Eis o problema de Marilena Chauí com a classe média

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MARILENA

Outro blog esquerdista ótimo para um investigador de fraudes é Socialista Morena, de Cynara Menezes. Cynara, que como jornalista nunca fez nada que preste, ficou conhecida por um post em seu blog no qual se indignou com o fato dos roqueiros Roger e Lobão não terem virado esquerdistas. Daí, chamou-os de “reacionários” e disse que os anos não fizeram bem a eles. Parece que um deles respondeu chamando Cynara de MILF (em inglês, Mother I’d Like to Fuck, e em português, Mãe que eu Gostaria de F…, rótulo dado a mulheres que ainda dão um caldo e já passaram dos quarenta), no que ela se indignou. Na dialética da esquerda, eles podem xingar alguém, mas, quando alguém os xinga de volta no mesmo tom, se fazem de vítima. Tadinhos.

Mesmo com essas contradições comportamentais de Cynara, até ela ainda não conseguiu entender o show de baixaria dado pela “filósofa do PT” Marilena Chauí, quando resolveu xingar a classe média histericamente.

Eis o que Cynara escreve, citando uma entrevista que Marilena deu para um tal de João Paulo Martins:

Eu odeio a classe média!”, bradou a filósofa e professora da USP Marilena Chauí em uma palestra em maio, causando furor na direita e perplexidade em parte da esquerda. “A classe média é uma abominação política porque é fascista; é uma abominação ética porque é violenta; e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Fim”, completou. Confesso que eu mesma fiquei confusa com a afirmação. Não somos todos nós, progressistas, também classe média? Não seria uma generalização? Ou é apenas uma provocação?

O leitor João Paulo Martins, estudante de jornalismo na Cásper Líbero, me mandou uma entrevista que fez com Marilena onde ela fala das manifestações pelo país, de Espinoza, do ENEM e também explica a que classe média se referia em sua diatribe. E diz mais: para Chaui, a tal “nova” classe média não é classe média coisa nenhuma, mas sim “uma nova classe trabalhadora”.

Eu ainda tô na dúvida. Concordo quando ela diz que “ideologicamente, vitoriosa é a classe média”, porque se refere a uma determinada linha de pensamento que, desafortunadamente, vem ganhando espaço no País –inclusive nesse “nova” classe ascendente que a filósofa diz que é a “trabalhadora”. Mas continuo achando que há várias classes médias e não apenas uma. Me digam o que vocês pensam.

Não sei se ela está se fingindo de sonsa, dizendo que ainda está “na dúvida” em relação ao que Marilena Chauí se referia, mas tudo parece óbvio demais. Veja abaixo a declaração da própria Marilena Chauí sobre o caso:

Não acredito que os programas sociais do governo tenham criado uma nova classe média no Brasil. O que eles criaram foi uma nova classe trabalhadora. Ela é nova, pois foi criada nos quadros do neoliberalismo. A classe trabalhadora clássica no Brasil se tornou minoritária com o tempo. Isto tudo se deu pela fragmentação e precarização de seus serviços, juntamente à desarticulação de suas formas de identidade, resistência e luta. Então, as políticas governamentais originaram uma nova classe trabalhadora heterogênea, desorganizada e precária no sentido de não possuir um ideário pelo qual lutar. Esta nova classe trabalhadora é que absorve a ideologia da classe média: o individualismo, a competição, o sucesso a qualquer preço, o isolamento e o consumo. Sendo assim, não é que exista uma nova classe média, mas sim uma nova classe trabalhadora que é sugada pelos valores da classe média já estabelecida. A classe média estabelecida é a que sempre existiu. O que há de novo é o fato de ela ter crescido quantitativamente e do ponto de vista econômico, ou seja, ela vai mais vezes a Miami e à Disney por ter se tornado mais abonada. É justamente esta classe média estabelecida e poderosa que eu ataco, e não a nova classe trabalhadora criada nos quadros sociais do neoliberalismo.

O que distingue uma classe social da outra não é a renda ou a escolaridade. O que distingue uma classe social da outra é a maneira de ela se inserir no modo social de produção. Se você se insere como proprietário privado dos meios sociais de produção, você é capitalista. Se você é assalariado que vende sua força aos proprietários privados dos meios sociais de produção, você é proletário. Quando não se é nenhum dos dois, ocupando uma posição intermediária da pequena propriedade comercial, agrícola e das profissões liberais, você constitui a classe média. Esta classe média já estabelecida que é petulante, arrogante, ignorante e fascista. Ela é movida por um sonho de se tornar a burguesia detentora dos meios sociais de produção e possui um pavor de se tornar parte da classe trabalhadora. Porém, ela nunca se tornará esta burguesia, pois não entende o processo social para se tornar burguês, mas sustenta seu sonho através da ordem, da repressão e da segurança. Realmente a tal classe média é uma flor que não se cheira.

É, parece que eu estou mais especializado  em esquerdismo do que vários esquerdistas militantes. Incrível Cynara não ter percebido o que Marilena quis dizer.

Vamos à dinâmica da atitude e do comportamento de Marilena Chauí.

Todo esquerdista marxista funcional vive de ações, discursivas ou não, com foco em inchar o estado. Como pretexto para inchaço estatal, precisam usar vários jogos, e um deles é a simulação de guerra de classes. Neste jogo, apontam uma classe, definida por eles como oprimida, e outra, definida por eles como opressora. A partir daí, o marxista diz que está do lado dos oprimidos, e então capitaliza com isso, seja obtendo ganhos pessoais (como no caso de políticos que chegam ao poder, ou de empresários que se aliam ao estado inchado, dentre outros que ganham $$$ por causa do esquerdismo), como os beneficiários, ou somente a paga psicológica, como os funcionais. Aos funcionais resta apenas a sensação psicológica delirante de que estão “construindo um mundo melhor”.

No jogo marxista, a classe oprimida é a proletária, e a classe opressora é a burguesia. Proletários vendem sua força de trabalho, e burgueses são donos dos meios de produção. A violência é o meio pelo qual a classe proletária tomará o poder, mas isso ocorrerá primeiro por uma ditadura do proletariado, ou seja, um estado inchadíssimo composto de burocratas que vieram do povo. São seres ungidos que estão lá para criar a sociedade sem classes, que virá no futuro, uma época onde nem o estado será mais necessário. É quando ocorrerá o fenômeno do fim da história.

Isto acima é o marxismo tradicional em uma casca de noz – lembrando também que a ideologia depois foi adaptada e readaptada, e a adaptação mais poderosa, que substituiu a original, é o marxismo cultural.

Todas as ações discursivas de Marilena são feitas para sustentar esse conjunto básico de crenças acima. Como ela é uma “filósofa do PT”, deverá usar discursos marxistas para ajudar o PT a conquistar o poder através do inchaço estatal.

O truque marxista funciona muito bem, mas tem um empecilho grave: as “classes” definidas por eles são essencialmente arbitrárias. As pessoas, mesmo que possam ser classificadas em várias classes, ainda são indivíduos com vontades e ambições particulares, além de contingências diferentes dentro das quais vivem. Um sujeito pode ter uma barraquinha de cachorro quente, e ser um “burguês” (pois detém os meios de produção para seu sustento), enquanto um outro pode ser um executivo em uma grande multinacional (e não detém os meios de produção). Claro que há mais chances de alguém que não detém os meios de produção ser mais pobre do que um que detém os meios de produção, mas isto ainda não é o suficiente para definir a classe proletária como oprimida e nem a classe burguesa como opressora. Outro problema, ainda mais grave, é a existência de pessoas que não são proletários ou burgueses. Como exemplo, temos os profissionais liberais. Para resolver este problema teórico, os marxistas criaram uma terceira classe: o pequeno-burguês, aquele que não é proletário e nem burguês. A definição de pequeno-burguês é sempre vaga, e nem sequer os marxistas entram em acordo quanto a isso. Uma definição de trabalho que usam é: “É aquele que adota os valores e os padrões da vida burguesa, mas não tem o capital que tem o Burguês. Eram os pequenos comerciantes e artesão que viviam uma vida essencialmente urbana, rejeitando os valores rurais, mas que não conseguiam ter o poderia dos grandes capitalistas.” Mas podemos dizer que aquele que não se considera um proletário, na concepção marxista, e nem pode ser chamado de burguês, é um pequeno burguês. (Atenção, toda essa terminologia de proletário, burguês ou pequeno burguês, enquanto classe, é uma tremenda bobagem, e somente estou usando os termos para facilitar o entendimento de como marxistas pensam e discursam)

Como os marxistas dizem que a única opinião que vale é a do proletário (ou dos representantes dos proletários, que seriam os esquerdistas mais espertos), eles precisavam criar uma categoria de pessoas que não poderiam ser chamadas de burguês, mas nutrissem valores não-marxistas. Definir este grupo como pequeno burguês foi o truque que tem funcionado por muito tempo. A classe média concentra a maioria daqueles que os marxistas chamam de pequeno burguês. No léxico de Marilena, pequeno-burguês e classe média estabelecida são exatamente a mesma coisa. Marxistas odeiam aqueles que rotulam de pequenos burgueses, pois estes negam a teoria marxista.

Lembremos: para Marx, as pessoas ou são proletárias ou burguesas. As primeiras são “do bem”, e as últimas “do mal”. Para ele, burguês só serve para oprimir, e proletários para lutar contra a opressão. Pessoas proletárias, portanto, não possuem os valores burgueses. Mas se alguém possui estes valores, e vive como proletário (em termos financeiros), então é um pequeno burgues. Estes valores incluem: valorização da propriedade, respeito pelo ser humano (independente da classe a que alguém pertença), busca por poder, busca por conforto, valorização das leis que mantém seus direitos, valorização da família, que muitos tomam como seu principal interesse, etc.

A grande verdade é que esses valores não são burgueses, mas sim humanos. Claro que muitos não tem onde cair mortos, mas sob as condições adequadas passariam a desejar tudo aquilo que o burguês tem. Mas como estão tão distantes da vida do burguês, não tomam isso como sua prioridade imediata. Já os pequenos burgueses, por outro lado, passaram a ter alguma coisa, e muitos deles saíram da classe mais baixa, galgando alguma coisa, aumentando seu status social.

Para entendermos melhor o que gente como Marilena acha de tão problemático na existência de uma classe média, observemos o que o ativista esquerdista radical Saul Alinsky nos diz:

A classe média reluta em aderir ao ativismo, pois são pessoas que “lutaram todas suas vidas pelo que possuem”, possuindo medo de perder o que já conseguiram, especialmente a classe média baixa. Em muitos casos, os da classe média baixa “nunca foram além do colegial”. Diz Alinsky: “Suas vidas tem sido 90% composta de sonhos não-preenchidos. Para escapar de suas frustrações eles se agarram a uma última esperança de que seus filhos obtenham formação universitária e realizem aqueles sonhos não preenchidos”. Vivem com medo de depender da assistência social, ou de perderem seus empregos, além de duelarem com hipotecas horripilantes. Segundo Alinsky, “os prazeres da classe média são simples: praticar jardinagem em um quintal minúsculo de uma casa pequena, com bangalôs ou outras coisas bregas, nos subúrbios, viajar pelo país de vez em quando, e jantar fora uma vez por semana no Howard Johnson”. “Eles olham para os pobres desempregados como dependentes parasitas, que recebem uma grande variedade de programas públicos, todos pagos por eles”. Quando os pobres demandam ações sociais e chamam isso de “direitos”, a classe média baixa entende como uma ofensa.

Em suma, a classe média tem maior chance de não cair no jogo de simulação de guerra de classes da esquerda, pois entraram no jogo capitalista e estão gostando dele. Muitos gostam do conforto que conseguiram, e, legitimamente, querem mais. Mas grande parte deles era, dias atrás, pessoas que marxistas chamariam de “proletárias”. Outros ainda são “proletários” que pensam como “burgueses”. Basicamente, a existência da classe média significa um fracasso de todo o sistema de pensamento marxista, especialmente no jogo de simulação de guerra de classes. A classe média, quando não adota os valores que Marx dizia que eles deveriam adotar “ao ter a consciência de classe proletária”, mostra que Marx nunca teve nada pelo que lutar.

As pessoas que estão em diferentes classes possuem vários valores compartilhados, a maioria deles inseridos em nós pela seleção natural. Não somos diferentes em essência, mas somente pessoas que possuem maior ou menor sorte, ou maior ou menor capacidade, ou maior ou menor coragem, ou maior ou menor ambição, e daí por diante. As duas classes arbitrárias não existem, e nada significam, ainda que as pessoas possam ser classificadas pelo seu grau de riqueza, ou pela classe social a que pertencem. E a maior prova disso é a classe média, que universalmente não tem o poder da classe alta, mas possui valores em sua maioria similares aos da classe alta. A “consciência de classe” é uma fantasia, enquanto a consciência do indivíduo é mais valorizada, para todos que fugiram da caixa mental esquerdista.

No Brasil, tivemos uma recente fase de ascensão de pessoas de uma classe social para uma superior (classe média), o que ocorreu no regime FHC, e também no regime de Lula, não por méritos de ambos os presidentes, mas por um crescimento mundial da economia. Novas formas de financiamento tem permitido vários luxos para pessoas que estão ascendendo de classe. Isso está aumentando o número de pessoas que conquistaram mais coisas, e, consequentemente, querem mais coisas. E, enquanto isso, vão valorizar o que conquistaram, e lutar pelo seu direito de propriedade. Muitas vão reclamar do excesso de impostos, especialmente aqueles embutidos no preço dos produtos. Irão questionar por que pessoas que tem a profissão dele conseguem comprar um Honda Civic nos Estados Unidos, enquanto ele jamais terá um carro desses aqui no Brasil. A esquerda marxista não gosta deste tipo de comportamento, pois ele não representa a superação do capital. Pelo contrário, ele abraça o capital.

A classe média (ou seja, a pequena burguesia) acaba sendo odiada por esquerdistas marxistas, especialmente por que ela existe e comprova que o cerne da ideologia de Marx vale tanto quanto um peido. A “consciência de classe” é uma ilusão, facilmente desmascarável. Especialmente se citarmos os exemplos da classe média.

Enfim, se a função de Marilena é arrumar pretexto para inchar o estado através de uma simulação de luta de classes mais falsa que menstruação de travesti, a existência da classe média é um de seus maiores problemas. Na função que ela ocupa, Marilena faz bem em odiar a classe média. Assim como os traficantes não gostam de pessoas que deixam de consumir drogas.

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4 COMMENTS

  1. Esse conceito de classe me parece totalmente furado, o que Marx era senão um burguês que tinha tudo do melhor a sua disposição em sua época? Se ele poderia passar o dia todo pesquisando e se dedicando as suas obras sem precisar trabalhar (como um proletário) isso faz dele o que?

    Um jovem de 14 anos fez um aplicativo para iphone e ganhou $ 14 milhões, isso fez dele do dia para a noite um burguês com outra consciência de classe? Ou era apenas mais um tentando se dar bem na vida e teve a sorte de fazer algo que as pessoas gostaram e voluntariamente compraram? Qual fundamento moral que prova que isso é errado?

    E que coisa mais estranha essa de condenar as pessoas que querem melhorar de vida trabalhando e acumulando capital e depois dizer que tudo será lindo e paradisíaco se tomarem os meios de produção e o dinheiro da burguesia e distribuir para o proletariado. Essencialmente, não é a mesma coisa, com a diferença que os primeiros acumulam capital conforme as regras do mercado e os últimos por meio da força, mas no final é a mesma coisa, acumular capital, de preferência o dos outros. O argumento básico é: pegamos o dinheiro dos burgueses e seremos felizes para todo o sempre. O que virá depois disso ninguém sabe.

    Outro detalhe, quando uma empresa passa anos amargando prejuízos mas continua pagando os salários de seus empregados, quem está se apropriando da mais-valia de quem?

    Todos esses conceitos difusos são cortinas de fumaça para confundir a cabeça da vítima de modo que, ela não sabendo transpor para a realidade os mesmos, necessita que alguém o faça. E geralmente quem o faz não gosta de ser questionado quanto a real existência mesma desses conceitos e ainda se acha o mais indicado para organizar a sociedade.

    Se pensarmos com um pouco de malícia, no final das contas, toda essa conversinha de luta de classes, desigualdade, etc é uma cortina de conceitos que só serve para esconder um projeto de poder que eles tem a tempos conquistando no meio do caminho uma massa de desavisados que irá entrar para a seita sem nem ao menos refletir no que acredita. Basta olhar o que SEMPRE aconteceu em qualquer país que caiu nessa canto da sereia vermelha. E qdo dá tudo errado sacam da cartola “Ah! aquilo não era ainda o comunismo, eles nunca deixaram de ser burgueses”, como mostrado nesse link: https://www.wsws.org/en/articles/2013/07/30/cuba-j30.html

    “This social reality confirms the long-held analysis of the International Committee of the Fourth International, that Cuba is not a workers’ state, and never underwent a socialist revolution. Rather, the social measures enacted by the Cuban regime half a century ago merely represented one of the more radical variants of bourgeois nationalism among the regimes that came to power in the former colonial countries during the post-war era.”

    Agora Cuba não é mais um exemplo de revolução socialista que escutamos desde que nascemos, quero ver como vão ficar aqueles professores universitários que viviam defendendo o regime.

  2. Ótimo texto, Luciano. Mas todas essas ideologias de esquerda não surgiram e se desenvolveram na classe-média? Os pitís de dona Marilena (e de toda essa turma da esquerda) não deixa de ser o sintoma de negação da própria condição social da qual ela faz parte?

    Todo revolucionário é um conservador da porta de casa pra dentro. Isso gera dissonâncias cognitivas difíceis de serem curadas sem a dolorosa e devida catarse psico-emocional .

    Será que era disso que o Morpheus tratava com o Neo sobre os mais velhos não poderem sair da matrix por não poderem suportar a verdade de suas próprias vidas?

    O orgulho tem dessas coisas: quanto mais é adiado o seu confronto interno mais forte ele fica, terminando sua carreira num seminário feito de jargões histéricos e ultrapassados.

    Pior do que uma Marilena Chauí é o público que vai assistí-la com entusiasmo. Nascemos crianças e se bobearmos permanecemos nesse estado a vida toda. Acho que a grande sacada da esquerda é manter a sociedade nesse estado infantil, eternizando a ilusão na ‘Ilha da Fantasia’ (lembram daquela dupla do nostálgico seriado? Quem ali vcs acham que seja o funcional e o beneficiário? |¬) ).

    abs

    • Deve ser porque ela mesma é da Classe Média alta, nunca da baixa. Eles querem que todos sejam da Baixa, proletários ou camponeses.

      Nunca Marx e marxistas se meterem com nobres ou classe alta. Para eles a classe dominante é a Burguesia, sendo que esta é apenas uma classe pobre que ascendeu e se tornou alta, e graças à herança seus filhos herdaram. Se Marilena pôde estudar, deve ao Sistema Capitalista e não ao Socialista, onde se tivesse voz, estaria que ser empunhando armas e não filosofando.

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