Daniela Mercury converte-se ao humanismo e dispara: Estado laico tem que proibir a presença de evangélicos na TV

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A partir do momento em que alguém adota o discurso humanista, ocorre o mesmo que quando alguém adota um discurso esquerdista. A lógica é relegada ao segundo plano e o discurso político dessas pessoas se torna um empilhamento inacreditável de falácias, slogans, propagandas sujíssimas e uma enxurrada de baixarias. Tudo isso chega a deixar atônitos os não acostumados com o jogo político desse pessoal.

Agora é a vez de Daniela Mercury, que, segundo matéria da Gnotícias, postou uma série de delírios no Twitter, a começar por esta parte:

Porque os seres humanos inventam tantas separações para seres iguais? Porque buscam maneiras de se valorizar mais que os outros? Quem precisa de pastores são ovelhas. Mais professores e educação para o convívio em sociedade. A gente está precisando se responsabilizar pela vida na terra, reza-se muito e se faz pouco pela paz aqui. Deus não quer dinheiro de ninguém.

O truque dela é começar dizendo que as “separações” que os seres humanos possuem são coisas “da religião”. E depois ela diz que se tivéssemos mais “professores”, isso não ocorreria.

Não, estúpida… Se você, Daniela, tivesse mais estudo, especialmente em psicologia evolutiva, saberia que o gregarismo é um componente da espécie humana, e não das religiões. Basta ver que a busca de um discurso anti-religião cria até mais divisão do que o discurso religioso.

Outro momento covarde e escroto é quando ela diz que “pessoas não precisam de pastores”. Quem é ela para dizer de que pessoas “precisam” ou não em termos subjetivos? Ora, e quem precisa de Daniela? É assim o nível do debate agora? Ah, “eu não preciso de músicas de Daniela Mercury, então quem precisa é X”. Daí basta substituir X por qualquer adjetivo pejorativo para capitalização política. Este é o nível que ela escolhe para o debate. E a esquerda tem um orgasmo com essa “intelectualidade” toda.

Além do mais, dizer que “a gente está precisando se responsabilizar pela vida na terra” é uma petição de princípio, em que ela tenta de forma ridícula e sem evidências se vender ao público como aquela que “é responsável pela vida na terra”, e seus oponentes não. Jogo psicológico chinfrim.

Em seguida, ela diz que “Deus não quer dinheiro de ninguém”. Ué, mas as doações são feitas para as Igrejas, pelos religiosos, em nome de uma causa em que eles acreditam. Eles não estão depositando dinheiro para Deus, da mesma forma que pagamos um boleto bancário para receber um serviço.

Como se vê, o discurso dela não faz sentido em momento algum, a não ser, é claro, para a repetição de clichês.

Mais sandices:

Difícil não é acreditar em Deus, é acreditar nos homens.O céu e o inferno são aqui mesmo. Não adianta rezar pra Deus e maltratar pessoas.

Como é? Trocar a crença em Deus para a crença no homem? Enfim, está aí o humanismo demente da Daniela. Explica-se a “lógica” dela.

Vejamos mais:

Vivemos num país laico. O Brasil não optou por nenhuma religião. Então por que tanta evangelização na televisão e no rádio? Isso está errado! Se crenças e religiões fazem parte da cultura de um povo,por que os artistas e produtores culturais pagam tantos impostos e as igrejas não?

Ela confunde propositalmente todos os conceitos. O fato de alguém viver num país laico não significa que os habitantes não tenham uma religião preferencial. A preferência da maior parte da população de um país por uma religião, ou ausência de qualquer religião, não nos diz absolutamente nada em relação à laicidade do estado.

E se o estado é laico, então tanto um religioso como um ateu podem comprar espaço na TV para divulgar suas idéias. Mas quando ela pede que religiosos sejam proibidos de ter acesso à TV, ela viola todos os princípios do estado laico. Que um jornalista não diga para ela “Daniela, me desculpe, mas essa mentira tua tá muito difícil de engolir, vamos tentar outra?” é um outro sintoma da desonestidade generalizada da mídia de esquerda.

Ai ela ainda diz que se “crenças e religiões fazem parte da cultura de um povo”, então devem pagar impostos como os artistas e produtores culturais.

O nível da desonestidade chega a estratosfera. Ora, se um artista evangélico grava um DVD e vende, obviamente pagará imposto tanto quanto um artista não evangélico. Se escreve um livro ou faz um show, ocorre a mesma coisa. Entretanto, não faz sentido cobrar imposto das igrejas enquanto elas estão oferecendo missas e cultos de graça, a não ser o recebimento de doações voluntárias. Por exemplo, quando Daniela Mercury está dando entrevista para falar estas besteiras, ela não está pagando imposto também. E nem faria sentido. Pedir cobrança de impostos para igrejas e templos é uma desonestidade intelectual sem limites.

A loucura não pára:

Os livros que regem nossa convivência social são a constituição brasileira e a declaração universal dos direitos humanos. Não são só os cristãos que são bons,tem gente boa com dezenas de outras crenças na face da terra!

Primeiro que constituição não é um livro moral, mas legislativo. Segundo que a declaração universal dos direitos humanos diz exatamente o contrário do que Daniela prega, pois lá diz que as pessoas não podem ser discriminadas por vários fatores, inclusive a religião, e é exatamente isso que ela faz ao pedir a proibição de acesso à mídia aos religiosos. Com certeza, ela não leu nem a constituição e nem a declaração universal dos direitos humanos.

No fim, o que vemos, como sempre, é uma capacidade sobre-humana de humanistas para mentir, criando como sempre um discurso de preconceito e ódio, enquanto ao mesmo tempo afirmam que “luta pela paz entre as pessoas” ou “pela salvação do mundo”. Ao mesmo tempo em que usam uma expressão de candura, promovem idéias extremamente totalitárias e nocivas, como pedir a proibição da participação de religiosos na TV em “nome do estado laico”.

Mentir de forma psicopática é com certeza o caminho mais curto para as atrocidades mais amorais. E este é o caminho que Daniela escolheu. O caminho da prática dos truques mais sujos que ela aprendeu com seus amigos humanistas.

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25 COMMENTS

  1. É bem provável que ela esteja usando a esquerda sensacionalista pra se promover.
    Ela nunca, pelo menos que me lembre, disparou esse tipo de opinião antes do caso Marco Feliciano.
    Depois que ela usou o seção de pancada do Feliciano pra se promover (ganhou ibope ao anunciar casamento com uma mulher), ela parece que percebeu que se quiser continuar na mídia tem que continuar agradando esquerdistas ao mesmo tempo que bate em cristãos (religiosos não, somente cristãos).

  2. Sensacional análise, Luciano! É praticamente impossível entender a conjuntura política-social do Brasil e do mundo sem a leitura diária do seu blog e de alguns outros, como os do Olavo, do Reinaldo etc. Imagina o estrago que essas declarações da Daniela Mercury fazem na cabeça das pessoas que não compreendem o que está por trás do discurso dela. Essa história de “igreja não paga imposto” está sendo repetida até por frentista de posto. A mentira pejorativa é sempre mais fácil de propagar. E esses “protestos” agora pela passagem livre? Esses engenheiros sociais humanistas são a maior ameaça já engendrada pela mente humana. Estive relendo esses dias o Fahrenheit 451, do Ray Bradbury. Tenho a impressão que nessa sucessão vertiginosa de acontecimentos, pessoas com mentes lúcidas como a sua, que conseguem entender a conjuntura de forma global e traduzi-la de forma clara, acabarão se tornando os homens-livros. E não me sai da cabeça aquela música do Iron Maiden “run to the hills, run for your lives”…

  3. A situação do Brasil é muito triste. E o mais triste é que essas pessoas acreditam que estão tirando a opressão do povo, que estão livrando o Brasil dos opressores. E o povo não tem boa educação para ver que a tirania está se instalando e logo teremos um governo ditando tudo. Gostei do movimento feito pelo Silas Malafaia mostrado aqui no seu blog, acho que isso é essencial para que essas pessoas vejam que estão querendo TOMAR o Brasil ao invés de liderar os brasileiros. Parabéns pelo post, muito bom!!

  4. Parabéns pelo desenvolvimento do assunto. Até o epsódio da sua revelação como lésbica, ela era uma das poucas artistas bahianas que eu admirava. Contudo, como posso admirar alguém que atropela todos os conceitos de honradez, família, civilidade e civismo? Se ela quer ser amante de outra mulher, problema é dela. Mas que não fique falando asneiras, influenciando esse povaréu ignorante que tanto adora bandidos, salafrários e falsos reacionários.

  5. Coitada, vendeu sua alma pro diabo e agora tem que fazer o que ele manda. Quando ela diz que quem precisa de pastores são ovelhas, então ela é bode, e bode todo mundo sabe quem o representa. Graças a Deus sou ovelha e teve um Cordeiro que deu sua vida por mim!! Daniela, busque a Deus enquanto é tempo senão você infelizmente irá descobrir o verdadeiro inferno, e daí será tarde!!

    • Depois que ela fez a corte para a passeata gayzista, lá ficou, com o cérebro preso a eles. Da mesma forma que a Ivete Sangalo se declarou homossexual, doando sua privacidade a uma causa perdida. E a tal Joelma da banda Calypso, que informou que deixará de cantar aquelas músicas esquisitas para adentrar o mundo gospel-music? É esperar para ver até onde essas ‘cantoras’ irão com suas caras de pau mal polido.

  6. Imagina o naipe moral de um movimento político que recorre a um “casamento de celebridade” (independente da orientação sexual dos “noiv@s”), que tenta vender uma autopromoção midiatica como simbolo de um ato de dignidade? O mundo é cada vez mais admiravel!

  7. Luciano Ayan,

    Parabéns pelo texto! Ele me levou a refletir no seguinte:
    Percebe-se uma tendência humanista que se dá de forma majoritária nos grupos gays. Você concorda, Ayan?

    Se concorda, tem algum texto seu explicando o porquê disso? Gostaria de entender o que leva a maioria dos gays a ser humanista?

    E eu diria que o mesmo vale para ateus. Ateus e gays são influenciados de forma especial pelo humanismo. Concorda?

    Se concorda, eu continuo:
    Felizmente, no ocidente eu enquadraria apenas estas duas classes como passíveis de aderirem ao humanismo. Digo isso porque existe uma tentativa de incluírem todas as classes ao humanismo.
    Ex: Movimento negro, feminismo, teologia da libertação, etc. Mas os negros, as mulheres e os cristãos em sua maioria parecem desprezar o humanismo.

    Então volto a questionar: Por quê as classes homossexual e ateísta foram as mais tomadas pelo humanismo?

    Por acaso existe uma tendência natural nelas de humanismo?

    Abcs xará!

    • Olá Luciano,

      Eu avalio da seguinte forma.

      Todo esquerdista é um humanista.

      O esquerdismo se baseia em fingir que lutam por falsos oprimidos contra falsos opressores. As minorias, em muitos casos, seriam estes “oprimidos”.

      Mesmo que a argumentação esquerdista seja falsa, muitas pessoas honestas são enganadas por esta argumentação. Alguns, irracionalmente, passam a reproduzi-la.

      O humanismo é automaticamente aceito pelo esquerdista.

      Portanto, qualquer grupo que se associe aos esquerdistas podem se associar ao humanismo.

      Nem todos ateus são humanistas. Eu sou um exemplo de ateu, secularista mas não humanista.

      Mas parece que o ser humano, em sua grande maioria tem tendencia a crença na definição de uma cosmovisão para tudo. Aí, crentes em Deus tem menor chance de crer no homem como redentor, e vice-versa. Assim, o aumento de ateísmo em uma população, aumentará a chance de humanismo.

      No discurso humanista, a regra é lutar contra a religião. E a associação com os grupos gays é a melhor forma de fazerem isso.

      Mas é só uma questão de momento, pois eles podem se associar a qualquer grupo.

      Por exemplo, quando os humanistas usam a rotina abaixo, podem cooptar a participação de alguns incautos no movimento negro:

      http://lucianoayan.com/2012/12/29/rotina-neo-ateista-a-biblia-defendia-a-escravidao/

      Abs,

      LH

      • Obrigado Ayan 😉

        Mas vem cá, você não vê os grupos humanistas mais agressivos usarem o homossexualismo e o ateísmo?
        E já li a matéria do seu link. Gostei muito. Lerei de novo. Obrigado mais uma vez.

      • Vejo sim, pois hoje em dia a “bola da vez” é a questão gay. Para os humanistas, os gays são vítimas de preconceito por causa da “religião opressora”, e por isso os humanistas dão prioridade a eles atualmente. No futuro, podem se juntar a outros grupos.

        No caso do ateísmo militante, é novamente outra fachada para atacar a religião tradicional. Pegam os ateus mais radicais e colocam num grupo, fingindo que estes representam todos os ateus, para iniciar a campanha contra a religião tradicional. O neo-ateísmo é basicamente isso.

        Eu diria que o neo-ateísmo é um movimento intrinsecamente humanista, enquanto o gayzismo é um movimento marxista cultural, que foi cooptado para a agenda humanista padrão, tanto por que todo esquerdista é humanista, como também pelo atendimento ao objetivo de guerra contra a religião tradicional.

        Abs,

        LH

  8. Típico da esquerda isso. Apoiar quem ataca os cristãos ou opositores, essa pessoa só quer isso auto promoção, não me lembrava dela antes do casamento com a jornalista. Agora essa. Qual a próxima?

  9. Olá, Luciano,

    Estou pondo minha leitura em dia aqui no blog. Gostei muito do post sobre a escravidão ser usada como arma argumentista contra os crentes bíblicos. Sua analogia aos impostos foi brilhante.

    Recentemente fui desafiada pelo Barros, do blog Deusilusão, a ‘explicar’ as (supostas) contradições contidas na Bíblia. Se o fizer, gostaria de replicar minhas análises aqui, bem como alguns contra-sensos que surgirão por parte dos neoateus desiludidos.

    Bj

  10. Daniela é burra mesmo! Estou sendo grosseira, mas a condescendência com essa gente nem sempre é possível. A ignorante está pegando carona nesse boom “neoateísmo-esquerdista-viva-o-gay-viva-o-homem!” E ela tem motivos substanciais para adotar tal postura. Está velha, cansada de pular e gritar; e, nesses momentos, essas afoxéticas não hesitam e se viram para a mídia canalha, renovando sua glória mundana.

  11. E, pela lógica do Barros & Cia. dá para sentir o que virá por aí:

    “Quer dizer que uma característica do neoateu é que ele é um ex-crente… Por inferência, o ateu de verdade sempre foi ateu. Conclui-se, assim, que o ídolo da Day, o Luciano “multicaras” Ayan, é um neoateu também.”

    Minha rápida resposta:

    Barros,

    O Luciano não levanta bandeiras de ateísmos, não adota comportamentos que o denunciem a rótulos; o que ele faz são análises políticas e de comportamento, baseado em vasta literatura. observação e pesquisas. Se ele desmascara as manobras neoateístas é porque o neoateísmo, como ele mesmo diz…

    “No caso do ateísmo militante, é novamente outra fachada para atacar a religião tradicional. Pegam os ateus mais radicais e colocam num grupo, fingindo que estes representam todos os ateus, para iniciar a campanha contra a religião tradicional. O neo-ateísmo é basicamente isso.

    Eu diria que o neo-ateísmo é um movimento intrinsecamente humanista,”

    Como refutar fatos, se contra fatos não há argumentos? Meu grande problema, Barros, é que amo o mundo inteligente, e deste mundo inteligente jamais vi o radicalismo fazer parte.”

  12. O discurso da Daniela Mercury é uma compilação de clichês neo-ateístas, todos manjadíssimos. Nota-se que a cantora neo-lésbica foi bem mal adestrada por algum grupelho homo-ateísta, tipo Atea ou Bule Viador da vida.

    A marida da Malu talvez não perceba que está acabando de enterrar o resto de sua pobre carreira artística, na medida em que tenta (re)aparecer puxando o saco de uma minoria intransigente, autoritária e estúpida, e atacando, de maneira tão idiota, a grande maioria dos brasileiros.

    Volta pro ostracismo em que você se encontrava até algumas semanas atrás, moça! É menos triste do que dar vexame falando tanta besteira e dando tanto tiro no próprio pé!

  13. Luciano, bom dia! 🙂

    Convidei um amigo – o “Gentio” – para conhecer seu blog. Ele é uma pessoa centrada, e está procurando espaços sérios de debate, e o seu é perfeito para ele.

    Obrigada, amigo.

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