O negócio da revolução

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Vídeo muito educativo, e que me motivou a comprar o livro “From Dictatorship to Democracy”, de Gene Sharp. A partir desse livro, fica mais fácil entender a mente dos organizadores de grupos como MPL e diversas outras organizações revolucionárias.

A diferença, no caso, é que o vídeo trata do fenômeno das manifestações que surgiram por encomenda de Washington, com foco na derrubada de regimes ditatoriais em países árabes, para a implantação de novos regimes. Entretanto, o framework pode ser usado para qualquer processo de tomada de poder, incluindo a substituição de um governo democrático por outro totalitário, ou mesmo da manutenção do mesmo governo, transicionando-o da democracia para ditadura.

Na América do Sul, a coisa é ainda mais complexa, pois temos governos típicos de republiquetas, caudilhistas e bolivarianos, querendo implementar ditaduras a partir de democracias em vigência. E, como já disse, a dinâmica é basicamente a mesma.

Fazendo a devida contextualização para nossa situação na América Latina, podemos ter uma nova percepção a respeito de como funciona tanto a estrutura organizacional dessas “revoluções espontâneas” como também o seu uso para a tomada de poder.

Gostem os manifestantes (que acham que estão “lutando por um mundo melhor”) ou não, o fato é que eles sempre serão massa de manobra na mãos de pessoas mais espertas, e essa é uma contingência da qual eles não podem fugir.

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3 COMMENTS

  1. “Entretanto, o framework pode ser usado para qualquer processo de tomada de poder, incluindo a substituição de um governo democrático por outro totalitário, ou mesmo da manutenção do mesmo governo, transicionando-o da democracia para ditadura.”

    Pelo visto o Gene Sharp não percebeu isso.
    Me parece que ele tem uma visão maniqueísta do mundo e acredita que qualquer grupo de pessoas querendo derrubar um governo autoritário ou ditatorial quer trocar o governo ruim por um governo mais “bonzinho”.
    Mas se ele soubesse como é a mente dos esquerdistas, revolucionários e muçulmanos ele não seria tão inocente.

    Ainda não sei muito sobre o Gene Sharp, mas a minha impressão inicial é de que ele merece o título de:

    “Líder dos idiotas úteis”

  2. Temos da admitir. A esquerTRALHA está muito adiantada no uso dessas estratégias. Nós, os reaças, temos de comer muito feijão para nos equiparar e vencermos nossas batalhas. Basta ver o que os pobres coitados dos “Volta, milicada!” aprontam por aí.
    Portanto, mãos à obra!

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