Indignidade e irracionalidade sem limites: militante LGTB pede aposentadoria por causa do direito de liberdade de escolha no tratamento psicológico

19
67

tonireisabgltdiv

Fonte: Gazeta Online

A aprovação, na última terça-feira, de uma proposta que permite a psicólogos tratar a homossexualidade como doença abriu o caminho para que gays, lésbicas e transexuais peçam aposentadoria compulsória por invalidez, na avaliação de ativistas homossexuais.

“Se somos doentes, somos inválidos. Logo, temos que nos aposentar”, ironiza Toni Reis, 49 anos, diretor-executivo do grupo Dignidade, de apoio a homossexuais. Reis admite que o pedido de aposentadoria é uma forma “risível” de protestar contra a aprovação do projeto e afirma que é uma resposta paga na mesma moeda. “Já que eles querem brincar com a nossa cidadania, nós vamos usar isso (pedido de aposentadoria) de forma muito tranquila”, disse.

Ele propõe ainda que o benefício a ser pago como aposentadoria seja o equivalente a 24 salários mínimos. O ativista foi o primeiro a encaminhar, na quarta-feira, pedido de “aposentadoria compulsória retroativa por homossexualismo” aos ministros Garibaldi Alves (Previdência Social) e Alexandre Padilha (Saúde).

“Sendo uma dessas pessoas inválidas, devido à minha condição homossexual que é de notório saber, venho por meio deste requerer minha aposentadoria compulsória, com direito a acompanhante especializado, retroativa até o início das primeiras manifestações da minha homossexualidade, por volta do ano de 1970”, afirma no requerimento.

A comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou proposta que ficou conhecida como “cura gay”, porque permite a psicólogos oferecer tratamento para a homossexualidade. A votação foi comandada pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP). O projeto ainda precisa ser aprovado por duas outras comissões antes de ser votado no plenário da Câmara.

No documento, Reis reconhece o risco de “quebrar” a Previdência Social caso todos os brasileiros homossexuais tomem a mesma atitude.

O cantor norte-americano Gerard Way, ex-vocalista da banda My Chemical Romance, escreveu contra o pastor deputado Marco Feliciano (PSC) em seu Twitter: “Se encontrar este cara, vou fazer meu melhor para vomitar nele. Não preciso me esforçar tanto”.

Meus comentários

O sujeito é líder de uma ONG chamada Dignidade e se submete a uma indignidade dessas.

Mas, já que precisamos controlar o frame, vamos redefinir os termos adequadamente. A lei que foi aprovada deveria ser chamada por quem é da direita como “direito de liberdade de escolha no tratamento psicológico”, para qualquer um. Incluindo homossexuais, heterossexuais, ateus, teístas, espíritas, fumantes, não-fumantes, viciados em sexo, etc.

Enfim, para qualquer comportamento que você considere inadequado ou em confusão com sua identidade, você deve buscar ajuda psicológica, seja para compreender sua confusão ou mesmo obter uma mudança drástica de comportamento.

É claro que se temos um comportamento a ser mudado, não falamos de “doença”, portanto toda a lógica de Toni Reis é uma desonestidade intelectual tremenda.

Repare que minha lógica é um método que se aplica a qualquer comportamento, independente de ser geneticamente influenciado ou não. Por exemplo, alguém pode ter maior tendência a ser pedófilo, geneticamente, mas mesmo assim resolveu procurar ajuda psicológica.

Em minha lógica, qual o critério que define o momento de busca de tratamento? Simples. O desejo do paciente. Fim de conversa.

Já na lógica de Toni Reis, provavelmente ele até aceite o meu raciocínio para todos os casos possíveis do comportamento humano, pois ele não seria burro de propor uma lógica na qual o ser humano não pudesse mais tomar decisões.

Entretanto, ele “quebra” a lógica para criar uma situação de exceção, e provavelmente o argumento seria algo assim:

  1. Realmente pessoas devem ter o direito a liberdade de escolha no tratamento psicológico
  2. Se um heterossexual confuso procurar um psicólogo e se tornar homossexual, não há problema
  3. Mas se um homossexual quiser fazer o mesmo isso não será possível, pois o comportamento homossexual é algo sacrossanto, portanto não pode ser negado
  4. Qualquer tentativa de mudança de orientação neste momento torna-se a tentativa de cura de uma doença
  5. Mas como homossexualismo não é doença, então não pode ser curado, então o homossexualismo se torna a única condição humana relacionada a comportamento que não pode ser passível de alteração
  6. Por isso, devemos proibir a “cura gay”

Quem quer que conheça o mínimo de lógica, sabe que há um empilhamento de fraudes intelectuais para que qualquer ativista do movimento LGBT dê chilique por causa do projeto de lei que permite a liberdade de escolha de quem quer que busque um tratamento psicológico.

Mas se Toni Reis não pensa sob o silogismo acima (que justifica seu pensamento), então ele teria que ir para a proposta radical, que diz:

  1. Ninguém deve ter direito a liberdade de escolha no tratamento psicológico
  2. Pessoas não devem decidir mudanças que querem para si próprias em termos comportamentais, mas sim (coloque o nome aqui da entidade, muito provavelmente o estado)

Neste caso, o “protesto” dele iria por água abaixo, pois todo mundo que um dia pensou em mudar alguma característica sua poderia pedir aposentadoria por invalidez.

É claro que sob nenhum aspecto, Toni Reis pode ser respeitado como alguém digno de participar do debate racional.

Anúncios

19 COMMENTS

  1. Vi uma menina no Facebook revoltada brandindo a seguinte comparação: “já pensou que absurdo cura por ser mulher ou por ser negro?”

    Ora bolas, as pessoas não fazem operações de mudança de sexo e clareamento de pele? Quer dizer que uma pessoa pode tentar mudar tudo a seu respeito, menos o seu homossexualismo?

  2. Já esclareci esse conteúdo um monte de vezes no facebook, mas sem sucesso.
    Estou louco pra, na próxima vez que vir um comentário falando de cura gay jogar umas verdades na cara do pessoal.

  3. 1. Tudo o que o psicólogo pode tratar é doença. (by Tony Reis)
    2. Todas as doenças implicam em invalidez. (by Tony Reis)
    3. Timidez pode ser tratada por um psicólogo.
    4. Logo timidez é doença.
    5. Logo timidez implica em invalidez.

    Sou um inválido.

  4. Não sei se você chegou a ler o PL, Luciano, o nível da mentira da imprensa é absurdo, o texto é totalmente jurídico, se baseia na afirmação de que a resolução do Conselho é inconstitucional, sendo assim a ação da PL se restringe a sustar a validade dessa resolução até que o jurídico aja.

    Essas argumentações MHN’s não tem nem comentários, podemos considerar realmente a perda total do senso da realidade, alguém pode fazer (no SUS) uma mudança em seu corpo de forma cirúrgica porque acha que deveria ser de outro gênero, mas não pode procurar um psicólogo para conversar se achar que seu comportamento o incomoda.

  5. Mentirosa !
    Pq o projeto (SIM É UM PROJETO DE LEI AINDA) ela não preve que o homossexualismo é DOENÇA.
    Apenas quer possibilitar ao psicologo orientar seu paciente homossexual a deixar a realizar tal prática, se este for a VONTADE DO PACIENTE, leia o Projeto de Lei (PDC 234):

    Art. 1º Este Decreto Legislativo susta o parágrafo único do Art. 3º e o Art. 4º, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999.
    Art. 2º Fica sustada a aplicação do Parágrafo único do Art. 3º e o Art. 4º, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999, que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual.
    Art. 3º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.

    OU seja, não fala sobre doenca, muito menos sobre possibilidade de aposentadoria, afastamento, nem nada do gênero…

    http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?odteor=881210&filename=PDC+234/2011

  6. Ele quer tirar o foco da ideia da opção de cura; esta estará disponível a quem desejar ser curado, ou melhor, a quem não se sentir bem em sua orientação homossexual. Pessoalmente acho que ter conceituado o homossexualismo de ‘doença’ abriu precedentes a esse tipo de posicionamento esdrúxulo como o do Sr. Reis. Cínico e oportunista, procura brechas, acreditando que poderá mesmo desestabilizar a ordem e a lei. Em sua ignorância, ele achou mesmo que fosse enganar a sociedade. Qualquer paciente só se torna paciente se o profissional atestar a enfermidade. Um cara que viveu ‘de bem com a vida’ em sua condição homossexual, não encontrará apoio na medicina para sua falácia. Existe o diagnóstico, e somente este poderá dar respaldo ao paciente. Imagina um bando de gays alegríssimos e bem resolvidos, de uma hora para outra, intentar ser paciente da psicologia só para se aposentar! Este Sr. Reis precisa de médico sim, ao que tudo indica, mas não pelo seu homossexualismo saudável, mas por demonstrar ser um louco de alta periculosidade para a sociedade.

  7. O problema da maioria da massa dos brasileiros é a burrice crônica e institucionalizada (com as gloriosas bênçãos da esquerdalha e humanismo secular). Aqui mesmo no meu trabalho tem gente que odeia o Feliciano por causa deste projeto. São pessoas que se julgam “racionais”. PQP. Que racionalidade é essa que não consegue fazer esta análise sucinta e analítica que o Ayan fez? Essa gente se julga tão sem “preconceitos” e são “tolerantes”… tem razão. São sem preconceitos à burrice e são tolerantes a ela.

  8. Enquanto isso, em São Paulo, a presença ‘queer’ traz o GLBT protestando contra a “cura gay” e Marcos Feliciano. Estamos, como se diz, juntos e misturados. As palavras de ordem são “oportunismo sem-vergonha”. Enquanto o povo apenas começa a se articular para chegar às questões realmente pertinentes como saúde, educação, corrupção e etc., a galera queer só quer aparecer. A hipocrisia é irritante mesmo! Conheci e conheço muitos homossexuais, amigos, vizinhos e por conta da profissão que exerci. Certamente, de cada dez deles, no mínimo a metade gostaria de buscar ajuda. Sem contar com os tímidos que vivem em um ostracismo agoniante, sem ter com quem falar. E, nesses casos, a ajuda médica será de grande eficácia. Isso é justo.

  9. Há que vontade de ver as duas num plebiscito, o DL 234 (liberdade de escolha) e a PL 122 ( lei da mordaça gay).
    Se eu conheço nosso povo, essa bicharada ia levar uma cacetada tão grande que nunca mais iam se meter a nada.

  10. Luciano, você viu que o Passe Livre fez que foi e acabou fondo? Disseram no começo do dia que não iriam mais organizar manifestações, mas agora recuaram. Alguns suspeitam que seja por causa do assunto que você comenta nesta postagem e que estariam continuando a ser inocentes úteis do governo. Porém, como sabemos, as pautas dos protestos meio que fugiram ao controle do que os marxistas-humanistas-neoateístas no poder queriam.

  11. E falando em Tony Reis, olha só esta pérola que achei no fundo do baú do YouTube: Vídeo do grande filósofo do Paraná, Luis Carlos Alborghetti falando sobre casamento gay:

Deixe uma resposta