Rotina esquerdista: Jesus e seus apóstolos viviam em comunidade onde repartiam bens, logo o cristianismo é marxista

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Última atualização: 04 de junho 2013 – [Índice de Rotinas][Página Principal]

Esta rotina simplesmente sustenta toda a Teologia da Libertação.

Para quem não sabe, esta “teologia” ter por princípio descontruir toda a religião cristã para fingir que ela dá sustentação ao marxismo, quando na verdade é o inverso.

Desconstrução é o método criado pelo marxista Jacques Derrida que defende a retirada do sentido de todo e qualquer conteúdo, para atribuição de qualquer sentido politicamente útil para este mesmo conteúdo. Assim, a história da Cinderella pode ser interpretada tanto como uma denúncia da guerra entre classes como também a defesa da monarquia. Qualquer interpretação vale.

Basicamente na Teologia da Libertação eles dizem que pelo fato de Jesus e seus apóstolos terem vivido em uma comunidade onde todos repartiam seus bens, conclui-se que Jesus defendia a sociedade sem classes, e, portanto, sua pregação era em torno do comunismo.

Até um ateu como eu, que não gosta de teologia, percebe a picaretagem contida neste discurso.

A diferença (que faz toda a diferença) está na voluntariedade do ato. Toda a ação de repartição de bens de Jesus e seus apóstolos era voluntária, o que é exatamente o oposto de uma ação via coerção do estado, ou mesmo de uma ditadura do proletariado.

Para entendermos o absurdo da situação, relembremos o filme “Acusados”, estrelado por Jodie Foster, que ilustra este verbete.

No filme, a personagem interpretada por Jodie é estuprada em um bar por uma gang de malacos. Quem fizer o mesmo jogo da Teologia da Libertação,  poderá dizer que o filme defende o sexo livre em bares. Mas como? Se o que vemos no filme é um ato de sexo não-consensual de forma violenta? Obviamente, o filme não fala do sexo livre no estilo “hippie”.

A mesma distância que separa a interpretação da Teologia da Libertação do que era a vida de Jesus e seus apóstolos de fato, é aquela que separa o estupro de uma mulher por uma gang de um ato de sexo consensual.

Em suma, uma ação voluntária é uma ação social, e é exatamente o oposto de uma ação via coerção violenta.

A “redistribuição estatal” se baseia na retirada de bens de um cidadão a partir de violência típica de gangs. Isso delimita não só o comunismo, como qualquer sistema de pensamento esquerdista. Toda a divisão de bens praticada por Jesus e seus apóstolos era uma divisão voluntária.

Pode-se dizer, sem medo de errar, que o modelo das sociedades iniciais cristãs foi um grande influenciador para a ação voluntária presente não só em sociedades cristãs, como judaicas, hindus e seculares. Mas não tem absolutamente nada a ver com estimular coerção a partir de uma organização com poder para utilizar a violência de maneira ilimitada.

Este é o nível da Teologia da Libertação. Uma doutrina que começa mentindo tanto quanto estaria mentindo alguém que diz que a cena do estupro de Jodie Foster em os “Acusados” é um lindo e maravilhoso exemplo do sexo livre e sem fronteiras.

Motivo pelo qual quem é adepto da Teologia da Libertação, não só por sua mentira, como também pela cara de pau, não merece o menor respeito em termos intelectuais.

Se vir um deles pela frente, provavelmente você estará diante de alguém empolgado em professar sua “doutrina”. Neste caso, pode ser dito o seguinte a ele: “Se você confunde uma ação de coerção violenta com uma ação voluntária, então fazemos muito bem ao ficarmos longe de você”.

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11 COMMENTS

  1. Bom ver que se está falando mais da picaretagem criada por Jacques Derrida, pois é com ela que muitos marxistas-humanistas-neoateístas adoram ficar criando “mal-entendidos” que possam ser capitalizados. Usam tanto dessa técnica que inclusive a usam contra quem é de suas próprias fileiras. Porém, mal notam que o uso de desconstrucionismo é também uma mostra bem patente da autodestruição que o MHN contém em si próprio (fica inclusive a sugestão para que o dono deste blog fale um pouquinho sobre essa propriedade pouco explorada de tal religião política e que também poderia ser utilizada para sua derrubada).

    • Eu costumo usar muito esta técnica contra os MHN ….tenho testado com alguns ‘militontos’ e é interessante a eficácia do método. A dissonância cognitiva deles dispara feito um alarme.

  2. Quando eu vejo um post do Luciano iniciando com a palavra “rotina já fico empolgada, e nunca me decepciono. São os melhores posts, curtinhos, divertidos e capazes de irritar muito os esquerdistas.

  3. “Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também.” 2 Tessalonicenses 3:10

    Esse tipo de versiculo bíblico passa de largo para quem é adepto da “Teologia da Libertação” (ou a Teologia da Missão Integral, a versão evangélica da Teologia da Libertação”).

  4. O Suriani voltou de férias e continua obcecado por você, Luciano. Olha só as pérolas.

    “Basicamente, ele afirma que a alegação de que a religiosidade é doença mental é falsa, fabricada a partir do interesse em injuriar os religiosos e acabar com o debate. Uma clara crítica ao ateísmo – já que ele sequer cita a esquerda nesse post.”

    “Prestem atenção no título! Ele está dizendo, com todas as palavras, que o discurso esquerdista é insano! E isso baseado em um livro da Ann Coulter, que além de não entender nada de psicologia, também não falou nada disso!”

    “O post em questão acaba se bandeando para uma proposta ambivalente, especialidade de nosso colega, ora afirmando que esquerdistas são de fato insanos, ora afirmando que não são insanos, mas espertos.”

    “Prestem atenção! “Esquerdismo é um doença mental!” Não há meio termos aqui!”

    “Ironicamente, a pesquisadora Kathleen Taylor não afirmou que todos religiosos possuem problemas mentais, mas sim os fundamentalistas – apenas. ”

    “Sendo assim, configura-se aqui outra mentira de Luciano Henrique: a de que a neurocientista Kathleen Taylor estava atacando a religião como um todo. Na verdade, o Luciano ataca a esquerda como um todo, dizendo que todos esquerdistas são doentes mentais e neuróticos (vejam o artigo de fevereiro de 2013, que não me deixa mentir!), mas a neurocientista que ele ataca nunca fez algo parecido mas ao contrário.”

    “Enfim, ele pede para os leitores cristãos mentirem com afirmações de que:
    Kathleen Taylor atacou os religiosos, e não o restrito grupo de fundamentalistas;
    esquerdistas são doentes mentais.”

    “A ideia que ele passa aos leitores cristãos dele parece clara: MINTAM! Mintam que os esquerdistas são loucos! ”

    “Ou seja, se alguém mentir, minta de volta com um diagnóstico falso. Se o jogo deles é mentir, minta também, fingindo que é médico! Esse comentário dele juntou esse alerta com o primeiro, dado há alguns meses.”

    • Já houve um tempo em que achei que Suriani até seria um adversário à altura, mas hoje ele é digno de pena.

      Acho divertido que ele fica revoltado diante de um tipo específico de posts meus: aqueles em que os métodos da esquerda tornam-se, enfim, de pleno conhecimento da direita, podendo ser instrumentalizados à vontade. Em suma, é quando os truques deles não tem mais como funcionar.

      Como diria a Ann Coulter: “É como se um povo perdesse sua lingua”.

      Ele começou a enlouquecer especialmente depois que fiz publicações sobre frame e controle de frame.

      Vejam:

      http://lucianoayan.com/2013/04/13/glossario-controle-de-frame/

      http://lucianoayan.com/2013/04/18/glossario-frame/

      Agora em que eu mapeei outra técnica, de Kathleen Taylor, ele retorna com um post nonsense.

      “Basicamente, ele afirma que a alegação de que a religiosidade é doença mental é falsa, fabricada a partir do interesse em injuriar os religiosos e acabar com o debate. Uma clara crítica ao ateísmo – já que ele sequer cita a esquerda nesse post.”

      hahahahahahaha….

      Eu não cito a esquerda e nem a religiosidade neste post, mas sim o fato dela definir critérios arbitrários e vagos para definir o que é doença mental. Logo, como posso fazer uma crítica ao ateísmo?

      É preciso muita desonestidade mental, ou mesmo debilidade mental (veja a tese do esquerdismo como doença mental), para achar que meu texto é uma crítica ao ateísmo. Na verdade, se há uma agenda anti-religião, ela é humanista/esquerda, e não necessariamente ateísta, já que há humanistas/esquerdistas religiosos.

      Suriani enlouqueceu de vez…

      “Prestem atenção no título! Ele está dizendo, com todas as palavras, que o discurso esquerdista é insano! E isso baseado em um livro da Ann Coulter, que além de não entender nada de psicologia, também não falou nada disso!”

      Ué, para definir se um discurso é insano não precisamos de psicologia, mas de uma análise crítica e lógica do conteúdo.

      Por exemplo, dizer que “a ditadura do proletariado levará a uma sociedade sem classes e sem estado” é uma alegação insana.

      Mas será que Stalin era insano? Não, era muito esperto, e usou este discurso para obter poder.

      Então, não é preciso de psicologia para definir se um discurso é insano (apenas a lógica é suficiente), e discurso insano é diferente de alguém insano.

      Aliás, Shermer costuma dizer que “pessoas inteligentes podem aceitar idéias insanas e estúpidas tanto quanto as não inteligentes, mas são melhores em suas justificações”.

      “O post em questão acaba se bandeando para uma proposta ambivalente, especialidade de nosso colega, ora afirmando que esquerdistas são de fato insanos, ora afirmando que não são insanos, mas espertos.”

      Errado!

      Eu disse que as idéias esquerdistas são delirantes, e há vários exemplos de esquerdistas que comportam feito malucos em debates. Os exemplos são vários.

      E esquerdistas beneficiários (o que não é o caso do Suriani) são espertos ao usarem as idéias esquerdistas para obter poder. OS funcionais são loucos ou ingênuos. Ou foram doutrinados e possuem sua crença por costume.

      “Prestem atenção! “Esquerdismo é um doença mental!” Não há meio termos aqui!”

      Esse texto, aliás, fará parte de meu livro, e lá ele será apresentado nesta estrutura

      1. Será apresentada uma pesquisa feita por cientistas da esquerda, dizendo que pensamento conservador é doença mental
      2. Será apresentada uma refutação à essa pesquisa, feita por Michael Shermer (presente no livro “The Believing Brain”)
      3. Será apresentada a versão de Lyle Rossiter, tomando o esquerdismo como doença mental

      Ora, fica claro que é possível descrever a crença oponente como doença mental, e a questão está em aberto. Sendo assim, meu desafio é avaliarmos o discurso de nossos oponentes com um olhar ainda mais críticos, encontrando idéias que só seriam aceitas para alguém insano…

      Como se vê, nenhum motivo para draminhas do Suriani.

      “Ironicamente, a pesquisadora Kathleen Taylor não afirmou que todos religiosos possuem problemas mentais, mas sim os fundamentalistas – apenas. ”

      Mas este é outro jogo. Podemos dizer que só os esquerdistas fundamentalistas possuem problemas mentais. Daí define-se quase todos como fundamentalistas. Exemplo: quem crê nas políticas do Obama é fundamentalista, mas quem apenas vai com a cara de Obama, e pede menos impostos e punição ao crime, é moderado. Qual a diferença?

      “Sendo assim, configura-se aqui outra mentira de Luciano Henrique: a de que a neurocientista Kathleen Taylor estava atacando a religião como um todo. Na verdade, o Luciano ataca a esquerda como um todo, dizendo que todos esquerdistas são doentes mentais e neuróticos (vejam o artigo de fevereiro de 2013, que não me deixa mentir!), mas a neurocientista que ele ataca nunca fez algo parecido mas ao contrário.”

      Mentira deslavada. Eu não disse que Kathleen Tayler atacava “religião com um todo”, mas sim usava um truque contra seus adversários políticos, que eu nem descrevi quais são. Aliás, certo momento ela citou seus oponentes como “pais que dão palmadas em filhos”. Está claro que a agenda dela é a agenda esquerdista.

      Será que Suriani se orgulha de mentir tanto?

      “Enfim, ele pede para os leitores cristãos mentirem com afirmações de que:
      Kathleen Taylor atacou os religiosos, e não o restrito grupo de fundamentalistas;
      esquerdistas são doentes mentais.”

      Mentira de novo. Meu texto não fala nada de “quem ela atacou”, e nem dá essa definição exata. Não era o foco do texto. Alias, até o jogo de “eu só ataco os fundamentalistas” já foi mapeado.

      “A ideia que ele passa aos leitores cristãos dele parece clara: MINTAM! Mintam que os esquerdistas são loucos! ”

      Bem, o Suriani com certeza está agindo feito louco, pois nada do que ele diz faz o menor sentido e não tem absolutamente nada a ver com o que escrevi.

      “Ou seja, se alguém mentir, minta de volta com um diagnóstico falso. Se o jogo deles é mentir, minta também, fingindo que é médico! Esse comentário dele juntou esse alerta com o primeiro, dado há alguns meses.”

      Se a pesquisa esquerdista dizendo que direitismo é “doença mental” já foi refutada, será que já refutaram o Rossiter?

      Ora, quando um esquerdista mentir sofre a direita, podemos dizer VERDADES sobre eles. Podemos dizer, por exemplo, que esquerdistas comportam-se feito loucos em debates, e usar para isso exemplos como os de Suriani, que simplesmente criam uma realidade paralela para debater, pois absolutamente nada do que eu escrevi é comentado por ele.

  5. Luciano, há outros argumentos mais claros a respeito da afirmação de que “Jesus definitivamente não é marxista/socialista/anarquista/revolucionário”.

    1. As revoluções, primeiramente, é ir contra o governo – até então não está errado. Em segundo plano, é PEGAR EM ARMAS contra o governo. Ou seja é crime. Crime constitui pecado;

    2. O extenso derramamento de sangue inocente que as revoluções trouxeram/trazem não compensam. E Jesus jamais aprovaria algo do tipo. Na bíblia, comumente é observado que o sangue, serve pra um tipo de pacto/aliança. O próprio diabo clama por sangue em sacrifícios e rituais – aqui no Brasil tem muito, prova disso são as crianças que somem e não voltam;

    3. Se Jesus fosse socialista, ele poderia ignorar várias passagens da bíblia… como as que alegam o nosso livre arbítrio (o maior número de ditaduras foram as do “proletariado”), as que dizem que devemos comer do suor (a meritocracia vira pó em regimes como os citados a cima);

    4. Jesus apoiaria mesmo uma ideologia que foi arquitetada por um satanista? É fato que Marx participava de uma “sociedade secreta” chamada “Liga do Justo” – que tinha por líder Moses Hess (um satanista da pesada mesmo); e o “Manifesto Comunista” foi justamente escrito pra esses caras. Inclusive, o nome dessa sociedade foi mudado para “Liga dos Comunistas”;

    5. Utopia. Jesus disse “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida…”. Toda utopia que promete um paraíso terreno, já vai contra os ensinamentos bíblicos. Porque o próprio Pai já disse que nesse mundo teríamos aflições. E que descanso mesmo, só no Céu.

    Há vários outros pontos… Mas estes são os que são fáceis de apresentar as pessoas.
    É uma desonestidade sem tamanho dizer que Jesus era socialista. Mas o bom que é facilmente refutada.

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