Os Anonymous como arma da democracia: um excelente vídeo contra um governo tirano

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No começo eu não gostei da idéia dos Anonymous, principalmente pelo incentivo aos ataques hacker. Entretanto, a  metáfora de Guy Fawkes, lutando contra tiranos, sempre foi interessante. A pergunta: por que a direita não poderia capitalizar com isso?

Hoje em dia os resultados da esquerda tem levado a direita a cada vez mais expressar seus pontos de vista na direção da liberdade de expressão e da liberdade individual. Pode-se dizer que esquerda se tornou sinônimo de sustentação a tiranos, e direita se tornou rebelião a estes tiranos.

De que maneira hoje é possível estabelecer um governo totalitário? Através de um estado inchado. O esquerdismo, servindo a esses objetivos, é a forma pela qual pessoas podem adquirir um poder absurdo. É a criação da quarta classe, a mais poderosa delas. A classe daqueles que controlam um estado inchado, e seus amigos.

O PT hoje é o representante mais puro-sangue do esquerdismo no Brasil, logo a metáfora de Guy Fawkes se aplica perfeitamente a todos os atos de rejeição ao partidão.

Quanto mais usarmos a metáfora de Guy Fawkes no contexto dos Anonymous, em prol desta rejeição à tirania, melhor. Este vídeo acima é um ótimo começo.

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7 COMMENTS

  1. Acho o Anonymous um tiro no pé. Como qualquer um pode colocar essa máscara (a pegadinha do Alan Moore) e fazer um vídeo, com o nível de conhecimento médio dessa galera manifestante sobre política e tudo mais é muito baixa a chance de desinformação é imensa. E quanto mais confusa a galera ficar melhor pros discurso de esquerda que se aproveitam dessa confusão pra panfletar um mundo melhor.

  2. De certa forma estamos caminhando (se já não estamos) para uma “ditadura perfeita” nos termos que Mario Vargas Llosa definiu já nos anos 70.

    Luciano todo brasileiro encontra se em situação de ilegalidade dado a quantidade de leis, normas , portarias tanta burocracia institucional que é impossível você não estar fora da lei.
    Assim o estado pode prender punir qualquer um a qualquer momento sobre a qualquer pretexto acusado de qualquer coisa dado a infinidade de leis.

    Duvido existir uma empresa ou cidadão que esteja 100% legal.

    E o positivismo e o fascismo juntos em um mesmo país.

    • Eu não sou religioso e não sou especialista, mas não é preciso ser especialista para saber que o pensamento cristão é completamente oposto ao pensamento esquerdista. A promessa de salvação em Terra, para justificar a entrega de poder a instituições que dependem de coerção, não me parece ser cristão…

  3. Luciano, complementando esse assunto, eis que vejo este texto em que tem gente acusando o Anonymous de chefiar o que o autor diz ser uma guinada conservadora (aqui podendo ser entendida por “fuga das manifestações do controle exercido pelos MHNs no poder”).
    E já que temos Luís Roberto Barroso (o que defendeu Cesare Battisti) como novo ministro do STF, que o cobremos em um tempo que se sugere plebiscito para que se crie uma constituinte exclusiva para a reforma política para que ele seja coerente em relação àquilo que aqui declara em 2011 (algo que também temos de cobrar do vice-presidente Michel Temer):

    http://www.youtube.com/watch?v=ipaYn19QrMw

    Temos também o que diz Rodrigo Constantino:

    http://www.youtube.com/watch?v=f4Oqd80UQFE

    Segue também vídeo do Luiz Nobre falando sobre os protestos principalmente em seu Ceará natal (o importante dele é falar sob a perspectiva de alguém que mora há anos no Canadá e que sempre compara as coisas de lá com as daqui), bem como alertar o pessoal para cobrar um alto grau de retorno dos impostos que paga sem que isso signifique aumento de alíquotas (podendo até mesmo abaixá-las):

    http://www.youtube.com/watch?v=dEpNcd5V_0I

    Por fim, deixo aqui um rap para todos aqui ouvirem:

  4. Luciano, eis que temos o Roldão Arruda dizendo que a expulsão de partidos dos protestos foi ação organizada. Há coisas que acho estranhas na história em questão, como o cara falar que as pessoas que fizeram isso usavam máscaras e toucas ninja. Pode ser que aqui seja inclusive ação de black block com o intuito de gerar um quadro que pudesse tecer quem não quis partido na marcha como um monte de desqualificadores, mesmo que inocente na história.
    Motivos para suspeitar de tal tipo de gente? Os caras são anarquistas e seu anarquismo pode ser direcionado pelos marxistas-humanistas-neoateístas no poder inclusive contra beneficiários que estão a seu lado para que se crie um pretexto para acusar o todo majoritariamente pacífico de pessoas que lá foram (que podem não querer partidos nas manifestações, ainda que não partissem para a violência como partiram os citados por Roldão) de “reacionários”, “fascistas” e outras acusações-ônibus que conhecemos.

    Claro que já havia um clima no ar contrário a partidos (algo que se manifestava desde o protesto anterior ao relatado pelo Roldão, que acabou se dividindo em dois, com o que foi no sentido sul de São Paulo depois guinando para o Palácio dos Bandeirantes), o que também poderia qualificar os partidos tentando entrar na marcha como tentativa de cavar falta. Porém, ainda assim não acho que seja suficiente para que se diga que as pessoas que não queriam partidos na marcha fossem os tais monstros de que estão acusando.
    Pode ser que não houvesse black block na jogada (apenas estou me guiando pelo tipo de vestimenta que relatou o blogueiro em questão), mas de fato fossem skinheads (como alguns disseram que havia por lá nas ruas transversais à Paulista), mas ainda assim não dá para se falar que o todo dos que recusavam partidos fossem os tais flagelos da humanidade de que agora os MHNs estão acusando. Aliás, seria muito interessante saber quem financia os skinheads brasileiros (nunca esqueçamos que os da Europa eram financiados pela Stasi com o exclusivo propósito de gerar caos que favorecesse a que os MHNs do lado oeste da Cortina de Ferro se expusessem como salvadores da pátria).

    Alguns lembram inclusive que MHNs já fizeram isso de cor e salteado (vide pedradas no pessoal do Instituto Plínio Correa de Oliveira quando em Curitiba, vaias em diversos auditórios, palestras interrompidas por gritos coordenados, fora aquelas brigas em universidades) e não poderiam reclamar se outros aprenderam o método que eles próprios inventaram.
    Seria bom que houvesse uma postagem aqui falando dessa história de os partidos terem sido expulsos das passeatas, o que inclusive foi um dos termômetros para que o MPL mudasse sua estratégia e passasse a explorar as periferias em seus próximos protestos, uma vez que fracassada a jogada de guinar os protestos contra os adversários dos MHNs no poder.

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