Os jogos psicológicos do Brasil247 e a ingenuidade política de Maycon Freitas

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O blog petista Brasil247 está fulo da vida com a Revista Veja por ter dado espaço a Maycon Freitas, um rapaz de direita extremamente ingênuo politicamente, mas que falou coisas que eles não gostaram (e que, salvo raras exceções, precisavam ser ditas) em uma entrevista publicada nas páginas amarelas da revista.

O Brasil247 diz:

Maycon Freitas, personagem desta semana das Páginas Amarelas da revista Veja, tem página no Facebook repleta de mensagens antidemocráticas, preconceituosas e violentas; “Galera, tive uma ideia: que acham de eu ir lá no Congresso em Brasília, me acender e tocar fogo geral?”.

Espere. O que há de antidemocracia, preconceito e violência na frase acima de Maycon? Seria uma frase violenta se o sujeito dissesse “Galera, tive uma ideia: que acham de eu ir lá no Congresso em Brasília, e tacar fogo em alguém?”. Mas alguém que afirma tacar fogo em si próprio não está cometendo violência contra os outros. Nota-se que a capacidade de percepção dos fatos é completamente distorcido em esquerdistas.

Logo no começo a teoria de que esquerdista mente a cada minuto se sustenta de maneira impressionante.

Vejam:

[…] pergunta ele, que postou foto sua com roupas de combate e fuzil na mão; dublê da Rede Globo, onde trabalhou no policial Linha Direta, ele é direto e grosso no que pensa sobre respeito ao ser humano: “E vai tomar no c… quem é a favor dos direitos humanos”

Neste caso, existe uma ingenuidade de Maycon Freitas e uma estupidez astuta do lado do Brasil247.

Maycon na verdade não tem conhecimentos em estratégia política, e muito provavelmente não tem a menor idéia do que significa controle de frame. E, provavelmente por isso, disse a frase maldita que tira todo e qualquer direitista do debate sobre a violência: “dane-se o pessoal dos direitos humanos”. (Aliás, nem sei se Maycon é de direita, ou até mesmo de uma esquerda mais moderada)

Se ele tivesse conhecimento sobre frames, saberia que a expressão “direitos humanos” é tanto um rótulo quanto um frame, e saberia que todo aquele que se posiciona a favor dos direitos humanos já toma a dianteira no debate público. Por isso, Maycon deveria ter dito o seguinte: “Que vão tomar no c… esses apologistas de criminosos da esquerda que se posicionam contra os direitos humanos das vítimas”.

Mas infelizmente Maycon tem uma idade política de 5 anos, no máximo, mesmo que tenha 31 anos no registro de identidade. Por isso, o Brasil247 aproveitou-se da inacreditável ingenuidade dele para rotulá-lo como alguém que não demonstra “respeito ao ser humano”.

Mas nada é mais revelador que a seguinte expressão:

Ao abrir a revista para um personagem desse calibre, mesmo em nome da ideologia que defende, a revista Veja cometeu uma grande falha de apuração, tendo apresentado a seus leitores apenas uma parte – e a mais rósea delas – de um cidadão cujas ideias são extremamente prejudiciais à democracia. Deve a publicação desculpas a seus leitores, a não ser que concorde com o que pensa o “herói” Maycon.

Espere aí. Segundo a lógica do Brasil247, a Veja só pode publicar uma entrevista com alguém somente se concordar integralmente com as palavras do entrevistado? E ainda assim a Veja deve patrulhar os posts de Facebook de todos seus entrevistados para, no caso destes entrevistados declararem algo que vá contra as idéias da revista, pedirem desculpas aos leitores?

Só que eles se esqueceram de um detalhe. Em um mundo democrático e livre, ninguém deve desculpas por dar espaço a alguém de idéias discordantes. Mesmo assim, o Brasil247 diz que Maycon enfiou uma “baioneta no coração da democracia”.

Claro que tudo não passa da típica encenação esquerdista, pois, ao descobrirem que Maycon foi ingênuo e não percebeu que estava sendo vítima do controle de frame desonesto dos apologistas de criminosos, disseram que ele se opôs aos “direitos humanos, garantidos à humanidade desde a Declaração Universal, de 1948”.

É óbvio que Maycon não se opôs à democracia, mesmo que tenha demonstrado idéias ao mesmo tempo fortes como especialmente ingênuas politicamente, mas, por outro lado, o Brasil247, ao patrulhar a Revista Veja por ter dado espaço a alguém de quem eles não gostam, com certeza é anti-democrático e totalitário. Como aliás, é todo esquerdista.

Na mesma toada, temos o texto de um tal de Paulo Nogueira, que seria ex-diretor da Abril (citado no artigo do blog petista):

Tantos jovens brilhantes emergindo nos protestos, e eis que a Veja consegue escolher, para dar nas suas Páginas Amarelas, um certo Maycon Freitas que tem sido, justificadamente, chamado de ‘débil mental’ nas mídias sociais.

Bom, a partir de agora que os esquerdistas não reclamem serem chamados de ‘débeis mentais’, pois, de acordo com o livro de regras de Paulo Nogueira, chamar o oponente de ‘débil mental’ é lícito e justificável.

Aliás, Nogueira fala em “tantos jovens brilhantes emergindo nos protestos”, mas provavelmente só citará pessoas da esquerda, que, ao invés de defenderem a morte de criminosos, apóiam genocídios do estado contra o cidadão pagador de impostos.

Veja o que Nogueira considera como se fosse uma abominação no discurso de Maycon:

Uma mensagem conta quase tudo: “Marcelo Freixo, vai dar meia hora de cu com o relógio parado e chupar um canavial de rola, seu filho da puta. Direitos humanos é o caralho, seu FROUXOOOOO!!!!!!” Outra mensagem de Maycon afirma o seguinte: “Bandido bom é bandido morto”. […]A terra de sua adoração são os Estados Unidos. Ele vibrou quando a família do jovem acusado em Boston não encontrou cemitério. “Por isso que sou fã dos EUA. Enterrar vagabundo é o cacete. Manda pro Brasil. Aqui vagabundo tem direito.”

Assim como eu já disse anteriormente, a única coisa pela qual Maycon pode ser acusado é de ingenuidade política, por isso criticou os “direitos humanos”, ao invés de criticar apologistas do crime que se fingem de defensores de “direitos humanos”.

Por outro lado, rejeitar apologistas do crime é uma atitude absolutamente moral, muito mais moral que a de postura de Marcelo Freixo (mesmo que eu não defenda a apologia ao crime feita por Maycon, que se entende como irritação e ingenuidade diante de um esquerdista psicótico que só possui empatia por criminosos, mas jamais pelas vítimas). Freixo tem uma carreira de priorização da defesa de criminosos em detrimento do cidadão honesto. É um ser tão desprezível que não se furta a se opor à redução da maioridade penal, demonstrando uma insensibilidade psicopática em relação às vítimas de crimes cada vez mais cruéis de adolescentes bárbaros.

Além do mais, a expressão “bandido bom é bandido morto” pode ser até criticada por alguém que é contra a morte em qualquer circunstância, mas pelo que vemos no noticiário, hoje em dia “cidadão honesto bom é cidadão morto por bandidos impunes” é o lema da esquerda, e este é um lema muito mais imoral que o de Maycon. E se por bandido considerarmos os criminosos violentos, como latrocidas, sequestradores, assaltantes à mão armada e estupradores, é claro que “bandido  bom é bandido morto”. Claro que eu não diria o mesmo de um ladrão de laranjas.

Além do mais, a dificuldade de se achar um cemitério para criminosos tão abjetos quanto os do atentado de Boston (que a esquerda chamaria de “vítimas da sociedade”, ao invés de criminosos cruéis) é um sinal de que devemos elogiar os Estados Unidos por sua rejeição ao crime. Sinal de que moralmente nós, brasileiros, temos muito que aprender com eles.

Com os frames adequados, Maycon poderia demolir Nogueira se quisesse.

Nogueira segue:

Seu heroi, claro,  é Joaquim Barbosa, o “guerreiro”. “Fique firme, suporte com galhardia e não esmoreça jamais”, escreveu ele sobre JB. “Toda a nação depende do senhor.”

Agora entende-se o rancor do Brasil247 contra Maycon. Para eles, quem apóia a punição dos criminosos do Mensalão é um “reacionário”. Como sempre, basta investigarmos a esquerda falando que a agenda aparece. Sob pressão, eles entregam os pontos e confessam suas motivações.

[Maycon diz que] O Brasil é um “país de merda”, por este tipo de coisa, composto por um “povo de merda”. [e Nogueira julga essa declaração como se fosse uma blasfêmia]

Ué, que eu saiba o patriotismo irracional e o nacionalismo extremado (onde não se pode criticar o país natal) não eram coisas que a esquerda dizia ser da direita? Mas, como sempre, eles se revelam. A partir do momento em que o partidão está no poder, não se pode criticar o Brasil…

Ele diz que é vascaíno ao publicar uma foto de uma latinha de Coca Zero com a inscrição “Flamerda”.

Este é o nível do debate esquerdista hoje. Até uma piada de alguém sobre futebol é motivo para patrulhamento. Não é possível descer mais baixo que isso.

Teme a ‘ditadura comunista’, bem como a ‘ditadura bolivariana’, e isso mostra que ele é, essencialmente, um homem assustado. Importante notar: ele é irrelevante. Não influencia ninguém.

Aqui o jogo é a provocação de parquinho. Algo como dizer “ele não influencia ninguém, ninguém viu”, mas mesmo assim o Brasil247 gasta dois posts só para xingar o sujeito. Nada mal para quem não influencia ninguém…

Aliás, todo criminoso depende de que as vítimas não estejam precavidas a respeito do crime planejado. Por isso Nogueira está tão irritado com o fato de alguém temer a ditadura comunista ou  ditadura bolivariana. Vê-lo cometer esse ato falho simplesmente não tem preço.

Nada da mente fanática de Maycon apareceu na entrevista, feita pelo jornalista Álvaro Vale, ao qual ele agradeceu a gentileza no Facebook.

Vejamos. Demonstrar interesse pelas vítimas (ao invés de preferir os bandidos, como faz a esquerda) é fanatismo. Criticar o Brasil por ser um país de 50.000 homicídios por ano, e onde a violência criminal é glorificada pelos intelectuais orgânicos da esquerda, é fanatismo. Apoiar Joaquim Barbosa pela punição a corruptos do partidão é fanatismo. Quer dizer, para o esquerdista, um humano normal, com ambições normais e uma moral que habilita um cidadão a viver em sociedade, é fanático. Mas proteger mensaleiros e idolatrar criminosos não é. É claro que a mente de esquerda não consegue julgar a realidade.

Álvaro é um jornalista de verdade? Se é, por que não confrontou Maycon com algumas de suas aberrações publicadas? Um dia talvez ele, Álvaro, se dê conta de quanto sua reputação se mancha ao fazer um jornalismo tão desonesto. Você lê e se pergunta: é esse o Brasil que emergiu? Só para a Veja. Queremos um Brasil à imagem e semelhança de Maycon Freitas? Talvez a Veja queira. Mas os brasileiros de bem não querem isso.

Assim como no texto do Brasil247, Nogueira tenta a tática da intimidação e do patrulhamento, criticando a Veja por dar espaço a um brasileiro humilde e com preocupações típicas de todo ser humano normal (mesmo que ingênuo politicamente, a ponto de cair no frame de simulação de luta pelos direitos humanos, da esquerda).

Na visão de Nogueira, apenas apoiadores de FARC, apologistas de criminosos e estupradores, e defensores de mensaleiros devem receber espaço na revista. Qualquer um que não se encaixe nesta escória, para, eles “não é um brasileiro de bem”. Está explicado por que eles possuem tanto amor por genocidas.

Fica evidente que todas as “virtudes” da cosmovisão do Brasil247 e Paulo Nogueira são defeitos para os quais devemos causar rejeição social. Devemos, se virmos o blogueiro do Brasil247 e Paulo Nogueira na rua, dizer para alguém que prezamos: “Pode sair correndo que o sujeito ali é louco, ele defende FARC, ama bandidos e endeusa mensaleiros” . Pessoas com as “qualidades” defendidas pela esquerda são ameaças a qualquer sociedade civilizada que se preze.

Toda a encenação do Brasil247 e de Paulo Nogueira justificam todas as preocupações de Maycon.

Cabe a ele agora estudar mais sobre estratégia política e não cair nos truques de frame da esquerda, desonesta e psicopática.

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9 COMMENTS

  1. Foi bom você ter citado o Marcelo Freixo. Quando alguém diz exatamente o que você disse no texto sobre ele, aparece um punhado de gente pra dizer: “Você está é louco, o cara presidiu a CPI das milícias, dizer que ele defende bandido é uma mentira deslavada”. Esse sujeito é adorado como um semi-deus no RJ. Acho que se ele não se eleger Governador do Estado, com certeza ficará com a prefeitura do RJ em 2016.

    • A CPI das milícias, embora tenha investigado organizações criminosas, investigou organizações que foram alimentadas por uma população vítima da violência. Com os frames adequados, pode-se derrubar o Freixo. Mas tem que ser feito sob forma de pressão.

      Abs,

      LH

      • Marcelo Freixo… arrrrrrgh

        O Márcio está certo. É nojenta a atmosfera de culto que se criou em torno da imagem dele aqui no Rio. Tudo quanto é universitário idealista acredita que o Freixo vai ser a solução de todos os problemas da cidade

        Sendo que até agora a única coisa que esse cidadão fez foi reproduzir aquele velho discurso da esquerda festiva de que bandidos devem ser tratados com todo o carinho, que são pobres coitados que nunca tiveram oportunidade na vida etc.

  2. Só para avisar que o Brasil 247 continua a fazer das suas. Aqui, além do assunto principal, eles chamaram Maycon Freitas de “quase fascista”, o que é passível de ser criminalizado como crime contra a honra em suas três modalidades: calúnia (uma vez que é crime alguém propagar fascismo e nazismo no país), difamação (não é muito abonador ser chamado de “fascista” ou “quase fascista”, por mais que esses termos tenham se vulgarizado nos últimos tempos e aplicados sempre que um marxista-humanista-neoateísta não consegue outro tipo de argumento) e injúria (aqui, ficaria a honra subjetiva do Maycon. Por mais casca-grossa que o cara aparente ser, como já dito antes, obviamente que há um impacto pelo recebimento de tal palavra como um qualificativo enquanto pessoa).
    O que Maycon deve fazer? Juntar provas contra o referido periódico e processá-lo. Quanto mais essas publicações dependentes de adjetivos forem processadas por usá-los, mais serão obrigadas a moderar o linguajar. E isso, em efeito-cascata, poderia obrigar MHNs a também pararem de usar termos como “fascista”, “racista”, “homofóbico” e “machista” quando se referem a alguém com quem eles não concordam, se pensarmos na hipossuficiência que uma pessoa física tem em comparação a uma jurídica.

    Ao menos no texto que te passo, vemos o seguinte:

    1) O Brasil 247 diz que o financiamento privado de campanha é mais caro à sociedade do que o público, mas não avisa a seus leitores que o modelo proposto de financiamento público seria o de que algum doador de campanha teria de depositar a grana em um fundo público e que a grana desse fundo público seria dividida conforme o tamanho do partido no Congresso, o que na prática significa que sempre PT e PMDB seriam os maiores beneficiados. Fora isso, a vontade do eleitor de financiar este, e não aquele partido, estaria sendo desrespeitada flagrantemente, fora que o modelo de financiamento público não impede nem nunca impedirá o caixa 2;

    2) Na pergunta sobre escolas, diz a publicação que a Abril comprou uma rede de escolas privadas, mas observe-se que a pergunta fala sobre grau de retorno do imposto em benefícios à sociedade e possível desoneração tributária a pais que optaram por levar seus filhos à escola pública (a pergunta também fala de saúde e segurança). Logo, ainda que tenhamos a notícia da compra, isso não compromete a pergunta em si;

    3) O Brasil 247 não falou nada sobre proibir o uso de jatinhos da FAB, até porque é pauta que os interessa, assim como a leitores não-MHNs que estejam lendo a matéria no presente momento;

    4) Também ficaram silenciosos em relação à pergunta sobre maioridade penal, pois devem saber que há MHNs que querem a redução e não podem se indispor com eles;

    5) Também nada disseram sobre fazer Brasília deixar de ser uma ilha, pois se apoiassem que políticos continuassem defecando e andando para o povo que os elegeu, iriam se indispor com leitores, independente se crentes ou não no marxismo-humanismo-neoateísmo;

    6) Também nada falaram sobre o fim a primariedade para criminosos;

    7) Porém, quando o assunto é voto em lista, ao que se perguntou se “Você aceita ceder aos caciques dos partidos políticos seu direito de escolher o candidato em quem votar?”, o Brasil 247 se revela apoiador do referido sistema e diz que o mesmo fortaleceria partidos e reduziria o espaço para Tiriricas da vida. Porém, o que ele não fala é que tal sistema tolhe o direito do povo votar na pessoa em que desejar e, ao dar poder ao partido, permite que os políticos sigam…. defecando e andando para o povo que os elegeu. Logo, vamos considerar que a publicação é sim apoiadora de que Brasília seja uma ilha e de que políticos continuem tomando Activia com Johnnie Walker no que tange à prestação de contas com quem os elegeu;

    8) Melindrou o Brasil 247 também a sugestão de que se feche embaixadas em países como Coreia do Norte, Cuba e outros. É aqui que eles chamam o Maycon de “quase fascista”. Aqui não vejo tanto problema em o Brasil ter embaixadas nos tais lugares, até porque é sempre bom que haja um lugar que possa ajudar brasileiros que se metam em encrencas em tais países;

    9) Em relação à pergunta sobre pessoas que recebem bolsas estatais, pode haver um exagero por parte de Veja ao se falar que essas pessoas poderiam se decarar impedidas de votar por conflitos de interesses, mas não deixa de ser um alerta importante ao uso de tais recursos para criar currais eleitorais. Seria melhor que se defendesse o voto facultativo sem necessidade de inscrição para uma eleição específica (logo, leia-se a manutenção da obrigatoriedade de tirar título eleitoral);

    10) Brasil 247 também se silenciou em relação aos 39 ministérios, pois devem saber que até mesmo MHNs estão achando demais.

      • Luciano, nada vais falar sobre a condenação de Paulo Henrique Amorim por injúria preconceituosa a Heraldo Pereira? Acabei achando um texto que tenta amaciar as coisas para o lado do dono do Conversa Afiada e meio que usa certas circunstâncias estranhas envolvendo Joaquim Barbosa para dar o disfarce à coisa toda. Observe-se que estão acusando a Globo de estar por trás da condenação ao Amorim, sendo que aqui era única e exclusivamente um processo individual movido por seu correspondente de Brasília contra alguém que o chamou de “negro de alma branca” por não coadunar com ideais marxistas-humanistas-neoateístas que supostamente todas as pessoas de ancestralidade africana teriam de coadunar com os mesmos. Se a Globo deu alguma assistência jurídica a Heraldo, não duvido que fosse a mesmíssima assistência que desse a qualquer outro de seus contratados (uma vez que a empresa em questão tem fama de ser lugar bom para se trabalhar, respeitador das obrigações legais e que não deixa seus funcionários desamparados). Logo, a acusação de censura indireta a Paulo Henrique Amorim não se sustenta como pensam os MHNs, uma vez que não existiria qualquer processo de Heraldo contra o Paulo em questão se o processado não tivesse proferido tais palavras. Aliás, poderia sem problemas criticar Heraldo Pereira caso falasse do trabalho do correspondente em tom educado (algo como “Heraldo errou ao não perguntar isso e aquilo a fulano” ou “Heraldo não apurou isto e aquilo sobre determinado assunto”).
        Só para deixar uma referência, segue o que Reinaldo disse sobre o ocorrido.

      • Só para completar a história toda, segue informação da página do próprio Paulo Henrique Amorim avisando que ele foi absolvido de racismo e que por ora a injúria preconceituosa está sendo votada. Vou concordar que não houve racismo na história, pois ninguém cerceou ou negou serviço a Heraldo Pereira em função de sua cor de pele, mas o que aqui se julga é o tal lance de o ter sido chamado de “negro de alma branca”, que não é muito abonador e é forma sutil de querer obrigar alguém que tenha uma determinada cor de pele a agir de uma determinada forma, sob pena de não ter reconhecida de forma plena sua cor de pele. Também se está julgando porque foi dito que “ele não conseguiu revelar nenhum atributo para fazer tanto sucesso, além de ser negro e de origem humilde”, como se conseguir transitar bem pelos meios políticos e manter boa diplomacia com todos não fosse por si só um atributo. Aliás, Paulo Henrique Amorim sem querer forneceu argumento para quem é contra cotas, que agora poderá dizer que há mais respaldo ainda em quando se diz que alguém talentoso e competente poderá ser julgado por coisas das quais não tem qualquer controle, sendo que Heraldo, como bem sabemos, nunca precisou de qualquer cota para chegar aonde chegou. E, com certeza, ninguém aqui quer que alguém de origem humilde ou com determinada cor de pele que tenha chegado ao topo graças a seus talentos os tenha postos em dúvida porque há sistemas que premiam alguém por algo que não talento e competência ou que indiretamente digam que aquela pessoa seria uma incapaz que precisaria de uma ajudinha para conseguir passar à frente dos outros.

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