas para que se crie uma divisão cultural mais acentuada entre as classes sociais;

    8) Observe-se também que ele é firme na defesa da democracia como processo de gerenciamento da sociedade (ainda que, como a maioria das pessoas, não pareça ter notado que o gramscismo é uma forma de impor postulados de religião política MHN sem que se note que aquilo é MHN).

  2. Eu ligava pra Record, que é emissora de crente e fazia um escarcéu do caralho. Mostrava como que esse povelho é “civilizado” e que a revolução é sempre na casa dos outros. E chamava a polícia, porque vandalismo por enquanto ainda é crime.

  3. O erro desse cara foi o de embalar sua indignação com as pichações da forma que marxistas-humanistas-neoateístas amam de paixão que esteja embalada, pois muito facilita suas ações de ataque. Em parte dou desconto, pois o cara dá aula em curso relacionado a informática, área onde dificilmente um MHN se cria e no máximo o que vemos são pessoas reproduzindo gramscismos sem saber de onde vieram.
    Na esfera universitária, o padrão da pichação é o de fazê-lo longe das áreas com maior concentração de MHNs, pois tais áreas são a casa que se deseja deixar apresentável para as visitas. Logo, a área de um curso com baixo índice MHN, assim como as de uso comum (cantinas e restaurante, por exemplo), tornam-se as preferidas para tais ações (assim como por extensão poderíamos falar de reitoria, algo que se aplica na USP e vimos comprovado na última invasão). Na área que corresponde à maior concentração de MHNs, a ação tem de ser mais limpa e vai se usar mais os quadros de aviso.

    Vamos retornar ao caso Kleber Kruger. Ainda que um homossexual não militante entenda perfeitamente que “se f…, seus viados filhos da p…” e outros termos pesados não estejam dirigidos a ele, ainda assim isso cria aquele clima de falar de corda em casa de enforcado. O professor em questão acabou agindo de forma impulsiva e embalou uma indignação compreensível com um papel fedorento.
    Quem está atento à dinâmica MHN sabe que eles irão usar todo e qualquer penduricalho desnecessário que você deixar contra você e te acusando de racista/homofóbico/fascista/burguês/reacionário e outras palavrinhas-ônibus. Uma das principais atenções que se precisa ter em um mundo feito de refém por MHNs é contrapor com calma irritante a histeria deles. Caso você vá na mesma toada, acabará por dar a eles justamente o que desejam.

    Uma sugestão que dou a todos é que leiam a biografia de Carlos Drummond de Andrade, pois o mesmo, enquanto funcionário público, aperfeiçoou a arte de ser contundente sem fornecer os tais penduricalhos para um oponente se segurar. Imaginando as ideias gerais de Kleber Kruger reescritas de maneira a não gerar sensibilidades artificiais histéricas, poderíamos ter o seguinte:

    Hoje cheguei à Federal e encontrei algumas paredes dos cursos de computação e engenharia pichadas com frases como “O amor homo é lindo”, “Homossexualismo é lindo!” e “Fora machismo!”. Isso não é coisa que se faz e queria ver se esses pichadores gostariam que fizessem isso no muro da casa deles.
    Aliás, as paredes dos cursos deles estão todas limpas. Quem picha e vantaliza está na realidade provocando uma onda de raiva nas pessoas, como se quisesse mesmo que tenham raiva de quem é gay. Nada tenho contra homossexuais, mas tudo tenho contra quem vem danificar o patrimônio público. Meus amigos leitores que são homossexuais, nada tenho contra o que vocês fazem de suas vidas e creio que muitos repudiem esses atos tanto quanto eu e também odiaram que pichassem o espaço onde trabalho.

    Observe-se que uma frase dessas poderia chegar as duas outras respostas que o cara recebeu (00:53 e 00:59) e mesmo a tréplica poderia vir embalada de outra forma, como a que sugiro:

    Eu ainda não sei o objetivo disso, porque pode fazer com que pessoas que de maneira alguma repudiem o comportamento homossexual passem a fazê-lo. Essas atitudes de pichar paredes dos outros cursos são uma espécie de provocação. Fica parecendo que eles querem que haja violência no câmpus para que saia no jornal e assim conseguirem um mártir tão desejado.

    Observe-se que eliminei boa parte dos penduricalhos que ele deixou no original e o sentido básico do que ele quis dizer ficou intacto. Continua soando como um lamento de alguém que não sabe o que é gramscismo e o porquê de sensibilidades artificiais histéricas surgirem, mas não fornece munição para respostas histéricas e abaixo-assinados. Subtraí algumas coisas, como a história de que tais cursos tinham de fechar, até para mostrar que daria para gerar diplomacia com o pessoal de tais cursos que não subscreve os ideais MHNs.
    Caso algo no teor do que escrevi gerasse grita, e poderia gerar, isso apenas contaria contra os MHNs. Vide o quão certo deu para Yoani Sánchez não agir na cavalgadura com os que queriam sua cabeça aqui no Brasil (não entrarei no mérito sobre se ela seria ou não dissidente verdadeira). Os atos dela acabaram sendo estopim para que MHNs fossem vistos como intolerantes e geraram queimação de filme contra tais religiosos políticos, fora protestos contra eles (em que pese a possibilidade de haver certo grau de infiltração de libertários-anarcocapitalistas entre os que engrossavam fileiras). O resultado disso foi ela chegar ao Rio e não ver um protesto sequer contra ela, pois a mídia e o povo ficaram contrários aos que vinham com papo de “a América Latina vai ser toda comunista”.

    O cara deu bobeira ao não usar a configuração personalizada de mensagens do Face, o que significa que um monte de gente viu o que ele escreveu e facilmente deu Print Screen. A petição é da Avaaz, o que significa ser algo parcial. Apoiadores do professor poderiam usar outro site de petições ou mesmo fazer o abaixo-assinado físico, de maneira a que as letras manuscritas das pessoas tenham mais força que as fontes padronizadas de um impresso de computador.
    Porém, isso deixa clara a necessidade de as pessoas se conscienteizarem mais profundamente sobre o marxismo-humanismo-neoateísmo e o gramscismo também dentro das universidades. Há o risco de surgirem malucos querendo jogar água no chope, mas a favor desse combate há esta rede em que estamos conversando, que permite que se fracione a identidade real. Crie-se grupos fechados no Facebook para discutir, mas também páginas abertas que possam ter algo mais adequado para leigos e que use de memes, Rage Comics e imagens que questionem tal religião política e suas modalidades.

    Crie-se também fóruns fora de redes sociais para aqueles que se sentem desconfortáveis de usar seus nomes reais e não querem ser perseguidos por MHNs caso esses vejam que curtiu página que é contrária. Criem blogs e também agregadores de blogs para que se facilite a busca pela informação. Permitam nesses blogs que as pessoas postem comentários sem se identificar (obviamente que esses comentários devem ser moderados, de maneira a evitar que se poste xingamento no ar). Hospedem esses sites em servidores (que podem inclusive ser gratuitos) de empresas que não tenham escritório no Brasil nem estejam com vontade de os ter, de maneira a ficar mais difícil que se tire os conteúdos do ar. Quanto menos um MHN conseguir identificar quem é a pessoa que diz algo contrário a seus postulados, mais ele será obrigado a partir para o debate de ideias e aí que ele começa a perder, justamente pela inconsistência daquilo que defende e as muitas contradições.
    Caso escrevam algo que vá irritar MHNs, que o apresentem de uma forma que inclusive possa gerar apoio de MHNs à ideia que está sendo passada (no exemplo que passei, é muito possível que MHNs contrários a atos de dano ao patrimônio apoiassem o professor se ele tivesse escrito de outra forma). Sejam diplomáticos em seu dia a dia, pois essa também é uma forma de se conseguir o uso do MHN em combate ao próprio MHN (afinal, os dinossauros MHN são dinossauros em termos metafóricos, não um tiranossauro desembestado que sequer viu os humanos dos quais salvou sem saber do ataque de velociraptores). O lance de escrever contra o MHN de maneira a receber o apoio de MHNs sem que os MHNs saibam que na prática estão combatendo a causa maior que defendem não tem novidade, pois basicamente usa os mecanismos do próprio gramscismo, mas no sentido oposto.

    É preciso que se aproveite a existência de combatentes do MHN mais caricatos (aqueles que usam linguagem rebuscada, termos como “estulto”, fartas citações em latim e em francês e outros clichês que conhecemos). Não notam que na prática fazem função análoga à do jogador que não toca na bola, mas atrai a marcação para si e permite que um terceiro mais discreto faça o gol. Enquanto MHNs ficam se digladiando com os tais caricatos, não notam que estão deixando passar divisões inteiras.

    • Concordo com quase tudo que você escreveu , porém eu acredito que melhor que demonstrar a fraqueza e inconsistências lógicas do credo MHN (Marxistas-humanistas -neo ateístas ) é aproveitar aquela velha lição deixada pelos imperialistas europeus ” Dividir para conquistar “. O movimento MHN embora na maioria das vezes esteja coagido a atacar os valores éticos e morais do Cristianismo e defender sua agenda marxista , secularista e politicamente correta . Possui algumas ramificações e rivalidades internas que precisam ser mais exploradas pelos conservadores brasileiros .
      Recentemente o ícone do neo ateismo , Richard Dawkins fez críticas ao movimento feminista ( http://www.youtube.com/watch?v=XHiqXxoRFro) e entrou em atritos com uma feminista há uns anos atrás( http://www.theatlanticwire.com/national/2011/07/richard-dawkins-draws-feminist-wrath-over-sexual-harassment-comments/39637/ ) Esse fato passou despercebido para os neo ateus e as feministas e passou mais despercebidos ainda pelos conservadores , que deveriam mostrar esse material em páginas e sites neo ateítas e marxistas-feministas ,além claro , para todo esse pessoal do politicamente correto , que sempre cita Dawkins como uma referência intelectual , porém mau sabem que são motivo de críticas e chacotas para o mesmo .
      Em dados momentos é normal ver um neo ateu que nutre o mesmo desprezo que possui pela religião , com os ideiais marxistas e politicamente corretos .Assim como não é díficil achar marxistas que não compartilham das ideias neo ateistas e encontrar humanistas que não se dão bem com marxistas . Quando neo ateus entram em choque com as agendas politicamente corretas de humanistas e de marxistas , o resultado é devastador . Para ele é claro .
      Esses atritos que envolvem comunidades humanistas neo ateístas com Marxistas e politicamente corretos , precisam ser melhor aproveitado , afim de mostrar que a deficiência e incoerências do discurso deles é tão grande , mas tão grande , que eles chegam a agir de maneira contraditória e desconexa . Por Exemplo como um cara pode ser politicamente correto – neo ateu e apoia e reconhece Dawkins como referência intelectual e ideológica se o mesmo fez críticas durissímas ao feminismo . Como um cara pode ser Neo Ateu , se promover como livre pensador e defensor de um estado laico e democrático e ser um defensor do politicamente correto e do marxismo , que no passado e ainda hoje , esses dois promovem rivalidades sócio -culturais entre nações muito mais incisivas que as divergências religiosas ( vide a rivalidade que havia entre os países do bloco comunista com os países capitalistas ) e a criminalização da opinião . Como um cara pode ser Feminista mas apoia Margareth Tatcher , que foi um dos simbolos do capitalismo e crítica do movimento feminista . São muitas contradições e falácias , que o debate aristotelico torna-se perda de tempo com esse povo .

      • Sim, meu caro, debater com eles é perda de tempo. Apenas o que estou sugerindo é o uso da calma irritante por nossa parte, de maneira a deixá-los cada vez mais enervados por não conseguirem nos alterar. Na postagem que você comentou, também sugiro que o discurso contra algo que é pontual e pode também desagradar setores do marxismo-humanismo-neoateísmo (no caso as pichações e a postura de militantes que parecem querer que haja violência contra aqueles a quem dizem representar) seja embalado de uma maneira que esteja resumida aos princípios básicos e essenciais, sem que se parta para um confronto. O tal professor, do jeito que escreveu a coisa, acabou por embalar sua indignação de uma maneira que não conseguiria apoio sequer de pessoas que não subscrevam o MHN, quando poderia tê-la escrito do tal jeito que sugeri ou de outro que fosse mais diplomático. Pensando como um front de guerra, o tal professor acabou arrumando guerra com quem podia apoiá-lo justamente por ter escrito de uma maneira com toda a cara de impulsividade. E pensando mais além, ele deveria ter agido com base na diplomacia, ainda mais que revolta com pichações é algo que transcende a ideologia política (um marxista-humanista-neoateísta odeia tanto quanto um não-MHN que alguém piche sua casa, mas uma significativa parte desses MHNs também odeia que se piche patrimônio público ou alheio e considera que tais atitudes mais queimam o filme do que ajudam a divulgar a ideologia em que ele acredita).
        Por isso também que dei o exemplo de Carlos Drummond de Andrade enquanto funcionário público, pois este sabia fazer as reclamações internas dele e de seus próximos serem mais bem atendidas por saber embalá-las de uma maneira que não gerasse reação histérica dos superiores hierárquicos, mas sim apelando para os princípios básicos da humanidade. Vamos lembrar que palavras criam imagens na mente das pessoas e, se soubermos antecipar a reação alheia, acabamos por evitar picuinhas com MHNs que só desviam a atenção do principal, que é o combate ao MHN.

        Pichações como as que ele criticou, bem como a postura de certos militantes que parecem querer semear a violência contra aqueles a quem dizem defender para angariar mártires e dividendos políticos, são também pontos que não são do agrado de muitos MHNs. Podemos aqui inclusive lembrar de Lenin dizendo que o melhor revolucionário é aquela pessoa sem nenhum princípio, pois pessoas normais têm freios que as impedem de fazer coisas absurdas que o próprio Marx preconizou. Logo, sabendo embalar a reclamação contra esses episódios que citei, indiretamente pode-se ter apoio dos tais MHNs que repudiam vandalismo. Aqui estamos falando de um ponto pacífico: pichações e militantes que parecem querer provocar violência contra aqueles a quem dizem defender desagradam os não-MHNs, mas também desagradam um bom número de MHNs.
        Para o resto, é óbvio que dá para se continuar a usar MHNs como inocentes úteis no combate ao MHN. Aqui seria a aplicação de uma engenharia reversa do gramscismo, como a que suspeito já estar em curso pelo papa Francisco e, aqui no Brasil, por Marco Feliciano, ainda que cada qual pareça tê-la feito por vias autodidatas que se diferenciam na maneira como geram o fim desejado e cujas diferenças acabam por dificultar um pouco que seja a criação de algo sistematizado. No caso específico do papa Francisco, podemos observar que ele está sabendo embalar bem os conteúdos que passa. Queriam os MHNs que ele fosse um conservador carrancudo, mas ele se revelou ser tão simpático e piadista quanto aquele avozinho conservador que muitos MHNs provavelmente tenham ou, se não mais os tiverem, os têm em boas lembranças de suas mentes. Quiseram os kirschneristas acusá-lo de colaboracionismo com a ditadura argentina, mas até mesmo MHNs conhecidos vieram defender o cara de tais acusações, uma vez que era ponto pacífico que nada se descobriu que fosse contrário a ele. O resultado? Os kirschneristas queimaram ainda mais o próprio filme e caminharam mais um pouco para serem isolados pelos próprios MHNs, enquanto o papa pôde prosseguir sem entrar em briga desnecessária.

        Normalmente falo aqui da tal cena de Jurassic Park em que o tiranossauro salva os humanos dos velociraptores sem saber que os está salvando e sem saber que ao atacar os velociraptores, está contribuindo para a queda de uma causa que interessa a ele e aos dinossauros menores e mais espertos. Podemos aqui introduzir uma variante dessa metáfora para entender como lidar com pontos pacíficos: suponhamos que você esteja andando na savana da África e, ao longe, você nota um leão de um lado e uma hiena do outro. Porém, você está em um ponto em que não está nem no território do leão nem no da hiena e nota que nenhuma das duas feras vai te atacar se continuar naquela distância. Se puder continuar evitando um confronto desnecessário com as feras, excelente, pois é também de interesse comum do leão e da hiena não entrar em confronto desnecessário (ainda mais que savana é quente e gera perda de energia). Porém, se você andar nesse mesmo ponto em que o leão e a hiena não vão te atacar, mas portando um pedaço de carne generoso e sem estar adequadamente armado, é possível que tanto leão quanto hiena te matem, briguem pelo pedaço de carne e depois pelo seu cadáver. Porém, você sabendo que leões e hienas são inimigos mortais (ainda que unidos pelo mesmo propósito de serem predadores de topo) e tendo consciência disso, sabe que pode agir de um jeito em que seja indiretamente ajudado pela hiena ou pelo leão, conforme a conveniência. O que o tal professor fez foi andar na distância que não incomoda leões e hienas agitando um pedaço de carne, quando poderia tê-lo feito da maneira que evita conflitos desnecessários.

  4. Mais um que precisa reler Sun Tzu e entender em que campo de batalha está adentrando.

    Pedir desculpas foi patético, é praticamente dizer: “Eu estou errado e vocês estão certos.”

  5. Ele sabia que o comentário dele iria ter repercussão, deveria ter se mantido firme, mas veio com essas desculpazinhas e se lascou mais ainda. Como dizia meu chefe: “O cara sentou na pica e ainda cagou no pau”.

  6. Luciano, sobre os LGBTs: http://hypescience.com/estudo-investiga-como-homossexuais-cristaos-lidam-com-seus-desejos/

    Mesmo depois de você ter refutado incansavelmente os ativistas gays aqui no seu site, acho que se você desse uma leve comentada nesse artigo do hypescience, você daria aos LGBTs a resposta que eles tanto queriam: o lado científico da coisa.

    O artigo prova que os ex-gays podem ser tão felizes quanto os gays. Mais ainda: mesmo que o artigo não tenha mencionado, isso daria um ponto final no assunto sobre se um gay pode ou não querer ir “se curar” em um psicólogo. Mesmo que isso possa ser refutado apenas por uma análise lógica do problema, é sempre bom esfregar na cara desses ativistas que a ciência corrobora o que você está dizendo, até mesmo por uma questão de controle de frame.

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