Um exemplo da absurda amoralidade dos jornalistas de esquerda em guerra contra Feliciano, e o que a direita pode fazer a respeito?

26
113

images

Por que eu defendo que encaremos as coisas como uma guerra política? O fato é que se um dos lados está em guerra, não faz sentido o outro não estar também. E quem já leu Lenin, Marx, Gramsci e Alinsky e percebe a atuação dos esquerdistas sabe que a esquerda encara o embate político como uma guerra. Em uma guerra, a destruição do inimigo é não só um princípio como também a maior prioridade.

Um exemplo disso está na recente matéria do UOL com o título “Feliciano pede veto a projeto sobre atendimento a vítima de estupro”.

Quem lê o título da matéria e o primeiro parágrafo, pensa imediatamente no seguinte: Feliciano é um monstro sádico que quer ver todas as vítimas de estupro sofrendo sem chance de receberem atendimento médico.

A matéria segue induzindo o leitor ao erro em seu início:

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), encaminhou um ofício nesta quarta-feira (17) à presidente Dilma Rousseff pedindo o veto a um projeto aprovado pelo Congresso que determina o atendimento imediato em hospitais das vítimas de violência sexual.

Mas logo no segundo parágrafo, a coisa é explicada melhor:

O texto aponta que as unidades devem oferecer a pílula do dia seguinte e informações sobre direito legal. Para os religiosos, a medida é uma manobra para ampliar as previsões legais para interrupção da gravidez. Atualmente, o aborto é permitido no país em caso de estupro, risco de vida para a mãe ou de fetos com anencefalia.

Feliciano diz:

No documento enviado para Dilma, Feliciano afirma que a violência sexual “é uma das mais terríveis modalidades de violência contra o ser humano e que deixa sequelas não apenas no corpo, como também na alma e no coração das vítimas” […] Outro argumento é que “não cabe a hospitais oferecer orientação jurídica às vítimas. Essa é uma responsabilidade das delegacias de polícia e autoridades competentes”, acrescentou.

O que se pode notar é que ao contrário do que o título e o primeiro parágrafo da matéria do UOL dão a entender, Feliciano não é contra o atendimento a mulheres vítimas de estupro, apenas contra o fato delas tomarem a pílula do dia seguinte.

Antes de tudo, que fique claro: me oponho a Feliciano nesta questão, e acho que a pílula do dia seguinte deveria ser liberada de forma irrestrita. Se a mulher é religiosa, então não tome a pílula, oras, mas somente por decisão pessoal. Em meu paradigma, quando a crença de alguém impacta a vida de outro que nela não crê, temos um problema sério. E é exatamente por isso que sou contra a esquerda, pelo fato das crenças deles (mesmo estúpidas e insanas) serem feitas para impactar a vida daqueles que não creem nelas.

Mas mesmo que eu seja tão contra o argumento de Feliciano em oposição à dar a pílula do dia seguinte para as mulheres vítimas de estupro quanto os esquerdistas, é óbvio que eu não defendo o uso de mentiras abjetas com o único intuito de gerar ódio contra o deputado. Mesmo que eu esteja em guerra política contra a esquerda, ainda tenho meus princípios. Já os jornalistas de esquerda, não tem princípio nenhum. Para eles, “princípio moral” é seguir a máxima de Lenin: “O melhor revolucionário é um jovem desprovido de toda moral”.

O resultado deste ataque, travestido de notícia, é evidente na seção de comentários. Um diz “Eu queria ver se estuprassem a mãezinha ou a filhinha desse canalha”, no que recebe o complemento de outro leitor: “Qualquer um que fizer isso irá apurar a raça dele…”. Outro afirma: “Mais uma maluquice desse cara e seu bando! …É de uma crueldade e ignorância totais!”. Este já diz: “Ainda chamam a isso de comissão de direitos humanos?”. Já com “sangue nos olhos” um afirma: “Já passou da hora desta besta hipócrita sair de cena. Será que o povo vai precisar invadir o congresso de cortar sua cabeça, como se fosse uma Maria Antonieta?“

Lenin disse que a melhor forma de se tratar um adversário é “fazê-lo desaparecer da face da Terra”, e é exatamente isso que o jornalista (que nem assinou a matéria, mas atende por “De Brasilia”) quis fazer. Os comentários são apenas as consequências de uma ação intencional.

Não estou dizendo que a mesma amoralidade deva ser praticada pela direita se esta for revidar. Longe disso. Mas é preciso criar na maior parte do público que esse tipo de ação esquerdista com intenções criminosas não pode ficar impune.

Mas o mais importante de tudo é a conscientização básica: os esquerdistas estão em guerra, e agem como se estivessem em guerra. Enquanto a direita entrar em campo apenas para “o debate aristotélico de ideias”, obviamente só colecionará derrotas.

É hora da direita entrar no campo de batalha.

Anúncios

26 COMMENTS

  1. “Em meu paradigma, quando a crença de alguém impacta a vida de outro que nela não crê, temos um problema sério. E é exatamente por isso que sou contra a esquerda, pelo fato das crenças deles (mesmo estúpidas e insanas) serem feitas para impactar a vida daqueles que não creem nelas.”

    Luciano, isso é uma contradição. Todos os tratados de embriologia do mundo dizem sem exceção que a vida começa na concepção. A pílula do dia seguinte elimina o concepto. Ora, este concepto, este zigoto já concebido é para todos os efeitos um ser humano pois nada mais lhe será acrescentado após a fusão dos gametas. Seu DNA é da raça humana, e se lhe for dado tempo, nutrição e oxigênio, ele seguirá se desenvolvendo até a morte natural, como qualquer um de nós. O fato é que “a crença dos conservadores” – neste caso – protege o impacto na vida daqueles que estão em gestação, da arbitrariedade de seus pais.

    O problema todo é que a vida começa na concepção, e isso é fato, não é opinião. Um ser humano em fase de nidação – alimentação – que é impactado por uma pílula do dia seguinte, tem a sua vida encerrada alí mesmo, independente dela crer ou não no que sua mãe professa. Existe impacto maior para uma pessoa do que ter seu direito a própria vida tirada sem que lhe seja dada alternativa alguma? Enquanto você continuar acreditando e encarando que o ser humano concebido ainda não nascido precisa de um momento mágico – antes daqui não é nada, depois daqui é gente – para ter o direito a própria vida assegurado, você vai continuar em contradição com seu paradigma, pois para além dos achismos, a crença de quem toma pílula do dia seguinte impacta mortalmente a vida de outro que nela não crê.

      • Luciano, por esse teu ponto, que é o atrelamento do direito a vida a atividade cerebral, caímos numa situação ainda mais complicada que poderia justificar a eliminação de todas as pessoas que estão em coma, em situação de inconsciência, de ausência de atividade cerebral e que não estão em posição de concordar ou discordar de qualquer coisa. É uma questão ética delicada porque podemos cair numa tirania silenciosa aonde os lúcidos prevalecem diante dos mais vulneráveis. Apenas lembrando: uma criança recém-nascida tampouco tem qualquer capacidade de entender o impacto das decisões de terceiros em sua vida. Abraços.

      • Silvio,

        Concordo que o assunto é tenso e polêmico, e eu não sou um ARGUMENTADOR a favor do aborto, mas sim alguém que deu uma opinião a favor do aborto. Não sou especialista nesta questão.

        Eu não atrelei o direito a vida à atividade cerebral, mas posicionei esse como um dos fatores. Um dos fatores é o fato do bebê ocupar espaço na barriga de uma mãe, que pode fazer o que quiser com o seu corpo, mesmo com ocupantes do corpo dela.

        A questão das pessoas em coma e inconsciência é crítica, mas para ambos os lados. Pessoas nessa situação podem não ter direito à vida, e também podem não ter direito a morrer. Essa discussão deve avançar para resolvermos as arestas.

        Em relação a criança recém nascida, mesmo que ela não entenda o impacto das decisões de terceiros em sua vida, ela tem um instinto de sobrevivência básico. Esse instinto clama pela proteção à vida.

        Abs,

        LH

      • “Se um óvulo fecundado não é por si só um ser humano, ele não poderia tornar-se um, pois nada é acrescentado a ele.” (Jérôme Lejeune)

  2. Há desonestidade intelectual nesta notícia sim. No título e introdução dá a entender que o Feliciano quer acabar com o todo o atendimento imediato, mas na verdade o Feliciano quer acabar com apenas dois dos diversos itens que fazem parte do atendimento imediato.

  3. Luciano, eu compartilho o seu ceticismo quanto à proibição da pílula do dia seguinte. Mas o projeto de lei não se resume a ela, pois não estabelece qualquer limite temporal entre a prática sexual não consentida e a “profilaxia da gravidez”. Assim, basta a mulher chegar no hospital com um barrigão de 5, 7 ou 9 meses e dizer que “foi violentada” para que, sem contraditório, exame de corpo de delito ou boletim de ocorrência, o hospital seja imediatamente obrigado a fazer a “profilaxia da gravidez”. E, convenhamos, aborto a partir dos 5 meses de gestação é assassinato, pois o feto é perfeitamente viável.

  4. Luciano, olhe este vídeo dos protestos de ontem no Rio. Obviamente que caíram no clichezento expediente de depredar a Rede Globo:

    http://www.youtube.com/watch?v=xmLF8Cg9z4

    Como pode observar pela vestimenta do pessoal que depreda, são black blocks. Observer que eles jogaram coisas inflamáveis na frente da portaria e a brigada de incêndio, compreensivelmente, pegou a mangueira e apagou o fogo, fora ter usado a água para afastar o pessoal (observe que até o fim do vídeo não apareceu qualquer polícia). Porém, note que os black blocks ficaram cozidinhos e passaram a vaiar.
    Não podemos aqui deixar de ver semelhanças entre o que ocorreu na Venezuela, em que emissoras opositoras ao Chávez também sofreram perseguição. Porém, como aqui é Brasil, observe-se que os mimadinhos logo se mandam quando lhes jogam uma água com pressão muito menor que a daqueles jatos de água usados em carros de choque. Provavelmente não querem danificar suas blusas da Abercrombie e da Hollister.

    Porém, o mais importante por ora é notar que os protestos não estão nem de longe com o tamanho que tiveram em junho, o que significa que muitos estavam na rua por modinha. Logo quem se encontra agora na frente da casa do Sérgio Cabral é aquele pessoal mais profissa e que tem uma estrutura por trás, mas cuja presença em menores números já denuncia que não representam grande parte do povo, mas sim grande parte de um grupo de pressão qualquer. E, como dito antes, observe-se que só vemos gente encapuzada com blusa preta e rosto coberto depredando a Globo, o que podemos pôr na conta daqueles anarquistas que acabam se destacando da multidão para a ela retornar quando flagrados fazendo das suas.

    PS: Vidros resistentes esses, hein? E olha que não são blindados.

  5. Aproveitando o momento sugiro que ficamos atento no programa “Na Moral” do dia 1/8 pois o Silas Malafaia vai estar lá e o tema será “Estado Laico”. Vejamos como o ele saira cercado por esquerdistas.

  6. ** Camarada Stalin em resumo

    1. Olavo de Carvalho tem livros inválidos por que disse “comunistas filhos da puta” no programa de rádio
    2. O palavrão de Olavo invalida a filosofia dele
    3. Como é possível a direita vencer enquanto os comunistas não estiverem banidos da face da terra…

    • Sobre a parte das muitas riquezas do Vaticano, segue a explicação do padre Paulo Ricardo, que com certeza conhece muito mais da Igreja Católica que o Sakamoto:

      http://www.youtube.com/watch?v=WRWgCTEWPYs

      Quem tem um mínimo que seja de raciocínio econômico e pensa em filantropia sabe que, por mais que o desejo de se aumentar uma obra seja muito, caso se mate a galinha dos ovos de ouro, a obra cai junto com a morte da penosa. Logo, é preciso que a fonte que fornece recursos para a obra seja mais rica do que essa obra para que a mesma seja sustentável. Filantropia é ajuda e por si só não visa lucro, pois na maior parte das vezes será dinheiro a fundo perdido. E neste caso, podemos até acusar os marxistas-humanistas-neoateístas de ausência de valores humanitários, uma vez que não notam que quando a Igreja vai lá ajudar drogados, soropositivos, idosos abandonados pela família, portadores de doenças incapacitantes e outros esquecidos pela sociedade, não tem como tornar essas pessoas produtivas mas está, isso sim, buscando que elas tenham uma vida digna, mesmo que não possam por ela buscar. Será que um MHN passando muito mal descartaria uma ajuda que viesse da Santa Casa? Creio que não.

      • Luciano,

        Também gostaria que falasse.

        Aqui tem um link que resume bem esse caso: http://blogdomrx.blogspot.com.br/2012/03/midia-do-bem-armas-do-mal.html

        Outro também: http://blogdomrx.blogspot.com.br/2013/07/caso-zimmerman-duas-realidades.html

        E aqui sobre a desonestidade extrema da mídia em relação a esse caso: http://www.midiasemmascara.org/artigos/internacional/estados-unidos/13037-desonestidade-midiatica-e-vigaristas-raciais.html

        Se possível, Luciano, fale sobre esse caso e sobre o quanto a mídia é mentirosa em relação a isso e o quanto a mídia não está nem aí para negro matando negro, branco matando branco, mas quando um “branco” (Zimmerman nem era branco, mas sim mestiço, descendia de negros e era peruano) mata um negro (que nem era santo nesse caso) a mídia faz um estardalhaço e fica claramente tentando jogar os negros contra os brancos.

      • Luciano, o caso Zimmerman permite inclusive que se faça a comparação com aquela fraude que está sendo promovida por aqui de se criar “negros” fundindo-se as categorias “pardo” (mestiços, podendo aqui inclusive incluir gente sem qualquer ancestralidade negra, como alguém euro-indígena, euro-oriental ou indígeno-oriental, só para ficarmos em misturas possíveis neste Brasil) e “negro”, que gerou a distorção estatística no Mapa da Violência 2012 de dizer que a região Norte é a que registra o maior número de assassinato de negros do Brasil, quando sabemos que é a região mais miscigenada do país, com maior orgulho de ser miscigenada (uma vez que o IBGE se baseia em autodeclaração pessoal) e, naturalmente, teria a maior parte de seus assassinados sendo miscigenada pelo óbvio motivo de a esmagadora maioria da população de lá ser miscigenada. E, como sabemos bem, a região Norte é muito mais indigenizada do que africanizada. Como bem sabemos, quanto mais ao norte do rio São Francisco seguimos, mais indigenizado fica o Brasil e, quanto mais a sul, mais africanizado ele fica (algo que inclusive o Censo mostra claramente). No caso da estatística de a região Norte supostamente ser a região com o maior aumento de assassinato de negros (quando na realidade é a região com o maior aumento de assassinato de mestiços, uma vez que mestiços são a maioria absoluta de lá e são maioria em qualquer classe social de lá), inclusive não temos como saber pelo Mapa da Violência 2012 sobre a estatística de assassinato de pardos, uma vez que só nos fornecem números dos hipotéticos “negros” inventados pelos marxistas-humanistas-neoateístas.
        Enquanto lá eles inventaram que Zimmerman seria branco (quando na realidade é mestiço, ainda que os Estados Unidos não aceitem essa categoria e o enquadrassem como latino), por aqui eles transformam o assassinato de mestiços em assassinato de negros para que se passe a impressão de que seríamos um país com racismo institucionalizado. Em ambos os casos, podemos considerar como operacionalização do racismo de Karl Marx combinada à história de se inventar dicotomias, uma vez que o marxismo-humanismo-neoateísmo é binário e não aceita nada intermediário, como o caso do mestiço, nem aceita que o mestiço seja alguém capaz de valorizar todas as suas ancestralidades e ao mesmo tempo considerar-se alguém diferente daquilo de que ele veio e possa ser um novo ser. Aliás, esse caso do racismo MHN é daquelas oportunidades que inclusive se pode usar o MHN no combate ao MHN, uma vez que Darcy Ribeiro, que era MHN, não aceitava essa história de dizer que o mestiço, por não ser branco, negro ou índio, teve de se reinventar enquanto pessoa e ser um gênero humano novo. O mesmo Darcy Ribeiro é MHN que pode ser usado no combate ao MHN quando diz que o Brasil é um país no qual as pessoas racistas têm vergonha de o ser.

        Ainda nesse mesmo lance, não esqueçamos do que o pessoal do Nação Mestiça diz em relação à postura de se querer transformar mestiço em negro de isso ser compatível com o chamado verwoerdismo. E de nossa parte, também podemos comparar com a one drop rule americana, em que se um de 16 antepassados seus não for branco, você não era considerado legamente branco (ou mesmo mestiço).
        Um resumo importante da coisa é: para o MHN, você é da etnia que eles querem que você seja e eles irão te constranger até o ponto de você ter vergonha de ser mestiço. Dirão que mestiço é fruto de estupro, que mulato é filho de mula e outras tantas baixarias até que você se convença que é o que eles querem que você seja (obviamente algo que os beneficie).

      • Uma pequena correção: onde está e “negro”, que gerou a distorção…, leia-se e “preto”, que gerou a distorção…, uma vez que as categorias do IBGE são “branco”, “preto”, “pardo”, “indígena” e “oriental”.

      • Luciano, lembra-se que falei que dá para fazer analogia com a transformação de George Zimmerman de mestiço (ou latino, para fins americanos sob parâmetro de one drop rule) em branco e a transformação que querem fazer aqui de mestiços (categoria “pardo” do IBGE, que pode englobar pessoas multiétnicas sem qualquer ancestralidade africana, como euro-asiáticos, euro-indígenas e indígeno-orientais, só para pegarmos quadros possíveis pela composição étnica de nosso povo)? Pois bem, eis que saiu o Mapa da Violência 2013 em suas versões de Homicídios e Juventude e Mortes Matadas por Armas de Fogo e em ambos continua a má fé estatística de se inventar “negros” por meio da soma das categorias “preto” e “pardo”.
        Nos raros dados em que há separação pelas categorias do IBGE, você verá que na categoria “preto” há uma grande estabilidade no número de homicídios na série história entre 2002 e 2011 (página 81 do Homicídios e Juventude), tendo havido aumento de 1,4%. O maior aumento de todos é entre os índios, com 84% e a maior queda, entre os orientais (“amarelos”), com -33%, seguidos pelos brancos, com -26,4%. No caso dos pardos, houve aumento de 35,9% o que, somado com a categoria “preto”, acaba por jogar o aumento de homicídios na categoria inventada pelos marxistas-humanistas-neoateístas para 30,6%. Sim, os MHNs não notaram que quando inventam a categoria “negros”, na prática estão dizendo que houve um crescimento de homicídios menor do que o maior número para uma grande porcentagem da população que eles poderiam ter (os pardos e seus 35,9%). Porém, como sabemos, MHNs não aceitam a existência de mestiços e irão continuar a dizer que mestiçagem é fruto de estupro, que mulato é filho de mula e outras.

        Também para variar, não irão nos fornecer as estatísticas individuais por categorias do IBGE por estados, impedindo o povo brasileiro de saber com facilidade quantas mortes há nas categorias estatísticas “branco”, “preto”, “pardo” (leia-se mestiço), “indígena” e “amarelo”. Com isso, continuamos a ter a região Norte como supostamente a que mais teve aumento de assassinato de negros (quando sabemos que é a região onde mais se mata mestiços, por estes serem a esmagadora maioria da população de lá, e ter aumentos de homicídios por disputas fundiárias, advento de gangues de rua e outras coisas). Além disso, como já dito antes, o preocupante aumento do assassinato de índios está sendo desprezado e sequer temos os números individuais por unidade em um Mapa da Violência para saber qual o estado que mais mata os primeiros habitantes desta terra.
        Outra coisa interessante: se formos olhar nos dados do Homicídios e Juventude, mesmo com o tal lance de terem inventado “negros” pela soma das categorias “pardo” (mestiço, podendo aí incluir gente multiétnica sem ancestralidade africana) e “preto”, o documento que é federal (e, portanto, de muito interesse do PT), acaba por favorecer São Paulo (reduto do PSDB e acusado pelos MHNs de ser a Alemanha nazista em território brasileiro), pois se formos pegar os tais “negros”, veremos que na série histórica (página 85) a morte dos por eles considerados negros caiu 61% entre 2002 e 2011. Para efeito de comparação, é número muito próximo à queda de homicídios de brancos no mesmo estado (-62,7%). O que isso quer dizer? Que uma política de segurança para todos beneficia igualmente a todos, independente de cor ou de pertencimento ou não a categoria inventada por MHN. Logo, sem querer, e considerando que tanto PT quanto PSDB são MHNs, o PT acabou por dar argumento de campanha favorável para Geraldo Alckmin se reeleger (sendo que andou querendo guinar os protestos paulistanos do Passe Livre para enfrentar o governo estadual).

        Logo, na prática você mesmo está vendo o tamanho da fragilidade dos tais “negros” para efeito de contabilidade MHN e o quanto que isso distorce as estatísticas e inclusive joga contra os MHNs que queriam dizer que aqui seria um lugar oficialmente racista.

  7. E os idiotas nos comentários só “pensando” o que a mídia manda “pensar”…. ninguém , simplesmente ninguém teve cérebro para ler direito a notícia. Se é que a leram. Devem ter lido o título e olhe lá.

Deixe uma resposta