Silas Malafaia discursa com ótimo controle de frame na Marcha pela Liberdade de Expressão… agora o cuidado é com os revides neo-ateus

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Silas Malafaia acertou no tom neste discurso na Marcha da Liberdade de Expressão, feita no dia 5 de junho em Brasília/DF.

O evento, organizado por evangélicos, visava defender a liberdade de expressão. Isto é, um heterossexual tem tanto direito de criticar o comportamento gay, quanto um homossexual tem o direito de criticar o comportamento heterossexual. Algo que deveria ser óbvio para todo mundo que ainda não sofreu lavagem cerebral esquerdista.

Silas chegou a dizer que em sua defesa de liberdade de imprensa, não vê problema algum em que os jornalistas continuem criticando os evangélicos. Isso deveria ser reproduzido em memes mostrando a diferença de postura entre ele e os esquerdopatas.

Aliás, foi muito produtivo ele ter usado o termo “esquerdopatas” duas vezes no discurso.

Está aí o motivo pelo qual os neo-ateus odeiam tanto a religião.

Com sua defesa eterna da crença no homem, por causa do humanismo, sempre adotam as políticas da esquerda, desde a mais radical até a mais moderada.

Se a direita tem mais chances de crer em Deus do que no homem, então há mais chances de alguém da direita ser religioso.

Como o próprio Sam Harris confessou, a idéia por trás das ridicularizações e demonizações feitas pelo neo-ateísmo contra os religiosos tem como objetivo “tirá-los da luta pelo poder”.

No Brasil, os neo-ateus também vão ligar sua sirene de alerta dizendo: “Pessoal, ferrou! A esquerda pode perder poder com manifestações religiosas deste tipo!”.

É hora em que os cães de caça do neo-ateísmo ficarão ainda mais enfurecidos.

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3 COMMENTS

  1. Luciano, em Guarulhos certas mulheres marchantes desnudas achavam que iriam cantar “vai vadiar, vai vadiar” (Zeca Pagodinho), mas tiveram de ouvir o terço sendo rezado pelo coro da catedral local em volume muito mais alto que os “vem, vem pra rua vem, contra o machismo” que elas bradavam. Em relação a essa história, cuja foto segue aqui, aconteceu aquele efeito de ignorar as crianças que fazem showzinho na sala, ainda que reforçado pelas caixas de som potentes o suficiente para tornar inaudíveis as palavras de ordem. Pelo que diz o autor da foto, as pessoas olhavam para as vadias, viravam a cara e seguiam sua vida, enquanto, a exemplo de Bélgica e Argentina, católicos postaram-se à frente de seu templo para protegê-lo, o que foi reforçado por um pedido de policiamento da própria Diocese, que ontem, data da fundação do município, iria realizar missas em memória a essa data e também a Nossa Senhora da Conceição, padroeira do município. Vale lembrar que, a exemplo da maioria absoluta das cidades brasileiras, o marco zero guarulhense é a igreja matriz. Observe-se no pedido feito à PM que em momento algum eles quiseram cercear o direito de vadias marcharem, mas apenas sugeriram que elas fossem para outro lugar e, como passavam por lugar de culto, pediram que fosse proibida a nudez das manifestantes e pediram que a polícia se postasse de maneira a evitar que as pessoas que à Marcha fossem invadissem a área da igreja (vide a profanação de lugar de culto que houve na edição carioca da Marcha no ano passado, quando a Igreja de N. Sra. de Copacabana fazia uma missa pelas crianças).
    Para não sermos injustos com o outro lado, mesmo que o que ele diga já saibamos por antecipação, segue a postagem da Lola sobre o assunto. O mais engraçado de tudo é uma certa Patty Kirsche, que relata as coisas que ocorreram na segunda maior cidade paulista, fazer-se de desentendida com o fato de ontem ter sido aniversário de Guarulhos e dia de N. Sra. da Conceição (novamente, relembrando, padroeira do município que se desenvolveu ao redor da igreja que leva seu nome). Ela também faz que não é com ela a presença do grande coral cantando e tendo seu som amplificado por caixas de som das boas. Se as pessoas estavam vestindo camisetas com mensagens antiaborto, o vestiram por vontade própria e nada impede que outros tenham ido com camisas sociais lisas ou estampadas ou mesmo camisetas. A autora do relato também considera desagradável que católicos manifestem-se contra a Marcha das Vadias, mas aqui vamos lembrar da famosa máxima que se não quer brincar, não desce pro play. E os católicos desceram para o play.

    Ela também estranha que a polícia tenha prendido uma manifestante por ter tirado a roupa em frente à igreja, sendo que a própria Diocese de Guarulhos lembrou do artigo 208 do Código Penal (vilipendiar ato ou objeto de culto). Poderíamos acrescentar também atentado leve ao pudor na lista de artigos.
    Diz a relatante que a carta do padre pedia a repressão da Marcha, mas como comprovamos pela íntegra da mesma, ele apenas pediu que não houvesse mulheres desnudas em frente ao templo em dia que é tanto do aniversário do município quanto referente a sua padroeira, inclusive sugerindo outro lugar e lembrando os artigos envolvidos. Vamos aqui considerar que elas podem ter se desnudado de maneira consequente. Logo, o padre apenas fez algo preventivo, sabendo o que ocorreu em Marcha anterior.

    Observe na postagem da Lola que estão ridicularizando os católicos que ficaram à frente da catedral (como se eles não estivessem atentos à possibilidade de ela ser invadida a exemplo do que ocorreu no Rio no ano passado). Os próprios católicos que se postaram em frente à basílica pareciam notar que não havia muito poder de ação das vadias que para lá foram (diferença numérica, entenda-se). Porém se virmos esta foto e notarmos que a fachada anteriormente foi pichada por professores em greve, há motivos para que eles tenham se postado de joelhos na parte de fora.
    Dizem que um dos canas deu chave de braço em uma manifestante, mas esta foto parece-me mais mesmo que ele apenas pegou a manifestante segundo algum procedimento mais pacífico (fora que a manifestante pela metade não permite sequer que saibamos que contorno os braços dela e do PM tiveram). Mesmo esta outra foto é inconclusiva para a tese que Lola e suas amigas querem passar (inclusive vê-se que o braço do soldado está sangrando). Perguntaram sobre por que policiais femininas não procederam na contenção, mas aqui fica óbvio que seria possível que uma mulher da corporação sofresse agressões piores que as do soldado em questão (isso considerando-se que pessoas sob tensão podem assumir uma força muito maior do que sua compleição física supõe).

    Na mesma postagem da Lola, a dona do blog deu destaque a este comentário. Observem novamente o fazer-se de desentendida em relação à data de ontem (bem como a surpresa de que um padre pode fazer missa sem que seja dentro da igreja, por mais que os laicochatos quisessem que ficasse circunscrito à edificação). Podemos ver também um pouco de misandria (“Tiveram episódios de fanáticos religiosos argumentando conosco (homens de novo)).
    Logo, como podemos observar, as vadias marchantes não se deram conta de que a Diocese de Guarulhos simplesmente jogou com o livro de regras nas mãos, seja na parte laica (Código Penal e atribuições da polícia) ou canônica (a possibilidade de fazer missa fora da igreja e usar caixas de som potentes). O que resta para elas? Estes vídeos:

    http://www.youtube.com/watch?v=IGcJPk1SqMI

    http://www.youtube.com/watch?v=-Ipc3fSK42c

    http://www.youtube.com/watch?v=8lwrv96Od-c

    http://www.youtube.com/watch?v=Up9VSznHAtk

    http://www.facebook.com/photo.php?v=10201311332883920

    Se forem reclamar, que não seja com o bispo, mas com a Corregedoria. Porém, que expliquem o porquê de terem usado duas crianças, que não têm condição de consentir com o motivo da manifestação, para segurar a faixa principal da Marcha, algo que se repete aqui, aqui e aqui.

    • Só para corrigir, eu vi agora que o aniversário de Guarulhos é em 8 de dezembro, que coincide com o dia de Nossa Senhora da Conceição. O que ocorre é que a matriz de Guarulhos faz todo dia 8 de mês uma missa em memória da padroeira. Porém, o resto todo do comentário continua valendo, bem como o jogo da Diocese local com os livros de regras laico e canônico nas mãos.

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