O movimento LGBT e a prática de falácias em ritmo industrial: o caso de Alan Chambers e o arrependimento do Exodus

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A argumentação esquerdista é sempre demencial, e quem não sofreu as lavagens cerebrais de seus professores doutrinadores pode notar que sempre temos o balbuciar de premissas e conclusões que não se encaixam, isto é, a prática contínua de falácias.

O movimento gayzista é um dos maiores praticantes de falácias da esquerda, se igualando ao movimento da bandidomania. Basta deixá-los discursar, que, ao final de duas ou três sentenças, com certeza já identificaremos a primeira falácia.

Agora, leia esta notícia do O Globo:

A organização Exodus International, a maior do mundo dedicada à “cura gay”, está encerrando suas atividades após 37 anos.

Em uma carta à comunidade homossexual, bissexual e transexual, o líder da entidade missionária, Alan Chambers (foto acima), pediu “desculpas pela dor e pelo sofrimento” que ele e a organização causaram a muitas pessoas. Chambers admitiu ter atração por homem:

“Vários anos atrás eu, de forma conveniente, omiti minha atração pelo mesmo sexo. Eu tinha medo de dividir isso. Hoje, entretanto, aceito esse sentimento como parte da minha vida”, escreveu ele, de acordo com trecho da carta publicada pelo site “Gawker”.

Chambers disse que a organização cristã que lidera terá uma outra diretriz a partir de agora.

Na contramão, esta semana, no Brasil, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que determina o fim da proibição, pelo Conselho Federal de Psicologia, de tratamentos que se propõem a reverter a homossexualidade. A questão foi apresentada pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da comissão.

A partir disso, muitos esquerdistas entram em debate na questão do direito de tratamento aos que querem mudar seus comportamentos/orientações dizendo que isso não pode ocorrer pois “Alan Chambers fechou a organização Exodus, e disse que não funciona, portanto, o tratamento não funciona”.

Mas se observarmos uma argumentação do próprio Alan Chambers em outro lugar, o mesmo disse que 99.9% dos gays não mudaram sua orientação, mas o mesmo reconhece que seu número não provém de uma base científica, mas de sua experiência. O número seria, em sua análise, uma “grande maioria”. Mas não poderia ser 80%? Ou 70%? E por que ele não usou 100%?

Simples, ele não usou 100% pois sabe que teria um baita ônus da prova em suas mãos, pois existem casos de gays que mudaram seu comportamento/orientação. E mesmo que fosse apenas 1 caso em 10.000 isso ainda não seria um motivo para proibir que esse 1 procurasse ajuda.

A partir daí, já encontrarmos as falácias do conteúdo esquerdista. Alan Chambers provavelmente fracassou em seu intento de mudar seu comportamento/orientação. Provavelmente por que não foi disciplinado, ou usou a abordagem errada, ou então por que seu nível de viadagem fosse alto demais. Mas esse não é o caso de todos. Portanto, o fato de Alan Chambers ter decidido encerrar as atividades do Exodus não prova absolutamente nada em relação ao fato de que comportamentos/orientações humanas não podem mudar somente se o comportamento/orientação em questão for o homossexual. Note que eu estou usando o princípio da caridade ao considerar que a mudança pode ocorrer em uma minoria de casos, o que ainda é uma alegação de Chambers que precisa ser testada. Nesta parte do discurso dele, temos a falácia da amostra não representativa (Ex. “Eu não consegui dirigir, portanto não é possível dirigir”), além da evidência anedotal (Ex. “O número de gays convertidos não chega a 0,01%, e a evidência que tenho é minha experiência no assunto”).

Outra falácia surge no uso que os gayzistas fazem do caso Alan Chambers. Para eles, Chambers se tornou uma autoridade no assunto, e portanto o que ele falar, está falado. Mas essa é a tradicional falácia do apelo à autoridade. Claro também que o uso do termo “cura gay” é o estratagema do rótulo odioso, ou, em outras palavras, falácia do espantalho.

A partir de agora, quando algum esquerdista usar o caso Alan Chambers para tentar proibir a liberdade de escolha no tratamento psicológico, diga a ele:

  • E daí que o grupo Exodus mudou sua orientação? O grupo Exodus não representa todos os psicólogos. (Aliás, nem era um grupo de psicologia, parecia mais um grupo de aconselhamento espiritual)
  • E daí que Alan Chambers fracassou em seu intento? O fracasso de um não é o fracasso de todos.
  • “Grandes merda” que o Alan Chambers não concorda com a liberdade de escolha de tratamento psicológico. Qual autoridade ele tem no assunto? (Lembre o esquerdista que o fato dele ser sido líder de Exodus por um tempo não configura autoridade alguma)
  • O próprio Chambers reconheceu que o fracasso não é de todos, só do que ele alega ser uma “maioria”. Portanto, essa minoria que obtem sucesso também deve ter seus direitos respeitados.

Não gaste muito tutano com isso, pois o truque “Alan Chambers e Exodus comprovam que liberdade de escolha no tratamento psicológico não deve existir” é um dos mais estúpidos e retardados possíveis.

Não deixe também de dominar os guias de falácias. Debater com esquerdistas sem estar pronto para descobrir as falácias deles (que, se não descobertas, são eficientes) é dar um tiro no pé.

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4 COMMENTS

  1. Uma conclusão lógica que ouvi de uma senhora de idade:

    Se não existe Ex-gay (afirmação dos esquerdistas), logo não existe ex-hetero (jogando pelo livro de regras do adversário)….
    Logo gays não existem.

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