Jogo esquerdista: Simulação de guerra de classes

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Última atualização: 09 de agosto de 2013 – [Índice de Jogos] [Página Principal]

Muitos esquerdistas não gostam de reconhecer a verdade, mas o fato é que o marxismo não passa deste jogo, desonesto ao extremo, e que foi emulado pelos marxistas culturais em várias configurações, todas alinhadas ao princípio original.

Basicamente, o esquerdista diz que o ser humano se divide em classes que estão em guerra contínua, e daí define que uma dessas classes é oprimida, enquanto a outra é opressora. A partir daí, ele se define como defensor dos “oprimidos”, rotulando seu adversário político como defensor dos “opressores”.

Claro que as classes elencadas para o “conflito” serão sempre artificiais, pois a realidade humana é muito mais complexa do que a divisão entre opressores e oprimidos defendida por eles. Ademais, as contingências de cada ambiente (além da variedade de ambições humanas) ajudam a definir as alianças de cada indivíduo em relação aos demais.

Na instância original do jogo, já desde os escritos originais de Marx, a classe proletária foi definida como “oprimida” e a classe burguesa como “opressora”. Em seguida, Marx disse que estava do lado dos proletários, e que tudo deveria ser feito para dar poder a estes proletários em uma violenta luta de classes.

Observemos algumas instâncias do marxismo cultural. No sexismo, o jogo é instanciado para definir as mulheres como “oprimidas” e os homens como “opressores”. No movimento negro radical, os negros são definidos como “oprimidos” e os brancos como “opressores”. A partir do movimento gay, os gays são “oprimidos” e os heterossexuais são “opressores”. Observe que a dinâmica sempre será a mesma, e que sempre o esquerdisa fingirá que escolheu o lado “oprimido”.

O jogo tende a dar resultados se a encenação for adequada, pois o ser humano tende a torcer para os desfavorecidos, como mostrei tempos atrás em um vídeo sobre a batalha de Kruger. Imagine um jogo entre a Tanzânia e a Alemanha pela Copa do Mundo. Quem não é torcedor da Alemanha, obviamente tende a torcer para o time mais fraco, isto é, a Tanzânia. Podemos notar que a regra é clara: na dúvida, optamos pelo desfavorecido. E um “oprimido” sempre é visto como um desfavorecido.

O problema é que essas classes são sempre artificiais, mesmo que em alguns momentos existam motivos para algumas defesas de classes. Por exemplo, na época da abolição da escravatura, se posicionar pelos negros, enquanto uma classe, era justificável. Era muito fácil provar que a abolição interessava a praticamente todos os negros. E ainda assim o conceito dessa classe poderia ser discutível, já que as classes não eram “negros” contra “brancos”, mas sim “escravagistas” contra “abolicionistas”.

Só que desde o marxismo as classes “em conflito” são definidas de maneira extremamente arbitrária. Por exemplo, as mulheres são uma classe em guerra contínua contra o homem? Só se for na cabeça de algumas feministas, pois a maioria das mulheres é aliada dos seus respectivos maridos, ao invés de pessoas em eternas guerras contra eles. E o mesmo vale para a classe proletária em comparação com a classe burguesa. Como exemplo, temos um executivo que ganha milhões de bônus, e um dono de barraquinha de cachorro quente, que está preocupado se vai ter o que comer no mês que vem. O primeiro seria um proletário e o segundo um burguês, já que, na ótica de Marx, a burguesia é definida pela propriedade dos meios de produção. É claro que estamos diante de uma estimulação artificial de guerra de classes.

Atenção: claro que alguém que pertence à classe X pode até ter mais chance de ser oprimido por alguém de outra classe do que alguém que pertence à classe Y. Mas isso ainda não é uma luta entre os grupos X e Y, onde X seria oprimido por Y. No máximo temos um conflito entre indivíduos que a esquerda quer esconder para fingir que o conflito seria entre classes, não entre pessoas.

Os motivos são claros. Ao fingir representar uma classe, ao invés de uma pessoa, existe a maior chance de obtenção de autoridade moral. Também é mais fácil arrebanhar movimentos. Outra paga política refere-se à maior chance de alguém poder se fingir de vítima, quando realmente não é – sempre lembrando que alguém poderia se dizer vítima por pertencer à “classe oprimida”, ao invés de olhar para os eventos do mundo na interação entre indivíduos e grupos de indivíduos. E, além de tudo, é possível sempre usar tudo isso como mais um pretexto para inchar o estado, já que se existe um “conflito” o estado tem que aumentar em tamanho para resolver este conflito.

Para piorar, alguns destes conflitos realmente se materializam na realidade, com pessoas de um grupo (sempre a partir de manifestações de esquerda) se insurgindo contra toda uma outra classe. Um exemplo recente é o de uma dupla, na Marcha das Vadias (que também finge representar todas as mulheres, quando não representa, sendo então apenas mais uma instância do jogo), ofendendo a todos os católicos e religiosos, a quem consideram, enquanto classe, seus inimigos.

É importante também salientar que o jogo denunciado aqui é a simulação de guerra de classes, mas não a guerra de classes real, que pode até ocorrer. Um exemplo de uma possível guerra de classes envolve a já citada altercação entre abolicionistas e escravagistas. Mas, hoje em dia, dizer que negros e brancos estão em guerra obviamente não passa de uma falsificação da realidade para fins puramente políticos.

Um exemplo da simulação de guerra de classes é a criação de ódio de feministas em relação a todos os homens, como pode ser visto no vídeo abaixo:

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Alguns jogos da esquerda devem ser jogados pela direita também, como o controle de frame (que, aliás, nem é de propriedade de esquerda ou direita). Entretanto, outros devem ser rejeitados, pois só funcionam nas mãos de esquerdistas, além de serem extremamente imorais para padrões de alguém da direita.

O jogo da guerra de classes, por criar conflitos inexistentes, jogando pessoas umas contra outras de forma injustificada, além de destruir laços de amizade ou familiares somente para obtenção de uma paga política com fins de tomada de poder (para poucos, e não para as pessoas que caem no truque da guerra de classes), é extremamente imoral. A quem pertence à direita, só recomendo o desmascaramento de jogo.

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4 COMMENTS

  1. [OFF 100%]
    A comunidade do Orkut, Contradições do Ateísmo, foi sabotada; um dos moderadores excluiu 75% dos membros antes de ser descoberto e chutado fora. Parece que era um conjunto de fakes. O negócio é que teu nome entrou no meio da bagaça. Tão achando que você é o autor de 4 fakes – o Luciano Ayan (este) e mais 3 que discutiam na comunidade, 1 deles tinha poderes de moderador. Mais em entrou na dança, acho que você deve lembrar, o famoso Padre, troll completo.
    Espero que não seja verdade. Se puder esclarecer, fico grato.

  2. Engraçado que, conforme o Luciano incorporou a visão daquio está por trás do neo-ateísmo, o neo-ateu Bruno Almeida, do blog mensalão, nunca mais pintou na área. kk… borrou as calças ao prever que seria enquadrado como um esquerdista que FINGE estar do lado dos ateus. 🙂

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