Idiotas úteis do Black Bloc resolvem dar uma lição à Globo para que ela não os chame mais de vândalos

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Fonte: Brasil247 (por Vladimir Platonow, da Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Um grupo com dezenas de manifestantes ligados aos grupos Black Blocs e  Anonymous, que participam de manifestação contra a Rede Globo, saiu de frente do prédio da emissora, onde estavam concentrados, e bloquearam a Rua Jardim Botânico, uma das principais vias da zona sul carioca. A Polícia Militar interveio e houve um princípio de tumultos quando um manifestante foi detido e os policiais tentaram dispersar o grupo com jatos de gás de pimenta.

Policiais usando capacetes com viseira e escudos foi chamado para dispersar os manifestantes e liberar a avenida. Por causa da manifestação, um grande engarrafamento aconteceu no local.

A manifestação foi organizada pelas redes sociais pelos Black Blocs e Anonymous com o objetivo de protestar contra a forma como a Rede Globo vem cobrindo os atos públicos pelo país, que seria tendenciosa e incompleta, segundo os grupos.

Meus comentários

Mais uma digna da espiral do delírio!

O Black Bloc Brasil é um movimento de marxistas radicais (mesmo que alguns deles aleguem crer no anarquismo, só que geralmente adoram o PSTU ou o PSOL) que estão atuando para ajudar a quebrar o galho do PT após a fase nebulosa pela qual passou o governo durante as manifestações de junho.

A idéia deles é sair “quebrando tudo”, e, ao mesmo tempo em que causam danos à alvos preferenciais do PT (como exemplo, Gerald Alckmin, em São Paulo), ajudam a dar uma imagem de vandalismo às manifestações que andam queimando o filme de Dilma e sua tropa.

Entre as reinvindicações do Black Bloc estão o ódio à polícia e a repulsa a Rede Globo. Eles afirmam que a emissora cobre suas manifestações de forma tendenciosa, mostrando-os como vândalos. “Injustiça”, dizem eles.

E o que eles fazem para provar para a Globo que não são vândalos? Protestam vandalizando a Rede Globo.

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21 COMMENTS

  1. Falta alguém chegar para dizer (como colegas meus de pós-graduação) frases assim: “é por isso que a Mídia Ninja faz a melhor cobertura. Se me pedirem dinheiro vou dar. A mídia tradicional só mostra o que ela quer. Você não vê a Globo a favor de nenhum protesto, etc.”

    Ou melhor dizendo,

    Luciano, mas a Globo é uma empresa representante do grande capital. Isso aí nem conta como gasto. É apenas resultado da repressão que o povo sofre. Tem que ser destruída e deixar a imprensa livre…

  2. Por falar nisso, somente agora pude assistir à entrevista de Bruno Torturra e Pablo Capilé, integrantes do Mídia Ninja, ao programa Roda Viva, da TV Cultura – o que fiz, confesso, por pura curiosidade antropológica. Achei que fosse ver dois anarquistas em estado bruto. Para minha infeliz* surpresa, percebi neles, diluídas em um discurso auto-alienante e labirinticamente evasivo, certa inconseqüência – não por má fé, mas por epigonia histérica – e razoável sofisticação intelectual.

    A título de elucidação, destaco:

    I) Esses sujeitos têm manifestas dificuldades em sobreviver pela força exclusiva do próprio trabalho, sem o financiamento estatal que, como confessam, permeia todas as atividades de sua confusa rede de atuação profissional. Mesmo dispondo do auxílio de dinheiro público, aliás, a astúcia econômica parece não lhes favorecer;

    II) Fazem duras críticas ao que, no seu entender, é a forma como a Administração brasileira distribui o recurso para incentivo à cultura, mas que, em realidade, são os gastos de proporções soviéticas do governo – de cuja ideologia eles compartilham, como se verá adiante – com sua própria propaganda, o que revela o Estado como um dos maiores investidores nacionais no mercado publicitário privado;

    III) Pautam a contabilidade de seus trabalhos em uma lógica financeira louca e ininteligível – sequer ouso tentar descrevê-la! -, que inviabiliza a transparência pela qual se deve zelar na gestão de recursos públicos;

    IV) Dizem-se independentes e apartidários na sua atuação, na medida em que dialogam com gente dos mais variados partidos políticos. Citam Marcelo Freixo (PSOL), Marina Silva (Rede Sustentabilidade), Jean Wyllys (PSOL) e Jandira Feghali (PCdoB) como exemplos de seu ecletismo interlocutório. Como se não bastasse, concluem, ante indagação, que não interagir com o PSDB não é virtude (sic) exclusiva deles (é como se os pêlos do sovaco se gabassem de não se misturarem com os da virilha!);

    V) Fazem apologia à legalização das drogas e defendem o direito ao vandalismo – este último, negam objetivamente, e endossam-no no conjunto do discurso, quando, apoiados na fala batida e já tão desmascarada de que os vândalos são os pobres oprimidos do Estado, não só não condenam in limine et totum a ação dos Black Blocs, mas categorizam-nos como manifestação estética (sic) que tenta quebrar os símbolos do Capital! (Esses grupos, de gente evidentemente abastada – o pobre verdadeiramente oprimido e sustentador do Estado não tem tempo para isso -, organizam-se sem nenhum anseio cívico, com a única finalidade de depredar tudo por onde passam e não podem ser dignificados sob nenhum pretexto! Ah! Eles não “tentam” quebrar; eles quebram os símbolos do Capital!);

    VI) Revelam, já no final da entrevista, sob muita insistência dos entrevistadores e em meio a enigmáticos rodeios, que coadunam com uma postura política, quem diria!, “mais voltada para a Esquerda”! (Nesse instante tive vontade de parar e recomeçar a ver a entrevista desde o início para saber onde me perdi, mas quando, logo em seguida, o entrevistador Eugênio Bucci, professor de Jornalismo da USP, disse não saber onde está o atual regime de esquerda brasileiro de que tanto se fala, percebi que seria perda de tempo).

    Essa é a mídia dita independente e imparcial que, com um ar de vanguarda alternativa a dissimular seu potencial subversivo, ora concorre, ora colabora com a grande mídia em curso de inexorável rendição à cafetinagem estatal. Com muito pouca exceção, das mãos desse tipo de profissional vem o jornalismo – ou o que quer que se tenha feito dele – que as novas gerações estão consumindo.

    *A infelicidade na minha surpresa deve-se ao fato de que, no homem movido por uma ideologia daninha, a anarquia pura e simples denuncia um primitivismo que, confrontado com ideais superiores, pode ser disciplinado, ao passo que a sofisticação esconde a perversidade refratária da ideologia mesma que o motiva.

  3. Um esquemão muito bem-sucedido pra sugar dinheiro público e influenciar a opinião pública. A diferença é o sistema de “seita”, com artistas, jornalistas, designers e micreiros em geral trabalhando de graça. Descubra-se pra onde vai o lucro e a casa cai na hora.

  4. Luciano, lembra-se daquele meu medo de que surja uma grande gangue chamada antifa em um Brasil onde “fascista” é epíteto que eles dão a qualquer um que não subscreva o marxismo-humanismo-neoateísmo? Lembra que falei que uma gangue de tal tipo seria para cá na prática o que são os neonazistas em outros países (aqui falando no sentido da agressão indiscriminada)? Pois bem, leia este texto e veja que os black blocs estão se unindo não só a pichadores como também a anarcopunks e bandidos comuns (veja a parte do texto em que falam de roubar quem eles considerem “playboys”). Logo, como você está vendo, a coisa está ficando muito grave.
    Ainda falando só de Black Bloc, eles agora estão usando spray de pimenta contra a polícia (note na foto que há uma bandeira do PSTU ao fundo) e o Reinaldo também está descendo a lenha na OAB-Rio e na própria imprensa. Seria uma boa revisitar este tema, pois a coisa está escalando e pode chegar a um ponto imprevisível.

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