Todos os argumentos neo-ateístas em um único vídeo!

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Uma pena que não há legendas para o vídeo acima.

O mais irônico é o contraste entre a tranquilidade do sujeito religioso (falando “Você quer debater racionalmente? Vamos debater.”) enquanto o neo-ateu grita feito maluco.

É claro que o discurso de gente como Sam Harris e Richard Dawkins ia resultar nisso necessariamente, pois aproveitar-se das fragilidades mentais das pessoas suscetíveis a esse tipo de discurso e então embutir nelas um senso de “luta pela salvação do mundo” mais falso que menstruação de travesti é uma ação focada na criação de uma militância irracional.

Pode-se identificar todos os truques no vídeo. O neo-ateu diz que “cristianismo criou a escravidão”. Aí quando alguém lhe diz que foram os muçulmanos, ele retruca: “Então os cristãos roubaram a escravidão”. Sem perceber, o sujeito foi engraçadíssimo para quem duvida do potencial redentor do humanismo.

Todo o restante dos “argumentos” vai nessa toada. Mais rasos que colher de chá.

Está aí um motivo pelo qual os neo-ateus não representam ateus como eu.

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14 COMMENTS

  1. Luciano, eis que vi o tal vídeo e novamente não pude deixar de prestar atenção à linguagem corporal. Você notou o quão pouco naturais parecem os gestos do loirinho que se avermelha?
    Pouco naturais também parecem as palavras que saem de sua boca. É como se ele tivesse sido programado para reagir com raiva a cada vez que visse um cristão, sem questionar o porquê de assim agir e se os alvos são de fato culpados daquilo a que eles se imputa.

    Notou também o quão relaxado está o cara do cartaz? Ele já sabia que iria receber reações de tal teor e talvez estivesse preparado para coisas piores (pense aí em algo como o ocorrido em Curitiba com o pessoal do IPCO) e estava na prática tirando uma onda com o furibundo cara que acusa os cristãos de uma série de coisas e quer jogar nos cristãos de hoje a culpa daqueles do passado. Enquanto o loirinho se avermelhava, o cara do cartaz só pensava em algo como “será que ele não está notando que o palhaço aqui é ele, não eu?”.
    Imagino também que tenha notado que o descalço só vomita argumentos pré-fabricados e também tem uma pose de achar que é superior aos outros só porque não acredita em Deus (veja o cara dizendo que o outro não é racional pelo simples fato de ser cristão, enquanto ele seria o supremo representante da racionalidade na humanidade). Uma coisa que passou despercebida é quando o loirinho fala para o cara do deixa-disso que ele nasceu no sul americano, é de origem judaica e diz que caras como o do cartaz são responsáveis pela desgraça no mundo. O que o cara do deixa-disso responde? Que é bissexual e que caras como o do cartaz nada fizeram contra ele, o que joga legal por terra também as alegações de militantes gays de que uma sociedade cristã seria perigosa para quem sai da convencional atração pelo sexo oposto (não devemos esquecer que nazistas, comunistas e fundamentalistas islâmicos têm em sua história a perseguição a homossexuais, cada qual com sua razão e, como aqui o assunto é marxismo-humanismo-neoateísmo, temos de lembrar que Marx e Engels consideravam ser homossexual um desvio burguês).

    O mesmo bissexual, quando o exaltado diz que cristãos espalharam um monte de coisas ruins, diz que agir do jeito que ele está agindo não ajuda nada. A resposta do avermelhante? Que aquilo o ajuda muito. Logo, podemos entender que na prática ele está querendo que seu transtorno enquanto pessoa seja levado em conta na elaboração de políticas que a ele transcendam. O mais importante de tudo é notar que o bissexual é alguém de bem com a vida, que sabe muito bem que cristãos não fizeram nem farão nada contra ele, mesmo que digam que o que ele faz é pecado (algo muito análogo ao que judeus fazem, uma vez que nunca os vi perseguirem um vizinho que tenha feito uma feijoada ou um torresminho pelo simples fato de nesses pratos ir carne de porco).
    O mais legal de tudo é vermos as policiais pedindo para o loirinho baixar o tom de voz, sendo que foram lá não pelo desentendimento em si, mas pela perturbação do sossego público. Outra coisa a se notar é que as pessoas ao redor estão rindo do cara, o que mais uma vez demonstra que discursos marxistas-humanistas-neoateístas só conseguem algum vulto se as pessoas a eles prestarem atenção. Quando as pessoas simplesmente os desprezam ou mesmo acham engraçado, os MHNs acabam tendo de ir embora (lembra daquelas postagens na página do sabão Ariel que foram interrompidas por uma série de acusações de pessoal feminista e as pessoas ao redor não apenas retrucaram para desmoralizar como também seguiram falando normalmente do sabão em questão e deixaram os histéricos no vácuo?).

  2. Acho que ele é um neo-ateu com reais problemas psiquiátricos que esqueceu de tomar remédio. Achei a gesticulação dele típica de um louco em crise.
    Acontece de um louco se apegar a uma religião, e esse se apegou à religião humanista, o neo-ateísmo. O que é interessante perceber é que um típico louco religioso não é uma pessoa perigosa (já conheci alguns). Esse daí parece muito perigoso, por muito pouco não agrediu o cristão. Acho que isso revela um pouco a essência da ideologia humanista.

    • Você erra ao dizer, assim como o autor do texto no link, que foram os “ateus militantes” quem mataram os religiosos durante o regime soviético. Como se a culpa fosse do ateísmo, o que obviamente não é. Os parvos soldados soviéticos mataram em nome do comunismo, para que o poder comunista pudesse ser completamente consolidado. Já que a teoria marxiana diz que a religião deve ser extirpada da sociedade, pois a religião impede, segundo Marx, o humano de revelar seu verdadeiro potencial.

      • Arthur,

        A tese é a seguinte. Neo-ateus dizem que religião causa morte, pois pessoas ‘matam em nome de teísmo’. Aí testamos países ‘sem teísmo’, e as pessoas continuam matando. Qual o benefício do neo-ateísmo, então?

        Mas o fato é que é meio difícil provar que as pessoas matam ‘por teísmo’ ou ‘por ateísmo’.

        Abs,

        LH

  3. Ao longo da história ouvimos bastante coisas sobre homens matando por intolerância religiosa, seja por parte de pagãos sobre cristãos, de cristãos sobre pagãos, islãs sobre judeus, etc. É fato que ocorreram muitos crimes por parte de intolerância religiosa, Luciano. Não culpo a religião, mas sim o homem que usou sua fé para endossar tais mortes, usando o pretexto religioso.

    Obviamente, essas mortes foram ínfimas perto das mortes causadas por ateo-comunas, isso é um fato, e não vejo problema em dizer isso. O que eu não concordo é o fato de jogar a culpa no ateísmo pelas mortes causadas pelo regime comunista, já que nem todo ateu é comunista, assim como você, Luciano, e eu. O ateísmo não possui diretrizes, não possui normas, leis ou dogmas a serem seguidos, por isso não se pode imputar tais crimes cometidos pelos comunas ao ateísmo.

    Esse foi meu argumento acima, e eu nem toquei no assunto religião.

    • Arthur

      O ateísmo não possui diretrizes, não possui normas, leis ou dogmas a serem seguidos, por isso não se pode imputar tais crimes cometidos pelos comunas ao ateísmo.

      O ateísmo não possui normas, leis ou dogmas… mas o humanismo SIM!

      O teísmo não possui normas, leis ou dogmas… mas o cristianismo e o islamismo SIM!

      Se o teísmo é culpado por crimes, o ateísmo então deveria ser. Mas eu acho que nem um nem outro são culpados por crimes…

      • Sim, exato, Luciano. Eu não mencionei o teísmo em momento algum, apenas quero desfazer esse mal entendido em relação aos ateus. E quando digo religiões, me refiro as dogmáticas religiões como as cristãs ou islâmicas, p. ex.. O teísmo, ao meu ver, é neutro, assim como o ateísmo, ao contrário das religiões supracitadas. E esse é meu ponto. O ateísmo como filosofia não dogmática, não dita diretrizes, ou, supostamente, não deveria, já que o ateísmo é a simples negação aos deuses criados pelos homens, sendo, portanto, impossível matar em seu, digamos, “nome”. E no caso da URSS, matou-se em nome do comunismo, como já expliquei.

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