Irritando esquerdistas: Terroristas do Black Bloc são denunciados por formação de quadrilha

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Fonte: UOL

Denunciados por formação de quadrilha, dano qualificado, resistência e desacato, os cinco manifestantes que foram presos em flagrante pela Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) na noite de terça-feira (30) serão encaminhados ainda nesta semana para o CDP (Centro de Detenção Provisória). Os advogados Luiz Guilherme Ferreira e Geraldo Santamaria Neto, que defendem os cinco presos, entraram nesta quarta-feira (31) com pedido de habeas corpus.

Thiago Carvalho Frias, 31, Francisco de Campos Lopes, 20, Andresa Macedo dos Santos, 19, Nicolas Gomes de Deus, 20, e Bruno Torres Mendes Soares, 19, são acusados de depredar duas agências do banco Santander na avenida Rebouças e uma agência de carros da Chevrolet, em Pinheiros, na zona oeste, além de apedrejar uma viatura da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), tropa de elite de Polícia Militar de São Paulo, na noite de terça-feira (30), enquanto participavam de uma manifestação contra o governador de São Paulo, que pedia “Fora, Alckmin”.

Para o delegado titular do 14º DP, Gilmar Contrera, os policiais relataram que os manifestantes são grupo do Black Bloc. “Apreendemos marreta, martelo e pedra. Já estão marcando mais uma manifestação para sexta-feira pelo Facebook. Estamos acompanhando”, disse.

Dos 20 detidos na noite de ontem, apenas cinco estão presos. “Não foi possível identificar a conduta os outros 15”, afirmou o delegado-titular.

As duas agências do Santander depredadas e pichadas já recebiam os reparos nesta quarta-feira. O pintor Jaime Bonilha, 49, que pintava e trocava os vidros nesta tarde, calculou em R$ 20 mil o serviço.

“Não é protesto. É vandalismo, mas a gente sabe que não é todo mundo, e sim um ou dois. Estou fazendo meu serviço”, diz. As agências funcionaram normalmente nesta quarta-feira. Os carros depredados e pichados da agência Carrera, da Chevrolet, haviam sido retirados da loja.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quarta-feira no Palácio dos Bandeirantes, durante anúncio de vagas para  curso de inglês, que a polícia agiu rapidamente tanto que prendeu cinco que fizeram baderda. “A população de São Paulo não suporta isso e que é o dever da polícia agir com rigor”, disse o governador.

Meus comentários

Quando esquerdistas mais radicais, como os membros do Black Bloc, são denunciados por formação de quadrilha, a mente deles entra em colapso. Isto por que, ao contrário dos seres humanos normais, eles não são capazes de entender a culpa contida em seus atos. Incapazes de ter consciência de suas falhas (morais, especialmente), passam a justificar tudo que fazem, não importa o quanto suas ações sejam atrozes. Lembre-se de que estamos falando de gente que não vê problema algum nos genocídios cometidos por Pol Pot, Mao e Stalin…

Em um ótimo texto ao Mídia sem Máscara, Felipe de Moura Brasil define esta sanção moral que todo esquerdista obtém para cometer crimes (ao menos em sua auto-análise, obviamente) como vale-crime.

Os truques da esquerda, denunciados por Felipe, são os mesmos em relação aos quais já estamos acostumados. Eles começam dizendo que “não é X, mas Y”. Por exemplo, “isso não é uma agressão, mas uma poesia concreta” ou “isso não é uma depredação, mas uma ação da marcha da história”. Todas as rotinas de “não é X, mas Y” quando falam de seus crimes vão por essa mesma linha, mas tudo não passa de desculpa para tentar confundir a patuléia.

Após os primeiros truques, geralmente usam qualquer simulação de guerra de classes, e daí, fingindo que lutam pelos “oprimidos contra os opressores”, dizem que as ações criminosas defendidas por eles são do grupo oprimido contra o grupo opressor. Logo, estão a priori justificadas.

O questionamento de Felipe, no entanto é implacável, e quero reproduzi-lo aqui:

Qual é o limite da renda mensal que moralmente autoriza alguém a cometer crimes? Há quanto tempo é preciso estar nessa faixa? Só ela basta para tanto? Ou é preciso combiná-la com humilhações sofridas pelo Estado, pela polícia, pela extrema direita fascista e pela classe média que a Marilena Chaui odeia? Como se pontuam essas coisas? Quem as verifica? As violências sofridas nas mãos dos demais criminosos supostamente pobres contam ou não contam pontos? Dizer-se vítima de preconceito é o suficiente, ou é preciso comprovar as perdas e danos? Os negros e gays têm mais direitos ao vale-crime do que os brancos? Diga-me: um adolescente rico que tenha sofrido estupros do pai ou do padrasto ou de quem quer que seja também está moralmente autorizado a cometer crimes, ou a riqueza o desqualifica? Quem está mais autorizado: o riquinho estuprado, que, sei lá, ainda perdeu a mãe, assassinada por um traficante em um legítimo ato de crueldade, ou um pobre que nunca sofreu abusos sexuais e cujos pais vão muito bem, obrigado?

Obviamente, os esquerdistas, quando colocados contra a parede com questionamentos assim, vão começar a xingar seu oponente no debate, chamando-o de “sexista, reacionário, conservador, homofóbico” e tudo o mais. Mas aí já é sinal de que perderam no duelo de argumentos.

Mesmo que a mente deles jamais absorva o conceito de culpa (o que torna o esquerdismo ainda mais nocivo em termos sociais, praticamente como a mais perigosa das doenças sociais), pessoas que estão de fora do esquerdismo possuem plena noção de que depredação ao patrimônio público é crime. E depredação ao patrimônio privado é um crime da mesma forma.

Mais do que isso: o Black Bloc é um grupo terrorista, que defende a prática do terrorismo à luz do dia. Eles são ameaças sociais tanto quanto sequestradores, estupradores, latrocidas e outras escórias da sociedade.

Alguns exemplos da página Black Bloc Brasil:

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Conforme previsto, acima temos o elogio a um ato de vandalismo. Ver um banco depredado é “lindo”. Os estúpidos nem pensam que na hora de contabilizar os prejuízos, quem paga parte da conta são os funcionários do banco. Sim, pois se as despesas para consertar unidades de trabalho depredadas aumentam, essas despesas estão junto ao custo dos funcionários.

Abaixo veja um exemplo duplo do padrão da mente esquerdista radical dos adeptos do Black Bloc:

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Mas ambos são fichinha perto deste abaixo, que usou todo o arsenal de truques marxistas em seu discurso:

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Notaram que maravilha as inversões que o sujeito faz? Nada é mais marxista do que isso. O sujeito não só diz que os crimes cometidos por eles não são crimes, como também o ato de não apoiarmos os crimes deles nos torna os ‘verdadeiros criminosos”. A “lógica” deles é uma maravilha. É mais ou menos assim: o ato de alguém não apoiar o estupro de uma mulher, torna esse não-apoiador um estuprador pois o estupro seria uma “ação de um oprimido contra um opressor”. É claro que o discurso deles é feito sob medida para psicopatas.

A partir do momento em que mapeamos as rotinas, o discurso de vagabundos como o tal esquerdista acima se torna previsível, sendo apenas o embaralhar e dar de novo em cima de chantagens emocionais previsíveis.

Para gente assim, incapaz de sequer entender a consequência de suas ações, só resta, portanto, tratarmos como eles são: criminosos. E dos piores. São terroristas.

Parabéns ao delegado titular do 14º DP, Gilmar Contrera.

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33 COMMENTS

    • E importa qual seja?

      Digamos que seja tráfico de drogas. Justifica?

      Justifica-se caso seja crime de estupro? (nesses caso, os agentes penitenciários não precisariam mover uma marreta sequer, os demais presos fariam a “justiça”)

      Ou é suficiente ser “suspeito de integrar o pcc”, conforme a notícia?

      Por acaso, Roger, você está justificando ou defendendo a tortura de presos? Conforme o caso, é claro?

  1. Os dez anos e meio de desmandos do governo petista, sustentados na utopia do LULOPETISMO remunerado, empurraram a sociedade para um beco cuja única saída seria o levante social. Acuada, ela se levantou. Ainda um tanto quanto atordoada pela devastação a que foi submetida anos a fio e tateando pela vastidão do vácuo de lideranças que se estabeleceu, deixou claro que é senhora do seu destino e fez ressoar pelos quatro cantos do Brasil o seu repúdio veemente ao jugo do Estado, pouco importando a cor do seu pavilhão ou a matiz do seu ideário. Ecoou pelas avenidas do Brasil de verdade o brado engasgado há mais de uma década, deixando um recado definitivo aos candidatos a messias redentoristas que não se deixa encantar pela bonança oportunista oferecida por redentores mercenários. Esbanjou vigor e sede de justiça. Demorou, mas a onda de protestos que se esparramou por todo o país e reacendeu a chama da cidadania, avisou aos petistas que havia chegado o tempo do ajuste de contas. Ao serem estrepitosamente escorraçado das ruas, SEU HABITAT NATURAL, por uma multidão CANSADA DE COLECIONAR HUMILHAÇÕES, aturdidos, sentiram pousar sobre o seus semblantes acintosamente arrogantes o olhar gélido do ocaso anunciando o princípio do fim de uma das mais penosas etapas de nossa história política. COM AS BANDEIRAS ARRIADAS A INTEIRO PAU se deram conta que não eram mais os donos das ruas e que estavam definitivamente abaladas as estruturas do BRASIL MARAVILHA que lhes dá asilo e que a ruína épica se desenvolve inexorável, devolvendo o BRASIL AOS BRASILEIROS sepultando na mesma cova rasa rasgada no solo árido da mentira uma DIVINDADE DESPROVIDA DE LUMINESCÊNCIA, os proféticos neo-comunistas do século 21 e os arautos do pós-marxismo capitalizado na Bolsa de Valores. Confiantes por demais no acolchoado eleitoral representado pela SERVIDÃO DE PROGRAMAS ASSISTENCIALISTAS, pela proliferação de cotas e pela ditadura das minorias, governantes e políticos – na sua maioria -, perderam o respeito pelo cidadão. Vencidos pela soberba, se juntaram no poleiro da promiscuidade de onde prestaram a mais ordinária vassalagem ao REI DO TERREIRO e perpetraram uma sequência interminável de patifarias. Se auto-proclamaram brasileiros de fina estirpe, inatingíveis, acima do bem, do mal e da justiça. No entanto, as vaias estrepitosas que superlotaram os estádios da Copa da Vergonha e a voz estridente emanada das ruas os fizeram compreender que eram apenas patifes. Desnecessário dizer que essa revolta popular que eclodiu pelos quatro cantos deste rincão verde e amarelo tem como combustível a ação nefasta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde quando tomou posse em janeiro de 2003. As pegadas do Flagelo de Garanhuns esparramadas pelos Três Poderes da República são indeléveis e mostram com clareza os estragos que ele proporcionou. Seu sumiço estratégico determinado pela sobrevivência política e a agudez do seu silêncio malandro denunciando os contornos de sua covardia o condenam. Obcecado em mostrar quem era o síndico do PROSTÍBULO BRASIL MARAVILHA, vagou pelos porões da insanidade para tornar Dilma Rousseff sua sucessora. Porém, o som retumbante de sua vitória pessoal naquela eleição prestou-se apenas para evidenciar uma verdade irrefutável: ambos compartilham do mesmo instinto predador. Lula vulgarizou o Gabinete da Presidência em reles palanque eleitoreiro. Dilma Rousseff o reduziu a uma reles saleta de aeroporto. Por isso meus caros inocentes, que se deixaram enganar por promessas de mudanças que não ocorreram como decantadas, abandonem enquanto é tempo o apoio a esses “VENDILHÕES DA PÁTRIA”, pois o preço a pagar pela teimosia será muito alto para essa e as futuras gerações. Nós os que não nos deixamos enganar por essa MÁFIA, os receberemos de braços abertos, e fraternalmente os auxiliaremos a erguerem a cabeça novamente. Resumindo: “CAIRAM NO CONTO DO OPERÁRIO” como dizia o Brizola.

  2. Sábia lição de Olavo de Carvalho

    http://www.olavodecarvalho.org/semana/verdadireita.htm

    “Um socialista não apenas vive dessa mentira: vive de forçar os outros a desempenhar os papéis que a confirmam no teatrinho mental que, na cabeça dele, faz as vezes de realidade. Quando encontra um oponente, ele quer porque quer que seja um nazista. Se o cidadão responde: “Não, obrigado, prefiro a democracia liberal”, ele entra em surto e grita: “Não pode! Não pode! Tem de ser nazista! Confesse! Confesse! Você é nazista! É!” Se, não desejando confessar um crime que não cometeu, muito menos fazê-lo só para agradar a um acusador, o sujeito insiste: “Lamento, amigo, não posso ser nazista. No mínimo, não posso sê-lo porque nazismo é socialismo”, aí o socialista treme, range os dentes, baba, pula e exclama: “Estão vendo? Eis a prova! É nazista! É nazista!””

  3. A depredação vai aumentar, pois a revelação de que o IDH cresceu mais no governo FHC do que no governo Lula vai levar os terroristas à loucura

    “Um estudo divulgado pela ONU nesta segunda-feira (29), o chamado Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, mostrou que o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), cresceu mais na década em que o país era governado por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) do que no mesmo período posterior, dominado pela gestão petista do governo de Luis Inácio Lula da Silva.

    O IDHM é uma versão local do IDH (o índice social sintético usado pelas Nações Unidas para avaliar o grau de desenvolvimento humano em países e considerado um contraponto a outras estatísticas). Entre 1991 a 2000, período que contempla o lançamento e a consolidação do Plano Real, o IDHM cresceu 24,4%. Já entre 2000 e 2010, década marcada pela chegada do PT ao poder, a evolução foi de 18,8%. A coleta dos dados foi finalizada em 2010 e, portanto, não abrangem o governo Dilma Rousseff.”

    http://transparenciapolitica.org/estudo-da-onu-mostra-que-idh-municipal-cresceu-mais-nos-anos-de-fhc/

  4. Na Opera Mundi os esquerdistas do PT estão exaltados…

    http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/30342/por+que+a+direita+odeia+o+foro+de+sao+paulo.shtml

    Perdem a cabeça. Xingam o Olavo de “filósofo de bordel”, mas é só revolta por que Olavo desmascarou o Foro pro mundo. Dizem que são ameaçados com violência e terror, mas não provam. Dizem que o Roberto Freire é vira-casada por que não faz parte dos comunistas mais. Fazem teoria da conspiração para dizer que o Foro de São Paulo fugiu do “imperialismo ianque”.
    Doidos de raiva, confessam que o PT assumiu papel decisivo no Foro. Mesmo assim dizem que a direita tem “boas razões para destilar sua baba raivosa”.
    O editor dessa lixeira é diretor da Opera Mundi. Veja o nível, Luciano.

    • Resposta do Olavo lá no Opera Mundi kuaaaaaaaaaa

      “Fico no bordel olhando a sua mãe balançar as banhas diiante dos clientes, e aproveito para meditar o grande mistério do parto anal.”

    • Olavo escreveu às 0h32 de hoje no Facebook:
      ************************************************************************************
      Acabo de enviar esta mensagem ao “Opera Mundi”:

      Ilmo. Sr.
      Breno Altman
      Opera Mundi
      Editor

      Tendo sido mencionado em termos altamente ofensivos num seu artigo recente, peço e exijo, no uso do meu direito de resposta, a publicação do texto que se segue.

      Atenciosamente,
      Olavo de Carvalho
      http://www.olavodecarvalho.org

      POR QUE ALGUÉM GOSTA DO FORO DE SÃO PAULO?

      Olavo de Carvalho

      A propósito do XIX Encontro da coordenação estratégica do movimento comunista no continente, um sr. Breno Altman indaga no “Opera Mundi” de 31 de julho, com ares de perplexa indignação: “Por que a direita odeia o Foro de São Paulo?” A resposta, como não poderia deixar de ser em obra de tão criativa inteligência, vem pronta, copiada de qualquer manual de marxismo-leninismo: é “ódio de classe”, é a maldita burguesia inconformada de que após a queda da URSS o socialismo não morresse, mas prosperasse de vitória em vitória.
      O próprio sr. Altman reconhece, no entanto, que nenhum sinal de hostilidade ao Foro se viu na “grande mídia”, porta-voz por excelência da “burguesia” segundo o ensinamento esquerdista repetido em todas as escolas. Em vez disso, os protestos direitistas, vindos de “grupos de distintos naipes” (sic), pipocaram por toda parte na blogosfera. Nem de longe ocorreu a esse gênio da estupidez perguntar por que raios a burguesia enraivecida, em vez de fulminar o Foro de São Paulo pelos possantes meios de comunicação de massas que ela mesma possui e comanda, preferiu sussurrar seu “ódio de classe” em blogs raquíticos de alcance limitado e orçamento nulo, como por exemplo o “Mídia Sem Máscara”, que sobrevive das rebarbas do meu salário.
      Muito menos notou o arguto mentecapto que, inversa e complementarmente, a sua própria opinião, em vez de ocultar-se em tão paupérrimas e frágeis publicações de quintal, brilha num site protegido pelo bilionário Grupo Folha e subsidiado pela Petrobrás, empresa onde uma parte substantiva da nossa burguesia investe o seu querido capital.
      Com toda a evidência, as respectivas “ideologias de classe”, no caso, não correspondem à posse ou falta de posse dos meios de produção. Estão sociologicamente invertidas. Mas no Brasil de hoje isso é normal entre intelectuais de esquerda (e suponho que o sr. Altman se creia um deles): sendo incapazes de discernir sua própria posição de classe, e sentindo-se inibidos de perguntá-la ao papai ou à mamãe, encontram alívio de tão angustiante desorientação inventando estereótipos amáveis e detestáveis e os vestem em quem bem desejem, acreditando que com isso estão fazendo análise sociológica.
      É assim que os pés-rapados da blogosfera se transmutam na “burguesia” e os potentados da Folha e da Petrobrás no povão oprimido.
      A resposta do sr. Altman vale o que vale o seu conhecimento das classes sociais no Brasil.
      Mas, antes mesmo disso, a pergunta mesma já veio errada.
      Ao longo de duas décadas e picos, o Foro de São Paulo acumulou uma folha de realizações que ninguém deveria ignorar:
      1) Deu abrigo e proteção política a organizações terroristas e a quadrilhas de narcotraficantes e seqüestradores que nesse ínterim espalharam o vício, o sofrimento e a morte por todo o continente, fazendo mesmo do Brasil o país onde mais cresce o consumo de drogas na América Latina.
      2) Ao associar entidades criminosas a partidos legais na busca de vantagens comuns, transformou estes últimos em parceiros do crime, institucionalizando a ilegalidade como rotina normal da vida política em dezenas de nações.
      3) Burlou todas as constituições dos seus países-membros, convidando cada um de seus governantes a interferir despudoradamente na política interna das nações vizinhas, e provendo os meios para que o fizessem “sem que ninguém o percebesse”, como confessou o sr. Lula, e sem jamais ter de prestar satisfações por isso aos seus respectivos eleitorados.
      4) Ocultou sua existência e a natureza das suas atividades durante dezesseis anos, enquanto fazia e desfazia governos e determinava desde cima o destino de nações e povos inteiros sem lhes dar a mínima satisfação ou explicação, rebaixando assim toda a política continental à condição de uma negociação secreta entre grupos interessados e transformando a democracia numa fachada enganosa.
      5) Gastou dinheiro a rodo em viagens e hospedagens para muitos milhares de pessoas, durante vinte e três anos, sem jamais informar, seja ao povo brasileiro, seja aos povos das nações vizinhas, nem a fonte do financiamento nem os critérios da sua aplicação. Até hoje não se sabe quanto das despesas foi pago por organizações criminosas, quanto foi desviado dos vários governos, quanto veio de fortunas internacionais ou de outras fontes. Nunca se viu uma nota fiscal, uma ordem de serviço, uma prestação de contas, um simulacro sequer de contabilidade. A coisa tem a transparência de um muro de chumbo.
      Diante desses fatos, perguntar por que alguém odeia o Foro de São Paulo é perguntar por que a chuva molha ou por que as vacas dão leite em vez de botar ovos.
      É pergunta idiota de quem se faz de desentendido porque tem algo, e muito, a ganhar com uma cínica afetação de inocência.
      O que toda inteligência normal e honesta deve perguntar, diante das obras e feitos do Foro de São Paulo, é, isto sim, como é possível alguém, sem ser parte interessada, gostar de uma porcaria dessas.

      ***

      Devo acrescentar, a essas considerações, uma nota pessoal. No artigo do sr. Bruno Altman fui chamado, sem maiores explicações, de “filósofo de bordel”. Embora o julgamento do sr. Altman sobre quaisquer filósofos valha tanto quanto a sua sociologia, devo reconhecer que o rótulo não é totalmente descabido, de vez que tenho, de fato, dedicado bastante atenção filosófica a vários bordéis, lupanares, prostíbulos, alcoices, casas de tolerância, casas da tia ou como se queira chamá-los, cujas atividades espantosas requerem explicação. Há, entre inumeráveis outros, o bordel internacional do Foro de São Paulo, o bordel federal da sra. Dilma Rousseff, o bordel ao ar livre da “Marcha das Vadias” e, agora, o bordel jornalístico do “Opera Mundi”.

  5. Doze tipos de esquerdistas

    1. O esquerda cult: Escreve elogios à revolução no Moleskine©. Pratica justiça social recolhendo dinheiro dos pobres para financiar os milionários carentes de “incentivos culturais”.

    2. O esquerda folclórico: Substitui a falta de argumentos pelo excesso de pelos faciais. Não sai de casa sem o kit BBB: Bolsa, boina e broche de estrelinha. Deixa os cuidados com higiene pessoal para quando chegar no paraíso comunista.

    3. O esquerda pragmático: Aguarda a revolução para deixar de explorar a empregada que passa a camisa do Che. Revolução pouca, minha mais valia primeiro.

    4. O esquerda cabeça: Sabe que quem lê 20 páginas de filosofia adquire consciência social. Está para ler a 21ª desde antes do carnaval.

    5. O esquerda geek: Escreve textos furiosos contra o imperialismo estadunidense no seu Mac Book Pro. Usou o gift card do Starbucks para baixar A Internacional pelo iTunes.

    6. O esquerda saudosista: Saudades de ser perseguido. Acredita que o mundo vai de mal a pior desde os anos 60.

    7. O esquerda de direita: Acredita que o socialismo vai acontecer quando tiver um cabra-macho no governo que coloque esses pobres pra trabalhar.

    8. O esquerda web 2.0: Xinga muito os neoliberais no Twitter.

    9. O esquerda asterisco: É totalmente contra a corrupção* (*exceto quando forçado pela lógica do sistema capitalista), contra todo tipo de guerra** (**exceto no caso da revolução armada e da resistência às forças imperialistas), e super a favor da liberdade*** (***menos a dos outros).

    10. O esquerda frequent-flyer: Defende, da primeira classe, uma sociedade sem classes.

    11. O esquerda distraído: Esquece de tirar o “sent from my iPhone” da assinatura do email.

    12. O esquerda agora-vai: Nenhuma experiência socialista em toda a história da humanidade deu certo… até agora!

    [Escrito por Diogo Costa @dgrcosta, Magno Karl @mkarl e Bruno Garschagen @bgarschagen]

  6. Pastor Marco Feliciano recebe convite para ser candidato à presidência do Brasil em 2014

    O pastor Marco Feliciano (PSC-SP) estaria sendo convidado pelo Partido Ecológico Nacional (PEN) para mudar de sigla e se lançar candidato à presidência da República já nas eleições em 2014.

    A informação foi divulgada pelo jornalista Lauro Jardim, da coluna Radar Online, no site da revista Veja.

    Segundo Jardim, o deputado federal não aceitará o convite do PEN, mas estuda a possibilidade de se lançar candidato ao Senado já em 2014, e não em 2018, como planejado inicialmente. Dessa forma Feliciano aproveitaria a exposição de seu nome na mídia como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM).

    Em 2012, centenas de internautas evangélicos fizeram uma campanha afirmando que votariam em Marco Feliciano para presidente do Brasil. A campanha ganhou destaque e a fúria de ativistas gays e militantes ateus.

    Quem não concorda com a idéia de um presidente evangélico eleito pelo povo é o deputado gay Jean Wyllys que deixou claro que a possibilidade não o preocupa e que a classifica como “fantasia totalitária”.

    Alvo de críticas por parte de ativistas gays que o acusam de homofobia, o deputado pastor Marco Feliciano foi considerado como um possível azarão na corrida pela presidência da república, já que foi apontado em recente pesquisa como um dos políticos nacionais mencionados espontaneamente por eleitores nas pesquisas de intenção de voto.

    http://noticias.gospelmais.com.br/marco-feliciano-convite-candidato-presidencia-2014-58964.html?fb_comment_id=fbc_185519614955370_430432_185850748255590#f3796347d4

  7. Luciano, uma acusação que vem sendo recorrente sempre que black blocs fazem das suas é a de que os vandalismos não seriam deles, mas dos chamados P2, que supostamente seriam policiais à paisana infiltrados para propositadamente atacar policiais e dar razões para revide. No caso das vadias marchantes no Rio, mostrou-se claramente que as pessoas na passeata estavam protegendo os blasfemos. Porém, até agora não vi imagens de black blocs fazendo o mesmo cordão de segurança. Claro que, pela dinâmica de ação dos black blocs, que não é tão estática quanto a dos blasfemos da Marcha das Vadias, eles não podem se dar ao luxo de ter um cordão de segurança, pois isso prejudicaria a ação dinâmica desse tipo de grupo. Seria importante haver um belíssimo conjunto de provas consistentes de que são os black blocs que estão fazendo isso, pois parece que para a maioria da população não caiu a ficha de que disparar rojão na horizontal e as depredações são coisa de black bloc, não dos P2 que estão infiltrados na organização, mas em modo passivo e monitorando (ainda que em alguns casos tenham sido descobertos pelos manifestantes talvez por não estarem muito bem disfarçados).
    O tipo de ação dos black blocs não é para apenas irritar a polícia, mas também a mídia convencional (que marxistas-humanistas-neoateístas chamariam de “mídia burguesa”, mesmo que tenha um alto grau de alinhamento). E nessa, pode até sobrar para quem faz a parte da mídia alternativa (aqui, não entrarei em julgamento sobre o papel de Mídia Ninja e assemelhados, pois “mídia alternativa” aqui pode até ser uma pessoa comum com um smartphone e ficaria algo muito amplo). Veja que os black blocs conseguiram tirar o pessoal da Record do sério no protesto de 26 de julho e sobrou para o dono de um perfil de YouTube chamado “Mídia Livre”, que por ora só tem um vídeo:

    http://www.youtube.com/watch?v=0wPnbEdky3M

    Obviamente que os caras da Record estariam com os ânimos exaltados não só pela viatura ter sido vandalizada, mas também por seus objetos pessoais terem sido furtados. A agressão ao cara do Mídia Livre foi injustificada, mas a mecânica é compreensível dentro daquele clima. A simples menção de “P2” invadindo o áudio da passagem seria suficiente para despertar o vespeiro.
    Na mesma manifestação, eis que vi na página do [̲̅B̲̅l̲̅α̲̅c̲̅k̲̅ ̲̅B̲̅l̲̅σ̲̅c̲̅k̲̅ ̲̅B̲̅я̲̅α̲̅ร̲̅i̲̅l̲̅] este link para um vídeo dos ocorridos do dia 30 e, entre os comentários, vi esta pergunta:

    fiquei muito triste com essas imagens, deve haver outra forma de lutar contra esses facínoras, não pode ocorrer prisões dos nossos jovens.

    Que foi respondida com isto:

    “Mini Manual do Guerrilheiro Urbano”

    Obviamente que isso por si só não significa nada, mas é daquelas sinalizações de que os black blocs podem recrudescer ainda mais e fazer ações mais tresloucadas (prestemos atenção a esse protesto que será feito na sexta). Observe-se que o [̲̅B̲̅l̲̅α̲̅c̲̅k̲̅ ̲̅B̲̅l̲̅σ̲̅c̲̅k̲̅ ̲̅B̲̅я̲̅α̲̅ร̲̅i̲̅l̲̅] só pediu liberdade para o que chamam de “presos políticos” (aliás, Luciano, taí uma ótima rotina recente para destrinchar: essa de que presos segundo as leis democráticas seriam presos políticos. Por aqui começou com Cesare Battisti, mas foi prosseguindo). Por aqui, há um destaque que considero importante, levando em conta a tendência autodestrutiva do marxismo-humanismo-neoateísmo e de marxistas-humanistas-neoateístas se oporem mais a outro marxista-humanista-neoateísta do que a quem combate o marxismo-humanismo-neoateísmo:

    Cade a Comissão Nacional da Verdade que apura abusos da ditadura militar?? porque não apura abusos da ditadura petista?? Ah! eles devem ter rabo preso com o governo atual. Que contraditório, quer dizer que a ditadura militar pode ser investigada mas a ditadura atual dsse governo fingem não existir. Me engana que eu gosto.

    Há muitos erros na frase que lhes repassei, pois a Comissão da Verdade apura abusos cometidos até 1988 (ainda que na prática esteja se concentrando no período do regime militar e nem assim esteja conseguindo fazer as coisas direito), bem como os supostos “abusos da ditadura petista” a que ele deve estar se referindo na realidade seriam da PM paulista, que é de comando do governo estadual do referido estado. Porém, captando o espírito da coisa, podemos considerar que o Black Bloc possa estar se fracionando e, caso haja intuito do PT de direcioná-lo contra Alckmin, o mesmo não está se cumprindo direito e pode gerar mais perda de capital político ao PT. Outro comentário que merece interesse é este, pois dá toda a letra da mecânica dos black blocs para quem quiser ver:

    A Face Negra da Baderna

    ”Vejo em muitos post aqui no Fb o mistério que muitos fazem a respeito dos Black Block. Nada mais que um bando de mercenários pagos pelos políticos de extrema esquerda, de anárquicos, que neste sentido convivem muito bem. Black Block e um “sentido” e não um movimento que nasce nos anos 80 na Europa; inicialmente formados grupos Punk e Punkabbestia (estes últimos são os Punk que vivem na rua em companhia de cachorros), autônomos, ocupantes de casas abusivos, centros sociais. Com o tempo, e as próprias “ações” e, como sempre acontece, os Black Block começaram a ter a atenção de movimentos políticos de extrema esquerda e extra parlamentares, e de políticos “nascentes”. Quem fala que os Black Block não são organizados esta errado. São organizados sim, se comunicam nos social’s fórum, nos grupos fechados, uma linguagem simples e direta. Se infiltram nas manifestações aparentemente pacificas, deixando as próprias armas (molotov, entre outras “ferramentas”), em caminhões, ou caixas de papelão em proximidade de depósitos de lixo. Isto permite a eles de se infiltrar nas manifestações sem despertar a atenção da policia. Caminhões baú, carros, são perfeitos esconderijos. Atacam violentamente quanto determinado, o sentido deles e a guerrilha urbana, e nada de manifestação pacifica. O nome, blocos pretos ou Schwarzer Block, ´e pela etimologia do termo “um bloco solido inanimado” a letra K e indevida. Bloc seria a palavra idônea, correta. Este nome foi utilizado pela própria policia da Alemanha que pelas manifestações de protesto contra a energia nuclear e a favor da “Rote Armee Faction”, por utilizar mascaras antigas e roupa preta. Os Black Block inicialmente começam com um grupo inicial que se organiza e se coordena para iniciar a ação. Em seguida outros sujeitos se unem espontaneamente ao grupo, para perseguir um objetivo comum o pelo desejo de protestar de forma mais ativa. Onde o fenômeno é mais consistente a agregação dos militantes acontece de forma mais articulada e homogênea, em particular a identificação da roupa permite a eles de formar grupos bastante numerosos, assim conseguem se reconhecer nas posições politicas comuns. No nucelo do protesto possam se formar diferentes blocos black com diferentes objetivos e táticas. A policia como é, no Brasil não esta preparada para enfrentar os Black Block, os motivos são muitos, e não são devidos a quanto a maioria das pessoas possam pensar e manifestam nos demais post aqui no Fb. Falta tática de guerra urbana (quanto acontece nas favelas não se deve considerar guerra urbana), conhecimento do adversário, e coordenação eficiente, estas são as bases.”

    Gianluca Vigilanti
    ex-militar italiano
    ótimo resumo que recebemos de colaborador.

    Agora não dá mais para a polícia ficar que nem barata tonta, pois um ex-militar italiano, da mesma Europa onde começou esse tipo de tática, dá todas as dicas possíveis. Também podemos considerar que a manifestação pacífica pode na prática ser apenas a convocação de um cenário para que os encapuzados tenham onde se esconder. Logo, seria prudente que as pessoas não entrassem em manifestações justamente para evitar que os mascarados tenham o cenário perfeito para que comecem suas ações de vandalismo. Observe-se também que é dada a letra para que se monitore o lugar certo. Se eu peguei esses instantâneos dentro do Facebook, que é rede social com páginas abertas, imagine o que pode haver em grupos fechados (e, mais ainda, o que pode haver na chamada Deep Web). É importantíssimo que as forças de segurança façam monitoramento de redes sociais para saber distinguir claramente o que é manifestação pacífica do que é black bloc e se uma manifestação pacífica está sendo convocada para que se crie cenário para que black blocs tenham onde se esconder. Já se fala de um novo ato paulistano para o dia 15 no mesmo cenário em que já tivemos repressão policial no longo mês de junho.
    Observe que os black blocs também sentem-se orgulhosos de mostrar o resultado do que fazem e isso por si só ajuda a que sejam pegos. Pense aí em, por exemplo, a rigorosa documentação das atrocidades de regimes nazistas e comunistas produzida pelos próprios totalitários e que inclusive permitem que se pinte um cenário bem fidedigno. Punições a black blocs teriam de mexer nesse orgulho deles em aparecer. Como sugeri em ocasiões anteriores, poderia ser uma boa aplicar a eles o mesmíssimo tipo de punição que se fez a torcedores violentos, em que eles são obrigados a se apresentar uma hora antes do jogo a uma delegacia e só são liberados uma hora depois, ficando dentro do estabelecimento incomunicáveis. No caso de manifestações, ainda mais que elas têm de ter uma hora certa de começar e estão sendo realizadas via redes sociais, seria questão de chamar o punido para comparecer a uma delegacia uma hora antes do começo da manifestação e só liberá-lo uma hora depois de terminada a mesma (e aqui caindo no sabe-se lá quando) e deixando-o sem contato com o mundo exterior e as notícias. Observe-se que aí iria se atingir diretamente a fanfarronice deles e, caso haja solidariedade entre black blocs, os mesmos poderiam parar de vandalismo ou mesmo as manifestações seriam mais curtas.

    Por ora, temos em curso um evento chamado Badernaço, a ser realizado em 7 de setembro, possivelmente confrontando-se com outro evento contrário à corrupção (ou, vai saber, usando as pessoas pacíficas de esconderijo). Logo, a bola está muito cantada para que polícias de todos os lugares armem uma estratégia de conter os encapuzados e identifiquem seus comportamentos típicos. De evento mais próximo, temos este a se realizar na capital paraibana, o que também dá tempo de se antecipar.
    Ainda nessa definição do que é Black Bloc, eles insistem em dizer que não são organização, mas sim forma de protesto horizontal ou uma tática. Observe-se que caem naquela zona cinzenta parecida com a do MST e sua ausência de pessoa jurídica, mas de um cinza ainda maior. Se organizam vandalismos em rede social, é de se imaginar que haja figuras nessa horizontalidade que sejam líderes naturais informais. Logo, há algum grau de organização e um intuito típico de uma organização, não se podendo dizer que não sejam uma organização. Seria importante que se descobrisse se estão soltos por aí ou na prática funcionam como alguém que faz servicinho sujo para um terceiro. Deixo neste parágrafo uma matéria do site da Carta Capital, que meio que repete o discurso típico dos black blocs, mas também fornece algumas pistas importantes da mecânica deles. Observe-se também que meio que querem amaciar para o lado dos encapuzados e também falam sobre supostos agentes provocadores infiltrados e P2, que ainda necessitam que se descubra algo tão incontestável quanto aquele lance de participantes da Marcha das Vadias fazendo cordão de isolamento. Em tempos: o autor diz que a depredação da concessionária da Chevrolet seria uma depredação de concessionária de carros de luxo, mas se esquece que essa mesma concessionária que vende Camaros e Trailblazers também vende Celta, Onix e Prisma e provavelmente tira a maior parte de seus lucros deles, e não dos veículos mais vistosos no showroom. E como expliquei antes, causou-se mais prejuízos a uma empresa brasileira que tem concessão de venda de veículos da General Motors do que à GM em si.
    Ainda em relação à história de que não seriam um movimento, mas uma tática, eles próprios se contradizem em seu manifesto, que repasso abaixo:

    Manifesto Black Bloc

    1. O BB não é um grupo deliberadamente e randomicamente hostil. Nossa luta é contra as grandes corporações, instituições e organizações opressoras e em defesa de suas vítimas – de forma ativa.

    2. O BB repudia infiltrações e tentativas de desmoralização e corrupção de movimentos sociais. Frente a infiltrados e provocadores, o BB irá coibir a ação através da conversa e da denúncia. Caso necessário, empregará outras técnicas.

    3. O BB é organizado de forma horizontal e descentralizada – Não temos líderes. Todas as decisões são pautadas de forma democrática e autônoma.

    4. Acreditamos que a forma mais eficaz de atingir grandes corporações, instituições e organizações opressoras dá-se no âmbito financeiro – Daí o caráter hostil de nossas ações contra multinacionais e semelhantes.

    5. Reconhecemos o pequeno empresário como vítima do sistema. Repudiamos e tentamos a toda força coibir atos que visam prejudicá-lo.

    6. Repudiamos toda forma de política extremista – Somos contra o monopólio de riquezas e a exploração das massas.

    7. Somos contra veículos de comunicação tendenciosos e mentirosos.

    8. Declaramos inimigos quaisquer meios de repressão e/ou opressão, sejam essas de caráter físico ou psicológico.

    9. A corporação policial torna-se nossa inimiga [somente] a partir do momento em que suas ações tomam caráter opressor ou repressor.

    Se eles estão dizendo que não são um grupo deliberadamente e randomicamente hostil, então consideremos que eles estão se declarando como um grupo, e não uma simples tática. Logo, podemos considerá-los como organização. Observe-se também que eles falam de supostos agentes infiltrados e provocadores. Se são provocadores, infiltrados ou P2 que estariam por trás de depredações, o que faria o Black Bloc? Apenas marcharia como outros manifestantes? Acho que não. Dizem eles que as ações hostis contra multinacionais e semelhantes seria para feri-las no âmbito financeiro. Podemos considerar como “semelhantes” concessionárias de veículos, que são empresas brasileiras que têm a representação de uma marca estrangeira? Concessionárias de veículos, como empresas brasileiras que possuem relação de negócios com uma multinacional, não são as grandes corporações, logo poderíamos considerá-las como “instituições e organizações opressoras”?
    Se o pequeno empresário é vítima do sistema e o Black Bloc repudia e tenta combater atos que possam prejudicá-lo, o que dizer então dos prejuízos causados a uma concessionária ou à empresa que toca uma rede de concessionárias? Por ser setor de serviços, não pode usar robôs pelo óbvio motivo de terem de lidar com pessoas todos os dias, obrigando a empregar mão de obra especializada. Também podemos considerar uma rede de concessionárias muito mais hipossuficiente que a empresa da qual têm a concessão para vender seus carros. Logo, qual teria de ser o tamanho de uma empresa dona de concessionária da Chevrolet para que ela não seja depredada? Ou o simples fato de ter concessão de marca americana já a torna alvo independente do que seja? Só fico aqui pensando naquelas pequenas concessionárias da Chevrolet em cidades pequenas do Brasil, que podem ter o nome da Chevrolet ostentado em sua fachada até por ser programação visual padronizada, mas são empresas brasileiras que possuem o direito contratual de distribuir e vender carros, peças e serviços autorizados pela General Motors. Portanto, podemos incluir donos de concessionárias como vítimas do sistema e depredações sendo repudiáveis? O fabricante não é dono daquele ponto de venda, mas apenas concedeu àquela empresa brasileira o direito de representar a marca, seguindo os conformes pedidos.

    Se o Black Bloc repudia política extremista, o que faria as ações do referido grupo não serem extremistas, mesmo causando prejuízos mais do que visíveis? Se há monopólio de riquezas, quem é esse único a segurar o fruto de tantos bens e serviços? Se falassem de oligopólio, formação de cartel e outras coisas em que grupos separados se unem, poderia ser mais plausível, mas ficarei aguardando que se diga quem é esse único dono de tantas riquezas em tantos ramos.
    Ao se dizerem contra veículos de comunicação tendenciosos e mentirosos (imaginando que eles assim considerem os grandes veículos), ao menos aqui estão sendo mais claros na linguagem e estamos vendo o que eles fazem. Porém, caímos de novo em vaguidão quando se dizem inimigos de quaisquer meios de repressão e/ou opressão física ou psicológica, pois aqui vai que considerem opressão psicológica o dia a dia normal do povo e a oposição ao vandalismo.

    Também caímos em zona cinzenta quando eles dizem que polícias só se tornam suas inimigas quando suas ações tomam caráter opressor ou repressor. Caso prendam black blocs em pleno vandalismo, isso passa a ser opressão e repressão? É o que está parecendo, ainda mais que fizeram vigília diante do 91 DP.
    Segue abaixo mais um vídeo relacionado ao protesto de ontem:

    http://www.youtube.com/watch?v=p8jxyHoF0x8

    Aqui é importante ver que eles falam de 350 PMs, o que significaria 50 pessoas a mais que os 300 manifestantes pacíficos e 35 vezes mais forças repressivas que os supostos dez black blocs que viraram a Rebouças de ponta-cabeça. Logo, é sinal de que os grandes protestos já não estão atraindo as massas e que pode ter havido a formação de uma constatação de que estavam sendo usados de inocentes úteis, com as poucas centenas que foram ao protesto sendo apenas os que ainda acham que estão ajudando a derrubar governos ou injustiças. Observe-se também que os manifestantes estão marchando em bloco compacto, o que se assemelha a tática black bloc. Note-se também os gritos que parecem os de bugios (uh, uh, uh).
    Como sabemos da desocupação da reitoria da USP, uma força policial desproporcionalmente grande em relação aos manifestantes acaba sendo uma forma de evitar violência. PMs em número parecido ao de manifestantes não são o ideal e parece que escolheram o dia 30 a dedo, pois naquele dia a polícia precisava fazer a segurança do Pacaembu durante o jogo do Palmeiras e parte do efetivo teria de ficar fixa naquele lugar. Observe-se que o vídeo não flagrou o vandalismo praticado na concessionária Chevrolet (aqui pelo fato de quem filma não estar na altura do referido estabelecimento). Por fim, perguntaremos que grande opressor é o dono daquele EcoSport novinho para merecer tê-lo pichado com símbolos da anarquia.

    Só para terminar a passagem de links, segue este outro, que afirma serem os black blocs contratados por partidos MHN, mas que não tem substratos maiores de tal suspeita (ainda que tenhamos aquele relatório de inteligência da PM paulista). Seria preciso ir mais além para saber qual é a verdade por trás dos tais encapuzados.
    E continuo com medo de que a coisa evolua de Black Bloc para algo ainda pior, que poderia ser uma versão brasileira dos antifas (já se mencionou tal termo, por exemplo, na agressão que sofreram os integrantes do Instituto Plínio Correia de Oliveira em Curitiba). E esses antifas tropicais poderiam na prática ter o impacto deletério de neonazistas, uma vez que poderiam ter alvos tão amplos quanto esses devido ao fato de que por aqui, além de termos poucos neonazistas contra os quais antifas normalmente se confrontariam (aqui falando de contexto europeu), chamam de “fascista” toda e qualquer coisa que não seja MHN. Logo, temos o risco de qualquer um poder ser alvo de um hipotético grupo assim, caso este surja (vide que já acusaram de fascistas e fizeram campanha de negativação em massa no Face para grupos dos mais diversos, inclusive insinuando nazismo dos mesmos ao pôr seus nomes formando uma suástica). Logo, em tese, qualquer brasileiro que se oponha ao MHN na prática poderia ser visto como “fascista” e possivelmente alvo da hipotética versão local dos antifas (na Europa, eles são obrigados a diferenciar a direita propriamente dita do nazifascismo de fato, uma vez que aquele continente foi palco da Segunda Guerra e direitistas como Churchill foram importantíssimos na defenestração de tal vertente de religião política).

  8. Luciano,

    Nada melhor do que começar o dia vendo esquerdista se f….dendo! Fica a pergunta, e quando é que chega a vez do MST, ou será que só terrorismo urbano é que interessa aos nobres policiais?

    Infelizmente, uma das rotinas “não é X, mas y” que pegaram foi eufemizar o terrorismo como “vandalismo”. Vandalismo é jogar latinha de cerveja na rua.. Formar um bando para destruir meios de produção é terrorismo em estado puro!

    Quanto ao conceito de doenças sociais, você teria alguma referência bibliográfica? Alem desse ódio às instituições e à propriedade privada, eu identifico pelo menos mais duas:

    • A quimiofobia, que se organizou no movimento dos alimentos orgânicos e naturebices correlatas.

    • O que poderia talvez ser chamado de zoolatria misantrópica, ou como se queira definir as pessoas que tem repúdio à própria espécie humana, chegando mesmo a condição de renegados humanos colocando como moralmente superior qualquer tipo de vida animal. Aquele tipo capaz de imaginar as torturas mais cruéis e mesmo organizar assassinatos on line para vingar algum cachorro morto, devida ou indevidamente. Ou, em casos mais leves, dedicar uma parte de sua vida para tratar de cachorrinhos abandonados ignorando a miséria de seu semelhante.

    Quanto ao troll do face, acho que não é psicopata, deve ser psicótico mesmo. Nada que internação, rivotril e eletrochoque não resolva. Alias, seria interessante mesmo ver uma cria dessas passar por um tratamento psiquiátrico. Vai que vira uma pessoa de bem com a vida.. já vi gente muito agressiva mudar completamente depois de ser diagnosticada com depressão e tratada adequadamente.

    Abs.

  9. Nada haver com o post, mas queria que vc, uma hora dessa, comentasse essa nova moda do politicamente correto de proibir as pessoas de acharem outras pessoas bonitas ou feias. Veja essa notícia no estadão em que uma loja é processada por selecionar funcionários de boa aparência. O mundo está ficando ridículo mesmo.

    • Pois é…mas é impressionante que minha fórmula para o esquerdismo se encaixa nisto. O esquerdista sempre simula a luta por um falso oprimido contra um falso opressor, sempre em busca de obter autoridade moral e pretexto para inchar estado. Essa de dizer que “feias são oprimidas por uma ditadura da beleza que privilegia as bonitas” é mais uma instancia desse truque deles.

      Abs,

      LH

      • Pensei a mesma coisa. Claro, eu li a sua explicação do falso oprimido, senão não teria idéia da sacanagem por tráz dessas coisas. Já houve algo parecido um tempo atráz qdo a Gisele Bunchen fez uma propaganda de roupa íntima e apareceu uma dona dizendo que não sentia representada por ela. Mas claro, com a aquela cara e silhueta óbvio que não está representada mesmo pela modelo, assim como eu não sou representado por um Brad Pitt e Gianechini. Colocado eu ao lado deles ninguém me nota e são as mulheres que dizem e não eu. Nem por isso me sinto “ofendidinho” que nem criança. O mesmo raciocínio vale pra ela, além de feia, rancorosa.

  10. Mais marxismo-humanismo-neoateísmo que pode ser usado como inocente útil no combate ao marxismo-humanismo-neoateísmo: o PSTU solta o verbo em cima do Black Bloc. Ainda que aqui seja a velha história de a coisa que um revolucionário mais odeia ser outro revolucionário e estar defendendo aquele certo alemão que feio com o conceito de mais-valia, um trecho é especialmente importante para o combate ao MHN:

    Os “Black Blocs”, porém, têm uma ação distinta. Entram nas passeatas e, sem que tenha havido qualquer deliberação por parte dos manifestantes ou dos grupos que organizaram o protesto, atacam de forma provocativa a polícia, que reage, sistematicamente, reprimindo e muitas vezes acabando com as mobilizações. Agem como provocadores da repressão policial, tendo sido responsáveis, muitas vezes, por acabar com várias passeatas. Foi o que aconteceu no Rio de Janeiro, nas últimas manifestações pelo “Fora Cabral”.

    Eles acabam falando a coisa óbvia: o Black Bloc queima o filme que é uma beleza. E aqui acaba sendo a possibilidade de se usar a religião política no combate a si própria. Porém, como já disse antes, a coisa que mais um revolucionário odeia é outro revolucionário. Quando você pensa que o PSTU iria frontalmente condenar a violência da massa de blusa preta…

    Não somos pacifistas
    Nós, ao contrário, não somos reformistas. Defendemos o programa da revolução socialista. Somos defensores da violência revolucionária como parte da luta das massas e não de grupos de vanguarda.

    O PSTU defende a ação direta das massas porque não serão os acordos por cima ou as eleições que irão mudar o país. Entretanto, a verdadeira ação revolucionária é a ação das massas. E não de pequenos grupos. Foram as grandes manifestações de massas de junho que mudaram o país e não a depredações de fachadas e vidraças.

    Os métodos de luta e as ações radicalizadas das massas (como as greves, os piquetes, as ocupações de fábricas, de latifúndios, prédios públicos etc.) são muito mais eficazes e muito mais revolucionárias do que quebrar vitrines e lojas. Assim como defender um programa de ruptura com os banqueiros, a suspensão do pagamento da dívida e a estatização sistema financeiro, para verdadeiramente destruir os bancos e acabar com a burguesia e o capital.

    Não somos, nem nunca fomos pacifistas. Mas é a violência das massas, e não de um pequeno grupo, que poderá fazer a revolução. As ações desses pequenos grupos facilitam a repressão da polícia contra as massas nas passeatas.

    É preciso deixar claro a inconsistência no programa e na ação desses grupos que, na verdade, são reformistas e radicais apenas na ação. Existem muitos ativistas sérios que se deixaram atrair pelos “Black Blocs” e já começaram a ver os problemas. Agora, é necessário que reflitam sobre isto.

    Logo, como podem observar, eles defendem a violência sim, desde que ela possa ser enquadrada como “revolucionária” em sua opinião. Se de repente os black blocs começarem a fazer algo que agrade o PSTU, logo sua violência teria selo de aprovação. E se estão falando de destruir bancos e acabar com a burguesia e o capital, podemos considerar que causar prejuízos a Bradesco, Santander e outros pode de alguma forma ser considerado algo que ajuda a avançar a revolução e que possa enviesadamente ser aproveitado pelo PSTU. Fala-se de um pequeno grupo, mas as passeatas de junho começaram a ficar grandes justamente por causa de pequenos grupos.
    Agora, sobre se elas mudaram alguma coisa, até agora não vimos nada de mudanças e continuamos a ver os mesmos de sempre, apenas capitalizando em cima das massas nas ruas e falando com movimentos chapa-branca em vez de prestar atenção às pautas que estavam nas ruas dos que pediram que os partidos se ausentassem.

    Mais material para o Luciano comentar: a capa da Carta Capital desta semana é dedicada ao Black BLoc, como se pode ver aqui, aqui e aqui.

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