Jean Wyllys rejeita a ciência e adota o obscurantismo de vez: “Aumento do número de casos de AIDS em jovens gays é por causa da homofobia”

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jean-wyllys

Fonte: Holofote

O ex-BBB e deputado federal Jean Wyllys – gay assumido – participou nesta quinta-feira (1/dez), ao vivo, do programa Manhã Maior da Rede TV  como convidado do quadro Perfil. O parlamentar  que entrou para política  após ficar conhecido por sua participação no reallity show BBB, exibido pela Globo, em 2005, defende no plenário projetos de lei relacionados aos homossexuais.

Para o parlamentar, um dos motivos do aumento dos casos de jovens infectados com o HIV é homofobia:

’Tem crescido o número de jovens gays entre 14 e 24 anos infectados pelo HIV e isso faz parte da homofobia, porque a homofobia destrói a relação de autoestima do jovem consigo mesmo. O jovem gay não tem modelos de afeto na publicidade, na TV. Ele não vê o beijo representado, então vai viver uma sexualidade clandestina. Portanto, um sujeito vulnerável à infecção. O crescimento da infecção por HIV nesses jovens tem a ver com a homofobia”.

De acordo com um relatório divulgado pelo Ministério da Saúde na última segunda-feira, dia 28/nov, a presença do vírus HIV em jovens homossexuais entre 15 e 24 aumentou entre 1990 e 2011. Há 21 anos, 25,2% dos homens nesta faixa etária infectados com o vírus da aids faziam sexo com outros homens. Esse percentual quase dobrou este ano, atingindo 46,4%.

“Estamos buscando entender os aspectos de vulnerabilidade dos jovens gays, e quando falamos neles, também temos que falar dos travestis. Temos uma preocupação específica com isso, com entender a vulnerabilidade desse setor. Achamos que para esse público não falta conhecimento: 95% deles sabem que a melhor forma de prevenir a aids HIV é a camisinha”, afirmou Padilha, Ministro da Saúde.

Meus comentários

Tudo bem que o jogo do vitimismo tende a funcionar na política, mas esse discurso de Jean Wyllys ultrapassa as raias do ridículo. Tanto que fiz pesquisa em mais de uma fonte para verificar se a notícia não é um “hoax”. Não, não é. Jean Wyllys realmente disse a estultice acima.

Na verdade, os gays tem maior tendência a serem contaminados por HIV por viverem uma vida normalmente mais promíscua. (E isso não significa que todos os gays sejam promíscuos, mas sim que possuem uma maior tendência à promiscuidade)

Vamos avaliar a questão sob a ótica da psicologia evolutiva. A fidelidade só tem um ‘cui bono?’ em termos darwinianos: a proteção da prole. E quando falamos em prole, falamos de filhos naturais, nascidos de um casal heterossexual, levando adiante os genes do casal.

Por isso, o comportamento que tende a fidelidade “sobreviveu” em nossa espécie. A prole, que carrega o gene do casal, é indefesa demais para se dar ao luxo de ficar sem a proteção do pai. Logo, nossa espécie, para ter sucesso em termos evolutivos, precisou ter esse instinto selecionado pela seleção natural.

Indivíduos gays não constituem casais que criam uma prole que transfira os genes de ambos adiante. Desta feita, indivíduos que não nutrem atração sexual pelo sexo oposto não precisam ter a tendência à fidelidade como comportamento selecionado. Claro que isso não implica que tenham que ser infiéis. Mas o instinto de fidelidade, em termos evolutivos, é desnecessário para gays, mas essencial para heterossexuais.

A vida mais promíscua aumenta o risco de doenças venéreas. Aliás, pode-se dizer que o conceito de família, conforme defendido pelos teístas, é um comportamento muito inteligente do ponto de vista darwiniano.

Quando gays tentam adotar crianças ou se casarem, estão apenas tentando “copiar” um estilo de vida que a natureza “selecionou” para os heterossexuais, para aumentar a chance de sobrevivência dos genes deste casal. Aliás, isso explica por que casais conservadores, que valorizam a família tradicional, rejeitam tanto o estilo de vida “alternativo” dos casais gays. Eles tem medo que esse estilo de vida influencie sua prole, que, se influenciada, pode ter reduzidas as chances de transferir seus genes adiante. Mais uma vez, nota-se que o comportamento conservador é mais inteligente em termos darwinistas.

Isso não significa que devamos proibir o casamento gay, e é exatamente por isso que uma opção racional para os conservadores seria defender a liberação do casamento gay, mas ao mesmo tempo ter o direito de criar seus filhos longe de escolas que influenciem seus filhos neste estilo de vida “alternativo”. E, se a educação vem do estado, ela não deve ser utilizada para influenciar os filhos de um casal em um comportamento que seus pais rejeitem. Assim, atenderíamos tanto ao princípio da liberdade como também da escolha racional pelo estilo tradicional de família dos conservadores.

Se Jean Wyllys tivesse estudado o básico de darwinismo, incluindo seleção multi-nível, saberia que não faz sentido associar a promiscuidade gay à “homofobia”, mas sim à ausência de um “cui bono?”, em termos evolutivos, para a tendência a fidelidade em gays.

E esse é o tal que fica chamando os religiosos de “obscurantistas”. Mas pelo nível do discurso totalmente anti-científico (e sem evidências, diga-se, de passagem) dele, nota-se que o maior obscurantista da história é ele.

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66 COMMENTS

  1. Não só a promiscuidade é fato de risco, a chance de um homem pegar AIDS de um mulher por via vaginal é menor que uma mulher na mesma relação e a chance de contágio na relação anal seja homo ou hetero é muito maior e isso é um fato anatômico e fisiológico.

  2. Jean Wyllys também ignora que o sexo anal tem um risco de transmissão de AIDS 18 vezes maior do que o sexo vaginal. Junte isso à alta taxa de promiscuidade entre os homens homossexuais e o resultado é uma taxa de AIDS 50 vezes maior entre os homens homossexuais do que na população em geral.
    Como a natureza é homofóbica!

  3. pensei que a pessoa pegava HIV por não usar camisinha.. Até pq casais heterossexuais e também transam clandestinamente e também são suscetíveis a pegar HIV se não usarem camisinha.. Então tudo estão a transmissão da doença é devido a promiscuidade e ao NÃO uso da camisinha. Acho que o Deputado faltou essa aula na escola. tsc tsc

    • Jean Wyllys ‏@jeanwyllys_real 8 jul
      1. Quando um site chamado “Defesa hetero” posta vídeo-“aula” de professora “cristã espírita” contra o sexo anal devemos levar isso a sério?

      Foi uma das explanações dele sobre esse vídeo. Com certeza tem mais algumas.

      • Que grande argumento, a cada dia esse pobre coitado se mostra mais despreparado, é interessante como o sujeito, que tinha tudo para se tornar um debatedor de nível razoável no mundo político, cada dia afunda mais nos truques esquerdistas, necessários para o manter no seu mundinho e encantar a platéia (um bom caso da “estupidez astuta” que o Olavo tanto fala).

      • Acho ideal quando o esquerdista não refuta a informação (pois não tem condição de refutar a realidade) e parte para a ridicularização da fonte, seguida com uma falácia boba da ‘consideração da seriedade’ —

        Acho ideal, porque depois de apontar a não refutação, nos dá autoridade moral para ridicularizá-los com base nos mesmos termos, só que com um adendo…nós apresentamos a informação de conteúdo teórico e científico primeiro….ou seja…o esquerdista é que está no modo de defesa…

        aí é só incentivar o delírio do indivíduo frente à patuleia com informações como essa:

        http://www.pr.gonet.biz/index-read.php?num=2832

        http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/14310-casamento-gay-sexo-anal-cura-hetero-e-homossexualismo-obrigatorio.html

        depois assistimos tranquilamente o xilique.

    • Alexandre, não precisamos chegar a tanto. É possível que no ano que vem ele seja reeleito e sem puxada de votos de Chico Alencar, é verdade, pois de alguma forma iria capitalizar seus votos em cima dos homossexuais de todo o Rio de Janeiro. Porém, há o risco de ele não ter “combinado com os russos” e os homossexuais simplesmente não votarem nele (vamos considerar que em quatro anos os gays se tornaram mais safos e estão notando que tem gente querendo usá-los de massa de manobra, vide o decréscimo de participação em paradas gays). Também há a possibilidade de Chico Alencar, o responsável pela puxada caso Jean não consiga votos suficientes, também não receber muitos votos e nessa, não termos PSOL-RJ na próxima legislatura.
      Outra coisa que temos de levar em conta nesses quatro anos que se passaram é que as bancadas evangélica e da família têm tudo para aumentar na próxima legislatura. Ocorreu o “efeito massa de bolo” contra o Feliciano e os marxistas-humanistas-neoateístas não se deram conta que, quanto mais batiam no filho de Orlândia, mais ajudavam a que ele crescesse e levasse a reboque a bancada a que pertence. Não me parece que Silas Malafaia, após o que com ele ocorreu nos últimos tempos, disponha-se a indicar alguém que seja de matiz MHN para que as pessoas votem. Provavelmente ele irá se posicionar como influenciador de uma forma em que não apenas não indique alguém MHN como também não indique alguém que seja aliado de MHN. E isso, queiramos ou não, terá seu peso, ainda mais considerando que os evangélicos não aceitarão ser tachados de fundamentalistas e alguém dizer que eles são comparáveis a quem amarra bombas no corpo para se explodir em algum lugar.

      Também temos de levar em conta tudo indicar que os católicos entrem mais acentuadamente na política como tal (aqui seguindo a recomendação do papa Francisco) e também gerar efeitos na próxima legislatura. Não parece, mas os católicos, ainda que como um todo tenham reações mais lentas que os evangélicos, têm um peso em eleições maior que o de evangélicos, uma vez que estamos em um país de maioria católica e que daqui a uns dias irá sediar a Jornada Mundial da Juventude (e não duvido que o atual papa irá nesse período de alguma forma ajudar a dar um impulso em figuras influenciadoras que sejam conservadoras, mas no tal jeito conservador bonachão de um avô simpático que o próprio Sumo Pontífice tem).
      Há o risco de o voto religioso ser guinado para MHNs pelo pessoal da Teologia da Libertação e dos Genizahs da vida? Há, mas ainda assim, estamos com menos amarração de cachorro com linguiça do que outrora.

      Somemos aí também que após as manifestações de junho, os MHNs em geral não estão muito em alta e sem querer fermentaram seus próprios inimigos (vide as pessoas que expulsaram os partidos das marchas) quando queriam guinar as manifestações para aquilo que lhes interessava (vide em São Paulo a tentativa de ir contra Geraldo Alckmin, contrabalançada pela jogada de xadrez de permitir que os black blocks derrubassem o portão do Palácio dos Bandeirantes bem em frente de toda a mídia, fornecendo assim fartas provas para a ação da polícia contra os tais). Claro que Dilma acabou por chamar à mesa só os movimentos chapa-branca, mas ainda assim pairou um belo clima de ilegitimidade na coisa toda, que só aumentou com o fracasso da tal greve geral.
      Logo, como se pode observar, ainda que esteja em curso uma tentativa de bolivarianizar este país, a oposição a ele é muito mais safa que a venezuelana e o eleitorado, também. Logo, mesmo que Jean seja eleito e tenha apoio de Chico Alencar e outros representantes do marxismo-humanismo-neoateísmo, tudo indica que sua tarefa será proporcionalmente mais difícil que a de outrora.

  4. Caro Luciano, valeu a aula de ciência (que é onde a turma do mov. gay gosta de dialogar)

    Tá fácil pegar essas criaturas no flagra. Teus artigos (aulas) só ajudam nesse sentido. Mas, alguns pontos em dúvida:

    “[…]e é exatamente por isso que uma opção racional para os conservadores seria defender a liberação do casamento gay, mas ao mesmo tempo ter o direito de criar seus filhos longe de escolas que influenciem seus filhos neste estilo de vida “alternativo”.[…]”

    Mas a instituição ‘casamento’ não é uma invenção (um ‘mecanismo de defesa evolutivo’) criada pelo conservadorismo que só pode beneficiar o estilo de vida conservador e não o oba-oba- nada inteligente, de acordo com Darwin- do libertarianismo gay??

    E defender essa liberação não é dar mais poder ao Estado (que já é exageradamente contra o estilo de vida conservador)?… Onde este Estado acabará por arbitrar na vida do cidadão em assuntos de ordem moral que não lhe cabem?

    E duma situação dessa como poderia surgir uma ‘alternativa de criação viável (e saudável)’ para os pais conservadores que não seja o do homeschooling?

    Hoje mesmo pela manhã estava assistindo o programa do Instituto Mackenzi, que faz parte da Igreja Presbiteriana. Lá pelas tantas surgi o assunto ‘PALMADA’. Duas “especialistas” APARENTEMENTE formadas no próprio Instituto, DEFENDENDO a tal ‘lei’ – que ACABOU DE SER APROVADA nessa terça- que criminaliza a criação conservadora nas crianças.

    “E, se a educação vem do estado, ela não deve ser utilizada para influenciar os filhos de um casal em um comportamento que seus pais rejeitem.[…]”

    Mas não é o que acaba acontecendo (ainda mais com toda essa influência gramscista)??

    Ontem minha sobrinha de dois aninhos veio até a mim e me mostrou toda feliz o fichário da creche que os pais recebem com a foto da turma dela com a professora, histórico, propostas educacionais… Depois da apresentação talentosa e efusiva (Rsss) dos coleguinhas que elea fez, observo em letras pequenas no fim da primeira página uma frase curta e, pro meu espanto (nem tanto, admito), o nome do autor: L. S. Vigotski.

    “Assim, atenderíamos tanto ao princípio da liberdade como também da escolha racional pelo estilo tradicional de família dos conservadores.”

    O único princípio de liberdade que funciona (e evolui) pra mim é o da eterna vigilância. Liberdade que se fundamenta em quebrar princípios pra negá-los em nome de algo inédito só serve para criar um ambiente de confusão, apatia espiritual e irracionalismo (inclusive alcançando com o tempo o próprio estilo de vida conservador).

    abs

    • Anderson,
      Obrigado pelas palavras, vamos a alguns argumentos.
      Mas a instituição ‘casamento’ não é uma invenção (um ‘mecanismo de defesa evolutivo’) criada pelo conservadorismo que só pode beneficiar o estilo de vida conservador e não o oba-oba- nada inteligente, de acordo com Darwin- do libertarianismo gay??
      Sim, mas deve ser dado o direito dos outros não seguirem esse comportamento evolutivamente selecionado, para que, enfim, ele não seja tão facilmente atacável. Aliás, se esse comportamento dá margem a outros comportamentos alternativos, ele se torna inatacável.
      E defender essa liberação não é dar mais poder ao Estado (que já é exageradamente contra o estilo de vida conservador)?… Onde este Estado acabará por arbitrar na vida do cidadão em assuntos de ordem moral que não lhe cabem?
      Na verdade, o ideal seria que o estado não arbitrasse nem no casamento heterossexual. Mas, se os gays querem se casar também, por que não deixá-los fazer isso? Essa permissão, por si só, não configura maior poder ao estado, pois ele já legisla o casamento heterossexual.
      E duma situação dessa como poderia surgir uma ‘alternativa de criação viável (e saudável)’ para os pais conservadores que não seja o do homeschooling?
      Somente se o conservadorismo se colocar como estilo de vida opcional,e não obrigatório. A partir daí, os pais conservadores deverão processar o estado se seus filhos forem doutrinados em causas gayzistas, por exemplo.
      Mas não é o que acaba acontecendo (ainda mais com toda essa influência gramscista)??
      Sim, está, e por causa de uma quantidade absurda de erros estratégicos da direita. As “trincheiras” da direita tem sido equivocadas.
      O único princípio de liberdade que funciona (e evolui) pra mim é o da eterna vigilância. Liberdade que se fundamenta em quebrar princípios pra negá-los em nome de algo inédito só serve para criar um ambiente de confusão, apatia espiritual e irracionalismo (inclusive alcançando com o tempo o próprio estilo de vida conservador).
      Mas isso já aconteceu, e por erros estratégicos do próprio conservadorismo. Não há como defender o conservadorismo ATUAL, por que foi ele que DEIXOU a esquerda chegar onde chegou.
      É por isso que a única salvação para o partido republicano é um mix de pessoas de várias frentes, incluindo libertários, pois o conservadorismo tradicional só tem servido para perder batalhas políticas. A postura conservadora tradicional politicamente está morta.
      Por outro lado se copiarmos os princípios esquecidos do iluminismo ORIGINAL (não o iluminismo francês), focando na liberdade como valor fundamental, a direita tem muito a ganhar.
      Veja a diferença.
      O conservador tradicional diz: “O estado deve proibir o casamento entre gays”.
      Isso é dar poder ao estado de definição.
      Um neo-iluminista diria: “O estado não deve definir quem pode fazer ou não qualquer coisa que não prejudique diretamente os outros”.
      Ao permitir o casamento gay, estou tirando uma regulação do estado.
      Entretanto, isso tem um preço, que vou cobrar.
      1. Eu defendo o direito dos gays se casarem
      2. Eu defendo ao mesmo tempo o direito dos conservadores criticarem o casamento gay
      3. O comportamento gay, como qualquer outro, pode ser problematizado, discutido e questionado com ceticismo
      4. Qualquer proibição ao questionamento e a crítica é uma censura, e um crime moral
      Agora, façamos uma análise estratégica.
      Qualquer gayzista poderá te acusar de REPRESSOR, mas ele não poderá fazer o mesmo comigo.
      Entendeu pq eu digo que minha estratégia seria mais benéfica aos conservadores?
      Hoje em dia os conservadores tradicionais entram em campo e a primeira coisa que eles fazem é tirar o colete a prova de balas. Automaticamente, ficam prontos a serem fuzilados no debate.
      Eu, ao contrário, entro no debate, e não só visto um colete a prova de balas, como também um capacete blindado e garanto ter munição de sobra.

      • (cont.) Grato aí, meu brother, pelo tempo e paciência…

        Luciano; “Sim, mas deve ser dado o direito dos outros não seguirem esse comportamento evolutivamente selecionado, para que, enfim, ele não seja tão facilmente atacável.”

        Mas não foi sempre assim? Ainda acho que a questão aqui é com relação a livre-escolha de crença religiosa e não civil (onde o casamento- na concepção cristã- entra como uma parte FUNDAMENTAL do ‘toldo’ mas não é o todo… Poderiam ir na direção de outros dogmas da Igreja, mas escolhem logo esse).

        Veja que estou tentando ver a coisa pela ótica do movimento gay e não de um religioso cristão. É um tanto estranho: a Igreja não obriga ninguém a ser membro fiel dela e muito menos força o Estado a seguir os dogmas dela (a propaganda TEOCRÁTICA bem sabemos vem da ‘religião revolucionária’); porém vem a turma gay(zista) e quer porque quer “DIREITOS” pra seguir com seus comportamentos sexuais individuais e livres (nada contra) DENTRO desse segmento social (a Igreja) e SEM ABRIR MÃO de continuar atacando-a frontalmente (aí não, já é sacanagem). Não gostou das regras afetivas, matrimoniais e biológicas? Seja livre pra se retirar desse “ambiente repressor medieval”, oras.

        Luciano: “Mas, se os gays querem se casar também, por que não deixá-los fazer isso? Essa permissão, por si só, não configura maior poder ao estado, pois ele já legisla o casamento heterossexual.”

        Não será porque o casamento civil (herero) está atrelado ao Direito Natural, que por sua vez se baseia na ética cristã? E aí essa pequena e insignificante mudança legislativa (de um ‘direito adquirido’ não acabaria derrubando de frente pra trás o resto do dominó jurídico que vem preservando até aqui aquilo que conhecemos como civilização ocidental?

        Luciano: “Somente se o conservadorismo se colocar como estilo de vida opcional,e não obrigatório. A partir daí, os pais conservadores deverão processar o estado se seus filhos forem doutrinados em causas gayzistas, por exemplo”

        Mas o conservadorismo já não se coloca dessa forma opcional, Luciano? Então não há mesmo alternativa viável que não seja o do enfrentamento direto com o Estado (essa entidade cada vez mais rica e poderosa e por isso cheia de meios pra esmagar o pobre do cidadão que não possui nem $, nem poder e muito menos domínio sobre a legislação do seu país). Se correr o bicho pega…

        De resto concordo com tudo o que disse, com a postura conservadora tradicional politicamente estar morta (inegável isso… A conversa fiada dos socialistas (light, diet, X-TUDÃO, bagaças…) conseguiu a façanha até de colocar pra lutar num corner escuro- longe dos holofotes- pessoas que poderiam ser aliadas em campo aberto…). De se fazer um mix das diferentes tendências (até pra usar como PROVA MATERIAL contra a mitológica (e pueril) diversidade intelectual esquerdista (façam-me rir! Rsss). Venho pensando numa forma de juntar fisicamente essa galera, pelo menos pra tomarmos um chopp e fumarmos uns cubanos… O Rodrigo Constantino, o Janer Cristaldo e o Olavão… Vc com alguns protestantes…
        |¬)

        Enfim. Como diz a letra do samba: sonhar não custa nada…

        Aproveito pra fugir um pouco do assunto (nem tanto assim Rsss):

        “Por outro lado se copiarmos os princípios esquecidos do iluminismo ORIGINAL (não o iluminismo francês), focando na liberdade como valor fundamental, a direita tem muito a ganhar.”

        Tô precisando de um bisú (dica) sobre isso aí, das diferenças entre esse iluminismo original e o francês. Tô comentando num Blog considerado espiritualmente pluralista (‘Saindo da Matrix’, não sei se já ouviu falar) mas que- sensatamente- o dono do espaço não abre mão levantar questões mais pé-no-chão (da realidade política e ideológica); se é possível fazer uma analogia entre a Queda da Bastilha e as manifestações nacionais das últimas semanas (como está lá no último post intitulado ‘PARIS EN COLÈRE’). Eu tô achando que não (mas não tô conseguindo sintetizar uma discordância competente na minha precária cachola).

        Aquele abraço

      • Anderson,

        Eu olho muito a política pela ótica da dinâmica social. E hoje vejo que a direita perdeu muitas batalhas politicamente, e eu procuro entender o motivo dessas derrotas, mesmo com o fato do pensamento de direita ser melhor em termos evolutivos.

        Em relação as diferenças dos iluminismos recomendo dois livros fundamentais de Jonathan Israel

        Sobre o Iluminismo Original, do qual sou adepto
        http://www.amazon.com.br/Democratic-Enlightenment-Philosophy-Revolution-ebook/dp/B00650R2XW/ref=sr_1_13?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1374026322&sr=1-13&keywords=jonathan+israel

        Sobre o iluminismo francês, ao qual me oponho
        http://www.amazon.com.br/Radical-Enlightenment-Philosophy-Modernity-ebook/dp/B0071YOVIK/ref=sr_1_14?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1374026322&sr=1-14&keywords=jonathan+israel

        Abs,

        LH

  5. Não achei anti-científico, seria se houvesse algum trabalho científico afirmando que o que ele disse está errado. E se a promiscuidade aumenta a transmissão do HIV, isso não contradiz que haja relação também com a homofobia.

    • PQP!

      A esquerda inventa tantas regras lógicas bizarras (todas ilógicas, evidentemente) que é difícil até acopmanhar.

      Agora tudo se torna científico quando não tem um trabalho científico negando o que alguém disse hehehehehe…

      Detalhe que a afirmação de Wyllys sobre aumento de casos de HIV em jovens gays ignora toda e qualquer informação científica mostrando os motivos desse aumento, e daí ele inventa um mito para justificar o aumento.

      Não, não há nada mais anti-científico que isso. Lamento.

      Abs,

      LH

      • Eu não disse que a afirmação é científica, meu ponto é que o fato dele não ter mencionado promiscuidade não significa que esteja sendo anti-científico. Seria o mesmo que alguém dizer que, como seu texto não menciona que há relação entre a transmissão de HIV entre homens e o uso de drogas, logo seu texto é anti-científico porque ignorou este fato. Não é um raciocínio correto. Se é apenas uma afirmação nunca investigada pela ciência, então o correto é dizer que está em aberto na ciência e só. Não que é contrário a ela, ou seja, anti-científico.

      • Só uma coisa. Quando os leitores mencionaram outros fatores científicos, eu os reconheci, como manda a boa prática do pensamento científico. O detalhe do Wyllys e que ele aponta uma causa que não tem absolutamente nada a ver com as causas científicas. Se o que ele afirmou não é anti-científico, então nada é. Podemos afirmar que a causa da maior incidencia de AIDS em gays deve-se a elfos lançando magia e dizemos que “nunca foi investigada pela ciência’. Nonsense!

      • É que eu não entendo anti-científico como não-científico, não ficou claro para mim se é assim que você pensa. Talvez seja este nosso ponto de discordância. Mas algo que estou 100% de acordo é que não podemos sair por aí fazendo afirmações sem fundamentação. Se não há fundamento para a afirmação de que homofobia tem a ver com aumento na transmissão de HIV entre homossexuais, então considero errado as pessoas aceitarem esta afirmação do Jean Wyllys como verdadeira. Homofobia é uma forma de exclusão social, você verificou se existem trabalhos científicos que relacionem exclusão social a comportamentos de risco para transmissão de HIV?

      • O problema é que a crítica ao uma idéia ou comportamento não é uma “fobia”, e aquilo que ele chama de “homofobia” não é nem um tipo de fobia. Embora existam casos de homofobia, raros.

      • Concordo. Por “homofobia” ele quer dizer uma forma de exclusão social, não medo de gay. Mas esta definição dele é a do senso comum e a que existe nos dicionários, então esta não me parece uma via frutífera para refutá-lo. E mesmo que mude o dicionário, futuramente o mesmo poderia ser dito trocando por “exclusão social”.

        O caminho é ver se existem trabalhos científicos que relacionem exclusão social a comportamentos de risco para a transmissão do HIV.

      • Eu tenho alguma experiência em buscar artigos científicos, acho que vou dar uma olhada e se ver alguma coisa dou um alô aqui. Mas não hoje porque tenho que acordar cedo amanhã, até mais.

      • Mas veja o que o artigo diz: “Results indicated that stress related to financial and health concerns were associated with increased risk for substance use, while health concerns and partner-related stress were associated with sexual risk-taking.”

        Não fala especificamente que o pertencimento a um grupo minoritário causa stress.

      • O artigo é especificamente sobre “young men who have sex with men”. O importante é, homofobia é um “life stressor” do artigo? Se a resposta for sim, ele relaciona a “unprotected anal intercourse”.

      • Uma pena não ter uma ferramenta aqui para postar o pdf do artigo. Vou copiar um trecho que está na introdução, o duro é que quem não tem acesso ao artigo completo não vai ter como verificar se é verdade. Ele relaciona “homophobic discrimination” a “sexual risk-taking”:

        “Previous research among LGB youth has shown that gay-related stress (e.g., homophobic discrimination, victimization/harassment, internalized homophobia, and discomfort associated with disclosure of sexual identity) to be significantly associated with adverse mental health outcomes (D’Augelli, Grossman, & Starks, 2006; Hershberger & D’Augelli, 1995; Rosario, Schrimshaw, & Hunter, 2004; Rotheram-Borus, Hunter, & Rosario,1994). Evidence also suggests that these stressors are linked to increased substance use (DuRant, Krowchuk, & Sinai,1998; Jordan, 2000; Rosario, Hunter, &Gwadz,1997) and sexual risk-taking (Garofalo,Wolf, Kessel, Palfrey, & DuRant,1998) among this population.”

      • Legal, agora vamos converter isso em ciência. Qual o percentual de aumento de homofobia, e no que isso se traduziu em aumento de tomada de riscos. Exemplo: se a “taxa” de homofobia era X em 1985 (no advento da AIDS), então se esperava um número Y de contaminações por causa do aumento de aceite de riscos. Se a taxa aumentou em 25% em 1990, espera-se que exista um aumento proporcional. Aí Feliciano teria que comprovar que existiu um aumento de “homofobia” para justificar o aumento de casos de AIDS. O que vai ser difícil, pois nunca a sociedade foi tão tolerante com o homossexualismo como agora…

        Mas agora, como cético, quero ver as evidências e a correlação garantindo a afirmação de Wyllys.

      • A afirmação do Jean Wyllys cita “faz parte da homofobia” e “tem a ver com a homofobia”, não se compromete com números e datas. Não seria correto chamar de anti-científico seu texto sobre promiscuidade só pela falta destes dados, concorda? Me parece que o questionamento seguinte seria, sabemos que existem trabalhos científicos que relacionam “homophobic discrimination” a “sexual risk-taking”. Isso traz coerência à afirmação de que o aumento de transmissão de HIV “faz parte da homofobia” e “tem a ver com a homofobia”?

      • Temos mais problemas em sua alegação. Não está comprovado no texto se os casos de homofobia “de fato” causam stress ou “percepção subjetiva de homofobia”. Por exemplo… hoje em dia muitos gays podem alegar que “sofrem homofobia”, mas não sofrem na verdade, e podem sofrer stress por essa auto-sugestão. Então, a culpa é dos gayzistas que estão criando esta sugestão.

        Por exemplo, no trabalho está sendo demonstrado que “número X de casos de agressao” ocorridos por ano, e registrados, por ano, e que seriam um indicador da HOMOFOBIA DE FATO, aumentou a taxa de stress?

        Ou é só percepção subjetiva de homofobia?

        Lembremos que temos que ser científicos.

        Aguardo.

      • Você está pedindo para demonstrar da afirmações do artigo, significa que está duvidando dele. OK.

        Luciano, para sermos científicos temos que acreditar no que a ciência diz. Afirmações feitas em artigos são os tijolos fundamentais com os quais a ciência é construída. Não aceitá-las é ignorar a ciência. O que também não é necessariamente errado na minha concepção, mas você está martelando que “temos que ser científicos, temos que ser científicos, temos que ser científicos…”. Seja então, aceite as afirmações do artigo.

        Se entendi mal e você acreditou no artigo peço desculpas antecipadas, mas honestamente não me parece o caso. Tomei o cuidado de ler com atenção o que você escreveu

      • Eu posso aceitar as afirmações do artigo, a título de argumento, mas eu fiz a pergunta: quando o artigo diz homofobia fala de “casos de homofobia comprovados no mundo” ou “percepção de homofobia dos entrevistados”? Há uma diferença entre ambas as coisas e isso faz toda a diferença.

        Pode fornecer esse detalhamento, por favor?

      • Reforço minhas desculpas.

        Achei no artigo o quê exatamente ele quer dizer por “Homophobic discrimination”, foram consideradas algumas situações que poderiam ser enquadradas como discriminação por ser homossexual. O entrevistado responde com que frequência tais situações acontecem com ele:

        Experiences of homophobic discrimination were measured using a scale developed by Diaz (Díaz, Ayala, Bein, Henne, & Marin, 2001). These scales measure instances of rejection and verbal harassment associated with participants’ sexual orientation and/or gender nonconformity using a 4-item response format (1 = never, 2 = once or twice, 3 = a few times and 4 = many times; α = 0.72). Three subscales were identified: (1) experiences of homophobia when growing up (e.g., hearing that homosexuals are sinners and will go to hell); (2) evading or managing sexual identity to avoid negative consequences (e.g., moving away from friends and family); and (3) extreme form of homophobic discrimination (e.g., losing a job or career for being a homosexual).

      • Pois é Dr. Strangelove,

        É um fator subjetivo e não relacionado a homofobia de fato, mas sim a uma “percepção do que algúem chama de homofobia”, e como o conceito muda com o tempo, pode ser mais a auto-vitimização de alguém que cause do stress do que um evento real do mundo externo.

        Abs,

        LH

      • Sua visão é que a afirmação do artigo, que comportamento sexual de risco está relacionado a discriminação homofóbica, está mal fundamentada?

      • Minha visão é de que o artigo não faz essa afirmação, mas sim de que o comportamento sexual de risco está relacionado a stress, e isso inclui percepções sobre o mundo que levam a stress. Essa percepções incluem até vitimismo e mania de perseguição.

      • Vou dar um exemplo. Suponha que você, como palmeirense (é hipótese, não disse que vc é palmeirense) adquira uma mania de achar que o São Paulo quer tomar o Palestra Itália. Foi um discurso que se usava uma época, mas era uma lenda urbana.

        Então poderíamos associar o aumento de stress de palmeirenses a TENTATIVAS de tomada do Palestra Itália?

        Abs,

        LH

      • Temos visões diferentes sobre o artigo então, é um impasse. Mas não quer dizer que tenhamos que concordar antes de encerrar a discussão. Eu acho que criamos um bom material sobre o assunto para que os leitores possam consultar nossos raciocínios e tirar as próprias conclusões. Vou propor o seguinte, tanto eu como você postamos um texto de conclusão resumindo o que defendemos ao longo da discussão e encerramos o debate. Quem postar por último claramente terá uma vantagem, neste aspecto me proponho a postar primeiro se você concordar em deixar eu ser o último em um próximo debate. Depois vamos revezando.

        Que tal?

      • Desculpe, mas esse tipo de barganha não vai rolar por aqui.

        Como é que um artigo científico permite “visões diferentes”? Que eu saiba, esse é um atributo de textos metafóricos, não científicos. A questão é que Jean Wyllys afirmou que “homofobia causa aumento de casos de AIDS”. Eu duvidei da alegação dele, e você trouxe o artigo. Agora, você pode escolher manter a defesa de Wyllys, ou RETIRAR a defesa. Isso de jogar para a “galera”, não vai acontecer aqui…

    • Quer dizer que o culpado por um homossexual fazer sexo anal irresponsável e pegar AIDS é quem está dizendo para o homossexual NÃO FAZER sexo anal? Quando um alpinista morrer num acidente, a culpa é de quem é contra o alpinismo? Eu acho que não precisamos de um trabalho científico para dizer que isso é um absurdo…

      • Leo, o tom da afirmação me parece mais no sentido de que o comportamento do indivíduo em relação ao risco pela contaminação por HIV pode influenciado pela situação social em que ele se encontra. Que indivíduos mais excluídos tenderiam a adotar comportamentos de maior risco. Me parece uma teoria razoável, não acho absurda. Vocês verificaram se existe algum trabalho científico que faz este tipo de associação?

        No seu exemplo dos alpinistas, imagine que houvesse uma exclusão social dos alpinistas. E muitos deles precisassem ser cautelosos ao buscarem equipamentos para alpinismo e em alguns casos acabassem praticando-o secretamente. Isto sem dúvida teria impacto na segurança da prática do esporte.

      • Vejamos… Indivíduos que gostem de Mozart, tendem a adotar comportamentos de maior risco, pois a maioria ouve Michel Teló. Indivíduos que não gostam de futebol, e são excluídos das interações futebolísticas, também devem correr maior risco.

        Hehehehehe….

        Eu falei que isso ia dar merda 🙂

        Agora é só levar na sátira, desculpe. O Jean Wyllys fez por merecer.

      • Se houvesse uma exclusão social de quem ouve Mozart ou não gosta de futebol não haveria risco a ser considerado porque isso não envolve atividades perigosas. Gostei do exemplo do Leo porque alpinismo sim é perigoso caso a pessoa não seja precavida, assim como sexo é perigoso caso não haja precaução.

  6. >>>Na verdade, o ideal seria que o estado não arbitrasse nem no casamento heterossexual. Mas, se os gays querem se casar também, por que não deixá-los fazer isso?<<<

    Luciano, o problema que o casamento é uma instituição social que se caracteriza pela união de pessoas baseado em seu sexo biológico e não em sua orientação sexual. Pra permitir esse casamento seria preciso mudar a própria concepção jurídica de casamento, para que deixa de se basear em união de dois sexos, para união de orientações sexuais, e isso abriria margem bizarrices sem fim. Orientação sexual não é "geradora" de direitos, pois é algo subjetivo, que pode mudar de acordo com o freguês e que nem sempre corresponde a realidade (dois sujeitos podem mentir sobre sua orientação, por exemplo, para fingir um casamento e receber os benefícios da união – lógico que um casal hetero também pode fazer isso, mas eliminando a barreira do sexo biológico, essa falcatrua vai se tornar infinitamente vezes mais.

    E abrindo esse precedente, conferindo direitos a orientação sexual para o casamento, nada vai impedir que esses direitos não se estendam para outras áreas e a orientação sexual sirva como pretexto para cotas em universidades, por exemplo.

    Ou seja, permitir que orientação sexual traga direitos pro individuo vai abrir a caixa de pandora jurídica.

    • O problema nesse argumento é que ele incorre numa falácia do apelo à consequência, ou mesmo uma bola de neve.
      Mas o detalhe é que ao escolher essa via de argumentação, você automaticamente saiu do debate. É fácil para alguém da direita dizer que você está “retirando um direito”.
      Outro problema que você citou: as cotas em universidades. Mas você reforça o frame do estatismo ao querer que o estado coloque limites no casamento.
      Eu já vou por uma via oposta: o estado só tem que colocar limites em questões de segurança do cidadão, e segurança nacional.
      É por isso que eu defendo o direito do gay se casar, mas ao mesmo tempo podermos ridicularizar este ato, assim como um ateu pode ridicularizar a religião, e um religioso pode ridicularizar um ateu.
      Veja o estrago que os neo-ateus fizeram no cristianismo sem precisar pedir a proibição da religião.

      • “O problema nesse argumento é que ele incorre numa falácia do apelo à consequência, ou mesmo uma bola de neve.”

        Onde exatamente? Se direitos específicos baseados na orientação sexual podem ser criados para o casamento, o que impediria de não acontecer em outras instituições sociais? È uma simples questão de precedentes.

        “Mas o detalhe é que ao escolher essa via de argumentação, você automaticamente saiu do debate. É fácil para alguém da esquerda dizer que você está “retirando um direito”.”

        Sai de qual debate? O tema do post? Mas esse não era sobre mais uma incoerência gayzista? A defesa do casamento gay é mais uma dessas incoerências, já que não é possível defender um direito que não existe, visto que orientação sexual não confere direitos específicos a ninguém, só existe o direito do individuo “gay” sem impedimentos, assim como o religioso e em exercer sua religião, mas essa liberdade religiosa não dá ao religioso o direito de criar uma Igreja para atuar no campo da engenharia civil.

        Veja, o casamanto não é “direito” exclusivo dos heteros, afinal um gay e uma lésbica podem formar um casal e se casarem, o casamento é um direito do homem e da mulher em quanto sexo biológico. Para tal, seria preciso alterar a constituição, e isso abriria a porteira para bizarrices como a PLC122, por exemplo.

        “Outro problema que você citou: as cotas em universidades. Mas você reforça o frame do estatismo ao querer que o estado coloque limites no casamento.”

        Isso não é “estatismo”, isso não aumenta o poder do Estado, ele continuara exercendo sua função. E outra, proibir o casamento gay não é colocar limites no casamento, é só fazer valer seu “conceito”, que, entre outras características, é a união baseada no sexo biológico, e não na orientação sexual. Toda instituição social tem característica que a determinam e fazer valer essas regras não é limita-las, além de ser uma das funções do Estado, por essa linha de raciocínio seria “estatismo” também o Estado impedir, por exemplo, igrejas de atuarem como empresas de engenharia.

        “Eu já vou por uma via oposta: o estado só tem que colocar limites em questões de segurança do cidadão, e segurança nacional.”

        Mas a realidade é diferente. O Estado é o responsável pela manutenção da Constituição Nacional, e a constituição não se resume a ” segurança do cidadão, e segurança nacional”

        “É por isso que eu defendo o direito do gay se casar, mas ao mesmo tempo podermos ridicularizar este ato,”

        Não existe nenhum direito de casamento gay a ser defendido, pois orientação sexual não confere direitos específicos a ninguém, assim como gostar ou não de futebol, além do direito da liberdade em exerce-la, assim como o direito de assistir ou não partidas de futebol.

      • Onde exatamente? Se direitos específicos baseados na orientação sexual podem ser criados para o casamento, o que impediria de não acontecer em outras instituições sociais? È uma simples questão de precedentes.

        Na verdade, até poderia, mas não significa que necessariamente ocorreriam.

        Sai de qual debate? O tema do post? Mas esse não era sobre mais uma incoerência gayzista? A defesa do casamento gay é mais uma dessas incoerências, já que não é possível defender um direito que não existe, visto que orientação sexual não confere direitos específicos a ninguém, só existe o direito do individuo “gay” sem impedimentos, assim como o religioso e em exercer sua religião, mas essa liberdade religiosa não dá ao religioso o direito de criar uma Igreja para atuar no campo da engenharia civil.

        Desculpe. Não fui claro. Quando uso o termo “sair do debate”, me refiro a automaticamente escolher a posição que está derrotada a priori no debate público. Eu respeito sua argumentação, mas politicamente ela vem colecionando derrota atrás de derrota, não concorda?

        Veja, o casamanto não é “direito” exclusivo dos heteros, afinal um gay e uma lésbica podem formar um casal e se casarem, o casamento é um direito do homem e da mulher em quanto sexo biológico. Para tal, seria preciso alterar a constituição, e isso abriria a porteira para bizarrices como a PLC122, por exemplo.

        A PL 122 ocorre não por causa da liberação do casamento gay, mas por talento estratégico da esquerda.

        Isso não é “estatismo”, isso não aumenta o poder do Estado, ele continuara exercendo sua função. E outra, proibir o casamento gay não é colocar limites no casamento, é só fazer valer seu “conceito”, que, entre outras características, é a união baseada no sexo biológico, e não na orientação sexual. Toda instituição social tem característica que a determinam e fazer valer essas regras não é limita-las, além de ser uma das funções do Estado, por essa linha de raciocínio seria “estatismo” também o Estado impedir, por exemplo, igrejas de atuarem como empresas de engenharia.

        Mas as empresas poderiam atuar como empresas de engenharia se quisessem. O mercado deveria definir se isso vai dar frutos ou não.

        A questão é a seguinte: quando você diz que não quer que os gays se casem, eles podem retrucar “Mas que mal faremos se pudermos nos casar?”. Note que é diferente de proibir alguém de cometer um assassinato.

        É fácil, para a esquerda, vencer a contenda.

        Mas a realidade é diferente. O Estado é o responsável pela manutenção da Constituição Nacional, e a constituição não se resume a ” segurança do cidadão, e segurança nacional”

        Por isso precisamos atacar o Estado, e se for preciso, mudar a constituição do Brasil. Que é muito ruim…

        Não existe nenhum direito de casamento gay a ser defendido, pois orientação sexual não confere direitos específicos a ninguém, assim como gostar ou não de futebol, além do direito da liberdade em exerce-la, assim como o direito de assistir ou não partidas de futebol.

        Mas hoje em dia os gays já adquiriram os direitos de se casarem, não? E foi fácil para eles, pois, a meu ver, a direita apostou em cavalo perdedor, ao invés de apostar na liberdade de expressão e do mercado de crenças.

      • “Na verdade, até poderia, mas não significa que necessariamente ocorreriam.”

        O fato é que abre precedentes, e esse risco é alto, não vale a pena corre-lo apenas para satisfazer o vontade de uma minoria que quer brincar de casinha.

        “Quando uso o termo “sair do debate”, me refiro a automaticamente escolher a posição que está derrotada a priori no debate público. Eu respeito sua argumentação, mas politicamente ela vem colecionando derrota atrás de derrota, não concorda?”

        Isso não é uma falacia? Você mesmo já colocou ela aqui, acho que é da “vitória inevitável” se não me engano, ou qualquer coisa do tipo. Cuidado, quem combate monstros, corre o risco de se tornar um.

        “A PL 122 ocorre não por causa da liberação do casamento gay, mas por talento estratégico da esquerda.”

        Não é por “causa” do casamento, mas aprovação do casamento criará precedentes que só favorecem a aprovação da PLC122.

        “Mas as empresas poderiam atuar como empresas de engenharia se quisessem. O mercado deveria definir se isso vai dar frutos ou não.”

        Sim,”empresa” é uma instituição social com tais e quais características, pra abri-las um individuo precisa atender essas características. A união baseada na orientação sexual não atende aos pré-requisitos da instituição “casamento”. Um gay lutando pelo “direito” de casar é como um pastor lutar pelo “direito” de sua Igreja participar da uma licitação para construir uma ponte.

        “A questão é a seguinte: quando você diz que não quer que os gays se casem, eles podem retrucar “Mas que mal faremos se pudermos nos casar?”.

        E eu responderia: farão a sociedade adotar uma nova forma de caracterizar a instituição casamento, mudarão o formado da instituição célula da sociedade, de algo “evolutivamente” benéfico para sociedade apenas para satisfazer um gosto pessoal e uma vontade de brincar de casinha.
        Como eu falei anteriormente, a motivação não justifica o risco.

        “Por isso precisamos atacar o Estado, e se for preciso, mudar a constituição do Brasil. Que é muito ruim…”

        Precisamos quem? Não é o Estado que deve ser atacado, só os esquerdistas que lá estão. A culpa do inchaço do Estado não é da Constituição, mas da cultura esquerdista de membros do governo.

        “Mas hoje em dia os gays já adquiriram os direitos de se casarem, não? E foi fácil para eles, pois, a meu ver, a direita apostou em cavalo perdedor, ao invés de apostar na liberdade de expressão e do mercado de crenças.”

        União civil é algo diferente do casamento.
        Isso não tem nada a ver com liberdade de expressão, um gay é livre para se expressar como quer, até brincar de casinha não oficialmente, e até um mercado eficiente precisa de regras funcionais.

      • O fato é que abre precedentes, e esse risco é alto, não vale a pena corre-lo apenas para satisfazer o vontade de uma minoria que quer brincar de casinha.

        Só uma coisa, já não é um risco. É um fato. A sociedade ocidental hoje permite o casamento gay.

        Isso não é uma falacia? Você mesmo já colocou ela aqui, acho que é da “vitória inevitável” se não me engano, ou qualquer coisa do tipo. Cuidado, quem combate monstros, corre o risco de se tornar um.

        O problema é que não sou teu oponente. Imagine-me como alguém do teu lado ideológico, mesmo que discordando em alguns pontos de vistas, reconhecendo que a opção da liberação do casamento gay é facilmente vendável politicamente, mas o de liberdade de expressão (que eu defendo) também seria mais facilmente “vendável”.

        Não é por “causa” do casamento, mas aprovação do casamento criará precedentes que só favorecem a aprovação da PLC122.

        Ai que se a direita focasse no pedido de liberdade de expressão, iria ter argumentos para vencer essa demanda deles. Mas, ao contrário, optou por uma “proibição”.

        Pela análise de frames, veja a diferença entre pedir “liberdade de expressão” e “proibição de X”.

        Sim,”empresa” é uma instituição social com tais e quais características, pra abri-las um individuo precisa atender essas características. A união baseada na orientação sexual não atende aos pré-requisitos da instituição “casamento”. Um gay lutando pelo “direito” de casar é como um pastor lutar pelo “direito” de sua Igreja participar da uma licitação para construir uma ponte.

        Aí que está. Se ao estado cabe o direito de definir algo, o estado hoje já define que casamento pode ser entre pessoas do mesmo sexo. Esse era o risco…

        E eu responderia: farão a sociedade adotar uma nova forma de caracterizar a instituição casamento, mudarão o formado da instituição célula da sociedade, de algo “evolutivamente” benéfico para sociedade apenas para satisfazer um gosto pessoal e uma vontade de brincar de casinha.
        Como eu falei anteriormente, a motivação não justifica o risco.

        Fazendo o papel do advogado do diabo, eu diria que a instituição célula da sociedade continuaria a mesma, e a sua família não seria afetada

        Precisamos quem? Não é o Estado que deve ser atacado, só os esquerdistas que lá estão. A culpa do inchaço do Estado não é da Constituição, mas da cultura esquerdista de membros do governo.

        Nossa constituição é muito leniente com esquerdismos, ela pode ser rediscutida sim. Norte-americanos defendem sua constituição. É outro nível de constituição. A nossa é constituição de republiqueta.

        União civil é algo diferente do casamento.
        Isso não tem nada a ver com liberdade de expressão, um gay é livre para se expressar como quer, até brincar de casinha não oficialmente, e até um mercado eficiente precisa de regras funcionais.

        E se chamar de “união civil”, tudo bem? Mas parece que é assim que a lei define, não?

      • Apesar de concordar que o argumento libertário-conservador (“O Estado não deveria se meter no casamento”) é melhor, acho que ainda existe alguma força no argumento conservador sim. O Estado já tinha dado todos os direitos de união civil aos homossexuais, por que a preocupação com o nome “casamento”? Já que o Estado já se meteu na questão do casamento ele tem por obrigação guardar esse nome para a união de um homem e uma mulher, não pode fazer jogos de linguagem para agradar grupinhos, o Estado não pode simplesmente resolver chamar os congressos políticos de “celebrações religiosas”. Se casamento sempre foi entre homem e mulher (e não entre hétero e hétero, dois homens héteros nunca puderam se casar) o Estado não pode simplesmente começar a convencionar jogos de palavras com um conceito anterior a ele para agradar um grupo.

      • Vou me intrometer um pouco,

        Vou colocar aqui um ponto de vista — no caso o meu, que não é tão meu…
        Vejo aqui um problema, o Viggo fala sobre a questão do estado não poder legalizar – estou simplificando -, porém nesta questão em particular eu vejo — agora– um erro de percepção, pois na minha concepção quando você diz o que o estado pode ou não fazer, vc está de certa forma dando importância ao estado, dando uma autoridade a ele. Acredito que a direita como um todo devia lutar por um estado menor, desta forma eu acredito que a direita tem que perceber que esta mentalidade na qual o estado pode ou não fazer só aumenta o poder do próprio estado e serve como uma política esquerdista, por exemplo o que o Luciano afirma tem coerência, e o que o Viggo afirma ao meu ver só tem coerência pela própria importância que se está dando ao estado, vamos supor que seu argumento no qual o estado liberando o casamento gay abra precedentes, ora isso só é verdade pois as pessoas passam para o estado a tarefa de delegar sobre o casamento, o que eu quero dizer é o seguinte: temos que brigar pela desestatização do casamento, oras se o casamento é algo sagrado, então quem é religioso só devia dar importância ao casamento religioso, ao dar importância ao casamento civil uma pessoa religiosa está dando autoridade para o estado na questão do casamento. Ao meu ver a sociedade religiosa poderia considerar casamento somente o que fosse religioso e dar um peso a isso , enfim é só um ponto de vista, não sei se consegui me fazer entender…
        Sobre o que o Daniel falou, eu acredito que isto não é a questão, pois não poder fazer não significa que vc nao vai fazer, o estado não só pode como ele só faz isso, em 1º lugar porque o estado nada mais é do que a soma de indivíduos que trabalham pra ele, e pessoas tem interesses e são influenciáveis, logo se algum grupo se organizar ele pode conseguir algum benefício do estado, uma vez que até o pessoal de direita ao invés de lutar por um enxugamento do estado fica só na defensiva, dizendo o que ele não pode fazer — o que é certo defender, mas tem que ter uma atitude mais ofensiva, veja Luciano Ayan.
        Desta minha concepção, da qual peguei do Nogy hsauhuas — sim, sou um plagiador! — , nao pode haver sequer pena de morte, pois se vc dá ao estado o direito de decidir quem pode viver ou morrer, é meio contraditório negar outras esferas a ele, por isso sou contra o aborto, esta última parte citei só pra ser contra o Luciano, pois eu não gosto dele — e nem me venha dizer que isso não é argumento, é sim! aprendi na minha faculdade federal, shauhsuahusa.
        Ps: escrevo estado ao invés de Estado, justamente por não dar importância…, se liberdade, justiça, família, casamento não são escritos com letras maiúsculas porque o estado deveria?! — esta concepção peguei de um livro do mises que por sua vez ,se não me engano, pegou da veja. A quantidade da palavra estado no texto é devido a minha pressa e inabilidade estilística husahusa. Esta nota é pra ressaltar o meu ponto, de dar uma menor importância ao estado primeiro a partir de dentro de nós, para na sequência quem sabe poder brigar por um estado — última vez — menor.

      • Dareon
        temos que brigar pela desestatização do casamento, oras se o casamento é algo sagrado, então quem é religioso só devia dar importância ao casamento religioso, ao dar importância ao casamento civil uma pessoa religiosa está dando autoridade para o estado na questão do casamento
        Concordo plenamente.
        desta minha concepção, da qual peguei do Nogy hsauhuas — sim, sou um plagiador! — , nao pode haver sequer pena de morte, pois se vc dá ao estado o direito de decidir quem pode viver ou morrer
        Na verdade, o estado mínimo é focado nos direitos negativos, e podemos ter penas alternativas. Em termos libertários, não é o estado que define se devemos ter pena de morte, mas sim as pessoas. Assim, suponha que X sujeito mate Y (e Y tenha definido em cartório que a pena para quem lhe roubou a vida é a morte), X deve morrer, seja pelas mãos do estado ou não. Mas se X mata Y (e Y tenha definido em cartório que a pena deve ser apenas uma chamada de atenção), então X ficará livre de qualquer pena forte. Isso é liberdade.
        Esta nota é pra ressaltar o meu ponto, de dar uma menor importância ao estado primeiro a partir de dentro de nós, para na sequência quem sabe poder brigar por um estado — última vez — menor.
        Esta é a ideia.

      • “Na verdade, o estado mínimo é focado nos direitos negativos, e podemos ter penas alternativas. Em termos libertários, não é o estado que define se devemos ter pena de morte, mas sim as pessoas. Assim, suponha que X sujeito mate Y (e Y tenha definido em cartório que a pena para quem lhe roubou a vida é a morte), X deve morrer, seja pelas mãos do estado ou não. Mas se X mata Y (e Y tenha definido em cartório que a pena deve ser apenas uma chamada de atenção), então X ficará livre de qualquer pena forte. Isso é liberdade.”

        .A minha referência a pena de morte era em alusão ao pessoal que pede pena de morte para o estado — no modelo de sociedade atual –, neste quesito sou contra…, ainda não parei pra refletir sobre uma sociedade já com o estado mínimo, ainda tenho que estudar sobre direitos negativos e demais assuntos relacionados.

  7. Luciano Ayan diz: “O conservador tradicional diz: “O estado deve proibir o casamento entre gays”.
    Isso é dar poder ao estado de definição.”

    Dr. Crane diz: É verdade.

  8. “para sermos científicos temos que acreditar no que a ciência diz. Afirmações feitas em artigos são os tijolos fundamentais com os quais a ciência é construída. Não aceitá-las é ignorar a ciência.”

    Hey…luciano…vc deixou passar esse argumento????? Será mesmo que aceitar um artigo sem qualquer questionamento de suas fontes, estatísticas e métodos é “acreditar” na ciência???. Afirmações feitas em artigos são os tijolos FUNDAMENTAIS com os quais a ciência é construída?????

    Ok..então não acreditar na TEORIA darwinista em sua íntegra, seria ignorar a ciência, apesar de haver contestação teórica para o DI….mas ok…vamos ao que interessa…vamos analisar alguns desses tijolos…

    Nesse “estudo” apresentado encontramos a afirmação (que sabemos que é de origem militante) de que a pessoa que não aceita sua atual condição de homossexual sofre de homofobia internalizada (sempre achei muito interessante que na psiquiatria e psicologia, para atestarmos a fobia de uma pessoa, é necessário diagnóstico clínico, diferencial e específico, feito por um profissional…mas nesse caso, a militância pode chamar todo mundo de homofóbico e não tem que comprovar nem o diagnostico, nem explicar a tamanha falácia semântica que o termo “fobia” erroneamente aplicado arrasta a essa questão).

    Pois bem….

    “Research indicates that lesbian, gay, and bisexual (LGB) individuals often experience additional stress that stems from prejudice and discrimination encountered in their daily lives, as compared to their heterosexual counterparts ”

    O ‘pesquisa’ ‘indica’ que os indivíduos LGB sofrem maior stress se comparados aos heterossexuais. Só que próximo à conclusão do estudo…encontramos o seguinte:

    “Moreover, given this is not a population-based study, we lack a comparison group of similarly aged heterosexual young men. Despite the importance of understanding whether observed effects are unique to this population compared to others, studies that examine within-group differences allow for an in-depth investigation of psychosocial processes.”

    Ou seja a pesquisa carece de dados comparativos….ela apenas afirma uma comparação, mas essa comparação não foi realizada nesse estudo, provavelmente foi realizada em outros estudos, sob outros contextos.

    “Health concerns can be a source of stress for individuals in any age group or sexual orientation. However because of high rates of HIV, YMSM may face additional stress or anxiety about the potential for infection.”

    Aqui nessa afirmação fica muito óbvio que o stress causado não tem relação alguma com heteros, mas com o próprio potencial de infecção entre os homossexuais. Pesquisas já apontavam em 2010 que é de 60%…

    http://www.cdc.gov/nchhstp/newsroom/docs/2012/hiv-infections-2007-2010.pdf

    A moral e como ela interfere na sexualidade do indivíduo é tão importante quanto a crítica do comportamento homossexual como fator determinante do comportamento de risco. ISSO JAMAIS SERÁ ADMITIDO pelo deputado citado….por razões óbvias….a primeira delas, é porque a declaração dele é política (e desconsidera por exemplo que a relação DIRETA entre o stress e o comportamento de risco se encontram na própria relação entre parceiros homossexuais, e preocupações com a infecção por HIV (de maior incidência entre homossexuais):

    http://www.ncbi.nlm.nih.gov/core/lw/2.0/html/tileshop_pmc/tileshop_pmc_inline.html?title=Click%20on%20image%20to%20zoom&p=PMC3&id=2862810_nihms-133043-f0002.jpg

    Os outros comportamentos de risco se dão de forma INDIRETA, segundo o esquema, por meio das drogas. E são tão indiretos, que cada um deles exigiria um estudo a parte.

    A Segunda razão é porque o brasileiro aceita tudo de supostos políticos, intelectuais, marqueteiros, jornalistas e pseudo cientistas como se fosse a mais suprema e LINEAR verdade. Ou seja a grande comparação entre héteros e homossexuais não foi sequer realizada e seria a seguinte…

    Sabendo-se que os fatores de stress compartilhados por homossexuais e heterossexuais (incluindo-se os discriminatórios em termos de raça, condição social, gênero, pátria, ou qualquer outro) sendo os héteros a maioria, deveriam apresentar o maior índice.

    É muito fácil concluir que a minoria é ‘oprimida’ quando o estudo simplesmente IGNORA o ESTILO DE VIDA. Ou seja, para a pesquisa, o abuso de álcool, drogas e sexo anal é resultado direto do stress causado pelo preconceito. Como se TODO homossexual que sofresse preconceito obrigatoriamente se tornasse um drogado, beberrão, ou promíscuo (e depois quando eu digo que os militantes não representam homossexuais o povo fica danado comigo) — “Finally, although this sample is likely to be representative of YMSM who can be recruited through gay-identified venues, it is not representative of the larger YMSM population. ”

    …ou seja…o estudo considera a questão do comportamento de risco como CULPA DA SOCIEDADE, e não apenas a decisão do indivíduo de abusar do álcool, usar drogas ilícitas e ter intercurso sem camisinha. (“current findings rely on participants’ self-reported behaviors, which cannot be independently verified.” — isso responde à sua pergunta, luciano?

    Aliás o próprio estudo reconhece uma incoerência em afirmar que os indivíduos que tem preocupação com infecção por HIV, são os mesmos que adotam o comportamento de risco….e sugere que isso seja um comportamento auto-destrutivo, o que me parece um tanto ridículo, mas carece de fundamentação psicológica. — “health-related fears and concerns may trigger self-destructive behaviors that lead to greater involvement in risky behaviors”).

    O estilo de vida foi considerado por outros pesquisadores como por exemplo, em UGANDA. Eles conseguiram reduzir drasticamente o número de infectados em seu país simplesmente por incentivar o comportamento NÃO promíscuo, Apesar da política deles no trato da pessoa humana homossexual ser vergonhosa, e deve ser duramente criticada por todos.

    http://www.youtube.com/watch?v=HbjAFUGQ3Xg

    Sim a declaração do deputado é além de anti-científica, anti-ética e MENTIROSA, pois deturpa, retira de contexto e reutiliza a informação científica com propósitos escusos, transformando-a em mera propaganda.

    Por outro lado o estudo procura criar uma relação que é possível (em alguns casos), porém carece de dados, comparações e uma pesquisa quantitativa, além de métodos mais confiáveis na obtenção da informação.

    AGAIN — “current findings rely on participants’ self-reported behaviors, which cannot be independently verified.”

    • Esse argumento dele eu deixei passar de propósito para jogar pressão nele para que ele me diga se existe a “homofobia de fato” ou “percepção de homofobia”. rs.

      Mas você matou a pau! 😉

      Abs,

      LH

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