Eli Vieira e seu humanismo/esquerdismo exacerbado… é, essas coisas realmente fazem muito mal ao desenvolvimento intelectual e científico de seus adeptos

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Preciso fazer justiça a Eli Vieira. Já estive em debates virtuais com o presidente da Liga Humanista Secular do Brasil (e não sei se ele ainda ocupa este cargo), nos quais ele já chegou a estar em uma posição mais confortável e defensável que a minha. Era a época em que eu era um deísta “laissez faire”, e defendia formas alternativas de pesquisa em relação ao darwinismo. Embora eu nunca tivesse apostado em criacionismo, eu defendia que o design inteligente deveria ser ensinado junto com o darwinismo. Isso era nos idos de 2007 a 2008, quando eu nem tinha este blog.

Vejamos: nesta época eu era deísta, e gostava de defender religiosos no Orkut. Enquanto isso, Eli era neo-ateu radicalíssimo, e adorava atacar criacionistas. No entanto, havia uma diferença fundamental entre eu e Eli: mesmo eu estando, naquela época, em uma posição mais vulnerável (por defender o ensino do design inteligente, mesmo sem tomá-lo como paradigma que eu acreditasse), eu preferia entrar em embate com aqueles que considerasse os mais fortes do outro lado – pois para mim o Orkut era praticamente um “dojo” para embates políticos. Eli, ao contrário, só gostava de debater com os mais fracos.

Em uma comunidade de Criacionismo no Orkut (da qual ele era moderador, acreditem se quiser), todos os debatedores “high profile” contra o darwinismo eram banidos. E daí ele e seus amigos selecionavam cristãos que não tinham o menor conhecimento em guerra psicológica e usava-os para debate. Obviamente, haviam alguns adeptos do design inteligente muitíssimo habilidosos em retórica e dialética, mas todos eles eram levados ao limite (com o uso de técnicas de provocação de parquinho e ataque em bando, por parte de neo-ateus, que na época constituíam os “representantes do darwinismo” da comunidade). Após reagirem a uma série de ofensas e provocações, eram banidos, e então Eli e seus amigos criavam um “falso debate”, do qual participavam os mais “high profile” de seu lado, e os mais “low profile” do outro. Nesta simulação de “combate”, ele e seus amigos sempre venciam, é claro. Uma vez, chegaram a criar um comitê moderador, com oito pessoas, sendo quatro darwinistas, e quatro criacionistas da Terra Jovem (os adeptos do design inteligente foram excluídos, obviamente), para dar a falsa impressão de “balanceamento”. Só que uma das criacionistas era empregada doméstica. Sintam o nível do jogo. Algo como o neo-ateu Matt Dillahunty faz em The Atheist Experience, selecionando teístas do povão (balconistas, motoristas de caminhão, etc.) para disputar com alguém que tem conhecimentos em retórica, e que com certeza irá vencer. Por eu ter denunciado este truque (do banimento dos mais “high profile” do outro lado, que eram as pessoas mais aptas a participar de uma guerra psicológica, para dar a falsa impressão de um debate competitivo), Eli Vieira ficou furiosíssimo. Um de seus melhores amigos, Wesley, chegou a me ameaçar de morte. Eli, por outro lado, apenas ficou com sede de vingança. Reconheço que eu não havia criado o ceticismo político, mas meu empreendimento de investigação de comportamentos políticos já tinha tudo a ver com este paradigma.

Um exemplo dos devaneios de Eli se encontra quando, ainda na comunidade Céticos S.A. (nos idos de 2008), ele passou a perseguir um tal de Roberto Magalhães, que na época ficou muito interessado na forma pela qual eu questionava os auto-alegados “céticos”, mas que na verdade eram crédulos em muitas outras coisas. Como já disse, eu ainda não havia desenvolvido meu paradigma de ceticismo político, mas Roberto chegou a definir o que eu fazia de “neo-ceticismo”. Seja lá como for, Eli encheu os pacovás desse Roberto achando que ele fosse eu. Dava até pena de ver o quanto Eli se rebaixava…

Como se isso não fosse o suficiente, houve uma época (lá por 2010) em que um admirador deste blog, Matheus, resolveu financiar um domínio tanto para mim como para o Snowball. Justifica-se: eram dois sites onde o discurso neo-ateu era mapeado em forma de rotinas (que na época eu denominava como técnicas), e, portanto poderiam ser uma fonte contínua de refutação ao conteúdo neo-ateu. De fato, o modelo de mapeamento do discurso em rotinas foi uma inovação minha, em 2009, quando eu criei este blog, e em seguida Snowball seguiu o mesmo padrão. E, como se ironia pouca fosse bobagem, minha inspiração veio de um site darwinista, The TalkOrigins (veja a fonte de inspiração minha para o mapeamento de rotinas aqui). Eli Vieira poderia ter pesquisado mais sobre seu adversário, mas, ao invés disso, decretou “Mateus é dono do domínio de Luciano Ayan e de Snowball, portanto são a mesma pessoa”. O pior foi ele ter transformado isso em seu principal argumento contra mim. E, enquanto isso, eu morria de dar risada vendo a criação de um mito (Snowball e Luciano serão a mesma pessoa?).  O engraçado é que outras pessoas da esquerda, que também odeiam este blog (e tem motivos para isso), também batem nessa mesma tecla de forma patética.

O fato é que, de um razoável (mas desonesto) debatedor darwinista, Eli Vieira foi se tornando aos poucos um covarde e mau-caráter (por selecionar debatedores e criar fachadas de debate na comunidade Criacionismo), como também um psicótico ridículo (por fantasiar que eu e o Snowball éramos uma pessoa, e, antes disso, nutrir o delírio de que eu e o tal Roberto também éramos a mesma pessoa).

O detalhe é que o tempo foi passando, e pontos mais irônicos surgiram. Eli se tornou um humanista secular militante (liderando a LiHS), e cada vez mais fanático por humanismo. Junto com o humanismo, como acontece quase sempre, a mente dele foi acometida por um esquerdismo extremado. Daí, é claro, ele passou a adotar todos os discursos típicos de um marxista cultural. Enquanto isso, em 2011, por causa da dinâmica social, eu me tornei um darwinista radical. Psicologia evolutiva se tornou, para mim, uma das principais áreas de estudo, e, junto com a psicologia social, uso tais paradigmas para estudar a política. Ele, ao contrário, passou a adotar crenças coletivistas e delirantes, que rejeitam tudo que o darwinismo tem a nos dizer.

Moral da história: Eli Vieira hoje não passa pelo menor teste envolvendo ceticismo científico. Hoje, eu defendo o uso do debate racional, da metodologia científica e das análises darwinistas para estudar o comportamento humano. Enquanto isso, Eli Vieira renega tudo que a ciência tem a nos dizer para pregar sua ideologia. Ele se tornou praticamente um inimigo da ciência.

Agora, vejam abaixo:

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Esse post bizarro que ele fez ontem (13/8) no Twitter é um sintoma de que ciência e Eli Vieira hoje são inimigos. Vejamos. Ele diz que os seguintes comportamentos são injustificados: (1) Ser hétero e querer decidir o que é homofobia, (2) Ser branco e querer decidir o que é racismo, (3) Ser homem e querer decidir o que é machismo.

Para escrever tamanha sandice, Eli provavelmente está usando o discurso marxista dizendo que as verdades não mais existem, mas apenas representam “interesses de classe”. Como já mostrei, isso não passa de uma instância do jogo Simulação de guerra de classes. O problema é que tentar definir o que é verdade ou não por causa de interesses “de classe” é um raciocínio anti-científico até a medula.

Em ciência (quando ela é praticada adequadamente), as verdades não são definidas pelo quanto interessam ou não a uma classe, mas sim pelo que é descoberto através de uma série de experimentações. E muitas vezes os resultados não são aqueles que interessam a uma classe ou outra. E o mesmo vale para qualquer manifestação do debate racional, em que as verdades não são definidas pelo interesse individual, mas pela análise argumentativa (e sem falácias, por favor) de qualquer objeto de discussão. Claro que a ciência não é infalível, mas, mesmo assim, quando alguém afirma, por princípio, que quer fugir do método científico, temos um problema.

Quando Eli Vieira diz que “héteros não podem decidir o que é homofobia”, foge tanto do método científico como do debate racional, pois na verdade qualquer um pode decidir o que é homofobia, desde que tenha a melhor argumentação. É o mesmo princípio pelo qual não é preciso que alguém tenha uma determinada doença para se tornar um exímio pesquisador desta doença. Aliás, Daniel Dennett, um autor que Eli Vieira admira (e hoje eu também leio Dennett, mas com fins de reconstrução, diga-se), gastou muito tempo definindo a religião e era um ateu. Enfim, essa ideia de ter que pertencer a uma classe para definir algum rótulo imposto por essa classe é uma noção absurda e ridícula, tanto em termos filosóficos como científicos. O post de Eli Vieira resume a decadência científica e intelectual de um sujeito que optou pela ideologia ao invés de aprofundar-se em debates racionais e no método científico.

Chega a dar desgosto ver que um dia tal figura rivalizou comigo em debates que eram muito divertidos, praticamente como “rinhas virtuais”, e que hoje em dia apresenta um discurso que não serve nem para o começo de um embate político. Tanto que, em seus cinco minutos de fama, Eli Vieira fez um vídeo apresentando-se como “o geneticista que refuta Silas Malafaia”, e perdeu para Malafaia, que não tem formação em genética. Deprimente.

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17 COMMENTS

    • Pelo visto o esquerdismo fritou o cérebro do Eli Vieira. Normal.

      O retardado acha também que só brancos cometem crimes de racismo. Ou então que quando negros atacam brancos, só por eles serem brancos, não é racismo.

      Ele deve achar que todos os vídeos e reportagens do site abaixo são falsos, ou que é tudo forjado. Mas o mais provável é que nunca tenha ouvido falar desses crimes, pois 99,99% da imprensa é esquerdista.

      No site Violência Contra Brancos tem reportagens e vídeos que apareceriam na grande mídia EFUSIVAMENTE se as cores das vítimas e dos perpetradores dos crimes fosses invertidas:

      http://violenceagainstwhites.wordpress.com/

    • Márcia,

      Essa é uma fala muito comum entre abortistas e é semelhante também ao discurso muito usado dos que são a favor da liberação das drogas.

      É a falácia da ampliação indevida (ou exagerada) em que ficam comparando drogas que provocam poucos danos como álcool com o crack que provoca sérios danos, afim de igualá-las, como se fossem a mesma coisa.

      Tem várias formas de responder isso, dizendo que o feto humano é diferente de uma vaca, que isso é uma falácia da ampliação indevida, que vacas, por mais que não sejam racionais não matam os seus fetos e se preocupam com seus filhotes, que o ser humano é diferente e capaz de construir civilizações avançadas, enquanto as vacas não, que está baixando e muito o nível comparando seres humanos com animais diferentes, que se ele se preocupa tanto assim, que ele vá viver com as vacas ou então ou inverta o jogo, dizendo para ele se preocupar com humanismo entre os animais, pois no reino animal, em que algumas espécies matam animais de outras espécies (ou até da própria espécie) e de formas cruéis em certos casos, não tem dessa de humanismo, e até falar para inventar um outro nome sem ser humanismo (se referindo a humanos), e sim um outro nome que engloba e se preocupa com todos os animais que matam uns aos outros, insetos e até vírus e bactérias que causam mal ao ser humano.

      Qualquer hora, podia fazer um post sobre isso, desmascarando essa rotina dos abortistas em todos os meses e dos pró-drogas pesadas. É uma rotina absurda, que não é difícil de ser desmascarada, mas que pega muitos trouxas por aí.

      • Adalberto:
        O Grande problema das falácias esquerdistas, é que muitas vezes demandam muitas explicações para serem refutadas. Nessa caso em especial eu aconselho simplesmente o jogo pelo mesmo livro de regras — responderia que VACAS NÃO ABORTAM SEUS FILHOTES e o resto seria apenas ridicularização pesada. O simples fato dele comparar humanos com vacas, em si já é a pegadinha — ele espera exatamente que vc aceite essa lógica e se vire com ela….ou que você a rejeite de forma exagerada, para ele aplicar os rótulos usuais de reaça, entre outros.

        Ao simplesmente dizer que vacas não abortam seus filhotes é aceitar sua analogia, mas recusar sua lógica, sem demais explicações, e ainda poder usar essa mesma analogia estúpida contra ele. Por exemplo quando ele diz que pró vidas não se preocupam com a vida das vacas, eu perguntaria se a mãe dele estava bem de saúde. Obviamente ele não poderia ficar ofendido, uma vez que segundo sua lógica podemos comparar biologicamente seres humanos e vacas 🙂

        Uma vez que você aponta a desonestidade intelectual do esquerdista e vê que não haverá um ganho significativo de empatia pelos observadores do debate, é desnecessário luvas de veludo….dê ao esquerdista o que ele merece, e vá para o próximo.

  1. Eli Vieira é branco. Fato. O que ele não percebe é que ele se torna uma versão politicamente correta do paradoxo do avô ao fazer esta postagem imbecil; se um branco não pode definir o que é racismo pois estaria defendendo apenas seus interesses grupais, Vieira não percebe, mas ele se torna uma contradição lógica, visto que defende a interpretação de racismo por um grupo que não é o dele. Burrice ou Estratégia, meu caro Ayan?

      • Podiam também mandar uma pro Eli assim:” E os homossexuais que não rezam por toda a cartilha LGBT, podem definir o que é homofobia? As mulheres não feministas, podem definir o que é machismo? Os negros que não poiticamente-corretos podem definir o que é racismo? Muçulmanos não-terroristas podme definir o que é islamofobia?” E por aí vai. Fico imaginando a outra pérola que ele soltaria em resposta.

  2. A razão para Eli ter se tornado um idiota, provavelmente, foi a seleção de opositores cada vez mais fracos para se considerar vencedor em debates. Orgulho pode ser um defeito muito grave

  3. É incrivel isso! Em outros blogs vejo comunistas e humanistas metendo pau nos comentários e chamando para o debate quando postagens como essa aparecem mas com o Luciano Ayan é totalmente diferente, ninguem tem coragem de começar um quebra pau aqui. Por que será!?

  4. Luciano, viu a mais nova da ATEA? Sim, meu caro, na cabeça deles uma criança com deficiência física não pode sorrir nem as pessoas ao redor se sentirem abençoadas de ver alguém se sentir bem com o sorriso dessa criança. Observe que a fúria toda dos dawkinzentos chega a resvalar na eugenia, isso sem falar da cristianofobia, ainda que esta última seja praticada 24 horas por dia, 7 dias por semana e 365 ou 366 dias por ano.

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