O que a famosa batalha de Kruger tem a ver com o esquerdismo?

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Quando se pensa sob a ótica da Dinâmica Social, passamos a trabalhar com modelos empíricos da realidade, que funcionam ainda melhor quando são visualizados pela lente adicional da teoria da evolução.

A partir disso, vídeos que aparentemente não possuem outra função aparente que não a diversão podem se tornar excelentes em uma análise de nós mesmos, em especial os vídeos sobre o comportamento dos demais animais em suas interações naturais.

Este vídeo acima, intitulado “A Batalha de Kruger”, foi filmado por turistas na maior área de conservação da fauna selvagem da África do Sul, o Kruger Park.

No vídeo, um filhote de búfalo é capturado por leões às margens de um rio. O resto da manada foge de maneira desembestada. Enquanto o filhote luta pela sobrevivência, até um crocodilo aparece tentando usar o animalzinho como almoço, mas os leões levam a vantagem. Só que o animal ainda está vivo. O resto da manada retorna e escurraça os leões. O pequeno búfalo, mesmo ferido, consegue se safar.

O que me importa aqui é analisar as sensações. Quase todos, incluindo eu, torceram para que o pequeno búfalo se salvasse no vídeo. Eu não quero fazer juízo de valor, mas é uma tendência natural nossa optar por aquele que está em uma situação totalmente desfavorecida. É quase uma “moral natural”.

Em uma análise posterior, sabemos que os leões são animais que dependem da caça para sobrevivência. Em uma avaliação racional, sabemos que os leões precisam se alimentar, e que o organismo deles é adaptado para a caça. Só que neste momento, a análise racional é substituída pela análise emocional. E, emocionalmente, quase todos vão torcer para o pequeno búfalo e visualizar os leões como opressores contra um oprimido.

O esquerdismo nada mais faz do que manipular os dados da realidade para criar falsas situações de opressor X oprimido. Todo o discurso deles é baseado nisso.

Se na batalha de Kruger aparecesse alguém salvando o pequeno búfalo de imediato, todos iriam torcer por esta pessoa. Mas na nossa sociedade complexa, as coisas não são tão simples assim. Apenas são simplificadas pelo esquerdista por que ele aprendeu a fazer o jogo do opressor X oprimido, e, então, finge que está do lado do oprimido. Seu adversário é definido como aquele do lado dos opressores. O debate terá terminado aí, e o direitista não terá nem percebido.

Note que esse viés emocional que a maioria absoluta de nós possuímos, de torcer, instintivamente, pelo “mais fraco”, não é algo de que estou reclamando. Mas precisamos compreender essa sensação para notar que os esquerdistas criam oprimidos a partir de falsos oprimidos, e opressores a partir de falsos opressores, para explorar a mesma sensação que quase todos sentiram, no vídeo, ao torcer para o pequeno búfalo.

Alguém poderá objetar: “Você quer dizer que toda a “obra intelectual” de Marx é apenas um truque de chantagem emocional para explorar um viés emocional que possuímos a partir da falsificação de dados da realidade?”. É exatamente isso que estou denunciando.

Recomendo que passem a observar o discurso esquerdista e notar a ação básica deles, criando falsas situações de opressor X oprimido, fingindo que se posicionam pelo “oprimido”, e dizendo que seus oponentes estão do lado do “opressor”, para enfim justificarem concentração de poder para os líderes que eles apóiam. Aí está, em uma casca de noz, a essência do esquerdismo.

Sim, eu sei. Isso os reduz a um bando de besouros rola-bosta, indignos e torpes, apelando ao logro se valendo do conhecimento de um viés emocional do ser humano. Mesmo que eles sejam repulsivos a esse ponto, ao mesmo tempo estão conseguindo o que querem: dar poder concentrado aos líderes que eles apóiam.

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11 COMMENTS

  1. Este vídeo é famoso, estava lendo na Internet sobre ele:

    Um vídeo amador chamado “Battle at Kruger”, filmado pelo turista David Budzinski, se transformou em um dos grandes fenômenos dos portais YouTube, MetaCafe, Break, MegaVideo e atraiu até o momento mais de 23 milhões de visualizações.

    No início do vídeo, um grupo pequeno de búfalos passeia tranqüilamente, com um filhote entre eles. Um bando de leões e leoas se esgueiram e armam uma emboscada, capturando o filhote e jogando-o na água. Em uma rápida investida, crocodilos tentam ficar com o pequeno búfalo. Os búfalos, que aparentemente tinham ido embora, retornam depois de alguns segundos com toda a manada, dispostos a resgatar o filhote.

    O vídeo é amador e óbviamente não tem a qualidade Discovery Channel ou National Geographic, mas é um flagrante espetacular que vale a pena assistir.

    Muito interessante a desconstrução lógica que você fez para explicar nossas sensações em relação ao truque de fingir que a nossa sociedade é repleta de lutas entre opressores e oprimidos. Temos que torcer para o búfalo indefeso no vídeo, pois é uma situação real, mas temos que tratar com escárnio as releituras que a esquerda faz da realidade. Na verdade, eles é que são opressores pois criarem estados inchados, e as denúncias de espionagem do governo americano contra cidadãos são exemplos disso.

  2. Apesar da brutalidade o filme é lindo e causa sentimentos profundos!

    Adorei também a comparação feita pelo autor de nossa interpretação dos eventos do Parque Kruger com o discurso esquerdista, a diferença é que estes últimos são desonestos.

  3. http://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/40413/

    Neste blog mantido pelo PT eles também falam do vídeo

    “Na margem de um rio do Kruger National Park, África do Sul, um grupo de leoas consegue derrubar um filhote de búfalo. Então, aparece um crocodilo querendo roubar a presa. As leoas resistem. Até que a inteira manada de búfalos se rebela e decide voltar para reconquistar o filhote! Na outra margem, como se assistissem a um show, turistas arregalam os olhos. Ninguém esperava ver o que viu. Nem a imaginação do melhor roteirista de cinema da vida natural conseguiria inventar um script melhor do que esse. Ainda bem que alguém filmou!”

  4. Lendo seu texto, lembrei desse site aqui: http://www.capitalismoparaospobres.com/
    Tem até um amigo meu esquerdista ferrenho que compartilhou coisa desse site.

    Vejo muita gente por aí que tem uma grande tendência à direita, mas que acaba caindo nos contos de fadas esquerdistas e acabam votando neles, acreditando que eles querem realmente “ajudar os pobres”.

    Se a direita aprender a técnica de “falar ao coração” que a esquerda já usa há tempos, esse jogo pode começar a mudar…

  5. Luciano, você viu que por causa disto:

    http://www.youtube.com/watch?v=rhxZupJ08Z8

    Zé Celso Martinez Correa terá de fazer isto? Será que o pessoal da PUC leu esta postagem e resolveu provar que não era tão manso quanto supunham? Podemos transcender para os católicos em geral e pôr aí na conta a Diocese de Guarulhos e sua postura perante a Marcha das Vadias do dia 8 (coincidentemente o mesmo dia em que a matriz reza missas em memória de N. Sra. da Conceição, padroeira do município).
    Nas redes sociais, a notícia sobre o Zé Celso está bombando e tem muita gente reclamando que supostamente estaríamos de volta aos anos de chumbo e que a decapitação do papa em pleno pátio da PUC seria uma mostra de censura. Na notícia do R7, fazem comparação à decisão da Justiça proibindo a peça Edifício London, inspirada na morte de Isabella Nardoni e com pedido feito pela própria mãe da menina falecida, que foi arremessada da janela de um edifício com o mesmo nome da peça.

    • Não tinha visto, mas farei um post sobre. Quer dizer então que punir um ato de incidação ao crime em uma peça de teatro é censura? Sendo assim, estaríamos liberados a fazer o mesmo com símbolos do movimento gay?

      Abs,

      LH

      • Só para complementar, não esqueçamos da postura da Diocese de Guarulhos em relação à Marcha das Vadias local, em que eles jogaram com os livros de regras laico (as leis do país) e canônico (as orientações sobre como fazer uma missa e o uso da própria missa para falar mais alto que gente gritando palavras de ordem) nas mãos e tudo o que temos do outro lado é a tentativa de dizer que eles não fizeram isso (obs: a Marcha foi no sábado que passou e já em 26 de maio a Diocese local havia sido proativa ao pedir policiamento, justamente por saber que a igreja é o marco zero do município e que as Marchas das Vadias costumam vilipendiar tudo aquilo que for cristão, ainda mais que todo dia 8 rezam uma série de missas em memória a N. Sra. da Conceição). O importante da coisa toda é que os evangélicos foram linha de frente por saber que estão respaldados no geral de suas ações por uma Igreja Católica suficientemente grande para suportar pancadas, fazendo o que veio depois da Reforma “voar por baixo do radar”, mas agora estamos vendo a Igreja Católica chamar para si algumas responsabilidades (sempre daquele jeito mais sereno e discreto de tal instituição, mas igualmente efetivo). Sobrou para as vadias marchantes irem reclamar não com o bispo, mas com a Corregedoria (sendo que a Igreja apenas pediu policiamento, e com boa antecipação, para algo que fazem há muito mais tempo e no mesmo lugar do que o que fazem vadias marchantes) e com a Lola (que acabará sempre dizendo que a culpa é da Igreja Católica, que o estado não é laico, que estamos sob risco de teocracia e outros papos que conhecemos).
        Não consigo ver dissociados esses dois fatos separados por meio ano, uma vez que demonstram capacidade reativa da mesmíssima instituição (ainda que em um caso seja a Arquidiocese de São Paulo e no outro, a Diocese de Guarulhos). Acrescente-se aí também a bandeira do Vaticano que pairava na manifestação do Malafaia, o que por si só está dizendo que os católicos podem ser muitos e seja mais difícil juntar esse tanto de gente para combater o marxismo-humanismo-neoateísmo, mas quando se consegue juntar, aí ficará difícil para os marxistas-humanistas-neoateístas continuarem fazendo das suas.

  6. ´´O esquerdismo nada mais faz do que manipular os dados da realidade para criar falsas situações de opressor X oprimido. Todo o discurso deles é baseado nisso.“

    ´´Note que esse viés emocional que a maioria absoluta de nós possuímos, de torcer, instintivamente, pelo “mais fraco”, não é algo de que estou reclamando. Mas precisamos compreender essa sensação para notar que os esquerdistas criam oprimidos a partir de falsos oprimidos, e opressores a partir de falsos opressores, para explorar a mesma sensação que quase todos sentiram, no vídeo, ao torcer para o pequeno búfalo.

    Alguém poderá objetar: “Você quer dizer que toda a “obra intelectual” de Marx é apenas um truque de chantagem emocional para explorar um viés emocional que possuímos a partir da falsificação de dados da realidade?”. É exatamente isso que estou denunciando.“

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    Vamos lá, então. A sua principal tese é de que a esquerda manipula a realidade a fim de criar falsas ocorrências de opressão com o intuito de ganhar politicamente com isso. Eu digo que os trabalhadores desse vídeo eram oprimidos e explorados Pois bem, você pode provar que os trabalhadores nesse vídeo não eram oprimidos nem explorados?

    http://www.youtube.com/watch?v=bjgMzAUbEn8

    Os trabalhadores do vídeo exposto caem no que é conhecido hoje como escravidão por dívida. Ou ´´escravidão por dívida“ caso prefira, já que com ou sem aspas a realidade empiricamente verificável é a mesma. Em tal relação os trabalhadores são enganados e adquirem dívidas ILEGAIS E IMPAGÁVEIS com os seus empregadores, normalmente os proprietários de terras e os ´´gatos“. Após isso, os mesmos são impedidos de deixarem as propriedades e são até mesmo mortos. Existem diversos relatos sobre as condições desumanas a que estão submetidos os trabalhadores que se encontram sob o jugo da escravidão por dívida.
    A reportagem da ONG Repórter Brasil, de Leonardo Sakamoto, mostra como até bichos recebem um tratamento mais digno do que trabalhadores em uma propriedade no Maranhão:

    http://reporterbrasil.org.br/2012/09/animais-viviam-melhor-que-trabalhadores-em-fazenda-zoologico-no-maranhao/

    Acredito que por essas duas fontes podemos verificar que a opressão a que estão submetidos muitos brasileiros não é uma distorção da esquerda, mas, uma realidade fria, egoísta e brutal em nome da ganância e do lucro.

    ** provocaçao de parquinho editada **

    • Ora, não tente me enrolar com chantagens emocionais e falácias.

      Não assisti ao vídeo, mas, a título de argumento, vamos supor que tenhamos um caso onde um esquerdista lutou contra a “escravidão”. Se bem que no caso do vídeo, parece que o caso é de ‘semi-escravidão’.

      Pode ser que, diante de tantas demandas ilegítimas (e você teve que ir raspar no fundo do tacho hein), é possível que um esquerdista tenha pensado: “Vou tentar arrumar ao menos uma demanda legítima, mas que não percebam que todas as outras demandas minhas são ilegítimas”.

      Entendeu?

      Não é o fato de um criminoso ter feito um ato que preste em sua vida que isso o inocenta de uma vida de crimes.

      A prática do esquerdismo é uma vida de crimes morais, e lutas contra a ética. Sempre criam falsas vítimas para simular que estão contra falsos opressores. E, para disfarçar, podem até arrumar uma demanda legítima no meio de 1.000 ilegítimas.

      Em suma, teu “case” não me refuta…

      Abs,

      LH

      • Onde eu estou tentado fazer chantagem emocional e utilizando de falácias? Colocar o depoimento de um grupo de trabalhadores é fazer chantagem emocional? Eu utilizei evidências para comprovar que existe, sim, exploração e opressão. O que você não refutou.

        E por que eu teria que refutar? Isso é mania de debatedor mirim que não consegue nem entender o objeto em discussão, lança uma informação desconexa e pede… “refuta aí”.

        No caso do vídeo o que ocorre é um tipo novo de escravidão, conhecido como escravidão por dívidas. A nível jornalístico, jurídico (inclusive internacional) e acadêmico o conceito é aceito. Assista ao vídeo, caso queira, que é muito bom.

        Como é… escravidão por dívidas? rs. O sujeito deve uma grana e vende trabalho para pagar dívidas e isso é escravidão? heheheheh…

        Mas concordo que EXIGIR que o cara trabalhe seja errado. O sujeito devia meter o vagabundo na justiça e pedir a prisão do mal pagador…

        Primeiro você teria que dizer: Quais seriam essas demandas ilegítimas que a esquerda almeja? Lembrando que muitas dessas demandas podem ser de pessoas que não são de esquerda, e, tratar-se de questões muito além de direita x esquerda.

        Exemplo:

        1 – sistema de cotas
        2 – bolsa família
        3 – gayzismo
        4 – ações terroristas no movimento do passe livre
        5 – o ex-padre beto que chora dizendo-se oprimido por que a igreja não quis mudar
        6 – estudante que quer assistir aula de saia, em universidade privada
        7 – o bandido é bom a maravilhoso, a polícia é má e cruel
        8 – o cidadão que sustenta o estado é malvado, e deve ser culpado por financiar o estado

        A vida de esquerdista é essa… fingir lutar por falsos oprimidos contra falsos opressores para arrumar justificativa para inchar o estado e dar poder a partidões no poder. Exemplo: PT, Partido Democrata.

        Hoje se o Obama usa a Receita e espionagem contra os cidadãos… culpe os esquerdistas.

        Você é de direita, então, o que você compreende com relação à esquerda no final das contas irá sempre se resumir a dizer que a esquerda defende criminosos, mesmo que esses mesmos esquerdistas critiquem o que você critica. Ou seja, de antemão você anula qualquer possibilidade de discussão séria.

        Não há discussão séria com esquerdistas, e jamais haverá. Há uma possibilidade de discussão séria entre um libertário e um conservador, mas não com esquerdistas.

        A esquerda não apenas defende criminosos, como também ações criminosas, colapsos sociais (somente para dar poder a totalitários), etc.

        Sim, o caso que eu coloquei te refuta, pois, sua argumentação central no texto é de que a esquerda inventa uma realidade de opressão. O que eu fiz foi demonstrar que no caso em questão, isso não é uma invenção da esquerda.
        Portanto, eu refutei sua argumentação, mesmo que você não aceite.

        Você é um exemplo do por que jamais podemos ter uma argumentação séria com um esquerdista.

        Vou te explicar o truque que você está tentando, para que você saiba o quanto é sem vergonha.

        1. Suponha que eu diga que um sujeito vive uma vida de crimes.
        2. Você me mostra um dia onde o sujeito viu uma garota de deu uma flor a ela.
        3. Logo, refuta a idéia de que o sujeito vive uma vida de crimes.

        Onde está o erro? O erro está em tentar iludir a platéia confundindo a expressão “vida de crimes” com “vida onde não há eventos que não sejam crimes”.

        Esta é sua fraude, mostrando o tanto que a esquerda precisa mentir para tentar capitalizar.

        1. Eu disse que a esquerda vive de criar falsos oprimidos contra falsos opressores (e citei 4 exemplos, e este blog tem milhares)
        2. O sujeito apresenta um exemplo onde um esquerdista defende um provável oprimido de verdade contra um opressor de verdade
        3. Logo, a esquerda NÃO vive de criar falsos oprimidos contra falsos opressores

        De novo, a fraude é clara para qualquer meio entendedor.

        Em suma, o seu exemplinho da alegada escravidão é um RARÍSSIMO exemplo de esquerdista fazendo algo que preste. É praticamente um milagre.

        Entretanto, todos os outros textos de Sakamoto são jogos onde ele arruma um falso oprimido para lutar contra um falso opressor, e fingir que luta por este falso oprimido. Tudo truque.

        Exemplo: sair dizendo que uma cultura onde os gays não são encarados como tão normativos quanto os heterossexuais, é uma “cultura opressora”.

        Hoje terei vários posts onde mostrarei exemplos deste tipo de trucagem esquerdista, na questão do movimento do passe livre, mostrando sempre o truque de um falso oprimido contra um falso opressor com a encenação de que se “luta” por este falso oprimido.

        Esquerdismo é isso, essa completa falta de vergonha na cara. Trazer um exemplinho onde um esquerdista fez algo que preste não refuta o que eu escrevi.

        Abs,

        LH

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