Por que o show de ferocidade de Aloisio Mercadante não fracassa?

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aloisio

Uma das melhores tiras com o personagem Garfield, de Jim Davis, é uma onde o gato gordo vê a chegada de um enorme cachorro, e lança um estrondoso som em direção ao canino. O cachorro foge. Garfield olha em direção ao leitor e diz: “Um dia esse show de ferocidade vai fracassar…”

Passei a usar o termo show de ferocidade para toda encenação de um poder que na verdade alguém não tem. Mas como diria Saul Alinsky, “poder não é o que você tem, mas o que o inimigo pensa que você tem”.

Nessa toada, Aloisio Mercadante, do PT, já sai com suas ameacinhas: “Eleitor vai cobrar caro se congresso não ouvir a rua”.

O problema é que falta no congresso alguém de oposição para chamá-lo de desonesto e mentiroso, ao tentar fingir  que “as ruas querem o plebiscito da reforma política”.

O protesto popular, de várias vozes, incluiu demandas de esquerda, como o passe livre (que não existe), e de direita, como a melhoria da segurança pública. Algumas vozes clamaram pela redução da maioridade penal e outras pela PEC 37.

Por que o plebiscito proposto por Dilma não ouviu a voz “das ruas”? Por que de novo é a eterna mania do esquerdista beneficiário usar um coletivismo exacerbado de maneira logicamente injustificada para capitalizar politicamente.

Imagine se alguém dissesse o seguinte à Mercadante: “O PT é um partido tão amoral, tão abjeto e tão desonesto que tenta fazer um plebiscito para fingir existir um clamor popular pela reforma política, que no final só beneficia o PT (pelo uso de dinheiro público na campanha, e o PT é dono do dinheiro público hoje), mas ignora o pedido de 93% da população pela redução da maioridade penal. Se o partido quer citar as “ruas”, por que não dá o direito do povo escolher se quer ou não reduzir a maioridade penal?”.

Claro que ninguém tem coragem de dizer isto, mesmo que um plebiscito focado em aumento de segurança da maioria dos cidadãos atenda à maioria dos cidadãos decentes do país. Isso acontece por que não há políticos de direita com direito de arena. E os poucos que tem usam luvas de pelica para bater no PT.

Mas se surgisse uma oposição assertiva de direita, obviamente o show de ferocidade de Mercadante fracassaria…

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3 COMMENTS

  1. Isso sem contar que ele sabe muito bem que o eleitor brasileiro tem memória curta, e que na próxima eleição votará nos mesmos bandidos. Tá mais pra ameaça de parquinho (“vou chamar minha mãe”) que ferocidade…

  2. Sobre reforma política, Eduardo Maretti tem medo da guinada conservadora no Congresso. Obviamente que ele só considera como conservadores os empresários (sendo que, como sabemos pelo nazifascismo e que o gramscismo aproveitou, eles aderem a qualquer regime e até mesmo apoiam o marxismo-humanismo-neoateísmo quando são grandes, em contexto de querer barrar a concorrência), os ruralistas (sendo que por vezes estes apoiaram marxistas-humanistas-neoateístas se esses agiram do jeito que eles queriam) e evangélicos (obviamente que não conhecem os do Genizah e desconsideram o apoio de Edir Macedo e amigos).
    O articulista preocupa-se com o aumento de evangélicos, até porque essa bancada está maior que a dos sindicalistas em 12 parlamentares e poderá aumentar. E cria uma falsa solução única de dizer que só se acabaria com o privilégio dos candidatos endinheirados se campanhas forem financiadas pelo imposto do contribuinte (sendo que isso, como bem sabemos, é tudo aquilo que o PT quer)

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