“Como lidar com os bullies da esquerda”, por Ben Shapiro

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Sem dúvida alguma, aqui está um dos conteúdos postados neste blog que mais recomendo aos leitores. O vídeo acima, de 25 minutos, é daqueles a ser assistido várias e várias vezes.

O palestrante é Ben Shapiro, que escreveu, dentre outros, “Bullies:  How the Left’s Culture of Fear and Intimidation Silence Americans” (tradução: “Valentões: Como a Cultura Esquerdista de Medo e Intimidação Silencia os Americanos”).

O material desta palestra é baseado na obra, onde Shapiro identifica o elemento que une toda e qualquer manifestação esquerdista em relação a quem é da direita: uso de táticas psicológicas para intimidar e jogar o oponente na espiral do silêncio. Até hoje, muitos direitistas não conseguem lidar com essa situação. Há um jogo, e somente a esquerda sabe as regras desse jogo.

Embora em linhas gerais (e de forma resumida, pois para quem quiser detalhes recomendo fortemente a aquisição do livro) , as dicas de Shapiro são essenciais e com certeza vão melhorar seu desempenho em “debates” com esquerdistas, caso você as aplique. (Evidentemente, uso o termo “debate” entre aspas, pois trabalho com a noção de que o esquerdista jamais debate, mas, ao invés disso, usa artimanhas para evitar o debate de idéias)

Enquanto a esquerda tinha autores como Gramsci, Lenin e Alinsky, que só faziam ensinar técnicas de guerra política aos seus, a direita se preocupava com argumentações coesas, como as de Russel Kirk, Friedrich Hayek e Ludwig von Mises. Isso nos deixou ao mesmo tempo detentores dos melhores princípios e dos melhores argumentos. Mas, por outro lado, sempre fomos muito ruins em guerra política, arte que a esquerda domina.

Somente de uns 15 anos para cá, autores da direita resolveram descobrir o que esses estrategistas da esquerda estavam tramando contra eles.

Claro que o material de Shapiro não é perfeito, pois ele comete o erro de se referir aos esquerdistas como liberais, ao invés de chamá-los puramente de… esquerdistas. Se eu retornasse aos Estados Unidos, não me furtaria em chamar os esquerdistas de “anti-liberais”. Na terceira (das 10) técnicas para neutralizar a intimidação de esquerda, Shapiro fala sobre controlar o frame. Ao chamar um esquerdista de liberal, infelizmente, ele perdeu o frame. Mas não se pode ter tudo.

O que importa é que as dicas de Shapiro funcionam na maior parte do tempo. Tanto que eu as uso no conteúdo criado sobre os esquerdistas, e nos meus debates contra eles.

Consulte o site Traduções de Direita, dos responsáveis por essa tradução.

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16 COMMENTS

  1. O erro não é só dele, nos EUA é comum chamar esquerdista de liberal, isso mostra como a estratégia Gransciana de distorcer o significado das palavras pra obrigar as pessoas a concordar com a esquerda é forte por lá

    • Eu nunca falo em liberal. Aqui no Brasil, liberal pode ser da social democracia, do Estado mínimo ou até mesmo anarco-capitalista.

      Prefiro chamar dos nomes acima mesmo, assim sabe quem é quem.

  2. Terminei de assistir agora, excelente vídeo e o cara ainda é engraçado. Achei muito importante essa questão de “bater nos seus”, quando nós vemos os esquerdistas defendendo as maiores falhas de caráter dos seus psicopatas nós tendemos a pensar que temos que defender mesmo políticas ruins dos direitistas e isso não é nenhum absurdo, acho que se queremos poder, será essencial estarmos prontos a “bater nos nossos” pois errarão feio num país sem cultura de direita.
    Muito bom conhecer essas mentes pensantes da guerra política americana, isso pode nos adiantar em alguns anos na guerra por aqui.
    Obrigado por compartilhar conosco Ayan,
    Abs

      • outro mais antigo, você deve conhecer…o final do vídeo é o mais didático de todos: 3 questões que arrebentam QUALQUER argumento esquerdista.

      • Ele realmente fala uma verdade, o eleitor norma americano é “dramaticamente ignorante”, mas como você pode ouvir, se tiver souber um pouco de inglês que ele fala (democrat) o que não é esquerda (pouco da história americana e de política americana para saber isso – é o mesmo que dizer que Obama é comunista), tornando o vídeo inútil para tratar de uma discussão argumentativa para com os comunistas brasileiros, que passam anos estudando em Universidades Públicas do país, depois se tornam mestres e doutores com discursos bem elaborados e construídos com embasamento histórico e teórico.

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