Como será a reunião do MPL com Fernando Haddad

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Fonte: André Vieira (no Facebook)

Líderes revolucionários toddyinho-guevaristas se reúnem com Haddad:

– Ô dotô, queremos passe livre.
– Tudo bem, o custo é 6 bilhões para os cofres de SP. De onde vai sair esse dinheiro?
– Sei lá dotô, tira de algum lugar.
– De onde? Sou todo ouvidos: temos educação, cultura, saúde, planejamento, obras, serviços, segurança. Gostaria de ver a planilha de orçamento municipal que vocês estão propondo.
– Sei lá, dotô, isso é com você. Nóis quer é direito do povu. Revolução. Contra opressão ditatorial.
– Podemos aumentar os impostos…

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10 COMMENTS

  1. Só para constar, os marxistas-humanistas-neoateístas na rua enxotaram o Caco Barcellos, que simpatiza com os MHNs, do protesto. Logo, aqui temos o famoso caso de MHNs sendo inocente útil no combate ao marxismo-humanismo-neoateísmo. Pelo que se fala, a multidão foi insuflada por gente do PCO.
    Surpreendentemente, proibiram que os partidos fizessem parte da passeata. Estes acabaram fazendo a marcha que foi no sentido sul, pela Marginal Pinheiros. Tentaram chegar à Globo, mas tudo indica que irão ao Palácio dos Bandeirantes (novamente, fica a pergunta de por que não se dirigiram à Prefeitura, algo que poderia ao menos ser feito pela parte PCO-PSTU-PCB, que em tese se opõe ao PT).

  2. Encontrei um comentário interessante em um dos textos do Reaçonaria, pode ser visto aqui: http://reaconaria.org/colunas/leonardo/teatro-do-absurdo

    Segue abaixo:

    Thiago Cortês 17 de junho de 2013 às 11:42 am
    As premissas, causas, bandeiras dos que protestam são legítimas. Mas ninguém ainda foi além da camada superficial da estrutura ideológica do movimento Passe Livre. Todos os olhares lançados sobre o MPL são exógenos. Há alguns anos eu fui voluntário do MPL, tendo participado de uma tentativa de trazer o MPL para a minha região, no Alto Tietê – o que nunca aconteceu. O movimento em questão tem sua base ideológica configurada no anarquismo de pensadores clássicos como Bakunin, Kropotkin, Prodouhn, e moderninhos como Foucault e Chomsky. Tudo é pensado de forma a negar ao Estado qualquer legitimidade – o que se estende aos partidos. Não querem dialogar com representantes do Estado justamente por isso. Os partidos radicais participam, é claro, mas não é por acaso que existe desconforto quando levantam suas bandeiras e tentam dar impressão de que mandam no movimento. O MPL não quer outra coisa senão uma democracia plebiscitária, a aplicação radical do conceito de “horizontalidade”, em resumo, quer inaugurar o reinado das massas. O movimento atingiu quantidade, mas parece desorganizado e fugaz porque estas são características típicas dos movimentos libertários no Brasil (já tivemos o A-20 na década de 90) e no mundo (Seattle) Quando você atinge a extremidade de um lado no espectro político pode ser confundido com o outro lado. Mas não se enganem: é a extrema esquerda que está operando o MPL. Uma esquerda anti-estatal, mas ainda assim esquerda.

    • Excelente informação. Farei um texto sobre.

      Uma das coisas da dinâmica social é que não se avalia discurso somente pela palavra, mas pela congruência entre discurso e comportamento.

      Um grupo de extrema-esquerda que se diga totalmente anti-estado é na verdade estatólatra, pois os comportamentos do grupo, as solicitações, serão feitas sempre de forma a justificarem o aumento do estado.

      Exemplo: “passe livre” só pode se feito com inchaço estatal.

      Mas elaborarei isso em mais detalhes posteriormente.

      Abs,

      LH

  3. Luciano, só para manter o noticiário atualizado, qual não é minha surpresa de ver o Sakamoto descendo um graveto (afinal falta muito para ser lenha) no Haddad. Temos um caso de marxismo-humanismo-neoateísmo que pode ser usado de inocente útil no combate ao marxismo-humanismo-neoateísmo.
    Em que pese os 20 centavos terem sido só o estopim para um protesto que não sabemos para onde irá, temos notícia de que a passagem paulistana pode cair, mas em evidente tentativa de se aproveitar do cenário. Aliás, achei muito estranho o pronunciamento de hoje da Dilma.

    • Cidadão,

      Eu não me surpreendo com a declaração de Sakamoto, pelo seguinte motivo: eu a defino como ‘crítica de apoio’.

      É a crítica a alguém do seu lado para encorajá-la a fazer algo que ela não está fazendo, mas que no fundo GOSTARIA DE FAZER.

      Farei um post sobre isso.

      A manifestação da Dilma é bem parecida com a do Obama em relação ao Occupy Wall Street.

      Basicamente, ela sabe que a coisa saiu do controle, mas, mesmo assim, a organização do movimento é de esquerda. E então agora tenta capitalizar o máximo possível em cima disso.

      Abs,

      LH

      • O cara de quem você reproduziu a postagem foi profético. Veja esta notícia. Aliás, seria interessante falar do ódio ao automóvel particular que possui o marxista-humanista-neoateísta, até porque muito se assemelha a uma via gramsciana daquelas restrições à livre circulação de pessoas que víamos em regimes marxistas clássicos.

      • Cidadão,

        Para mim, seria mais um jogo de opressor e oprimido, como o de sempre. O opressor é o cara que tem carro, o oprimido não tem. O problema é que com os financiamentos fáceis, mtos pobres possuem carros hoje em dia.

        Abs,

        LH

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