Lula confessa a própria mentira (“PSDB é de direita”) ao reconhecer o óbvio: “não há candidatos de direita”

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A felicidade de Lula no vídeo acima é contagiante! Tanto que ele cometeu um terrível ato falho, ao reconhecer a prática da Estratégia das Tesouras, de Lenin.

Esta tática diz exatamente o seguinte: crie uma falsa oposição, que não é uma oposição de verdade, para dar a impressão de competitividade em torno do poder. Justiça seja feita, pelo discurso de Lula e uma análise da atuação de FHC ao longo dos anos, a estratégia parece partir não do PT, mas de uma aliança entre PT e PSDB.

Algo como: “Vamos continuar fingindo uma falsa disputa aqui, de forma a fazer a patuléia crer que somos oposição. Tudo para evitar que surja algum candidato de direita, que seria a verdadeira oposição, e que pudesse desinchar um pouco o estado… isto seria ‘o horror, o horror'”.

O problema é que Lula não combinou o jogo com seus militantes que insistem em chamar o PSDB de direita.

Mas, enfim, se Lula reconhece que “não há candidatos de direita” disputando os altos cargos, então pela lógica o PSDB é de esquerda. Mas se eles chamam o PSDB de “partido fascista”, então eles reconhecem que o fascismo é esquerdista.

Sim, novamente Lula acertou, pois o fascismo cultua inchaços estatais tanto quanto o marxismo.

Será que Lula estava sóbrio neste discurso? Acho que ele soltou a língua demais…

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3 COMMENTS

  1. Imagina, Luciano. Tanto o PSDB quanto o PT são de direita, o PT traiu suas origens, foi a maior decepção da esquerda brasileira.

    Saindo da ironia, eu escuto isso umas 92408265640465 vezes por dia, na maioria das vezes de esquerdistas (geralmente adeptos de PSOL, PSTU e cia) e também de pessoas tidas como “leigas” ou que se declaram “de centro”. Para essas pessoas, dizer que o PSDB é de esquerda é uma burrice completa e ser ousado em proferir que o PT não deixou de ser um partido esquerdista é algo para ser tratado em um manicômio. É sério, parece que as pessoas espumam pela boca só de escutar essas coisas.

  2. Luciano, mais uma ronda no que a mídia tem feito:

    1) Sakamoto evocando uma suposta extrema direita que sabemos não existir. Observe-se que novamente ele vem dizer que paulistas e paulistanos seriam nazistas incubados. Aliás, continuo lhe pedindo para que faça uma postagem sobre essa onda dos marxistas-humanistas-neoateístas brasileiros em querer tecer São Paulo, tanto fazendo se estado ou cidade, como um lugar eivado de racismo, supremacismo e outras coisas ruins (sendo que foi lugar onde os mesmos MHNs conseguiram muitas vitórias e é o principal centro de marxismo-humanismo-neoateísmo do país). Observe-se inclusive que ele vem falar que “em São Paulo esse povo é violento, mas numericamente pequeno”, com “esse povo” significando a tal extrema direita. Porém, se a “extrema direita” a que ele se refere for neonazismo, de fato eles são violentos, mas numericamente pequenos. Porém, sabemos que ele está querendo aterrorizar o povo e dizer que todo mundo contrário ao MHN seria esse “violento, mas numericamente pequeno”, mesmo sendo pacífico e numericamente grande. Por isso que volto a bater na tecla de que seria bom falar sobre a propagação de ódio a São Paulo que esse pessoal tem feito.
    Vem Sakamoto falar de cartazes ridículos e dizer que estão querendo reeditar o golpe militar, mas obviamente que ele não vai dizer que as tentativas de bolivarianização daqui são a coisa mais evidente que vemos por ora. Os próprios comentaristas falam que estão querendo tomar pelo todo o que era meia dúzia de gatos-pingados. Observe-se que parte dos cartazes apenas está protestando contra absurdos a seu modo, não havendo crime nisso. Observe-se que ele põe como absurdo alguém querer pena de morte para corruptos (ué, na China não é assim?), o que me faz suspeitar que esteja preocupado com mensaleiros, por exemplo. Ele também acha absurdo que as pessoas sejam contrárias ao marxismo-humanismo-neoateísmo ou a bolsas que somem mais salário que o mínimo, por exemplo;

    2) Talvez fosse bom falar aqui da decadência de Eike Batista, seguindo aqui uma referência. Falo isso porque sua “invenção” foi uma mostra de tentar aplicar modelo inspirado na condução econômica do fascismo (que o gramscismo tomou como seu, mas não está obrigatoriamente preso a ideologias e já foi aplicado no Japão pós-Guerra, na Coreia do Sul e outros lugares com algumas variaçõeS). Observe-se que quiseram reduzir o número de empresas e deixar esses empresários bem “parças” do governo, inclusive conseguindo muitos contratos públicos.
    Acaba sendo aquela cessão de parcela de poder que não afeta tanto assim o projeto de poder, uma vez que constata que empresários aderem a quem estiver no poder independente de quem seja. Porém, no caso de Eike, há o tal lance de se jogar muito com futuros, o que acabou gerando o quadro que conhecemos pelo noticiário recente (muito diferente, por exemplo, de ter o Gerdau como outro “parça”). Claro que teremos muitos outros capítulos nessa história, mas pode ser que o MHN brasileiro caia pela economia, uma vez que poderá perder a sustentação dos empresários que “inventou”;

    3) Mais uma da Carta Capital sobre a tal direita que supostamente seria muito maior do que é. Observe-se que Marcos Coimbra vem dizer que não há uso de Bolsa Família como coronelismo (mesmo que coincidentemente haja maior votação nos MHNs nos lugares onde há mais presença de tal programa), que o governo não é inchado (mesmo tendo atualmente 39 ministérios, sendo que partiu de 34), tem municípios demais (ainda que aqui se possa concordar em parte, mas desde que só se aceitasse novos municípios se eles tivessem um conjunto mínimo de dispositivos urbanos), vem querer dizer que Joaquim Barbosa seria herói da tal direita (mesmo tendo votado a favor de cotas e outras coisas), vem querer dizer que o mensalão não foi bem isso, que a liberdade de imprensa não está ameaçada (mesmo quando a Globo é enxotada de manifestações) ou que Dilma não antecipou a eleição, isso sem falar que não estaríamos muito mais voltados a países improdutivos como Argentina e Venezuela em vez de outros mais fortes, fora querer insinuar que MHN seria a modernidade, em vez do anacronismo que é.

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