Governo petralha lança o Foicebook. Eis a espiral do delírio…

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Meu paradigma de ceticismo político é sustentado pela tese do duelo cético, a única forma de melhorar a qualidade do debate. Com o duelo cético, entende-se que devemos esperar a demolição de uma idéia inválida a partir das mãos do oponente dessa idéia, ao invés do proponente.

Como sustentáculo dessa tese, temos a noção da espiral do silêncio, a tese de Elisabeth Noelle-Neumann. A tese nos dizia que, a partir do momento que um grupo tem suas idéias excluídas do universo de idéias aceitas hegemonicamente (ou que façam parte do senso comum em um determinado cenário), ele tende a se calar.

A partir da noção da espiral do silêncio, entendemos que, se um grupo (político, por exemplo) alcança a hegemonia cultural, ele consegue silenciar seus opositores, não necessariamente pela força física, mas por lançá-los na espiral do silêncio. O grupo que se encontra na espiral do silêncio tende a se expressar menos. E aí que temos um cenário até irônico: se o grupo que deveria criticar as idéias do oponente está calado (pois está na espiral do silêncio), então o grupo hegemônico perde racionalidade progressiva em seu seu discurso, pois não há mais um “crivo” de qualidade externo a ele – lembremos: devemos esperar a demolição de uma idéia inválida a partir das mãos do oponente dessa idéia, ao invés do proponente.

Quando um grupo consegue lançar seus oponentes na espiral do silêncio, ele automaticamente entra na espiral do delírio, isto é, a condição na qual um grupo pode falar toda besteira que quiser, pois seus críticos estão calados (já que estão na espiral do silêncio). Assim, o ato de lançar um grupo na espiral do silêncio tem uma paga imediata, que é o ganho de poder, mas uma consequência adversa, que é a entrada automática na espiral do delírio.

Isolado das críticas do mundo exterior (não se perca: o oponente está na espiral do silêncio), o grupo hegemônico tende a falar muita bobagem.  Isso automaticamente gera muitas oportunidades para os grupos que estão na espiral do silêncio: o potencial de ridicularização do grupo hegemônico cresce exponencialmente.  É por isso que hoje é muito fácil encontrarmos argumentos e ações ridicularizáveis de humanistas e esquerdistas. Eles estão na espiral do delírio.

Só que uma oportunidade não significa nada se ela não for aproveitada. Hoje em dia cabe à direita aproveitar as inúmeras oportunidades de ridicularização não só que o PT nos fornece, como também os demais partidos esquerdistas, pois eles estão na espiral do delírio. Esse tal “Foicebook” (na verdade, a rede “Participatório”, criada pelo governo petralha) é um exemplo de ação com absurdo grau de vulnerabilidade à ridicularização. Esta ação do PT é um exemplo de ação digna de quem está na espiral do delírio. É piada pronta, como é dito no vídeo acima.

É preciso que o grupo localizado na espiral do silêncio (a direita) perceba as maravilhosas oportunidades que o PT está nos abrindo para que nós o ridicularizemos. Portanto , se você entender o conceito de espiral do silêncio, não se desanime, pois provavelmente seu oponente está na espiral do delírio. Neste caso, aproveite as oportunidades que surgirem.

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9 COMMENTS

  1. Olá Luciano. O que você acha da idéia que alguns colegas de direita já tiveram, de entrar na tal rede social a fim de abrir comunidades com temática anti-esquerdista, e se manifestar dessa forma?
    Seria de algum benefício? Pois a impressão é que esta rede será de audiência e repercussão pífias..

  2. Ei pessoal, seria legal postar essas zoeiras aí no facebook para aumentar a popularidade e difusão da ridicularização. 😀 Fica a idéia.

  3. Luciano, mais um facepalm marxista-humanista-neoateísta: François Hollande quer proibir que as escolas passem lição de casa para os alunos porque supostamente isso seria injusto para com os alunos filhos de mãe solteira ou órfãos.
    Dá para depreender daqui que o presidente acossado da França quer a longo prazo criar uma geração de pessoas que façam fricote com qualquer pedido de algo a ser feito (pense aí em atribuições dadas a alguém em ambiente de trabalho ou mesmo trabalhos de faculdade). Fora isso, também é um desestímulo ao autodidatismo daqueles. E, como sabemos, MHNs querem que as pessoas não pensem fora da caixa e se puderem evitar isso desde o começo, melhor, pois assim tornam as pessoas mais dependentes do Estado.

    E, como sabemos, filhos órfãos existirão sempre e filhos de mãe solteira o são muito por causa de escolhas sobre as quais eles não têm controle e são apenas produto. Porém, eventuais dificuldades que eles tenham em comparação a filhos de pai e mãe presentes não são incontornáveis e muito menos ofensivas. Não tem pai nem mãe para ajudar? Procure nas enciclopédias ou, atualmente, na internet (preferencialmente escrevendo algo de punho próprio para não dar plágio).
    Quem redigiu a nota pode não ter notado que mencionou a Finlândia, que pode ter gente bem mais raçuda que a sueca, mas também sofre com efeitos do gramscismo como todo o resto da Escandinávia. Já os Estados Unidos também sentem alguns efeitos gramscistas, mas ainda estão menos adiantados nessa coisa toda.

    Vamos esperar que o pessoal do Manif pour Tous inclua esse assunto em seus próximos protestos com centenas de milhares nas ruas.

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