Carta Capital defende o vandalismo: “Pôr fogo em lixo e fechar rua não machuca ninguém”

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Fonte: Carta Capital (por Lino Bocchini)

O ato contra o aumento da passagem de ônibus (que subiu para R$ 3,20), que na quinta-feira 6 fechou três das principais avenidas de São Paulo, foi convocado oficialmente pelo Movimento Passe Livre. O MLP já realizou dezenas de manifestações contra aumentos de passagens nos últimos anos. Na última, chegou a fazer mais de 10 atos, um por semana, alguns deles na frente do prédio onde mora o então prefeito Gilberto Kassab.  Boa parte das pessoas que esteve hoje no ato que fechou, em diferentes momentos as avenidas 23 de Maio, 9 de Julho e Paulista, entretanto, não tinham ligação com o movimento. A seguir, uma conversa exclusiva com Caio Martins, 22 anos, estudante de história da USP, e uma as lideranças do Movimento do Passe Livre:

CartaCapital – Caio, por favor conte como foi o dia de hoje.

Caio Martins – Às 16h nos encontramos no teatro Municipal, e a marcha saiu. Passamos pela Prefeitura umas 18h, e seguimos pro Anhangabaú. Aí descemos pra avenida 23 de Maio, e bloqueamos todas as faixas no sentido zona oeste, tinham barricadas de fogo e umas mil pessoas. Começou a tensão com a polícia, muitas bombas de efeito moral, que estilhaçam, e de gás lacrimogêneo. O grupo então se dispersou, e depois nos reagrupamos inteiros na 9 de julho. Fomos bloqueando ela toda, sentido Paulista, subimos ali pelo Masp. Ocupamos a Paulista toda e o choque marchando atrás, jogando bomba. E a gente na frente, fazendo barricada de lixo, botando fogo, correndo até o hospital Osvaldo Cruz [no final da avenida], onde armamos uma assembleia. Íamos começar a conversar e caiu uma bomba no meio da assembleia. Aí foi um pra cada lado, um pedaço entrou no shopping Paulista, outros andaram pelas ruas da região fazendo mais barricadas [com lixo e fogo]. Tinha gente do MLP, mas muita gente veio por conta dos chamados do Facebook e outros tantos que estavam passando e decidiram aderir também. Ficou claro que a população de São Paulo não aceita o aumento da passagem de ônibus.

CC – O que você fala sobre a depredação, fogo em lixo, pichação, lixeiras viradas, vidros quebrados?…

CM – Fogo e depredação aconteceu mesmo depois que a polícia chegou jogando bomba. Pôr fogo em lixo e fechar rua não machuca ninguém. Violência foi o que a polícia fez. Mas não vamos parar. Amanhã tem mais, já está marcado: 17h no Largo da Batata [Pinheiros, zona Oeste de São Paulo].

CC – E vão para que lado, vão parar a Marginal?

CM – Quem sabe…

Meus comentários

Um leitor humanista deste blog se incomoda muito quando eu associo o esquerdismo à doença mental. Entretanto, como definiríamos pessoas que não se adaptam ao contrato social, ou mesmo a qualquer forma de vida em sociedade? Por exemplo, aquele sujeito que resolve tirar seu balado para fora e mijar na frente das garotas. Em qualquer outra instância, saberíamos que estamos diante de doidos de pedra  Pois bem. Estes são os esquerdistas atuais apoiados pelo partidão.

Para contribuir ainda mais no quadro de insanidade esquerdista, vemos eles negando os fatos, os quais mostram que eles nada mais são que baderneiros e vândalos, depredando patrimônio público. O qual é pago com… dinheiro de impostos.

Claro que os esquerdistas beneficiários são muito espertos ao fazer esses idiotas úteis partirem para a baixaria, como um rebanho adestrado a um fim que não imaginam qual é. Mas os esquerdistas funcionais (ou seja, todos os que partem para a violência irracional a mando de intelectuais do partidão, que não sujam as mãos) agem como dementes.

Quem não percebe esses sujeitinhos como inimigos da humanidade e dos direitos humanos, com certeza perdeu o senso de realidade.

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19 COMMENTS

  1. http://ucho.info/protesto-contra-aumento-do-preco-do-transporte-publico-em-sp-foi-acao-criminosa-encomendada

    “O violento e criminoso protesto contra o aumento do valor da passagem de ônibus, trem e metrô em São Paulo foi um ato contra o governador Geraldo Alckmin e o PSDB, encomendado pelo PT, que sonha em tomar de assalto o Palácio dos Bandeirantes na eleição do próximo ano.

    O Brasil vive um momento perigoso em temos institucionais, no qual cidadãos confundem o direito de se expressar com a possibilidade de cometer crimes impunemente, como ocorreu em muitas vias da cidade de São Paulo, em especial na Avenida Paulista, alvo de depredações e violação do patrimônio público e privado. O viés político da manifestação ficou evidente desde o início com a exibição de bandeiras de partidos por muitos manifestantes, situação confirmada horas depois com a prisão do presidente do sindicato dos metroviários, que na delegacia alegou apenas estar acompanhando o protesto.

    Existisse em São Paulo a “tolerância zero”, por certo centenas de pessoas teriam sido presas, sem direito à liberdade até o integral ressarcimento dos prejuízos causados. O que se viu na maior cidade brasileira estranhamente não se repetiu em outras cidades brasileiras, onde as tarifas do transporte público foram majoradas porque a incompetência do PT no governo federal permitiu o despertar do mais temido fantasma da economia, a inflação.

    A ação da noite de quinta-feira (6), que ocupou o noticiário nacional, foi organizada com antecedência por baderneiros políticos que agem como se fossem mafiosos de alta periculosidade. Primeiro os metroviários desistiram temporariamente da greve. Em seguida surgiu o anúncio de que algumas cidades do Grande ABC reduziriam o preço da passagem de ônibus, respeitadas algumas condições.
    Não causará surpresa se Fernando Haddad, nas próximas horas, receber um grupo de representantes dos baderneiros para uma conversa e anunciar a redução do preço da passagem ônibus, com a ajuda financeira do governo federal. Confirmada essa hipótese, o governador Geraldo Alckmin, que aumentou o preço das passagens do metrô e dos trens metropolitanos, ficaria sozinho com o desgaste político da medida.

    Em São Paulo a passagem de ônibus aumentou R$ 0,20 e os manifestantes afirmavam aos gritos, durante o quebra-quebra, se tratar de um assalto. Ora, os mensaleiros petistas tinham o propósito de saquear os cofres públicos em R$ 1 bilhão, mas nenhum desses baderneiros esquerdistas saiu às ruas para protestar. É preciso que Alckmin perca o medo de agir e cumpra o que estabelece a legislação, mandando para a cadeia esses detratores profissionais.

    Causou espécie o fato de que muitos manifestantes, que gritavam contra os vinte centavos de aumento na passagem de ônibus, filmavam a baderna encomendada com celulares que custam R$ 1 mil ou mais. Em um país minimamente sério, essa horda de arruaceiros já estaria contemplando o nascer do astro-rei de forma geometricamente distinta.”

  2. Quer outro exemplo de extrema desonestidade do jornalismo atual? Veja a polêmica sobre o Estatuto do Nascituro. Sendo contra ou a favor da legalização do aborto (que o estatuto realmente dificultará), qualquer pessoa que não pensa como esquerdista (“minto por uma boa causa”) reconhece que a forma como estão lutando contra o Estatuto é imoral, estão afirmando que o Estatuto obrigará mulheres que engravidaram em caso de estupro a seguirem com a gravidez, o que não é verdade, pois o Estatuto não revogará o Código Penal.

  3. Vamos completar os comentários com o que disse o Reinaldo a respeito, em que ele inclusive lembra que esse é o mesmo pessoal que fez o “churrasco de gente diferenciada” em Higienópolis, em protesto contra a retirada da estação Angélica da futura linha 6 do Metrô e a manutenção da Pacaembu. Naquela época, os histéricos não quiseram que o povo soubesse que a remoção de uma estação deveu-se à proximidade que essa estação teria com a Higienópolis-Mackenzie na mesma linha e a questão técnica de estações mais espaçadas permitirem maior segurança de operação e durabilidade para as composições. Neste caso, acabou-se optando por uma solução conciliatória com longas escadarias (na prática, podemos considerar como a engenharia calando os argumentos marxistas-humanistas-neoateístas).
    Nos comentários do Reinaldo, eis que alguém deu um link para o Manual de Ação Direta. Observe-se que o mesmo menciona a possibilidade de ações violentas, ainda que não a discuta diretamente (a obra em si é mais para procedimentos básicos que serviriam em qualquer tipo de ação). Porém, há em suas linhas aquelas coisas que podem ser usadas contra MHNs:

    A NÃO VIOLÊNCIA tende a demonstrar mais a violência inerente a tal imposição, uma vez que obriga os agentes defensores dessas regras usarem a força contra o praticante da desobediência, que está apenas agindo da maneira que acha correto se negando a seguir as decisões tomadas por outras pessoas sobre sua vida – sem agredir ou revidar quem está tentando o impedir.

    Até aqui, não há problemas, pois um protesto pacífico de não-MHNs que fosse interrompido com violência também iria se encaixar mais ou menos nestes conformes. O que importa está no segundo parágrafo, na segunda página:

    A VIOLÊNCIA é uma ação onde a desobediência não é passiva, ou seja, se ocorrer atos violentos por parte da polícia, por exemplo, ocorrerá uma reação dos manifestantes da mesma altura. Mas o que é violento é muito pessoal: se para alguém atirar pedras em um prédio é um ato violento, para outros pode não ser. Por isso é necessário que todos tenham clareza sobre o caráter da manifestação – e que sejam discutidas as noções de violência previamente. Lembre que o que eles fazem conosco todos os dias é uma violência, a desobediência violenta é uma reação a isso e, portanto, não é gratuita, como eles tentam fazer parecer.

    Observem aqui que estão jogando em cima de sobre o que é ou não violência, e aqui levam em conta coisas parecidas com as que vimos nas ações do MPL, como os quebra-quebras na região da Paulista e que também atingiram instalações particulares e as pichações em prédios privados em Pinheiros, fora as depredações a instalações públicas. Na cabeça de muitos que foram lá, isso não é considerado violência, mesmo que tenha tido bar na Paulista que sofreu preju de R$ 1.500 anteontem.
    Outra coisa importante no parágrafo é que os próprio texto deixa claro haver noção de responsabilidade entre os manifestantes (“Por isso é necessário que todos tenham clareza sobre o caráter da manifestação – e que sejam discutidas as noções de violência previamente”, o que permite presumir premeditação), ainda que com tentativa de amaciar isso (“Lembre que o que eles fazem conosco todos os dias é uma violência, a desobediência violenta é uma reação a isso e, portanto, não é gratuita, como eles tentam fazer parecer”, aqui obviamente jogando em cima de uma subversão do substantivo abstrato). Logo, vamos considerar que há expectativa de serem presos. Vamos ao parágrafo seguinte a esse:

    A opção por um tipo de ação deve ser feita ANTES DA AÇÃO, e RESPEITADA DURANTE ELA. Se, por consenso, for decidido por uma ação não-violenta, ninguém deve tomar uma atitude violenta, pois pode pôr em risco seus companheiros e sobretudo está os desrespeitando. Se a decisão foi por uma ação violenta, quem está participando deve estar ciente disso e dos riscos que podem ser acarretados. Neste manual iremos tratar da desobediência civil não violenta.

    Em um caso como este, vamos considerar que pessoas comuns e sem afiliação partidária ou a movimentos que foram à passeata acreditando que ia ser algo pacífico foram feitas de inocentes úteis por aqueles que quisessem orquestrar algo, pois é muito possível que ninguém as tenha avisado que iriam reagir às ações da polícia (aqui considerando os ocorridos na Paulista, pois os do dia seguinte em Pinheiros provavelmente espantaram aqueles que queriam fazer algo na paz). Porém, é muito certo que aqueles que picharam e os que enfrentaram a polícia podem ter feito a ação de um jeito que pudessem passar por inocentes na história.
    No caso do tal manual que lhes passei, em que poderão observar que são recomendações genéricas, fala-se de procedimentos sistematizados, como códigos de voz. Se códigos de voz são válidos para ações pacíficas, também o seriam para as violentas. Que código de voz usaram para que lixeiras e cabines policiais fossem arremessadas na Paulista e lixo virasse fogueira, não saberemos. Não descartemos que alguém de propósito tenha ido xingar um policial para provocar uma ação que pudesse ser vista, com a escolha certa de imagens, como truculência das forças da lei contra manifestantes.

    Como disse em comentário anterior, temos MHN que não está no poder (nem estará, uma vez que estamos falando de gente apoiada por PSTU, PCO e PCB, com no máximo uns do PSOL, ainda que este último já esteja no poder em duas cidades e isso não signifique tanto assim) contra MHN que está no poder. Se é daqueles momentos em que alguém que combate o marxismo-humanismo-neoateísmo pode usar o MHN de um para combater o do outro, acho pouco provável. Por ora, o máximo que dá para ver é que Fernando Haddad aproveitou o momento para pedir a Dilma Rousseff que municipalize a Cide e isso permita aumentar o subsídio ao transporte público. Zerar a tarifa ele não vai, pois temos cobradores que não querem perder seu emprego e mesmo em Cuba (considerando-se aí o influenciador principal do pensamento MHN brasileiro) o próprio Fidel não aceitou que se zerasse a tarifa porque isso poderia estimular desapreço pelo transporte público e, em maior extremo, vandalismo e transformação do transporte público em foco móvel de criminalidade comum.
    Temos a questão de a PM ser subordinada ao governador Alckmin e, como dito antes, esta ser uma manifestação de MHNs que vão contra MHNs. Podemos dar razão à ação do Choque, ainda que os enfrentamentos tenham gerado 30 feridos que podem ser usados de mártires vivos do movimento. E fica-me a impressão de que a polícia também já está consciente da natureza do movimento, como comprovou a ação preventiva tomada ontem, em que se cercou o Largo da Batata com o Choque, fora outras unidades estarem espalhadas inclusive longe do principal palco de manifestações. Observe-se também que ontem a polícia também tomou certo cuidado para não cair na pilha dos que bradavam palavras de ordem, como se comprovou na dispersão pacífica na Paulista:

    http://www.youtube.com/watch?v=XQHfOLZg3IA

    Outro detalhe que temos de prestar atenção: bandeiras de partidos mais radicais nessas manifestações. Na Marcha da Maconha de hoje, tivemos bandeira do PSTU, como se pode ver nos links de fotos que passo abaixo:

    http://f.i.uol.com.br/fotografia/2013/06/08/285307-970×600-1.jpeg

    http://f.i.uol.com.br/fotografia/2013/06/08/285310-970×600-1.jpeg

    http://f.i.uol.com.br/fotografia/2013/06/08/285311-970×600-1.jpeg

    É importante sempre prestarmos atenção a esses detalhes, pois facilita dar uma ideia sobre se o movimento é espontâneo ou montado para parecer espontâneo.

    • Como tem histérico nesse vídeo, mas fiquei feliz em ver pessoas abertas ao diálogo. A maioria de nós ainda não se transformou em animais.

      • Sempre lembremos daquela história de que melhor para o avanço do marxismo-humanismo-neoateísmo são pessoas sem princípios e escrúpulos em comparação às comuns, pois as primeiras não possuem quaisquer freios morais, enquanto as segundas, mesmo que crentes sinceras na tal religião política, irão parar ao primeiro absurdo que virem.
        Quem demonstra abertura ao diálogo são os tais marxistas-humanistas-neoateístas pessoas comuns, justamente por terem os tais freios morais. Com esses dá para conversar na boa e até expor ideias contrárias ao MHN em que eles creem, desde que adequadamente embaladas (entenda-se aí a maneira como são faladas e a retórica utilizada) e soltas em momento certo (aqui obviamente prestando-se atenção ao contexto). Noto faltar em quem combate o MHN essa certa sutileza para passar ideias adiante e tal falta de atenção cobra o preço de os caras receberem contra si hordas de acusadores sem entender o motivo ou, se a provocação para o surgimento da turba for feita de caso pensado, tal provocação premeditada de surgimento demonstrando-se desnecessária e na prática prejudicando a dispersão do conhecimento anti-MHN quando há a chance de este poder ser dispersado em clima que está pacífico e continuará assim caso se saiba lidar com a plateia que está em sua frente.

  4. Eu tento. Estou fugindo faz anos de uma capital para outra neste país, já tentei até o interior de SC, mas está impossível escapar da estupidez e insanidade destes esquerdopatas. E a imprensa ainda faz de tudo para incentivar essa porcaria, afinal são agentes da mudança (ou idiotas úteis) seguindo um plano. Saca o que fizeram aqui em Curitiba:

    http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1368988&tit=Calcada-de-granito-em-avenida-do-Batel-tera-farofada-no-domingo

    Não tem jeito, a loucura move essas pessoas. É inútil tentar argumentar com imbecis, só nos resta expor as mentiras, os truques e a insanidade na esperança de evitar o contágio no resto da socidade.

    • Oswaldo,

      Como diria a Ann Coulter: Imagine o mais radical e alucinado fanático religioso. Ele é uma pessoa calma e razoável quando comparada a um esquerdista padrão.

      O nível é esse. Dialogar com um islâmico que está carregando bombas no corpo, tentando convencê-lo a não explodi-las, é mais fácil e promissor que discutir com esquerdistas.

      Abs,

      LH

      • Luciano, parece que estão notando que as marchas do Passe Livre, mais os desmascaramentos do Reinaldo, acabaram contando contra o referido movimento. Somando-se isso e a Marcha da Maconha de ontem (que também teve a frustrada Marcha das Vadias de Guarulhos, da qual já te falei em outra postagem), eis que temos um sakamoteamento da vibe contrária ao marxismo-humanismo-neoateísmo. Observe como parece algo traduzível por “vocês estão fazendo gol no meu time e vou tirar a bola de campo por causa disso”. Enquanto isso, a soma das Marchas das Vadias realizadas neste país, mais as da Maconha, não conseguem chegar perto da manifestação de quarta-feira promovida pelo Malafaia.

  5. Luciano, talvez você não tenha visto este documentário, mas é importante que assista ao mesmo com atenção:

    http://www.youtube.com/watch?v=0Dn2NRvrR-U

    Como deve ter observado, foi o marxismo-humanismo-neoateísmo transformando-se em briga de rua contra nazifascistas. Já que falamos de religião política transformada em terror nas ruas, imagino que você tenha observado que inclusive os tais antifas eram um tanto flexíveis em sua linha política dentro do espectro político da religião política e que tanto eles quanto neonazistas foram cooptados por políticos formalmente ditos. Note-se inclusive a convergência dos tais antifas com os neonazistas em relação a detalhes de vestuário (obviamente aqui pensando na eficiência do que viam).
    O que nós do Brasil temos a ver com isso? Bom, temos neonazistas, é verdade, mas sua presença é muito pequena para que sejam um fenômeno relevante (vez ou outra aquelas brigas com punks e uma ou outra coisa). Porém, receio que possamos ter antifas em um médio a longo prazo como fenômeno de algum vulto. Nas grandes cidades do país, vê-se vez ou outra escrito “antifa” em spray nos muros.

    Como o Brasil também nunca teve fascismo como fenômeno de massas, caímos naquela situação em que “fascismo” e “fascista” pode significar tudo aquilo com o que um MHN ou grupo de MHNs não concorde. E aí o bicho poderia pegar contra qualquer um. Naquele famoso episódio da agressão ao pessoal do Instituto Plínio Correa de Oliveira em Curitiba, ouve-se a palavra “antifa”, como se pode notar aqui:

    http://www.youtube.com/watch?v=zskot0sHkOg&feature=player_detailpage#t=323s

    Observe-se que alguém diz algo como “vocês vão ver se encontrar os antifas. Vocês estão f…”. Dá para ouvir mais bem pronunciado o seguinte pouco depois:

    http://www.youtube.com/watch?v=zskot0sHkOg&feature=player_detailpage#t=337s

    Caso tenham prestado atenção, dizem “os antifas estão subindo”. Mais adiante, temos isto:

    http://www.youtube.com/watch?v=zskot0sHkOg&feature=player_detailpage#t=703s

    O cara que grava diz “os antifas estão subindo e vocês estão vazando”. Por ora, fica difícil saber se o fenômeno antifa terá alguma relevância, pois me parece que só disseram tais palavras como tentativa de intimidação e não existisse antifa algum. Porém, quando se faz uma busca na internet pelas palavras “antifa” e “Brasil”, vê-se outras coisas, mas ainda assim com tanta relevância no todo da população quanto o neonazismo.
    Porém, sabendo que o terreno aqui é muito mais fértil para o MHN do que para o nazifascismo, bem como também sabendo que já surge com certa força uma contestação a tal espectro religioso político, nada impediria que os tais antifas surgissem com muita força para aterrorizar as pessoas comuns, inclusive no sentido de as cercearem de expressar suas ideias caso sejam contrárias ao MHN, uma vez que por aqui “fascismo” poderia ser qualquer coisa e “fascista”, qualquer um (aqui, como observa, estou fazendo comparação com a cena na França, em que os alvos dos tais antifas eram mais rastreáveis do que o seriam aqui). Seriam inocentes úteis? Seriam, mas aqui com a diferença de serem inocentes úteis violentos e nos quais a violência está mais aflorada do que no manifestante MHN funcional comum, em que a violência física contra terceiros é mais um episódio circunstancial.

    Pelo que se vê no documentário francês, os antifas chegaram a um grau de radicalismo tão grande que chegaram a recusar qualquer relacionamento com os partidos locais, significando às agremiações a perda da possibilidade de direcionar as ações dos mesmos para a inocência útil, uma vez que sem controle ou relação direta. Logo, é de se crer que os próprios partidos MHN de lá tenham contribuído decisivamente para que se sufocasse o movimento, como se pode observar no fim do filme quando falam do enfraquecimento dos neonazistas e o subsequente murchamento dos antifas, que ficaram sem alvo definido, aqui levando-se em conta a realidade local francesa (em que a história recente obrigou os franceses a saber muito bem o que é de fato nazismo e fascismo e que isso é muito diferente de um De Gaulle). Porém, em um Brasil que nunca teve fascismo de fato, haveria um terreno fértil para uma ação prolongada de antifas caso estes ganhassem corpo, uma vez que poderiam acusar a tudo e todos daquilo a que dizem combater.
    Preocupo-me com o porvir, ainda mais que já ouvimos e vemos a palavra “antifa” circulando, ainda que atualmente de forma discreta. Temos uma significativa quantidade de pessoas que agem com base em palavras-gatilho. Se alguém é chamado de “fascista”, logo se forma uma turba de agressores que irão imputar a essa pessoa (ou pessoas) uma série de acusações graves, como as de assassino (vide palestra frustrada de D. Bertrand em Franca, sendo que o herdeiro da família imperial jamais matou alguém), estuprador, pedófilo, racista e outras. Imagine se unirmos o pavlovianismo das palavras-gatilho direcionadas contra qualquer um que se oponha ao MHN a um tipo de violência que aqui só conhecemos mesmo pelos poucos neonazistas aqui existentes e que achamos ridícula sua existência em um país miscigenado como o nosso e podemos imaginar o que poderia surgir se o caldo de cultura ficar apropriado.

  6. Como não poderia deixar de ser, nessa história de Passe Livre e manifestações pela cidade, seria natural que libertários-anarcocapitalistas também quisessem usar a história toda para fazer propaganda de sua estatofobia (e aqui fica uma comparação interessante quando pensamos que marxistas-humanistas-neoateístas, mais nazifascistas, praticam o diametral oposto da estatolatria):

    http://www.youtube.com/watch?v=MAvk5vF2U88

    Bem se nota que Daniel Fraga não entende bulhufas de planejamento urbano, nem leva em conta a possibilidade de operadores privados de serviço público, se não forem adequadamente vigiados, formarem pequenas ou grandes máfias (sejam empresas de ônibus, sejam perueiros individuais) ou se associarem a grupos criminosos. Observe-se também que ele não consegue entender que o mesmo preço para qualquer distância percorrida dentro de um perímetro urbano é uma forma de evitar que quem more mais longe seja penalizado em outros aspectos de sua vida (como empregabilidade) pelo simples fato de ter ido buscar um custo de moradia mais em conta para seu orçamento.
    Também dá para notar que ele não consegue entender que se uma cidade tem muitas pessoas, obviamente terá muitos carros e ficará difícil estacionar todos esses veículos, ainda mais se for uma cidade que não cresceu de maneira ordenada e tem ruas tortuosas. Logo, ônibus e trens e sua prioridade em relação ao transporte individual acabam sendo uma forma mais adequada para se transportar muitas pessoas para um determinado lugar. Observe-se aqui que ele acerta em algumas coisas como:

    1) A história de desburocratizar os meios para que alguém seja taxista;

    2) O tal lance de os protestos do Passe Livre serem vagos;

    3) Tarifa zero ser impossível, pelo fato de o pagamento ter de vir de algum lugar;

    4) Cooptação do movimento por PSTU, PCB, PCO e PSOL (ele esqueceu-se do movimento anarquista).

    5) Aproveitar e ter um tempinho para falar de um dos primeiros passos do totalitarismo ser o controle das armas em mãos privadas.

    Porém, a exemplo dos MHNs, lá o vemos querendo fazer uma pessoa ter as dimensões certas para um determinado tamanho de roupa em vez de ser o alfaiate que leva em conta as medidas do corpo e faz algo que esteja sob medida para elas. Pode até ser que ele esteja sendo inocente útil favorável aos MHNs, pois alguém poderia pensar perfeitamente em algo como “que sandice ele está dizendo?”, a exemplo do que pensaria sobre os MHNs que fizeram o auê da semana passada, e de alguma forma apoiar o marxismo-humanismo-neoateísmo que está no poder municipal. Nessa, perde-se a chance de haver algum debate que:

    1) Oponha-se aos MHNs no poder e à maneira como eles estão lidando com o transporte (ou mesmo usando os MHNs opositores como inocentes úteis para o atingimento de determinada meta);

    2) Oponha-se aos MHNs opositores dos MHNs no poder por ter visto a bagunça que eles promoveram;

    3) Oponha-se aos libertários-anarcocapitalistas por saber que o ser humano não é bonzinho em essência e forte seja a possibilidade de máfias serem formadas de parte de agentes privados (coisa que é comum em setor de transportes);

    4) Reconheça que um sistema de transporte coletivo tem sempre de levar em conta o planejamento urbano, tem seu motivo de ser de um determinado jeito e que certas obrigações mínimas são boas. Ninguém normal reclama de ser obrigatório que ônibus tenham pisos baixos para facilitar embarque de idosos, suspensão a ar e rampa para embarque de pessoas em cadeira de rodas, até por ser capaz de se pôr no lugar de alguém que passa por determinadas dificuldades e desejar que essa pessoa possa embarcar em um ônibus na hora em que desejar.

    Podemos visualizar que a mesma inocência útil de LAncaps que favorece MHNs pode também, caso seja prolongada, acabar prejudicando os mesmos MHNs, uma vez que os obrigando a debater com religiosos políticos de matiz oposto em relação ao tamanho do Estado (ainda que LAncaps tenham paralelo com MHNs quando acreditam na bondade inerente do ser humano e outros aspectos). Caso MHNs e LAncaps fiquem se digladiando, acabam por esquecer da existência de outras pessoas com outras propostas que não caiam em rousseanismos e tentativas de fazer os fatos corresponderem à teoria, permitindo que essas consigam expor suas propostas (vide o que disse antes sobre os engenheiros derrubando os argumentos dos MHNs ao dotar a estação que servirá ao Pacaembu de longas escadarias que também permitirão que se fique muito perto da avenida Angélica).

  7. Mais um texto defendendo que vandalismo pode ajudar a avançar uma agenda. Mais engraçado de tudo é querer dizer que a Primavera Árabe supostamente gerou coisas boas (os coptas no Egito que o digam) e que as revoltas em Londres não foram advindas de um bando de pessoas que creem que a posse de um iPhone ou uma TV de LED é um direito humano. Veja o grau de desqualificação dos protestos pacíficos que este texto está promovendo. Enquanto isso, o preju de R$ 1.500 de um dos bares da Paulista vai ser pago pelo Abreu (e também pode significar um garçom a menos contratado) e o de R$ 73 mil pelos dispositivos públicos danificados será cobrado na forma de multas aos líderes do tal Passe Livre.
    Para completar, a mais recente lenha descida pelo Reinaldo.

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