Ué, mas o vandalismo das manifestações esquerdistas não era coisa de uma “minoria”?

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blackbloc

Fonte: Folha de S. Paulo

Manifestantes que participaram de um protesto na avenida Paulista na noite desta sexta-feira (26/07) destruíram ao menos 13 agências bancárias da via.

A depredação dos bancos começou logo nos primeiros passos da passeata. Os manifestantes atiraram pedras contra as fachadas dos bancos, quebraram as entradas e quebraram corrimões –cujos pedaços viraram armas posteriormente.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da corporação afirmou, pelo telefone, que “o policiamento de área estava acompanhando a manifestação desde seu início, às 18h”. Segundo a polícia, a decisão de não chamar reforços aconteceu porque a manifestação avançava pacificamente até as 19h20.

“Em torno das 19h20, quando começaram os atos de vandalismo, a Força Tática, responsável pelo controle de distúrbios, foi acionada. Foi preciso realocar esse efetivo”, disse. A PM conseguiu dispersar a manifestação por volta das 20h40. Os primeiros policiais chegaram por volta das 20h.

Questionada sobre qual o efetivo que acompanhou o início da mobilização na Paulista, a assessoria da PM disse ainda não ter conseguido levantar esse número. Sobre os relatos de que eram apenas quatro policiais, a assessoria afirmou que “geralmente, o número não é tão pequeno assim”.

Organizadores do ato disseram que os black blocks (grupo de anarquistas que prega a depredação do patrimônio publico e privado nos protestos) se infiltraram no ato organizado por eles, que era pacifico.

“Nosso ato era somente para protestar contra a violência policial no Rio de Janeiro e o sumiço do Amarildo. Não pregamos a violência, mas a partir de um momento, os balck blocks começaram a entrar no ato e quebrar tudo”, disse um manifestante que não quis se identificar, mas disse ser um dos organizadores.

Convocada pelo Facebook, a manifestação tem punks e integrantes dos black blocs. O protesto nomeado “apoio aos irmãos e irmãs Cariocas” foi anunciado também nas redes sociais em outras capitais, como Belo Horizonte, Florianópolis e Salvador.

Ver vídeo abaixo:


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Meus comentários

Esses “anarquistas” de esquerda nunca me enganaram. Dizem que são “contra o estado”, mas fazem manifestações gritando pelo fim do capitalismo. É claro que é truque.

Assim como sempre foi truque, por parte da mídia de esquerda, a denúncia emocionada aos PM’s que reprimiram as manifestações em junho. Note que em outra notícia reclamam da ação demorada da PM. Esquerdistas, decidam-se: a PM deve ou não deve agir?

Pode-se notar que, assim como os anarquistas que depredaram tudo que viram pela frente há poucas horas, os jornalistas de esquerda falam uma coisa mas querem exatamente outra. No caso dos manifestantes do Black Bloc, querem pretextos para inchar o estado. No caso do jornalista da Folha que reclamou da demora da polícia, ele queria que a polícia aparecesse, arrepiasse alguns vândalos e que ele tivesse um pretexto para reclamar depois. Como a polícia não apareceu, ele reclama também.

Aliás, se as depretações e vandalismo são coisa de uma “pequena minoria”, como conseguiram fazer tanto estrago?

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14 COMMENTS

    • Possíveis ações contra black blocs:

      1) Pessoas de bem não mais irem a qualquer protesto, de maneira a não formar a massa indefinida dentro da qual os black blocs se escondem quando a polícia chega;

      2) A polícia monitorar toda e qualquer página de black blocs (veja o tanto que há delas no Face, por exemplo), de forma a saber quem é cada um e assim individualizar um movimento sem rosto;

      3) A polícia, em sua parte de inteligência, infiltrar gente nesses movimentos para investigá-los por dentro, uma vez que são bastante fechados para quem é de fora. Obviamente que poderia surgir muita sujeira da grossa, daquelas que qualquer um iria se surpreender;

      4) A exemplo do que fazem com arruaceiros de estádio, condenar os que forem pegos vandalizando a por um determinado tempo se apresentar em uma delegacia e lá ficar até o fim da manifestação. Observe-se que hoje em dia dificilmente há violência dentro de estádio em dia de jogo (ainda que tenha havido significativo número por fora). O propósito aqui é desestimular o tal comportamento e fazer uma pena incômoda à vida do cara, fora gerar perda de primariedade.

  1. Luciano, em relação aos black blocs, eis que achei esta postagem na página do Black Bloc SP no Face em que não só aparece os mesmos depredando o Itaú da Paulista usando um corrimão da rampa para deficientes como aríete como também há a seguinte mensagem:

    Não temos palavras pra agradecer todos os guerreiros e guerreiras que participaram do ato hoje e mostraram pro mundo que, se os coxinhas com cara pintada e bandeira do Brasil voltaram a dormir, nós, povo oprimido, estamos acordados há anos.
    Agora é o de sempre… mídia elitista caindo em cima, os moralistas enchendo o saco como sempre, os ‘coitadinhos’ dos banqueiros chorando na Globo amanhã. Isso é inevitável. Mas quem foi ás ruas viu que a situação foi bem diferente; Nenhum dano ao pequeno empresário, e morte aos grandes acumuladores do capital!
    Quanto a quem caiu aqui de paraquedas após uma matéria tendenciosa (pra variar) do G1 ou Datena, fica o convite a conhecer o verdadeiro ideal por trás do “vandalismo” que tentam te fazer engolir.

    PINHEIRINHO VIVE!
    OBRIGADO A TODOS!

    Novamente, como pode ver, na cabeça deles “coxinha” é todo mundo que não pensa como eles e que tem um emprego do qual não pode prescindir tão facilmente. Também não podemos descartar a possibilidade de as pessoas terem descoberto que estavam protestando por coisas que interessam aos marxistas-humanistas-neoateístas no poder (pautas que na prática significam aumento do estado) e tenham desistido disso por notar que estavam sendo feitos de inocentes úteis (pense aí em padrão parecido com o do esvaziamento da Parada Gay ano a ano, o que me faz crer que os homossexuais tenham notado que estavam sendo feitos de massa de manobra). A hora em que começou o quebra-quebra segue mais ou menos o padrão (os momentos finais da manifestação).
    Note que eles não querem ser julgados por aquilo que vemos (não quebraram apenas agências bancárias, mas também uma concessionária Chevrolet na Bela Vista, fora outras coisas) e estão chamando a todos que achem isso ruim de “moralistas”. Dizem que não houve dano algum a pequenos empresários, mas não devemos esquecer o tanto de prejuízo que tiveram os donos de bares da Paulista em protestos anteriores (um deles chegou a relatar prejuízo de R$ 1.500 em um único dia, devido às pessoas que fugiram ao ver o tamanho do protesto que chegava aonde elas estavam. E R$ 1.500, como sabemos, dá para pagar o salário de ao menos um garçom, isso se o dono não pague mais). Obviamente que desconfio dessa alegação de que não houve dano a pequenos empresários, pois podemos lembrar dos prejuízos anteriores, em que também donos de loja no Shopping Paulista tiveram problemas. Obviamente que a concessionária Chevrolet, como o próprio nome diz, tem apenas a concessão da General Motors do Brasil para vender seus produtos, sendo uma empresa independente do fabricante apenas com uma ligação de mútuo interesse (afinal, interessa tanto à concessionária quanto à GM vender carros em um bom ponto).

    Veja novamente que eles estão pondo a palavra “vandalismo” entre aspas, como se o fato de os vermos quebrando vidraças (vai saber se não estava algum morador de rua aproveitando-se da marquise e, no susto, teve de fugir). Provavelmente dirão que vandalismo é a pessoa ir apertada em um ônibus ruim ou ter mau atendimento no hospital, mas sabemos que isso não é vandalismo, mas sim maus serviços. Um comentador da postagem pôs isto como exemplo de vandalismo, mas eu diria que é exemplo de desperdício de dinheiro público.
    Outra coisa também é que se pode notar que eles agradecem às pessoas que foram lá vandalizar, o que obviamente nos faz crer que tenham alto grau de funcionalidade e pouco ou nenhum de benefício e creiam de fato no que estão fazendo e qualificando isso como luta para o benefício do povo. Este comentário me deixou preocupado em relação ao início de agosto e podemos considerar bola cantada para coisa muito pior vindo por aí (que a inteligência da polícia preste atenção a isso):

    Guto Royo Negro

    camaradas , dia 1º sera maior!, serâo 5000 black blocrs, comunistas , anarquistas, preto , pobres , periféricos , na luta contra o capital. Todos juntos no bloco negro paulista, no bloco negro internacional. Sem bandeiras verde amarelo, sem partidos da situação, só bandeiras dos revolucionários de verdade.

    Observe-se que ele está dizendo que quem for negro, pobre ou morador de periferia obrigatoriamente teria de ser black bloc e assumir pauta MHN, mas o principal da coisa é que eles mencionam comunistas e anarquistas. No caso especial de comunistas, podemos presumir que haja uma infraestrutura por trás maior que a dos black blocs, mas ainda assim fica preocupante ver que ele fala de comunistas na manifestação programada para agosto, pois pode presumir que haja uma organização por trás do vandalismo que vai além dos simples anarquistas e que corrobora aquela história de gente de partido por trás. Note-se que nas pautas de protesto de hoje, além do “Fora Cabral” que poderia estar inserido em um contexto de solidariedade aos manifestantes do Rio, há um “Fora Alckmin” (com direito a agradecimento ao Black Bloc pela graça alcançada), algo que muito agrada ao PT que tanto deseja o governo estadual paulista na eleição do ano que vem (ainda mais que também caiu a aprovação do governador tucano após os protestos de junho). Talvez ele tenha errado o dia, pois a data oficial é o dia 29 de julho. Ainda em relação a “fora fulano”, eis que achei esta postagem que pode dizer que os Black Blocs estão a mando de alguém. Leiam o conteúdo:

    Pastora Maristela

    Paus mandados do Haddad. Vandalos comprados pelo governo. Era só a falar fora haddad q esses pseudo bb queriam te encher de porrada. Pq será? E pq será que o HADDAD nao mobilizou o COPOM para PREVINIR o vandalismo? Anarquismo, de raiz nao usa Facebook, nao vi um PUNK, só muleque, pago com mortadela. Parabens, na proxima deixem eles quebrarem e façamos a volta e voltamos pelo mesmo lugar, se eles vao pra 23, nós voltamos ao MASP.;;;

    Sem querer, os anarquistas comentadores acabaram por permitir que aumentássemos o conhecimento de suas táticas ao deixar o link deste vídeo. Note que os anarquistas que não são adeptos da violência acabam meio que por apoiar o Black Bloc ao dizer que a paz é a institucionalização de uma relação de opressor e oprimido e que a violência seria algo natural de ocorrer.
    Também não deixa de ter destaque o que o Yuri Grecco (do EuAteu) falou no dia 22, quatro dias antes dos ocorridos de hoje na Paulista:

    https://www.youtube.com/watch?v=iqnkdHg4rzs

    Observe que o cara prega abertamente que se deprede patrimônio público (pago pelos meus e os seus impostos, não os do Yuri Grecco por estar no Canadá) e bancos. E não foi exatamente o que aconteceu hoje na Paulista e imediações? Claro que o Yuri não tem nada a ver com os ocorridos na principal avenida paulistana, mas não deixei de me surpreender com ele defendendo que se quebre tudo. Fica a pergunta sobre de quem é o prejuízo pela depredação da concessionária Chevrolet na Bela Vista, uma vez que, como já dito antes, é patrimônio pertencente a uma empresa particular e de capital brasileiro bem menor que o da gigante General Motors, de quem apenas tem a concessão para vender seus veículos.
    O principal da coisa é que podemos ver que as polícias brasileiras estão que nem barata tonta para captar a dinâmica do movimento em si, que é de se reconhecer que é difícil de compreender (veja o fato de não falarem os números de quantos há no Brasil e o certo fechar em copas). Os chamados P2, que estão nas manifestações, estão fáceis demais de reconhecer e há vídeos mostrando os mesmos sendo isolados (ainda que em contexto da suposta história de que os homens da lei teriam jogado coquetéis molotov, acusação que após a foto da polícia carioca ficou fragilizada). Talvez fosse preciso haver infiltração, como vemos ocorrer nos Estados Unidos, dentro desses grupos, na base de ganhar a confiança deles para só então se atuar, já sabendo quem é quem. Pode ser que muita coisa bem suja surja em uma eventual investigação dessas.

  2. “Eu rejeito a idéia de ir pra rua quebrar tudo, mas a partir do momento que você foi pra rua aí esse é o caminho. Sai e quebra. E dá prejuízo para o Estado, pra Prefeitura e não para o cidadão.” (Yuri Grecco)

    Yuri Grecco, o primeiro homem em séculos a refutar duplamente o princípio da não-contradição aristotélica! Ele é contra e a favor da depredação de um patrimônio que é público e não é ao mesmo tempo! A roda quadrada girou parada finalmente!

    http://images2.wikia.nocookie.net/__cb20121227110742/weirdpedia/pt-br/images/e/ec/Xuxa-pqp.gif

      • Como todo esquerdista ele padece da famigerada “paralaxe cognitiva olaviana”. Aquela que te faz dar boas risadas toda vez que passa em frente as sedes do PCdoB e dá de cara com o placa “Proibido estacionar aqui. Propriedade privada. Sujeito a guincho.” Lógico que esse é um comentário anedótico, mas é eficiente em ilustrar o “duplo vínculo” (http://en.wikipedia.org/wiki/Double_bind) involuntário com o qual a mente desse pessoal opera.

        Vide:

        http://www.youtube.com/watch?v=Su05CCXFf44

        “Cês (sic) já repararam como tem gente que acha que tem licença, que tem autorização pra ser babaca, pra ser escroto, pra ser rude, pra ser mal-educado, pra maltratar as pessoas? Eu explico melhor: são pessoas que acham que ou porque tão passando por alguma coisa ou porque têm algum traço de personalidade X, elas se acham (sic) autorizadas a fazerem algumas coisas que vão meio contra os nossos contratos sociais. Mas o mais grave, ou o que me incomoda mais – não sei se é mais grave -, são (sic) quando as pessoas em volta autorizam essa pessoa.”(Yuri Grecco)

        Para o Yuri Grecco, o fato de ele sugerir, de ele endossar que os vândalos destruam patrimônio público não é “autorizar alguém que tem um traço de personalidade X a ir contra os nossos contratos sociais”. Ah, mas ele tava falando de grosseria, e vandalismo não é grosseria, é polidez. Além do mais é muito pior pra sociedade alguém “rabugento”, “que dá patadas” (feito a moça que o Yuri descreve) do que pessoas que destroem patrimônio público ou alheio, pessoas que forçam confrontos com a polícia e colocam em risco a integridade física dos policiais e de outros cidadãos.

    • “…mas a partir do momento que você foi pra rua aí esse é o caminho. Sai e quebra. E dá prejuízo para o Estado, pra Prefeitura e não para o cidadão.” (Yuri Grecco)
      Sim dá prejuízo para o estado, prefeitura etc, mas quem paga é o CIDADÃO !!!!
      Isto é falta de neuronios, quem acaba pagando é o cidadão que dá duro de segunda à sexta, trabalha como um condenado para pagar os impostos, não consegue voltar para casa. Banqueiros e políticos tem com “escapar” dos impostos os prejuízos nós pagamos, tem seus carros, não precisam de transporte público.
      O protesto precisa ser direto aos políticos, façam na frente das casas deles, na camara municipal, na assembléia legislativa, na camara federal e no senado e NÂO NA PAULISTA !!!!

  3. Segue o que o Estadão disse sobre o vandalismo de ontem. Segundo o periódico da família Mesquita, eram apenas 12 os que fizeram aquela bagunça toda e, além de agências bancárias, quebraram também lixeiras, relógio público e picharam o símbolo de anarquia em todos os lugares, fora atearem fogo a sacos de lixo e derrubarem duas cabines da PM. O repórter não falou da concessionária Chevrolet na Bela Vista, mas por foto falou do veículo da Record que foi vandalizado na 23 de Maio.
    No G1, falaram da depredação em maiores detalhes. Os manifestantes pacíficos diziam “sem vandalismo”, ao que os black blocs respondiam “sem pacifismo”. Provavelmente ninguém das fileiras pacíficas, que eram maioria, foi lá dar umas porradas nos black blocs até porque é de se imaginar que a tal dúzia seja de gente extremamente barra-pesada, daqueles que sabem brigar na rua como ninguém. Os black blocs diziam também que “manifestação pacífica é passeio pela cidade” e que “vandalismo é o que fazem nas escolas, cheias de gente sem educação”, denotando aqui que estão com discurso unificado e padronizado, condizente com a história de serem um grupo um tanto fechado e que não iriam expor a quem quisessem aquilo que está por trás deles. O que dá para ver é que foram lá com objetivo bem definido e que as pessoas pacíficas que lá foram não estão mesmo com a noção de que estão servindo de paisagem para que os black blocs se escondam.

    Em ambos os links estão perguntando por que a polícia não foi com tudo para cima dos black blocs. Em um dos casos, a polícia respondeu que só iria para cima se recebesse denúncia de alguém que tivesse visto e identificado os suspeitos e que a ordem era de não intervir e que a pessoa que tivesse visto teria de ir à delegacia. Observe-se que esse é um padrão que a PM assumiu de propósito para intimidar o comum do povo, pois todo mundo tem medo de retaliação. Imagine umas centenas de black blocs pichando sua casa, seu carro e fazendo outras arruaças por terem visto seus dados pessoais em um BO e já dá para ter uma ideia do ocorrido.
    Qualquer um que tenha visto a PM agir sabe que eles podem perfeitamente por iniciativa própria agir quando há algo acontecendo e foi exatamente isso que eles fizeram nas primeiras manifestações do Passe Livre, sem que qualquer denúncia por parte de populares tivesse de ser feita. Tudo bem que naquela ocasião agira com um grau de truculência extremo, com direito a jogar gás lacrimogênio no sétimo andar de um prédio e dentro do carro de um idoso, fora balas de borracha atiradas a esmo e que praticamente cegaram um fotógrafo, fora quase terem cegado uma repórter da Folha, fora uma ter atingido a têmpora de uma senhora de idade que não tinha nada a ver com a história e só estava andando na rua rumo a seu lar. Se eram mesmo 12 os black blocs, não falamos de um número de pessoas grande o suficiente para que se precisasse de muito efetivo e facilmente identificável.

    Que notamos falta de ação da polícia, isso é verdade e aqui não consigo ver que estratégia que poderia estar por trás dessa postura de permitir que bancos e outros dispositivos urbanos privados e públicos fossem vandalizados. Não há aqui algo parecido como permitir que arrombassem o portão do Palácio dos Bandeirantes com toda a mídia registrando para aí ter um monte de provas consistentes de que havia justificativa para os atos de legítima defesa. Também acho estranho que com um “fora Alckmin” denotando que a fase de protestos menores tem tudo para ser guinada para algo que interesse ao PT, a PM, subordinada ao governador estadual e que chegou a ser interpelada pelos manifestantes pacíficos sobre se ia combater aquilo, não tenha aproveitado para fazer uma ação tão isenta de violência quanto aquela bem feita que realizaram quando da desocupação da reitoria da USP (e que inclusive poderia ajudar na popularidade do Geraldo que governa a unidade federativa mais rica do país). Tudo bem que o Luciano disse da tal situação de que se a polícia ficasse parada, a mídia reclamaria, mas se fosse mais enérgica e desse umas borrachadas, também a mídia reclamaria, mas ainda assim consigo ver uma possibilidade de fazer aquela via em que não houve feridos na Cidade Universitária (e que só teve reclamação mesmo dos PSTUs e PCOs da vida, o tipo de reclamação que ninguém dá bola quando compara com a verdade dos fatos).

    • Leopoldo,

      Uma sugestão é que os teístas ridicularizem os neo-ateus, dizendo que no “desbatismo” estão doidos para angariarem criancinhas, junto com os amigos deles, os pedófilos de Luiz Mott.

      Exemplo. Em um processo eles poderiam dizer que o “pegar” não tem conotação sexual… daí já era a idéia de processo.

      Não se responde a piada. Se revida.

      Essa é minha sugestão.

      Abs,

      LH

  4. Segue mais um vídeo de ação dos black blocs, filmado pelos próprios:

    http://www.youtube.com/watch?v=EK6TlkVayz0

    Observe-se que vemos a tal dúzia completa na Paulista, pois na 23 de Maio parece serem mais. Ao contrário do que as matérias de Estadão e G1 falaram, vimos ação da polícia, ainda que na 23 de Maio e uma solitária viatura, revelando óbvia desvantagem numérica e obrigando os policiais a recuar. Ainda assim, dá para continuar a estranhar muito essa ausência de polícia para conter manifestantes violentos.
    Em relação ao link no Face para o vídeo, que se leia os seguintes comentários:

    Kel Campos

    Peleguice foi se desfazendo pela Paulista. Foi lindo!

    Logo, como se pode observar, para os black blocs, pelego é todo mundo que se manifesta pacificamente. Como Black Bloc é movimento mundial com tática padronizada, observe-se que já adiantam o que pode acontecer com os próximos carros de redes de TV:

    Ninukab Îir

    Me representam, só uma dica, tirem os pneus antes de virar o carro, facilita virar, e uns pneuszinhos queimados sempre é bom ahahhah

    Quem observar verá que as pessoas contrárias ao Black Bloc pararam de comentar, talvez porque esses anarquistas conseguiram promover uma espiral do silêncio em sua página de Face (é um tanto burro alguém contrário aos black blocs ir comentár na página deles, mas não entrarei em mais méritos sobre isso). Contrários ao tal movimento até comentaram em outro tópico, mas provavelmente foram silenciados por meio de uma pseudo-histeria controlada dos mascarados.
    Uma coisa importante que permite comparar o Black Bloc com movimentos totalitários históricos como o nazismo e o comunismo é o fato de eles parecerem gostar de documentar bem suas ações, como se pode ver neste link de mais uma foto da agência depredada do Itaú. Porém, o principal problema para eles é que quando começam a documentar cada vez mais, abrem margem para que sejam identificados mais facilmente. Observe-se que o link que passo também está “espiralado”, apenas tendo gente que apoia tal tipo de ação.

    • Outro vídeo, desta vez mostrando a polícia jogando bomba de efeito moral contra black blocs (o que praticamente é nada, pois os mesmos treinaram para não dispersar com tal artefato):

      http://www.youtube.com/watch?v=dtX4inb7Pns

      Mais um vídeo de vandalismo contra o veículo da Record, no qual se pode observar bem mais que 12 black blocs:

      http://www.youtube.com/watch?v=ZIj5vSleBBM

      Também um vídeo com o vandalismo à concessionária Chevrolet, com direito a depredação de carros. Logo, os black blocs causaram prejuízo a uma empresa brasileira cuja ligação com a GM está apenas na concessão e, portanto, prejudicaram a economia do país inclusive na parte que não envia royalties:

      http://www.youtube.com/watch?v=WcMhrgOwRsY

      Um vídeo mais longo com os vandalismos e no qual pode se ver a tática de andar nas beiradas da massa manifestante pacífica e ir quebrando tudo para depois se esconder dentro da mesma (por isso que as pessoas devem evitar ir a manifestações, pois só estão fazendo o que os black blocs querem). Também se ouvem gritos de “acabou o amor. Isto aqui vai virar o Rio!”, significando que em próximos protestos poderemos ver um grau de violência muito parecido com o que estamos vendo nas manifestações cariocas. Outra coisa importante é notar que gritam contra Geraldo Alckmin, o que, como sabemos, muito interessa ao PT nas eleições do ano que vem e parece coadunar com aquela história de que quem gritava contra Dilma e Haddad acabava sendo recriminado pelo resto da manifestação. Segue:

      http://www.youtube.com/watch?v=1343yrVvFKI

      Dois vídeos de um mesmo cara, pegando a parte inicial da manifestação, aqui permitindo ver que eles começam com “Fora Cabral”, algo que só serve de pretexto inicial para posteriormente ser guinado para “Geraldo, pode esperar, a tua hora vai chegar” e posteriormente a parte em que vandalizam o carro da Record. Há também gente gritando “prefeitura”, o que pode significar que alguns anarquistas sejam estritamente funcionais e estejam pensando que iriam conseguir chegar lá:

      http://www.youtube.com/watch?v=WJrNWQasyio

      http://www.youtube.com/watch?v=m0CprU9HBGU

      Queima de bandeiras paulista e brasileira, com acusações de que nosso país seria racista (aqui, outro paralelo entre anarquistas e marxistas-humanistas-neoateístas na modalidade brasileira):

      http://www.youtube.com/watch?v=Ugstwc-T3F4

      Observe-se também que os black blocs se consideram à parte dos manifestantes comuns, como poderão ver aqui:

      http://www.youtube.com/watch?v=tZiw14hDU3Q

      Vídeo da quebra de uma agência do Bradesco, no qual se pode ouvir os black blocs respondendo “sem pacifismo” ao grito de “sem vandalismo”:

      http://www.youtube.com/watch?v=uXE49Oh-eK0

      Coisas para se dizer:

      1) É a segunda vez que vejo veículo da Record sendo vandalizado em manifestações (vide o fogo no link móvel quando das manifestações de junho). Como sabemos, a Record está mais próxima do governo federal do que a Globo, mas isso não parece impedir a fúria dos manifestantes (assim como outros que de alguma forma se aliaram ao governo). Em quanto tempo será que a Record e outros notarão que não adianta a postura que estão tendo? Favoráveis ou não ao governo, estão sendo igualmente atacados. Tudo isso muito lembra a fúria da turba chavista contra as emissoras opositoras do governo local, com a diferença de que aqui também estão sendo atacados os que em tese são favoráveis (aqui pode ser ato de pessoas estritamente funcionais);

      2) Observem como os black blocs gostam de ter mídia por seus atos e consideram isso uma espécie de vangloriamento. Como havia comentado antes, talvez uma punição efetiva para quem for pego em vandalismo seria fazer como fizeram com torcedores violentos, em que são obrigados a se apresentar em uma delegacia uma hora antes do jogo e só são liberados uma hora depois. No caso do black bloc, como o “futebol” dele é ir às ruas depredar tudo o que vê, uma solução de punição efetiva seria obrigar o que fosse pego em vandalismo e preso a se apresentar a uma delegacia uma hora antes de uma manifestação começar (ainda mais que a organização via redes sociais permite saber a hora em que começam) e só liberá-lo uma hora depois do término (aqui é até pior que jogo de futebol, pois manifestantes ficam mais tempo na rua do que jogadores em campo). Observe que teria de ser algo tedioso (logo, leia-se ser necessária uma conciliação com um isolamento total do noticiário), discreto (justamente para o cara não poder se vangloriar de ser punido, pensando-se aí em Saul Alinsky), sem necessariamente representar uma restrição total do ir e vir (uma vez que ficaria retido só pelo tempo da manifestação) e que poderia desestimular outros a fazer coisas parecidas (se black blocs soltos forem mesmo amiguinhos entre si, teriam solidariedade com os punidos e ficariam o menor tempo possível em prol dos presos) e com capacidade de desestimular vandalismos posteriores (imagine outros black blocs pensando no tédio que seria ter de ir a uma delegacia a cada manifestação que acontecesse);

      3) Aqui, de fato, não dá para falar de “uma minoria”, pois estima-se que a manifestação de ontem tivesse umas 300 pessoas e, como notamos, havia um número razoável de black blocs. Identificaram-se 12 que barbarizaram a Paulista, mas na 23 de Maio havia mais gente. Além disso, apesar dos gritos de “sem vandalismo” contrabalançados por “sem pacifismo” dos encapuzados, observe-se que a massa principal por vezes pareceu apoiar o terror que estava sendo tocado. Segue a recomendação para que ninguém vá a essas passeatas, justamente para não virar biombo no qual black blocs se escondam.

  5. Luciano, lembra-se que em comentários anteriores meus estava (e sigo estando) com medo de que aqui surja com força aquele tipo de movimento chamado antifa e que aqui no Brasil teríamos o problema de, além de neonazistas estarem em números insignificantes, os marxistas-humanistas-neoateístas considerarem “fascista” basicamente todos aqueles que são contra eles e que isso poderia incluir qualquer um e gerar uma onda muito pior que a de um monte de skinheads? Pois bem, eis que vi isto na página [̲̅B̲̅l̲̅α̲̅c̲̅k̲̅ ̲̅B̲̅l̲̅σ̲̅c̲̅k̲̅ ̲̅B̲̅я̲̅α̲̅ร̲̅i̲̅l̲̅]. Como pode notar, eles estão basicamente fazendo aquela bola que já havia cantado e estão pedindo para que denunciem páginas “fascistas” que nada de fascistas têm. E, como disse antes, imagine se eles começarem a defender que se agrida pessoas nas ruas e outras coisas. Aliás, se você olhar para a página de abertura da [̲̅B̲̅l̲̅α̲̅c̲̅k̲̅ ̲̅B̲̅l̲̅σ̲̅c̲̅k̲̅ ̲̅B̲̅я̲̅α̲̅ร̲̅i̲̅l̲̅], verá que eles têm um logotipo escrito “All Cops Are Bastards” (Todos os Policiais são Bastardos), o que demonstra que de fato eles estão totalmente dando de ombros para aquilo que consideramos ser necessário para que a vida em um ambiente de civilização seja mantida em mínima ordem.

    Porém, se você olhar as respostas, notará que os black blocs foram desmoralizados na própria página, com muita gente perguntando se eles sabem o que é fascismo (se bem que não entendo por que raios ninguém usa aquela frase de Mussolini que prega “tudo no Estado, nada contra o Estado e nada fora do Estado”, que seria excelente para mostrar que, tal qual marxismo-humanismo-neoateísmo, o nazifascismo também defende um estado grande e que a tudo vigie), fora haver uma guerra de religiões políticas, com libertários-anarcocapitalistas descendo a lenha, mas apenas e tão somente propagando outra utopia que acredita que no mundo lá fora todo mundo é de boa fé e ninguém vai usar lei de Gérson. E você poderá notar também que com a briguinha que ficou, eles acabaram não ligando para o que outros daqueles a quem chamam de “fascistas” (basicamente todos aqueles que não pensam que nem eles) estão postando nas respostas, dando espaço para que as pessoas ponham diversos dados usando a página em questão como espaço para divulgação de tudo aquilo que marxistas-humanistas-neoateístas não querem que o povo saiba. Veja também um monte de xingamento em cima dos black blocs, fora também diversos litros de Toddynho sendo derramados na cabeça dos MHNs (que, reconheçamos, não conseguem nem um pouco popularizar seu xingamento de “coxinha” para além de suas hostes ideológicas, até porque o povão já notou que para eles “coxinha” é todo mundo que não pensa como os MHNs pensam).
    Pode ser que estejamos vendo, somando essa patuscada facebookiana dos black blocs, a blasfêmia na Marcha das Vadias, o fim do Femen Brazil acelerado por uma trollada genial, a expulsão de partidos nos protestos que o PT queria guinar contra o PSDB e o enorme sucesso da Jornada Mundial da Juventude, uma característica histórica do MHN brasileiro voltar a se repetir: quando estão com a faca e o queijo na mão, fazem trapalhadas tão retumbantes que acabam por jogar contra si próprios.

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