O humanismo como uma aberração ética e moral: Rebeldes sírios apoiados pelos EUA massacram vila cristã

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Cristãos sírios massacrados

Fonte: Julio Severo (traduzindo texto de Ryan Keller)

Membros do Exército Sírio Livre [compostos de rebeldes islâmicos apoiados pela Turquia] atacaram a vila al-Duvair, de maioria cristã, nos arredores de Homs na segunda-feira, onde massacraram seus cidadãos, inclusive mulheres e crianças, antes que o Exército Sírio intervisse.

Esse ataque denunciado ocorreu logo depois de intenso combate na cidade de al-Qusseir no final de semana, em que o exército de Bashar Al-Assad infligiu pesadas baixas nos rebeldes.

O exército de Assad lançou uma ofensiva em abril num esforço para interromper as linhas de abastecimento para os rebeldes ao tomar a cidade e suas regiões vizinhas dos grupos rebeldes que estavam entrincheirados ali desde o ano passado. Duas semanas atrás, o exército sírio alcançou o centro da cidade.

Embora as fontes que descreveram o massacre de segunda-feira apoiem Assad, é possível que tenha ocorrido, pois os grupos rebeldes que estão lutando contra o governo de Assad são compostos principalmente de membros da al-Qaida e grupos ligados a al-Qaida e têm cometido crimes de guerra e atrocidades no passado.

Jabhat al-Nusra, o ramo da al-Qaida que lutou e matou americanos e tropas aliadas no Iraque, assumiu posições na Síria e controla o movimento rebelde.

Os EUA e outros governos ocidentais que estão apoiando o Exército Sírio Livre reconhecem a presença de jihadistas, mas insistem em que eles são apenas uma pequena parte do movimento rebelde. Contudo, a al-Qaida e outros grupos extremistas islâmicos estão na linha de frente do movimento rebelde desde o primeiro dia da guerra síria, que começou dois anos atrás. De acordo com os serviços alemães de espionagem, 95 por cento dos rebeldes nem mesmo são sírios.

“Na Síria controlada pelos rebeldes, a luta é totalmente religiosa,” noticiou o jornal New York Times no mês passado.

Em abril, Abou Mohamad al-Joulani, líder do grupo rebelde al-Nusra, prometeu lealdade a Ayman al-Zawahri, líder da al-Qaida.

Membros dos rebeldes confessaram que seu plano é instituir a lei islâmica, e os rebeldes têm agora uma brigada chamada Brigada Osama bin Laden.

Apesar das provas de conexões com a al-Qaida, o governo dos EUA continua a apoiar o Exército Sírio Livre.

Meus comentários

Antes de ser um governo esquerdista, o governo de Barack Obama é um governo humanista. Aliás, todo governo esquerdista é um governo humanista.

Há um erro no senso comum na confusão entre humanismo e humanitarismo.

Humanismo é a crença em que o ser humano é um animal à parte dos outros animais, e, portanto, é capaz de remodelar sua natureza pela ação política.

Humanitarismo é a crença em que temos a obrigação de ajudar o próximo.

Dá para notar que humanismo e humanitarismo não tem absolutamente nada a ver.

Podemos ser céticos em relação à crença de que o homem é um animal à parte dos outros animais, e ainda assim ajudar o próximo. Na verdade, o livro Who Really Cares?, de Arthur Brooks, mostra que os conservadores, muito menos humanistas que os esquerdistas, são muito mais humanitários, pois doam mais dinheiro e dispendem mais tempo à filantropia.

Para que alguém um dia resolveu criar a crença humanista? Se a crença em que o ser humano modifica sua contingência por ação política é mentirosa, por que ao mesmo tempo em que professavam essa crença, os humanistas diziam agir “em nome da ciência e da razão’? Ora, isso é mais um indício de que o humanismo não é mentiroso apenas em seus fundamentos, como também em suas justificações. Em suma, humanismo é uma sacola de truques.

E qual o objetivo destes truques? O estudo do pensamento humanista ao longo da história nos fornece uma resposta simples: obter justificação para conquistar o poder e ter todos seus atos a priori justificados.

Ora, se alguém convence a patuléia de que está do lado de uma “salvação” em Terra, mesmo que sempre seja uma promessa fantasiosa, vai obter o poder psicológico que essa crença pode prover.

Até por que ninguém precisaria usar uma propaganda tão mentirosa para implementar melhorias na sociedade. Poderíamos fazer as melhorias, ver no que vai dar, sem prometer uma falsa “salvação”. É óbvio que quem usa o humanismo, claramente está com segundas intenções.

Se minha tese é verdadeira, então devemos prever que o apoio a genocídios, desde que atendam aos interesses políticos dos usuários do humanismo, sejam uma norma para eles, não?

Pois bem, ei-lo: basta dizer que os rebeldes sírios estão “do lado da liberdade”, que todos seus atos estão a priori justificados. Diante desse princípio, cabe aos jornalistas humanistas esconderem as notícias do público, agindo igual boa parte da nação alemã perante os genocídios cometidos por Hitler contra os judeus, assim como boa parte da nação russa perante o extermínio dos adversários políticos de Stalin nos gulags.

Diante de todas as atrocidades do mundo, desde que o beneficiem politicamente, o humanista se torna uma máquina incapaz de manifestações de empatia. Cinismo e manipulação psicológica fazem parte do jogo do humanista, a todo momento, a cada palavra proferida.

Vejam dois exemplos de como é a mente de um humanista.

No Facebook, um humanista (chamarei-o de Humanista A), disse que as igrejas deviam pagar impostos. Eu perguntei-lhe: “por que igrejas devem pagar impostos se são entidades sem fins lucrativos?”. Ele disse que era imoral as igrejas terem tanto poder político. Eu disse: “Quer dizer que você acha moral alterar as regras sobre impostos somente por que um grupo político que você não gosta tem poder?”. Ele disse que não via problemas nisso, desde que a população concordasse. Em suma, não há moral claramente identificada, desde que “a massa” concorde.

Ainda no Facebook, uma outra humanista (chamarei-a de Humanista B), disse que o pastor Marcos Pereira devia ser condenado por estupro. Entretanto, mostrei a ela evidências de que as vítimas fizeram sexo consensual com ele, e portanto a qualificação de estupro não era um fato. Ela disse: “Não me importo, só me importa que ele está na prisão”.

Esta é a mente do humanista. Uma mente amoral e que julga os atos não por sua moralidade,  mas por seu benefício.

Se criticamos o Islã por ter tornado sua religião uma forma de religião política, com o único intento de conseguir poder, devemos criticar muito mais o humanismo. Aliás, todas as barbáries do Islã não passam de atos justificados por uma “salvação em Terra” (o domínio do Islã sobre as outras nações), com a busca de justificação a priori para todas as atrocidades que eles cometerem. Não passam de alunos assíduos dos humanistas.

Há quem diga que esta tese pode ser quebrada pelo fato de um autor como Sam Harris ter escrito o livro “A Morte da Fé”, em que critica fortemente o Islã e a religião como um todo.

Mas é aí que surge outro problema que complica ainda mais os humanistas. As críticas iniciais de Harris ao Islã são justificadas, mas ele mente ao dizer que todo o problema se origina “na religião”, quando na verdade se origina na “religião política”, da qual ele faz parte. Quer dizer, Harris protesta contra o Islã mas omite as causas reais da ameaça islâmica. O livro Al Qaeda e o que significa ser moderno, de John Gray, nos dá uma argumentação clara para sabermos que Harris tem corresponsabilidade nos crimes do Islã.

Claro que devemos lutar pela secularização, mas essa secularização deve incluir a religião política, uma doutrina que só serve para justificar atrocidades em nome de um discurso de “salvação” em Terra.

Neste quesito, todas as formas de esquerdismo, além do Islã, são ameaças a serem combatidas. Mas a maior ameaça de todas elas é o humanismo, que na verdade é o guarda-chuva para todo o radicalismo islâmico e todas as ações da esquerda.

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9 COMMENTS

  1. Luciano, vale postagem rápida, até porque o vídeo se autoexplica. Obviamente que marxistas-humanistas-neoateístas irão inventar milhões de defeitos, mas sabemos que é o normal e esperado deles em relação a reações, fora que irão dizer que a Coreia do Sul é ruim porque tem o Psy, mas qualquer um que veja o que esta mulher diz e prestar atenção à linguagem corporal e tom de voz dela (ainda que os de uma pessoa insensibilizada pela brutalidade tal qual os sobreviventes do Khmer Vermelho) entenderá direitinho o que ela está contando em trôpego inglês legendado em inglês e português:

    http://www.youtube.com/watch?v=HcmKAszIrE0

    Aliás, se há algo que seria bom as pessoas que combatem o marxismo-humanismo-neoateísmo é sempre prestar atenção aos movimentos corporais e maneira como falam as coisas. Só esses dois detalhes ajudam um monte e já poupam um bocado de análises de discurso (não que elas não devam ser feitas, mas aqui estamos falando de complementar o verbal com o não-verbal e inconsciente).

    • Fiquei comovido com a parte que ela pergunta “por que esta me ajudando?” ou algo do tipo, quando ela estava na China. Como se ninguém nunca tivesse ajudado ela enquanto ela estava na Coreia do Norte…. Os marxistas vivem dizendo que egoísmo é fruto da “ideologia burguesa”, mas não explicam o egoísmo antes do capitalismo e em vários países socialistas. Isto é típico de indivíduos que dizem amar a humanidade, mas não tem compaixão nenhuma com o próximo.

      Aliais, a separação Coreia do Sul/Coreia do Norte, é perfeita para derrubar as falácias dos esquerdistas. Dois países, mesma cultura, mesma população. Um vai pro Marxismo leninismo e o outro, para um capitalismo que apesar de forte intervenção estatal em alguns setores e protecionismo em outros setores, ainda é o oitavo melhor país para se fazer negócios ( http://doingbusiness.org/rankings ). Enquanto o país mais propenso a “exploração” capitalista, se desenvolve e acaba com a miséria, o país que segue a cartilha deles, sofre com a miséria ( http://www.express.co.uk/news/world/392610/North-Korean-reveals-cannibalism-is-common-after-escaping-starving-state ).

      OBS : Coloquei exploração entre aspas, porque a teoria da exploração parte de vários absurdos, como o valor trabalho(que se fosse verdade, um buraco cavado no meio do nada, valeria mais que uma ilha lotada de recursos naturais porque tem mais trabalho agregado) e ignora o risco de se empreender. Quem quiser saber mais, tem este ótimo texto irônico : http://www.vanguardapopular.com.br/portal/comentario-popular/81-a-menos-valia

      • Dizem que os coreanos estão para a Ásia como estariam os italianos e espanhóis para a Europa, o que significaria uma gente mais efusiva e fã do contato pessoal do que japoneses e chineses. Não sei o que pode ter acontecido com a parte da península acima do paralelo 38 em relação a isso, ainda mais que já vamos para seis décadas de monarquia dos Kim, proibições legais de se falar com estrangeiros (se isso existisse no passado, não haveria na Coreia o número significativo de cristãos que há por lá, ainda mais quando comparamos com seus dois vizinhos mais imediatos), lavagem cerebral pesada, sanções das mais diversas e que de repente podem também punir o altruísmo (como ocorre na China, a ponto de até os políticos locais verem que se estava criando um clima pesado) e outras coisas. É possível que o Norte tenha mudado o padrão de cultura popular de tal forma que atualmente seja praticamente outro povo mesmo que seja o mesmo povo em um dos lugares etnicamente mais homogêneos do mundo.
        Isso poderá provocar problemas em uma eventual reunificação das Coreias no futuro, pois seria praticamente ter seu país invadido por gente de cultura muito diferente e que não está nem aí para se adaptar à realidade do país que os recebe. Seria uma diferença muito maior do que a gerada pelo isolamento dos dois lados da Alemanha (que se reflete ainda hoje) e pode comprometer o ambiente geral da nação.
        Supondo-se que norte-coreanos tenham em larga escala desaprendido o valor do altruísmo e isso esteja somado a uma apatia típica de regimes comunistas, teríamos uma reunificação problemática e que vai para além do problema de ter de se introduzir milhões de pessoas que ficaram paradas em meados do século passado para uma entrada súbita no século XXI. Nessa história toda, há o problema de cada ano a mais que se passar significar uma possibilidade a menos de se conseguir fazer de fato com que uma população que é una consiga voltar a ser um só país.

    • Foi lançado o livro “Fuga do campo 14” ano passado, que conta a história de um norte-coreano que fugiu de um campo de trabalho forçado . É algo que choca, principalmente pelo fato do rapaz ter nascido dentro do campo, o que torna a coisa muito mais dramática, quem ler o livro saberá do que estou falando. O nome do rapaz é Shin Dong-Hyuk.

  2. Amado esta localidade não é Cristã, estas mortes é uma luta Síria entre grupos de lá http://p2.trrsf.com.br/image/fget/cf/619/464/img.terra.com.br/i/2012/03/13/2262533-5257-rec.jpg veja os fatos, Agora sim, o que as crianças tem haver? Lembra da época de Moisés e Cristo que matavam as crianças por alguma causa? é isso aí que esta acontecendo para um grupo não crescer o outro massacra as crianças. e a Cidade é Homs e não seus arredores que Ter Maela, Zaidal, Hadida, Fairuzah e Shin, tivemos relatos que este mesmo grupo tenta impor uma nova investida em 2013 ja que o ocorrido foi em Março de 2012

    • Celsius,

      Claro que sabemos que esta localidade não é cristã, mas sabemos que os Estados Unidos estão financiando a morte de cristãos com O DINHEIRO DOS NORTE-AMERICANOS.

      Este é um fato, denunciado no artigo.

      Em seguida, temos o fato de que a mídia humanista está ESCONDENDO A NOTÍCIA.

      Outro fato é que temos os humanistas dando a mínima para o que acontece.

      O post denuncia a ausência de empatia dos humanistas.

      Suas explicações não me refutaram.

      Abs,

      LH

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