Explicando que imposto é roubo para seu amigo esquerdista

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Atenção: eu não sou a favor da inexistência do Estado, mas sim a favor de um estado mínimo. Portanto, não adianta esquerdista dar chiliques dizendo que “Se não há Estado, não há direito a propriedade, e portanto não há roubo”. O fato é que o Estado mínimo que eu defendo garante o direito de propriedade.

Estado mínimo significa um estado que sabe de suas limitações, e portanto não pode lançar seus tentáculos sobre cada mínimo aspecto da vida dos cidadãos. Por fora deste estado mínimo, também sabemos que o poder do estado deve ser contrabalançado com o poder da sociedade privada, de forma que o estado não tenha concentração de poder suficiente para, em momentos de crise, ter capacidade para exterminar seus opositores. O que foram os genocídios de Hitler, Stalin e Pol Pot contra seus cidadãos senão o ato de usar o estado inchado, a partir de dentro dele, para eliminar opositores?

Já eu proponho um estado mínimo, algo como SAAS (State-as-a-Service), onde alguém poderia optar não pagar imposto algum. Mas não teria direito de propriedade, e nem direito à proteção policial. Pensando bem, dificilmente alguém optaria por não pagar imposto algum, e pagaria esse imposto mínimo, para a sua proteção. Por isso, o estado mínimo que defendo não é um estado imoral. É um estado cujos serviços eu pagaria de bom grado. Não haveria coerção por parte do estado para que eu tenha os serviços pelos quais estou pagando.

Ciente disso, temos que massacrar o estado atual no debate moral, não para desaparecer com ele, mas para expor ao público que ações imorais do estado não podem ser toleradas. Como exemplo, a taxação para “redistribuição de riqueza”, que não é diferente de roubo.

Neste contexto, o vídeo tem a assertividade que eu defendo. Não temos que respeitar o estado, e muito menos respeitar pessoas que o cultuam como se este fosse uma entidade divina. Não devemos ter meios tons de chamar estas pessoas de iludidas e delirantes, geralmente vítimas de lavagem cerebral escolar.

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8 COMMENTS

  1. Concordo quanto ao Estado mínimo, mas não tanto quanto ao Estado sob serviço.
    Nós, evangélicos, admitimos a remuneração de nossos pastores com base no preceito bíblico, que também não deixa de ser uma filosofia ancestral, de que “não atarás a boca ao boi que trilha”. Numa pilha de trigo cortado, usavam bois para pisar e debulhar os grãos. E estes não podiam ser privados de comerem do trigo. Mas as igrejas que conheço não dão Ferraris para seus pastores.
    Assim também o Estado, diferente do que pregam os americanos da não tributação sem representação, entendo que pode participar do valor que é agregado sob os serviços estatais providos.
    As duas questões que não consigo tolerar são:

    O divino estado maravilha, capaz desde limpar a bunda do cidadão até garantir sua viagem de férias, alem de movimentar batalhões por cada implicância dalguma vizinha velha e mal comida.

    O famigerado e neo escravagista imposto de renda. Se eu não posso ser propriedade do Estado, por que minha renda pode? Sem contar que é o mais asqueroso instrumento de controle individual existente. Um senhor de escravos também tinha total controle sobre a renda e a privacidade dos seus cativos.

    Agora, quanto ao imposto sobre valor acrescido, se é tão aceitável pagar pedágio para usar uma rodovia, por que não uma pequena parcela ao estado em troca de serviços não privatizáveis?
    É bom registrar que aqui, no Paraná, estamos acostumados a viver com os serviços que nosso Estado nos prove a partir do ICMS. Os serviços federais são poucos e, sem dúvida, o mais eficiente de todos é o da parasita Receita Federal..
    E o Estado do Paraná, como é típico de Estados obesos, ainda enche o nosso saco e apronta as suas! Ou seja, se pudéssemos extinguir todos os tributos federais ainda dava pra ter muito mais Estado do que se deve apenas com a metade do atual IVA, ou ICMS.
    Estado tem é que passar fome, pra ser sempre magrinho, leve, fácil de carregar e não muito metido.

  2. Compreendo a força do argumento que este vídeo apresenta e por muito tempo pensei dessa maneira. Vou apresentar um contra-argumento que me fez repensar o meu suporte pelo estado mínimo. Vou me abster de tachar isso ou aquilo de direitismo ou esquerdismo, pois são termos vazios e com alta carga emocional, o que em nada ajuda a um debate saudável.

    Imagine que em dada sociedade (eg, a de castas) a distribuição de riquezas se dá única e exclusivamente pela casta em que a pessoa nasceu. Duas pessoas que são iguais em todos os aspectos, exceto pela casta de nascença, receberiam parcelas diferentes das riquezas. Certamente não seriamos a favor de uma sociedade assim, ela nos parece injusta. A razão dela ser injusta é porque a casta de uma pessoa é um fator totalmente aleatório, além do controle desse sujeito.

    Uma opção melhor seria então uma sociedade em que todos nascem com as mesmas oportunidades e a partir de então são livres para acumular o tanto de riquezas que conseguirem. Alguns acumularão mais, outros menos, mas isso seria normal. Quando defende-se o estado mínimo, é este o tipo de sociedade que está sendo defendida.

    Agora, quem acumulará mais riquezas? Não é aquele cujas habilidades são as mais requisitadas pela sociedade? Afinal, Se 100 pessoas estão dispostas a pagar pelos habilidades do fulano, mas só 1 pelas do beltrano, fulano certamente será mais rico que beltrano. Agora, não é fato também que as habilidades com as quais você nasce, bem como a sociedade em que você nasce e suas características (como ser mais determinado ou mais estudioso) são também uma questão de sorte? Um fator aleatório? Ora, se nos opomos a um sistema de castas, devemos também nos opor a uma sociedade como essa. O princípio é o mesmo: a sorte não deve ser um fator determinante na distribuição de riquezas.

    Para concluir, antes que o texto fique ainda mais longo, uma (não a única) das soluções para contornar essa injustiça seria taxar quem por sorte (sorte de ter nascido em uma família afluente e poder ter estudado, sorte de ter nascido em um lugar que preza por suas habilidades, sorte de possuir determinadas características) acumulou mais riquezas e redistribui-las aos que não tiveram tanta sorte assim.

    • Eddmoreira, vamos lá.

      NA verdade, os termos esquerdismo e direitismo não são vazios de significado. É como dizer que não há diferença entre anti-estupro e pró-estupro. Temos eventos do mundo, e posições em relação a eventos do mundo.

      O seu argumento da “sorte” é típico do esquerdismo de nossas universidades, mas não dá uma justificativa moral e ética para a violência de gang do estado, que é justamente o que o vídeo denuncia.

      A tal sociedade onde “todos nascem com as mesmas oportunidades” é o típico jogo da utopia inalcançável, para justificar qualquer coisa que se faça no presente. Por exemplo, propor uma sociedade “onde todos tenham as mesmas oportunidades de namorar a Gisele Bundchen”, para não termos uma doutrina pró-estupro implementada. Notou que sua reação perante a “má sorte” de alguns ainda não dá uma justificativa moral e racional para a coerção estatal?

      Mas se você REALMENTE se opõe a uma sociedade onde “nem todos tem a Gisele Bunchen” ou “nem todos tem a mesma sorte”, então deverá ser moralmente obrigado a aceitar o neo-esquerdismo, que corrige a falha moral do esquerdismo, pela defesa de um estado criminoso.

      Eis o neo-esquerdismo:

      http://lucianoayan.com/2013/04/30/glossario-neo-esquerdismo/

      • Esquerda e direita são termos que dependem muito da época e da região. De tanto serem bradados por aí já perderam boa parte de seu significado e adquiriram uma conotação positiva ou negativa, dependendo da região do espectro político que você se coloca. Não passam de xingamentos. Mais informativo seria usar termos como “libertário” ou “egalitário”.

        A justificativa moral e ética do argumento que forneci é uma espécie de princípio de isonomia. Se no Direito todos são iguais independente de raça, título ou dinheiro; em uma sociedade justa a distribuição de riquezas deve ser independente de (ao menos predominantemente de) fatores aleatório.

        Pessoalmente, nasci em uma família que foi capaz de me prover educação de qualidade e de me fornecer oportunidades. Junta-se isso a meu próprio trabalho e dedicação e o resultado é uma vida confortável. Muitos podem até ter trabalhado mais arduamente, mas por não terem nascido em uma família com grana ou terem tido as mesmas oportunidades, não viverão tão confortavelmente. É justo isso? A diferença foi um fator aleatório. Aí que está a justificativa ética e moral para o argumento.

        Impostos são considerados iguais à escravatura sob a óptica libertária, mas os libertários esquecem um detalhe muito importante: eles não enriqueceram sozinhos. Ninguém enriquece-se sozinho, precisa sempre de uma sociedade. Uma sociedade que não corrige as injustiças da sorte é uma sociedade injusta por natureza. O enriquecimento às custas de uma sociedade injusta é um enriquecimento injusto. Enriquecer em uma sociedade (mais) justa, torna o enriquecimento (mais) justo. Não defendo que todos ganhem os mesmos salários, mas sim uma responsabilidade social dos mais ricos com os mais pobres – e uma das maneiras é o imposto.

        É óbvio que tal sociedade como descrevi é utópica (logo inalcançável por definição). Ela serve como um guia, um compasso. A propósito, a Gisele Bundchen não é um objeto a ser distribuido e não se encaixa nessa discussão.

        O neo-esquerdismo como você propõe não passa do velho libertarianismo camuflado. Ao contrário de religiões, cuja unidade básica é o indivíduo, a unidade básica da política é a sociedade. Então assim como não existem pessoas que são muçulmanas e protestantes ao mesmo tempo, não tem como existir uma sociedade libertária e comunista ao mesmo tempo.

      • Esquerda e direita são termos que dependem muito da época e da região. De tanto serem bradados por aí já perderam boa parte de seu significado e adquiriram uma conotação positiva ou negativa, dependendo da região do espectro político que você se coloca. Não passam de xingamentos. Mais informativo seria usar termos como “libertário” ou “egalitário”.

        Esquerda e direita “dependem muito da época e da região” SÓ PORQUE VOCÊ QUER!
        Este é um truque marxista que já desmascarei aqui.
        http://lucianoayan.com/2012/01/09/estrategia-de-esquerda-esquerdismo-invisivel/
        Aqui não tem como você enganar alguém que é especialista em mapeamento de fraudes intelectuais da esquerda.
        Você é de esquerda, queira ou não! Assim como o Champinha é estuprador, queira ele ou não!
        A justificativa moral e ética do argumento que forneci é uma espécie de princípio de isonomia. Se no Direito todos são iguais independente de raça, título ou dinheiro; em uma sociedade justa a distribuição de riquezas deve ser independente de (ao menos predominantemente de) fatores aleatório.

        Mais outro truque típico de marxista: distorcer os conceitos. Princípio de isonomia significa que todos são iguais perante a lei, e não que todos devem ter as mesmas condições de disputa perante a lei.
        Por exemplo: todos os times do campeonato espanhol devem ser tratados por um regulamento comum. Isso não significa que todos devam ter 300 milhões de reais para contratar o Neymar!
        Não perca a dignidade…
        Pessoalmente, nasci em uma família que foi capaz de me prover educação de qualidade e de me fornecer oportunidades. Junta-se isso a meu próprio trabalho e dedicação e o resultado é uma vida confortável. Muitos podem até ter trabalhado mais arduamente, mas por não terem nascido em uma família com grana ou terem tido as mesmas oportunidades, não viverão tão confortavelmente. É justo isso? A diferença foi um fator aleatório. Aí que está a justificativa ética e moral para o argumento.
        Nota-se que nem de justiça você entende.
        Ora, se você tem melhores condições que a média, é por que seus pais lhe deram essas condições. Qual o valor do esforço deles se, ao final, pais que não se esforçaram tanto poderão ter um filho colocado NAS MESMAS CONDIÇÕES.
        Enfim, justiça é usar o princípio de isonomia, e não falsificação de condições. Cada um que tenha as condições para lutar por si próprio, e isso não significa que todos tenham que partir do mesmo lugar.
        Seu argumento não é lógico. De suas premissas não se conclui que JUSTIÇA implica em nivelamento artificial de condições a partir de um ponto arbitrário.
        Impostos são considerados iguais à escravatura sob a óptica libertária, mas os libertários esquecem um detalhe muito importante: eles não enriqueceram sozinhos. Ninguém enriquece-se sozinho, precisa sempre de uma sociedade.
        Claro que precisam de uma sociedade, e defendem o livre mercado nesta sociedade exatamente por isso. Além do mais, eu não sou libertário, sou neo-iluminista, e defendo algo que chamo de SAAS (State as a Service). Neste caso, o direito de propriedade está garantido.
        Uma sociedade que não corrige as injustiças da sorte é uma sociedade injusta por natureza.
        É o exato oposto. Primeiro não existe “a sociedade”, existem governos. Este truque semântico não passa aqui também.
        Segundo, que a correção de questões de “sorte”, de forma artificial e arbitrária, é injusta com os que tiveram melhor sorte, pois sempre podemos encontrar pontos arbitrários de correção.
        Exemplo: o sistema de cotas. Alguém que não tem as melhores notas, pode tirar vagas de quem tem. Mas daí quem perdeu a vaga pode reclamar da “sorte” de não ter precisado tirar notas inferiores para ter uma vaga.
        Enfim, o fator “sorte” é parte do jogo, e a única forma justa é criar uma legislação que trate todos da mesma maneira.
        O enriquecimento às custas de uma sociedade injusta é um enriquecimento injusto. Enriquecer em uma sociedade (mais) justa, torna o enriquecimento (mais) justo. Não defendo que todos ganhem os mesmos salários, mas sim uma responsabilidade social dos mais ricos com os mais pobres – e uma das maneiras é o imposto.
        Como você joga com as palavras, hein? Não tem vergonha de fazer isso diante de alguém especialista em achar fraudes intelectuais?
        Primeiro, já provei que “sorte” não é injustiça.
        Segundo, sociedade não existe como ente que age. Existem governos. E existem movimentos sociais que não representam “a sociedade”.
        Terceiro, responsabilidade social implica em ação voluntária, não coerção.
        Portanto, mencionar uma responsabilidade social no imposto é o mesmo que achar uma função romântica no estupro.
        Melhor vocês adotarem o neo-esquerdismo para não precisarem mentir tanto em debate.
        É óbvio que tal sociedade como descrevi é utópica (logo inalcançável por definição). Ela serve como um guia, um compasso. A propósito, a Gisele Bundchen não é um objeto a ser distribuido e não se encaixa nessa discussão.
        O seu conceito de “objeto a ser distribuído” é um problema de sua linguagem distorcida.
        No livre mercado, podemos trocar bens, como podemos trocar idéias, assim como… alguém pode iniciar uma relação amorosa com a Gisele Bundchen.
        Mas nem todos terão condição de ter a Gisele Bundchen. Problemas com “sorte” ? Capaz…, mas o mais importante é que todos tenham condições de lutar por ela, mesmos com suas “sortes” diferentes. Já alguém coagir a Gisele Bundchen a fazer sexo com quem ela não quer seria imoral, mesmo com todo discurso chantagista emocional que vc tente.
        O neo-esquerdismo como você propõe não passa do velho libertarianismo camuflado. Ao contrário de religiões, cuja unidade básica é o indivíduo, a unidade básica da política é a sociedade. Então assim como não existem pessoas que são muçulmanas e protestantes ao mesmo tempo, não tem como existir uma sociedade libertária e comunista ao mesmo tempo.
        Errado. O libertarianismo fala de sua proposta para o mundo, eu, como neo-iluminista, defendo um mundo onde crenças irracionais não prejudiquem a vida dos que nelas não creem.
        É só ver teu discurso para notar que ele é irracional. Vários exemplos:
        1. Cria um conceito de ‘justiça’ do nada, sem conexão com justiça de fato
        2. Usa a “sociedade”, que é uma abstração, como se fosse um ente divino ou consciente
        3. Confunde responsabilidade social com coerção via estado
        Se eu for detalhar, acho umas 10 irracionalidades no seu discurso.
        É claro que o esquerdismo é uma crença irracional, assim como o fundamentalismo islâmico. A forma de evitar os totalitarismos e as crises que vocês causam é permitir que vocês sigam o que dizem acreditar SEM AFETAR a vida dos descrentes.
        Se não fizerem isso, é por que são hipócritas, que na verdade só querem inchar estado. Se não forem hipócritas, são obrigados moralmente a aceitar o neo-esquerdismo. É meu desafio.

  3. Esquerda e direita são termos relativos, queira você ou não. É muito mais clarificador utilizar outros termos ou ao menos outras dimensões (como um eixo para direita-esquerda e outro para autoritarianismo-anarquismo, por exemplo). Se fosse forçado a me definir, me definiria como sendo de esquerda, sim.

    Eu sei que isso não é o conceito de isonomia tal como se tem no Direito. É uma analogia que tentei fazer, obviamente foi falha em seu objetivo de esclarecer minha postura. Creio, no entanto, que consegui transmitir a ideia de que a distribuição de riqueza ao meu ver não deve ser feita baseada em fatores aleatórios.

    O conceito de justiça que eu tenho, e aqui estou aberto a discussões e reflexões, é que a distribuição de oportunidades e riquezas deve ser feita baseada em mérito. Concordo que cada um tem que ter condições de lutar por si próprio, mas acontece que dinheiro é algo finito e que cada um quer o máximo para si. O mérito de acumular uma maior quantidade de riquezas estaria em sair do mesmo ponto e lutar com as mesmas armas. O que ocorre é que, por sorte, alguns já saem na frente e com um fuzil na mão, enquanto outros tem que se contentar com uma faca de cortar margarina. E é por isso que é justo ajudar o coitado que teve a má sorte de nascer com a faca.

    Eu tive boas condições por que meus pais tiveram boas condições. Eles tiveram boas condições por que meus avós também tiveram. Meus avós… e por aí vai. Eles se esforçaram e possuem seus méritos, mas uma parte também é sorte: sorte que não fomos escravizados, sorte que não fomos discriminados pela cor da pele, etc. O valor do esforço deles é recompensado e eles não são proibidos de me dar educação ou de me colocar na mesma posição que eles, só que há a necessidade (pelo conceito de justiça tal como vejo) deles prestarem contas com a sociedade.

    “Sociedade”, aliás, é só uma palavra para se referir a uma coleção de pessoas que convivem, compartilham os mesmos recursos, dividem o mesmo espaço físico e por aí vai. É um conceito abstrato, mas não é por isso que não existe. O conceito do número dois também é abstrato, mas nem por isso é menos real ou útil.

    A Gisele Bundchen não entra na discussão porque ela é um ser humano. Estamos aqui tratando de riquezas materiais. A não ser que você considere ela uma mercadoria a ser trocada no livre mercado, não tem porque menciona-la ou qualquer outra mulher.

    O SAAS não passa de uma ideologia libertária. É o estado mínimo, que nos garante o direito à propriedade, à vida e o que mais for considerado direito fundamental. O resto o indivíduo é livre para decidir se quer ou não quer, não é isso? Chame do que você quiser, o resto do mundo conhece por libertarianismo. Certamente não é o que eu defendo.

    Enfim, é evidente que o único consenso ao qual chegaremos aqui é que você pensa de uma forma e eu penso de outra. Foi um debate interessante, mas já está começando a se corromper em acusações e argumentos ad hominem. Por isso esse vai ser meu último meu post.

    Antes de terminar, gostaria de deixar uma sugestão de um link. É um curso fornecido gratuitamente na internet pela Universidade de Harvard. Nele o professor abordar as diversas teorias de moral (como o utilitarianismo, o libertarianismo, a moral aristotélica, a kantiana, etc). São vídeos e com extratos dos textos. Tenho certeza que será interessante e garanto que é desprovido de vieses políticos. O nome do curso é ER22x: Justice.

    https://www.edx.org/

    Abraços, sucesso

    • Esquerda e direita são termos relativos, queira você ou não. É muito mais clarificador utilizar outros termos ou ao menos outras dimensões (como um eixo para direita-esquerda e outro para autoritarianismo-anarquismo, por exemplo). Se fosse forçado a me definir, me definiria como sendo de esquerda, sim.
      Aí que está. Esquerda e direita não são conceitos relativos, tanto que foi muito fácil te identificar como de “esquerda” somente pelos teus cacoetes. Assim como é fácil identificar alguém como crente ou não em Deus, defensor ou não do direito ao estupro, etc.
      Direita e esquerda hoje não são mais termos relativos por que tratam de DILEMAS, e em relação a eles somos obrigados a dizer sim ou não. O que pode existir é o biconceitualismo, como diria Lakoff, mas é pouco provável em pessoas que participam de debates políticos, e mais próximos do povão. No biconceitualismo, alguém é de direita em algumas questões, e de esquerda em outras.
      Eu sei que isso não é o conceito de isonomia tal como se tem no Direito. É uma analogia que tentei fazer, obviamente foi falha em seu objetivo de esclarecer minha postura. Creio, no entanto, que consegui transmitir a ideia de que a distribuição de riqueza ao meu ver não deve ser feita baseada em fatores aleatórios.
      Mas a própria definição de “ponto de igualdade” é aleatória. Exemplo: é injusto existir um campeonato de futebol onde um time esteja na primeira divisão, e outro na terceira? É injusto existir uma competição por conquista de “miss” onde uma mulher tenha um código genético melhor que outra? Não tem jeito, e você será obrigado a cair nos critérios arbitrários para definir “justiça”. Por isso, as “correções” devem ser feitas por um esquerdismo voluntário, como o neo-esquerdismo, para serem morais.
      O conceito de justiça que eu tenho, e aqui estou aberto a discussões e reflexões, é que a distribuição de oportunidades e riquezas deve ser feita baseada em mérito. Concordo que cada um tem que ter condições de lutar por si próprio, mas acontece que dinheiro é algo finito e que cada um quer o máximo para si. O mérito de acumular uma maior quantidade de riquezas estaria em sair do mesmo ponto e lutar com as mesmas armas. O que ocorre é que, por sorte, alguns já saem na frente e com um fuzil na mão, enquanto outros tem que se contentar com uma faca de cortar margarina. E é por isso que é justo ajudar o coitado que teve a má sorte de nascer com a faca.
      Sim, você explicou, mas ainda é um critério arbitrário, e não justificável logicamente. Você quer dizer que condições “iniciais” diferentes, em qualquer base de comparação, em qualquer competição, configuram uma “injustiça”? O critério é arbitrário e totalmente apelativo. Eu diria até que é uma chantagem emocional. Exatamente por isso, e por não ser um critério claro, deve ser resolvido por ação voluntária. Se os esquerdistas realmente acreditam nisso, são forçados a aceitar a correção a partir deles próprios.
      Eu tive boas condições por que meus pais tiveram boas condições. Eles tiveram boas condições por que meus avós também tiveram. Meus avós… e por aí vai. Eles se esforçaram e possuem seus méritos, mas uma parte também é sorte: sorte que não fomos escravizados, sorte que não fomos discriminados pela cor da pele, etc. O valor do esforço deles é recompensado e eles não são proibidos de me dar educação ou de me colocar na mesma posição que eles, só que há a necessidade (pelo conceito de justiça tal como vejo) deles prestarem contas com a sociedade.
      Quer dizer, se há uma condição dada a você positiva, por méritos históricos, eles ainda são obrigados a “prestarem contas com a sociedade”? Que eu saiba o discurso de “prestação de contas” é para criminosos e não para pessoas que fizeram conquistas e ajudaram no desenvolvimento da sociedade, ou na resolução de problemas de clientes. Note que o esquerdismo é um sistema de pensamento com várias falhas morais, e é assim que deve ser denunciado. Como vocês podem reclamar de “injustiça” social, se condenam o sucesso social. Exemplo: Se alguém conseguiu produzir produtos mais baratos, resolvendo problemas de consumidores, então deve ser condenado? Isto é, quem gera valor para a sociedade, deve pagar feito um criminoso? Isso é uma imoralidade terrível, e é em cima desta imoralidade que devemos construir uma forma dos esquerdistas serem colocados a prova. Se querem viver em uma sociedade onde a conquista e a geração de valor são condenados como um crime, que façam isso de maneira voluntária, e não através de um CRIME DE FATO, que é o uso do estado para roubo através da violência de gang.
      ”Sociedade”, aliás, é só uma palavra para se referir a uma coleção de pessoas que convivem, compartilham os mesmos recursos, dividem o mesmo espaço físico e por aí vai. É um conceito abstrato, mas não é por isso que não existe. O conceito do número dois também é abstrato, mas nem por isso é menos real ou útil.
      Mas no discurso esquerdista, “sociedade” é usada para nublar as questões e evitar o debate. Basta jogar a culpa na “sociedade”, ou então dizer que alguém deve para “a sociedade”. São entidades abstratas, no sentido de ter a intenção alegada pelo esquerdista. É como “o proletário”.
      http://lucianoayan.com/2013/05/07/o-comunismo-assim-como-o-fascismo-e-o-nazismo-e-religiao-politica/
      A Gisele Bundchen não entra na discussão porque ela é um ser humano. Estamos aqui tratando de riquezas materiais. A não ser que você considere ela uma mercadoria a ser trocada no livre mercado, não tem porque menciona-la ou qualquer outra mulher.
      Mas essa é uma distinção de emergência. Podemos tratar de injustiças em todos os pontos onde as pessoas ficam desapontadas por estarem em uma “condição inicial de disputa” pior do que outras. Por que você diz que só é possível existir a discussão no quesito de grana? Para mulheres, a beleza é um valor, oras. Então, podemos considerar todas essas situações, e ver que, mesmo que alguém tenha uma genética diferenciada, ou uma herança adquirida diferente, deve ser tratada com igualdade, mas isso não significa interferir no jogo, retirando de um para dar para o outro e criar uma falsa concepção de igualdade.
      O SAAS não passa de uma ideologia libertária. É o estado mínimo, que nos garante o direito à propriedade, à vida e o que mais for considerado direito fundamental. O resto o indivíduo é livre para decidir se quer ou não quer, não é isso? Chame do que você quiser, o resto do mundo conhece por libertarianismo. Certamente não é o que eu defendo.
      Gostei! Já fui definido como libertário no passado, mas, pelo que li do libertarianismo, podemos até colocá-lo sob discussão, sem esquecer da extrema imoralidade que é o esquerdismo.
      Enfim, é evidente que o único consenso ao qual chegaremos aqui é que você pensa de uma forma e eu penso de outra. Foi um debate interessante, mas já está começando a se corromper em acusações e argumentos ad hominem. Por isso esse vai ser meu último meu post.
      As vezes quando dou uma cacetada forte, o esquerdista ou desiste, ou melhora a argumentação. Você melhorou, mesmo que não tenha argumentos bons. Por isso, não foi ofendido agora.
      Antes de terminar, gostaria de deixar uma sugestão de um link. É um curso fornecido gratuitamente na internet pela Universidade de Harvard. Nele o professor abordar as diversas teorias de moral (como o utilitarianismo, o libertarianismo, a moral aristotélica, a kantiana, etc). São vídeos e com extratos dos textos. Tenho certeza que será interessante e garanto que é desprovido de vieses políticos. O nome do curso é ER22x: Justice.
      https://www.edx.org/
      Abraços, sucesso

      Valeu pela dica, recomendo a todos. Abs, LH

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