A ética do MPL e o DNA da esquerda: “a culpa é sempre do outro”

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27jun2013---em-sabatina-promovida-pela-folha-e-pelo-portal-uol-no-museu-da-imagem-e-do-som-em-sao-paulo-mpl-diz-que-nao-quer-criar-um-partido-politico-1372366985361_615x300

Uma tal sabatina realizada pela Folha de S. Paulo com o Movimento do Passe Livre mostra que este blog está correto ao estudar esquerdistas usando o mapeamento comportamental. Basta prever os comportamentos que eles executarão em situações específicas, de forma padronizada. A interação com eles passa a ser um contínuo aprendizado de seus truques e artimanhas, e nada mais.

Dois comportamentos padronizados deles incluem: (a) lançamento de culpas sobre oponentes, mesmo sem nenhuma evidência para isso, (b) projeção de suas culpas nos outros. Assim, o esquerdista sempre posará em público como inocente de qualquer ato que fizer sob qualquer circunstância.

Podemos lembrar do exemplo de Hugo Chavez, que imputou a culpa de seu câncer nos Estados Unidos, que teriam lançado a doença sobre ele por uma tecnologia obscura. Nenhuma prova foi apresentada a favor de Chavez, mas é assim que o esquerdista agirá por padrão. “Para que provas?”, pensa ele.

Segundo o pessoal do MPL, as questões de vandalismo e quebra-quebra nas manifestações do grupo, não são culpa deles, mas de “elementos infiltrados da polícia”. Não que eles tenham apresentado qualquer evidência que sustentasse suas suspeitas. Mas, se o truque já deu certo para o Chavez, por que não tentar de novo, certo?

Mas é possível que o truque não funcione, e então eles mesmo surgiram com uma contra-medida no debate, dizendo que “É muito difícil ser pacífico na rua porque o Estado é muito violento”. É mais ou menos assim: “Se há um excesso cometido por um policial, então os excessos de seu lado estão justificados”. Então, se em um certo dia eu for abordado por um policial, no caminho para o trabalho, e ele for desaforado comigo, estou justificado a cuspir na cara de alguém logo em seguida?

As duas rotinas em conjunto (“a polícia é suspeita das violências nas manifestações” e “a violência do nosso lado é culpa da violência policial do outro”) configuram o lançamento de culpa sobre os oponentes, e, se não der certo, da projeção de sua culpa sobre o oponente. Sempre, é claro, com o objetivo de fingir inocência. Assim, o esquerdista é o eterno inocente.

Segue um hipotético diálogo com um deles, com as duas rotinas em sequência:

  • DESCONFIADO: Ei, as manifestações que vocês promoveram tiveram muito quebra-quebra.
  • ESQUERDISTA: Nenhum ato violento foi culpa nossa. Se teve, foi a polícia infiltrada que causou o quebra-quebra.
  • DESCONFIADO: Mas parece que aquele rapaz de camisa vermelha estourando um vidro é associado ao PSOL, e não trabalha como policial..
  • ESQUERDISTA: É que nossa violência é causada pela violência da polícia.

Tentar conversar com esquerdistas radicais é exatamente isso. É como tentar segurar um bagre ensaboado. Eles vão trocar de rotina a todo momento, sempre fingindo que lutam pelo “cidadão oprimido”, quando na verdade estão interessados em polpudas parcerias com um governo corrupto. Aliás, ninguém vai esquecer do caso da Alquimídia recebendo estrondosas verbas governamentais.

Não me oponho à todas as manifestações. Algumas delas são legítimas, como aquela contra a PEC 37. Mas que as manifestações do MPL são completamente ilegítimas, quanto a isso não há dúvida alguma.

A redução do passe não beneficiará o trabalhador pobre, pois este já recebe vale transporte. Para ele, o preço da passagem é irrelevante. É claro que um movimento que começa com base em uma mentira, não vai ter ética em qualquer manifestação pública posterior.

Isso já deveria ser previsível. Pessoas que sempre colocam a culpa no outro, não importando o quanto precisem mentir para isso, são amorais. Está no DNA de todo esquerdista militante.

Dizem que manifestantes de direita chutaram os fundilhos de membros de partidos. Não sei. Mas o MPL é o grupo que mais merecia ser expulso das atuais manifestações.

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6 COMMENTS

    • Matéria interessante, mas ingênua. A tal venezuelização na verdade é forodesãopaulização. Eles são unidos num comando só, e não cansam de falar na “pátria maior”. Já estamos vivendo na URSLA, é só abrir os olhos. Tudo isso é planejado pra ser como é. Se o PT cair não será vitória nenhuma, pois entrará outro partido revolucionário no lugar.

      Sei que muita gente não gosta, mas larguem seus preconceitos e escutem o que Olavo de Carvalho diz. Desconheço outro brasileiro que conheça melhor a mente revolucionária que ele.

      • Não acho plebiscito uma boa arma.

        Estão tentando fazer como Fidel: pedir a opinião do povo apenas para respaldar suas ações, e lavar as mãos depois. A sorte é que no caso do desarmamento eles não conseguiram colocar a culpa no povo, pois não caímos dessa vez. Mas assim como no caso do desarmamento, eles vão ignorar solenemente a vontade do povo (que disse não ao desarmamento) e aprovar as leis que lhe agradam mesmo assim. Até hoje vejo propaganda nos ônibus contra as armas. Eles venceram apesar do resultado das urnas. Quem reclama?

        Pedir ação do governo é tiro no pé: eles nunca aprovarão nenhuma medida que não os favoreça.

        Quanto a essa estratégia de Fidel, aproveito pra recomendar “Cuba: a tragédia da utopia”, de Percival Puggina. Muito bom. Tive que comprar num sebo, pois está esgotado, mas vale muito a pena.

  1. Luciano, leia este texto de André Barcinski? É mais um caso de marxismo-humanismo-neoateísmo que pode ser usado no combate ao marxismo-humanismo-neoateísmo, pois ele está aqui usando argumento muitíssimo parecido àquele que marxistas-humanistas-neoateístas usam para dizer que vandalismo não é pichar paredes, mas sim alguém andar em ônibus tal qual sardinha em lata. Obviamente que MHN no dos outros é refresco, mas quando se MHNiza em algo que pode prejudicar a alguém (incluindo quem escreve o texto), como o óbvio caso do que pode gerar um caos logístico, aí mesmo quem é MHN no último e defende que todos andem de bicicleta e transporte coletivo irá mandar às favas aquilo em que crê. Vamos pensar no óbvio exemplo do pichador que fica p da vida quando alguém passa spray no muro de sua casa para ter a noção certa da coisa.

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