Morte de gay agredido em boate no Rio será investigada como homofobia. Mas…

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Fonte: G1

A morte Luiz Antônio de Jesus, de 49 anos, agredido em uma casa noturna na Zona Oeste do Rio na madrugada de domingo (26), será investigada como crime de homofobia, segundo a Polícia Civil. A vítima foi encontrada desacordada no banheiro da Boate Queen, em Jacarepaguá e morreu nesta terça (28), no Hospital Lourenço Jorge, na Barra, segundo Secretaria Municipal de Saúde.

Luiz estava internado em estado gravíssimo com traumatismo craniano, com ferimentos no rosto e no pescoço. O corpo foi encaminhado ao IML no fim da tarde.

De acordo com o delegado titular da 32ª DP (Taquara), Antonio Ricardo Lima, que inicialmente estava investigando o caso, seguranças, funcionários e parentes da vítima já prestaram depoimento, as imagens do estabelecimento já estão sendo analisadas e o local passa por perícia.

Segundo a Polícia Civil, “o caso foi encaminhado para a Divisão de Homicídios (DH) e está sendo investigado como crime de homofobia, seguindo a portaria 574 criada em 9 de fevereiro de 2012, pela chefia de Polícia Civil. O documento determina entre outras providências, a inclusão do nome social de travestis e transexuais no registro de ocorrência, bem como a inserção do termo homofobia no campo referente ao motivo presumido do crime.”

Procurada pelo G1 , Rosalina da Silva Jesus de Brito, jornalista em um jornal comunitário, informou que o irmão Luiz Antônio, que é homossexual, estava muito feliz no domingo e resolveu sair para dançar. Ele pediu à sobrinha levá-lo até a boate em Jacarepaguá, por volta de 1h.

Como o cabeleireiro não voltou para dormir em casa e não avisou nada, a família ficou preocupada e foi até a casa noturna para saber alguma informação. Segundo Rosalina Brito, a dona do estabelecimento, Jade Lima, informou para a filha e para a irmã que Luiz Antônio foi encontrado passando mal e vomitando no banheiro e foi levado pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, por volta das 3h. Rosalina contou ainda que elas viram manchas de sangue na porta do banheiro, mas a proprietária disse que a sujeira era antiga. “Ela [Jade] ficou tentando despistar elas.”

Jade Lima confirmou em um site de relacionamento que na madrugada de sábado (25) para domingo um cliente foi encontrado caído em um dos banheiros do estabelecimento. Segundo ela, “havia no momento do ocorrido algumas pessoas na fila, que ouviram o barulho da queda e foram elas que acionaram o staff da casa para socorrer esse cliente. Não houve qualquer tipo de agressão”. O G1 tentou entrar em contato, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Rosalina Brito informou que a família encontrou Luiz Antônio com o rosto muito machucado. “Debaixo do queixo tem um corte de um lado para o outro. Ele está com o rosto desfigurado, está cheio de ponto, com o pescoço roxo, parece que enforcaram ele”, contou.

De acordo com Rosalina, a dona da boate informou que o local possui 40 câmeras no circuito interno de segurança, mas o equipamento do banheiro não estava funcionando no momento do incidente.

Outro cliente prestou queixa
Segundo informações do RJTV desta terça, outro cliente da boate procurou a 32ª DP no domingo (26) para relatar uma agressão de um suposto agente de segurança da boate. Sobre o segundo caso, Jade Lima disse também em uma rede social que no domingo um cliente foi convidado, pelos seguranças da casa, a se retirar da boate por estar importunando outros clientes. “Também não houve agressão nesse caso, entretando o cliente, decidiu dar queixa na delegacia por se sentir ofendido por tal acontecido”, explicou a proprietária.

A jornalista contou que todos os outros irmãos estão empenhados para resolver o caso. “Não podem ter feito isso com ele porque ele era gay, ninguém merece passar por isso.”

A família fez um apelo para qualquer pessoa que tenha informações sobre o caso ligue para o Disque-Denúncia pelo telefone 2253-1177.

Meus comentários

É difícil descrever o quanto o esquerdismo tem se tornado cada vez mais abjeto e podre em suas demandas, até por que eles se superam a cada dia nas baixarias.

Agora eles querem descrever a morte de um gay, em uma boate gay, como se fosse um caso de homofobia. É o cúmulo da perda do senso do ridículo. Que a Polícia Civil tenha caído neste tipo de trucagem, também é algo que já não deve causar espanto.

Se eles forem coerentes, a regra deveria ser, a partir de agora: se um torcedor morreu em um estádio de futebol, temos um caso de torcedofobia ou futebofobia, mas se um metaleiro morreu em um show de heavy metal, é metalfobia. Como se vê, não é muito difícil lançar o ridículo em cima do estado atual do politicamente correto.

O maior problema moral é o seguinte: será que podemos considerar ético o comportamento de alguém omitindo as causas reais das tragédias para fazer capitalização política? Não devíamos tentar buscar as reais causas dos homicídios?

Aliás, definir um culpado a priori, e uma motivação a priori, mesmo sem nenhuma evidência, é um ato de obstrução à investigação policial. Isto é, além de fazer merda, estão espalhando-a por todos os cantos.

Como sempre, esquerdismo, em sua variação gayzista, é sempre ridículo, vergonhoso e moralmente abjeto.

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11 COMMENTS

  1. Alguém me atualize se eu estiver enganado.
    Desde quando existe o crime de homofobia?
    Entendendo-se por crime todo fato típico (descrito em lei) e antijurídico.
    Assim, se não há crime de homofobia, como pode a polícia investigá-lo?

  2. Luciano, provavelmente você não deva ter atentado a um detalhe, mas vamos lá: nesse caso de um homossexual agredido dentro de uma boate gay e que morreu em decorrência disso, pode ser que aleguem que o agressor possua a chamada “homofobia interna” (segue um sobre o que seria esse incrível malabarismo retórico). Mas dá para observar o quanto que a militância gay quer ser totalitária contra os próprios homossexuais e regular aquilo que eles podem ou não pensar e com quem podem ou não simpatizar ou antipatizar.
    Outra coisa que também não notaram é que a tal implicância com todos os aspectos da vida humana acaba criando inclusive insensibilidade social geral. Note o tipo de caso que é relatado no link que passei e vamos perguntar se isso não se deve um pouco ao MHN arraigado que bota as pessoas como em constante conflito umas com as outras. Aliás, é uma boa que todos ouçamos o que os velhos que conhecemos têm a dizer sobre como eram os tempos passados, justamente para que tenhamos uma impressão que não é aquela pintada com as piores tintas que os marxistas-humanistas-neoateístas costumam usar para que as pessoas tenham uma impressão de repulsa pelas heranças que têm e sempre terão dos tais tempos que não mais voltam.

    Ainda assim, o mais importante de tudo é notar que não só a militância gay é um tipo de MHN que pode ser usado como inocente útil no combate ao MHN como também o clima de terror que querem impor dentro do “mundinho” é algo que pode ser usado contra eles próprios, o que poderia em alguns casos inclusive caracterizar que se pode usar a militância gay como inocente útil no combate à própria militância gay. Assim como no amplo espectro as pessoas não-MHNs podem usar o MHN de inocente útil no combate ao MHN, os gays comuns que não compactuam com militâncias que dizem representá-los podem sossegadamente usar as divisões internas dessa militância como inocentes úteis no combate à militância como um todo.
    Vamos acrescentar aqui que já há vídeos mostrando o que aconteceu na fila do banheiro e que estão sendo analisados pela perícia. Um cara que estava na fila ouviu um barulho. Fala-se também pode mais de uma pessoa ter entrado no mesmo banheiro em que a vítima foi achada ferida. Logo, pode ter havido a possibilidade de um desentendimento qualquer com alguém violento e esse alguém violento tenha feito o que fez. Obviamente que todas as possibilidades devem ser analisadas para que não se tenha parcialidade de apuração.

    Por ora, o que se sabe é que a vítima não era alguém que arrumasse sarna para se coçar e que conseguia fazer amizades facilmente. Logo, ao menos por essa análise depreende-se serem baixas as chances de ele ter assumido algum comportamento que possa ter gerado alguma reação que não aconteceria se uma postura mais conciliadora fosse tomada. Logo, vamos também imaginar que fosse alguém com quem as pessoas se simpatizassem (e aqui podendo dar a entender que fosse bem visto tanto por heterossexuais quanto outros homossexuais).
    No caso de a polícia ter registrado o caso inicialmente como homofobia, aqui os caras acabam ficando de mãos atadas por terem de cumprir uma determinação que vem de cima (a tal portaria 574). É errado determinar uma causa prévia para algo até agora cheio de mistério? Com certeza é, pois se presume um veredito sem que a investigação tenha sido feita, porém aqui é o tal lance de investigadores serem obrigados a dizer “sim, senhor” para pessoas com pouca vivência prática ou pressões de militantes sem prática alguma, mas que gritam bastante. Tudo indica que a investigação irá mostrar que a morte de um gay em uma boate gay nada teve de homofobia, mas de algo que poderia acontecer de maneira igual a alguém que heterossexual o fosse e caísse em circunstâncias assemelhadas, o que obrigará a que se tire “homofobia” e tipifique-se de outro jeito. Daria para se derrubar a portaria 574? Até daria, mas a antecipação do que o outro lado pensará permite antever dores de cabeça por acusações de homofobia (lembremos que militantes MHN irão aproveitar toda e qualquer brecha mais evidente que se dê a eles para que acusem os outros de racista/homofóbico/burguês/fascista. Se a brecha for evitável de ser fornecida, vide o caso do professor da UFMS e o que escreveu no Face com status público, que se evite justamente para não perder tempo com combates desnecessários). Policiais, que já estão de mãos bastante atadas por causa de outras pressões de grupos diversos, não irão querer mais dor de cabeça e irão preferir que os resultados das investigações por si só falem a verdade, pois aí não precisam ser eles a abrir a boca, mas sim a letra fria dos textos escritos e das fotos corroborando um procedimento que tem metodologia bem definida e aprovada.

  3. Vc está estudando tanto gayzismo e marxismo cultural que está esquecendo de ver videos do William Craig e assim se tornar cristão de uma vez por todas 😛

  4. Luciano, como bem sabemos, há pessoas do lado arco-íris da humanidade que não aceitam ter sua sexualidade transformada em estandarte ideológico. Exemplo muito conhecido é o de Clodovil (que chegou a ser vaiado por militantes gays), Ney Matogrosso (que não quer ser resumido a um único aspecto de sua pessoa, recusa-se inclusive a ir a baladas gays e cuja única militância que tem é aquela em prol dos pacientes de hanseníase) e agora temos o exemplo de Ana Carolina, que é assumidamente bi, mas não quer levantar qualquer bandeira a respeito do que faz em sua vida pessoal.
    No caso de Ney, em sua entrevista ao Roda Viva ele disse que é muito fácil quererem transformá-lo em estandarte gay e o resumirem a esse qualificativo, mas ele não é um cara que quer ser resumido a um único dos muitos aspectos de sua vida. No caso de Ana Carolina, ela diz que seria um preconceito em sinal oposto querer ideologizar sua sexualidade. Vou entender que ela tenha amizades com heterossexuais, gosta muito dessas pessoas e não acha que qualquer heterossexual a oprima.

    Observe-se também que ela não gosta do Feliciano (“Esse cara não merece que eu fale sobre ele. Mas, de alguma forma, ajudou a levantar a discussão”), ainda que ninguém seja obrigado a dele gostar ou detestar. Porém, não podemos deixar de lado a hipótese de que ela possa estar de alguma forma subscrevendo algum discurso marxista-humanista-neoateísta, mas não mais do que subscreveria algum heterossexual comum que age de forma MHN sem saber que o faz.
    O que parece ser importante nessa história toda é a de que de estar surgindo também entre homo e bissexuais uma consciência de combate ao marxismo-humanismo-neoateísmo. Como o clima criado pelo MHN é o de propositadamente inibir heterossexuais de fazer qualquer debate (e inibir ainda mais se esse heterossexual for branco, cristão e do sexo masculino), os homo e bissexuais acabam sendo uma linha de frente interessante, ainda mais que ninguém poderia acusá-los de homofóbicos por contrariar os ditos da militância gay (ainda que possam vir as fantásticas acusações de “homofobia interna”, uma vez que militantes gays querem censurar o livre pensamento também de quem não seja heterossexual).

    Se formos pensar apenas e tão somente na bissexualidade de Ana Carolina, ela também pode recusar qualquer tentativa de ideologizar aquilo que faz em quatro paredes por notar que bissexuais são discriminados até mesmo por quem diz defender o B abrangido na sigla LGBT, sendo esses acusados de na realidade serem homossexuais que não se assumiram por completo (ainda que também possam ser acusados por alguns heterossexuais da mesmíssima coisa). Logo, vamos entender que ela pode ter ficado consciente muito antes de qual é a realidade de tais militantes e a dissonância entre o que eles dizem e o que fazem.

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