A nova dialética humanista de Matthews Yankowsky OU Porque não estou surpreso em relação ao nível de baixeza que eles iriam alcançar?

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Esta cada vez mais claro que para uma discussão séria a respeito da secularização, devemos eliminar os humanistas do debate, especialmente os radicais. Simplesmente eles não conseguem mais debater. A mania deles inventarem mentiras tem aumentado gradativamente, pois cada vez os oponentes estão cada vez mais conscientizados das fraudes que eles cometem. O resultado é aquele previsto por Ann Coulter: assistimos um povo perder sua linguagem. O resultado é um comportamento próximo da loucura.

Deixo claro que sou ateu, defensor de várias idéias libertárias (embora economicamente conservador), inclusive aquelas que entram em conflito direto com a religião. Eu entendo que a religião de alguém não deve legislar sobre a vida daquele que não crê nessa religião. Qualquer argumentação não-religiosa que vá nessa linha é facilmente defensável como legítima, e eu opto por essa linha. Ao contrário, o discurso humanista prometendo “salvação do mundo” somente com a eliminação da religião tradicional é uma fraude intelectual do início ao fim, uma crença irracional e infantil, e que não tem outra função que não estabelecer um projeto totalitário.

Então, que fique claro que meu post é uma denuncia aos humanistas (sejam eles ateus ou não), e não ao ateísmo.  O neo-ateísmo é uma forma mais radical de humanismo, e amplifica todos os defeitos do mesmo.

Matthews Yankowsky, do canal do YouTube Falange Ateísta, nos fornece mais um show de sandices, mostrando que eu estava com a razão ao denunciar o neo-ateísmo no Orkut, um ano após o lançamento do livro “Deus, um Delírio” (2006), de Richard Dawkins, como um dos projetos ideológicos mais nocivos para a vida em sociedade civil. Tecnicamente, o neo-ateísmo é igual ao anti-semitismo mais violento. A diferença é que seus militantes atacam todos os religiosos, enquanto os nazistas se opunham apenas em direção aos judeus. O Holocausto Judeu foi apenas a consolidação de um discurso de ódio, iniciado 50 anos antes dos judeus serem lançados à câmara de gás. Mas com certeza os neo-ateus, quando tiverem poder político suficiente, farão tudo para que os genocídios de Hitler pareçam uma brincadeira de fim de semana.

Neste caso, o discurso de Matthews é totalmente coerente com minha abordagem do neo-ateísmo como ele é. Como todo esquerdista, ele não entende a recíproca. Parece que sua maior irritação está no fato de que seus amigos neo-ateus lutaram para derrubar vídeos e canais de teístas no YouTube, e, ao ter seu canal derrubado também, perdeu a compostura e mostrou a verdadeira face do neo-ateísmo: um sistema de pensamento irracional, praticamente oligofrênico, que não pertence ao debate racional.

Sua fúria em específico é contra Emerson Oliveira, leitor deste blog e dono da página Logos Apologética. Matthews acha (mas não prova) que Emerson é responsável pela derrubada de seus vídeos, e daí lança um discurso digno de presidiário, tudo feito em cima de uma estética de narração de rádio de baixo nível (não falta nem um “atenção, atenção, e aí, galera?”).

Para ser rápido, vamos analisar o conteúdo de acordo com os tempos do vídeo:

00:38 – Ele disse que Emerson está “errado” ao rejeitar amigos seus que frequentem a ATEA. Ao contrário, Emerson está justificado. Imagine um judeu vendo seus amigos frequentando a página de um partido nazista. É democrático e racional excluir amigos que façam isso. Matthews também diz que Emerson “não representa os cristãos”. Mas não há indícios de que ele tenha feito esse discurso de “representação”. Novamente, a verdade é o contrário, pois é Matthews que vive afirmando representar todos os ateus. So que eu sou ateu, e neo-ateístas psicopatas não me representam.

00:51 – Ele acusa o oponente de “coadunar com pedofilia da ICAR”. Mas quais provas ele tem de que Emerson dá esse suporte à pedofilia? Como sempre, o neo-ateu acusa sem provas. Ao contrário, Matthews somente critica atos de pedofilia se vierem da Igreja Católica (ou de religiosos), demonstrando sua extrema desumanidade com todas as outras vítimas de pedofilia cujos perpetradores sejam pessoas de outras categorias profissionais. Esta é a moral humanista: se uma criança for vítima de pedofilia e a profissão do criminoso for padre ou pastor, deve-se “chorar” pela criança. Mas se a profissão do criminoso for qualquer outra, os casos são omitidos, para dar uma falsa impressão de que somente padres cometem pedofilia. Evidentemente, não há nada mais imoral que este comportamento neo-ateu. Pessoas empáticas, ao contrário, se preocupam com todas as vítimas de pedofilia.

01:14 – Matthews reconhece que o estado é laico, mas discursa como se não acreditasse em laicidade. Ora, segundo ele, se religiosos não provam empiricamente a existência de Deus, então devem “calar a boca”. Mas a inexistência de Deus também não é provada empiricamente. Quem conhece o mínimo de ciência, sabe que não há testes para dar uma resposta como “Deus existe ou Deus não existe”. A única postura científica é um agnosticismo que não tenta validar nem teísmo nem ateísmo. Como se percebe, Matthews não conhece nem ciência e nem agnosticismo.

01:28 – Mesmo um sujeito que tenha sido tão ofensivo a religiosos ainda quer dar “conselhos” a eles. Dizendo que eles “não devem ouvir o Emerson”. Mas israelenses não precisam ouvir conselhos de adeptos da Al Qaeda. Minha dica: no blog do Logos Apologética, mesmo que eu não concorde com a doutrina de Emerson, há várias refutações brilhantes ao neo-ateísmo. Recomendo a todos.

01:35 – Ele disse que Emerson bate palmas para “racismo e homofobia” de Marco Feliciano. Mas discordar do comportamento gay não é homofobia. E Feliciano já explicou que ele criticou o continente africano, e não os negros. Aliás, o continente sul-americano também é um continente lamentável, quase tanto quanto o africano. Não há nada de racismo nisso. Mais duas mentiras de Matthews, bem bobinhas.

03:10 – Nos dois minutores anteriores, até chegar neste ponto, temos um dramalhão dizendo que “Emerson não apareceu para debate”, junto com as tradicionais baixarias. Mas quem disse que alguém tem que negociar com terroristas?

03:30 – Ele confunde propositalmente várias vezes ateísmo com neo-ateísmo, pois, como covarde que é, Matthews tenta se esconder debaixo dos ateus. Rotina já mapeada aqui.

03:40 – Ele ficou brabo por que o Emerson brincou chamando os neo-ateus de “boiolas”. Divertido. Mostrou muita falta de inteligência emocional aí.

04:52 – Ele faz draminha dizendo que Emerson coloca os “ateus lá embaixo”. Matthews, deixe de ser mentiroso. Ele refuta os neo-ateus. Quando os lados debatem racionalmente, há respeito entre ateus e teístas mais intelectualizados de cada lado.

04:58 – Segundo ele, Emerson disse que “negros, gays, e ateus são todos abominações”. Duro é que ele não conseguiu provar isso nem com os printscreens que ele tem usado como “prova”. Mentirinhas de Matthews.

05:23 – Ele diz que um ateu é despido de preconceitos, e valoriza as pessoas por suas idéias. Na verdade, ateus e teístas são tão suscetíveis a vieses cognitivos e preconceitos (especialmente os “blind spots”) como qualquer religioso. Mais uma vez, as fontes que ele deu para a alegação dele… não existem.

06:20 – Ele diz que Emerson manda negativar vídeos do neo-ateu Yuri Grecco, mas este jamais fez isto. Na verdade, a tal “Tropa Lanterna Verde”, liderada por Yuri, tinha como intenção principal negativar vídeos de teístas que refutavam neo-ateus. Aliás, negativavam até vídeos do Bluesão, um ateu que propagou o termo “ateu modinha”. É impressionante que não há um minuto sequer no vídeo de Mattews sem uma mentira. Será que ele acha isso um exemplo moral do humanismo?

07:14  – Ele diz que é contra a religião governando a vida das pessoas, mas em seguida pede a extinção da bancada evangélica, o que é uma solicitação da religião… humanista. O cara fala uma coisa em um segundo, e desmente a mesma coisa no segundo seguinte. É divertido. Para mais argumentações demonstrando que essa confusão entre estado laico e proibição de expressão religiosa é uma fraude, ver este texto em que refuto o discurso humanista de Daniela Mercury.

08:10 – Ele diz que Emerson deveria ficar rezando o dia inteiro (“lá na paróquia”), ao invés de agir politicamente na Internet. Mas quem dá esse conselho? O inimigo político dele… Matthews, não é possível descer mais que isso.

08:25 – Ele quer negar que no Brasil existe agenda gay. Quer dizer, além de mentiroso profissional, Matthews se torna maquiador de um crime moral. Grande parte da luta dos ativistas LGBT é focada em implementar a censura aos críticos do homossexualismo. Mas se Matthews tem o direito de criticar a religião, por que um religioso não pode criticar o ateísmo? Da mesma forma, por que um heterossexual não pode criticar o homossexualismo? Não é preciso ser religioso para saber que há uma ditadura gayzista sendo implementada. Todos os libertários ou conservadores, ou qualquer um não-esquerdista, deve lutar contra a ditadura.

08:40 – Ele diz “religião é religião, política é política”. Mas depois da religião política, em que humanistas interferem na religião (para atacá-la), os debates contra a religião são debates políticos. Matthews não acerta uma…

09:31 – Depois de umas historinhas sobre um tal de “Homer” (que nem sei quem é), ele diz que Emerson não pode criticar as escolhas individuais de alguém. Claro que pode! Isso é uma sociedade livre. Assim como Matthews tem o direito de criticar a religião, alguém tem o direito de criticar o homossexualismo.

09:51 – Ele diz que não liga para alguns ateus que dizem que ele é radical. Deve continuar não ligando, e dando exemplos para reforçar a minha teoria de que o humanismo, tal qual o esquerdismo, é uma doença mental. Quanto mais Matthews fala, mais dá sustentação à minha tese.

10:05 – É incrível que o sujeito coloca até briga relacionada a algum romance virtual dele com uma mulher no jogo. Matthews tem problemas mentais muito sérios.

10:15 – Segundo ele, quem não luta contra a religião, coaduna com as “atrocidades da religião”. Sempre o mesmo mingau sem sentido! Na verdade, existem atrocidades de líderes religiosos, que fizeram uso da religião, assim como atrocidades (muito maiores) de líderes da religião política, que fizeram uso de religiões políticas como o humanismo de Matthews. Aliás, se o Brasil é um país sub-desenvolvido, é mais por culpa da religião política (esquerdismo) do que da religião tradicional. Um exemplo está nos Estados Unidos, que teve menos efeito da religião política esquerdista (ao menos, teve lapsos entre direita e esquerda no poder), enquanto no brasil nunca ficamos livre dela. Dizer que “o Brasil é atrasado por causa da religião” é apelação de última categoria. E uma baita falácia da falsa causa.

10:45 – Sempre o mesmo discursinho digno de manifestante esquerdista dizendo “quem é ateu e não está comigo, então se vendeu para o inimigo”. O nível é tão baixo que nem merece resposta.

Mas pelo menos a conclusão dele é bem coerente. Ele diz que “aqui é briga de cachorro louco”.

Sim, eu sei disso. Já publiquei textos deste blog mostrando que o esquerdismo é como uma doença mental. Pelo menos Matthews nem tenta esconder isso.

A quantidade de palavrões, ofensas, provocações de parquinho é um adicional ao conteúdo, mostrando que, definitivamente, o humanismo está tendo seu arsenal de truques esgotado.

Dica: aumentem a pressão na denunciação das fraudes intelectuais deles.

Só uma coisa: se Matthews for à loucura e sair atirando em um shopping lotado, a culpa é exclusivamente dele.

Em uma sociedade civil, não podemos deixar de refutar argumentos ruins e desmascarar fraudes intelectuais apenas por que seu proponente age feito louco.

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14 COMMENTS

  1. Ótimo texto, penso da mesma forma que você. Eu não gosto, porém, dessa dicotomia entre os ateus apresentada por você e por outros autores por aí, nesse oceano de informações chamado Internet. Essa tal divisão entre ateus e, aspas, neo-ateus. Os ateus, como qualquer outro grupo cujo possuí um grande número de membros, são um grupo heterogêneo, partindo dos ateus que não dão a mínima para esse tipo discussão, até os ateus mais militantes. Isso significa, portanto, que há mais “clãs” ateístas do que essa dicotomia apresentada. Acho que esse é o nosso pequeno ponto de divergência.

    E sim, não gosto nem um pouco desses ateus mais beligerantes, atacando irracionalmente qualquer um que, bem, não segue sua visão enfadonha. É risível, também, eles pensarem que o ateísmo vai salvar o mundo da toda malvadinha religião. Humanistas, idem. Ambos reclamam dos religiosos embebedarem-se em utopias, mas não enxergam que acabam por fazer o mesmo. Santa hipocrisia!

    Quanto esse livreco do Dawkins, well, é apenas um livrinho muito básico, muito raso, apresenta, aspas, argumentos que levam do nada ao lugar nenhum. E os argumentos que esse povo anda apresentado, vide o vídeo apresentado por você, não me surpreende mais, uma vez que esses ateus militantes sempre repetem essa papagaiada ad nauseam.

    Enfim, belo site, meus parabéns!

    • Olá Arthur,

      Obrigado pelas palavras.

      Eu não pensei em fazer uma dicotomia, mas se assim pareceu, explicarei mais. Um ateu pode ser espiritualista, ou não espiritualista, pode gostar de panteísmo, ou mesmo alguma filosofia quasi-religiosa, pode ser de esquerda ou de direita, então concordo que ateísmo se define apenas entre acreditar em Deus ou não. Entretanto, o neo-ateísmo cria uma “espécie” específica de ateu que deixa de ser alguém que apenas se limita a não acreditar em Deus, como, além disso, manifestar uma crença em “salvação” do mundo, achar-se um “salvador” deste mundo, e tratando os religiosos como adversários desta salvação.

      O neo-ateísmo se distingue do ateísmo tradicional (inclusive as várias formas que eu citei), por essa militância intransigente, digna de um islâmico radical. E é uma postura de fé que muitos ateus não estavam acostumados.

      Por isso a distinção entre alguém que é ateu e neo-ateu.

      Abs,

      LH

      • Sim, sim. Entendi melhor o emprego do neologismo “neo-ateu” por você, apenas para diferenciar os ateus mais beligerantes dos restantes. Bom, assim, dessa forma, posso até concordar com esse termo, apesar de eu ainda preferir usar adjetivos como “militantes” ou “beligerantes” a frente da palavra “ateu”. Digo isso porque o que comumente acontece é essa dicotomia que eu falei, como se os ateus se dividissem, apenas, entre esses dois grupos e que esse “neo-ateu” fosse alguma nova espécie de filosofia ateísta, o que é um grave erro. Enfim, grato pela explanação, não precisaremos ir mais adiante nesse assunto. 🙂

  2. Luciano nao deixa esses filhos da puta neo-nazistas se criarem no seu site. E inacreditavel como alguns desgraçados ainda hoje negam o holocausto.

      • Negar o holocausto? Quem negou o holocausto? Eu neguei as câmaras de gás! Ah, e quer dizer que sou neo-nazista por causa disso? Como? Por favor me explique como “neo-nazista” no discurso do Rafael Tenorio acima não é uma materialização disto aqui.

        Caindo no discurso da esquerda, Luciano?

      • A prática neo-nazista de se infiltrar na direita é antiga Luciano, olhe um exemplo antigo disso. Acho que você poderia fazer um post sobre isso aqui, para ficar de referência.

        Abraços.

        MPR

  3. *** provocações de parquinho editadas ***

    O cerne da questão,é: Onde estão suas evidências de deus,qualquer que seja?Como não as têm…

    • E por que eu deveria apresentar evidências de Deus se não acredito em Deus? hehehehehe….

      Dá até dó desses precipitados.

      Mas o fato é que não existem testes científicos para provar ou não a existência de Deus, portanto a decisão de crer ou não nele ficará apenas para a sugestão e o palpite.

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