Mais um exemplo da dialética maravilhosa dos reféns do Fora do Eixo: integrante se revolta com as revelações de Beatriz Seigner e dá mais um papelão

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Quem já leu a matéria de Reinaldo Azevedo onde ele traz as declarações da cineasta Beatriz Seigner a respeito do grupo Fora do Eixo (que é responsável pela Mídia Ninja) se deliciou ao ver o desabar de um castelo de cartas. Aqueles que já se sentiram intimidados pela pressão psicológica praticada pelos participantes da Mídia Ninja viram que a maioria dessas pessoas não passam de zumbis vítimas de uma seita financiada por dinheiro público.

Como sói ocorre nesses casos, algumas vítimas da seita, sob efeito backfire, tendem a se revoltar contra os apóstatas, como é o caso de uma tal Dríade Aguiar, que postou “Eu sou uma das escravas do Fora do Eixo”, texto publicado no site ultra-esquerdista Pragmatismo Político.

O resultado é uma pândega. Comecemos:

Você que vai ler este texto provavelmente não me conhece. Eu sou a Dríade Aguiar e tenho 23 anos. Sou negra e nasci na periferia de Cuiabá. Hoje moro na Casa de Brasília, vivendo o Fora do Eixo, grupo ao qual pertenço desde os 16. Por dois anos morei na Casa de São Paulo, onde conheci e convivi por quase um ano com a Beatriz Seigner. A quem eu já tive como uma amiga.

Dríade nos diz que é “negra e nasceu na periferia de Cuiabá”. Como diria um sujeito no famoso trote da Telerj, “grandes merda” (sic) que Dríade é negra e nasceu em Cuiabá. Essa mania de tentar obter autoridade moral por dizer que nasceu em bairro pobre ou é de uma determinada cor, já deu no saco. Pra mim tanto faz se o fraudador é negro ou branco, rico ou pobre. O que importa é se cometeu fraude ou não. Outra coisa: Beatriz Seigner não é mais considerada amiga por Dríade só por que denunciou a seita em que esta última permanece? Detalhe: membros de seita fundamentalista tendem a se revoltar contra apóstatas…

Faz vários dias que estou escrevendo este texto. E pensando se devo ou não publicá-lo. Depois de tudo que tenho visto nos últimos dias, decidi que não vou ficar mais com essa angústia guardada só pra mim.

Vários dias para escrever isso?! Bom, esta refutação eu estou escrevendo em 15 minutos. E Dríade ficou com “angústia” só por que os fatos sobre o Fora do Eixo foram revelados?

Eu sou uma das escravas do Fora do Eixo. A Beatriz não, ela é alta, branca, bonita e vem de uma família de elite. Por isso ela pode escolher. Ela sabe o que quer. E por isso pode dizer que eu sou apenas uma escrava que segue ordens de um líder de uma seita. Por isso talvez em breve ela apareça na capa da Veja, como a moça corajosa que denunciou os bárbaros do Fora do Eixo. E salvou os escravos que agora poderão ser seus assalariados, no máximo assistentes de sua direção.

Como não consegue refutar os fatos apontados por Beatriz, resta jogar o jogo do vitimismo. Ela diz que “Beatriz é alta, branca e bonita, além de vir de família de elite” para tentar capitalizar. De fato, o Fora do Eixo é uma seita de fanáticos, mas pelo menos ensinou Dríade a fazer o tradicional jogo político da esquerda, se fingindo de coitadinha para tentar ganhar a platéia com uma chantagem emocional de baixíssimo nível. Claro que é um jogo para quem não tem apreço por valores como honra e dignidade.

Tô impressionada como algumas pessoas passaram a nos atacar a partir de um relato repleto de invenções fraudulentas de alguém que eu ja achei que foi parceira. De alguém com quem trabalhei lado a lado por quase um ano de graça, sem receber nada dela, fazendo planos de comunicação pra divulgar seu filme e ajudando a agendar exibições. E ao mesmo tempo, quando ela ficava tempo o suficiente perto, dividindo pensamentos, ouvindo música, fazendo rango e planejando junto.

Ora, se tudo que Beatriz disse foi “repleto de invenções fraudulentas”, basta que sua seita abra as portas para uma auditoria pública, especialmente se for acompanhada por opositores ao governo. Ao que parece, o PSDB quer informações sobre verba federal repassada ao Fora do Eixo. Só que refutação não se faz gritando “é fraude, é fraude”, mas sim apontando as fraudes de um oponente, coisa que Dríade não fez.

O resto do parágrafo acima é o embaralhar e dar de novo em cima de um raciocínio de seita. Algo como: “Pessoa X conviveu comigo neste lugar, acreditou nas mesmas coisas que eu acreditei, e agora nos abandonou. Como ela pode ser tão cruel a ponto de denunciar seu passado?”. Na verdade, Beatriz saiu de um vício do qual Dríade não conseguiu sair. Deve doer? Sim, com certeza. Mas seria melhor se ela aprendesse a conviver com o fato de que alguns saem do vício, outros não.

A Beatriz entrava na nossa casa na hora que bem entendia. E ficava o quanto desejava. Quem conhece nossas moradias coletivas sabem que elas são abertas, que tem sempre um monte de gente nelas. Que todos podem entrar e sair a qualquer momento.

Esses esquerdistas não combinam o jogo realmente. Quem lê o blog de Leonardo Sakamoto, esquerdista intelectualmente alinhado com tudo que o Fora do Eixo faz, sabe que ele usa o rótulo de escravidão para pessoas que podem entrar e sair de seus locais de trabalho. Todas suas denúncias sobre escravidão moderna, fala de pessoas que podiam entrar e sair de seus ambientes de trabalho. Portanto, se Dríade concorda com a nova definição de escravidão, deve concordar que ela é sim escrava do Fora do Eixo, por se submeter a condições degradantes, muito abaixo daquelas oferecidas pelo mercado, para fornecer seu trabalho, por meio de diversas formas de coação.

Aliás, a Beatriz não fala no texto dela, mas ela teve uma relação com um dos moradores. Não era um namoro, era um outro status, mas teve. E agora ela e a Laís vêm dizer que quem mora na casa do Fora do Eixo só pode ficar com quem é de lá. Como assim? Ela não era da casa e ficava com um morador de lá. Mas isso não interessava dizer. O que importavam era nos transformar em monstros.

Tirando a parte da fofoca de baixo nível, vemos mais um momento de dramalhão. O texto de Beatriz não transforma a maioria das vítimas da seita Fora do Eixo em “monstros”. De fato, “monstro” é o adjetivo para o pessoal que comanda o Fora do Eixo. Para gente como Dríade, temos uma outra terminologia: idiota útil.

Como alguém pode ter guardado tanta mágoa e não se incomodar nem um pouco em mentir loucamente pra acabar com um projeto? Um projeto de vida. Sim, eu vivo no Fora do Eixo porque eu quero, porque gosto, porque tenho feito coisas que nunca faria se não estivesse nele.

Na maioria das seitas, as pessoas fazem coisas que nunca fariam se não estivesse nelas. Até aí, nada demais que sirva como defesa para Dríade. Mas de novo: se Beatriz “mentiu loucamente”, bastasse que Dríade expusesse suas mentiras. Exemplo: alguém diz “grupo X recebeu dinheiro estatal”, e então alguém do grupo X diz: “provo aqui com meu balanço que jamais recebi dinheiro estatal”. Isso é desmascarar uma mentira, coisa que Dríade não fez.

Já li muitas vezes o seu texto Beatriz. Umas quinze, vinte vezes. E sempre paro no ponto onde você nos chama de escravos pós-modernos. Se alguém escravizou alguém nessa história foi você. Eu investi minha força de trabalho, trabalhei pra você sem cobrar nada pensando que éramos parceiras, que estava construindo algo pro cinema e pros cineclubes brasileiros.

Dríade leu muitas vezes o texto de Beatriz, mas não revisou suficientemente seu próprio texto. Se Beatriz fez parte da casa, e Dríade trabalhou de graça por uma ilusão, então assume que é uma escrava pós-moderna. Ué, mas a idéia não era refutar Beatriz?

Você tem coragem de dizer na minha cara que eu não dei um duro danado para divulgar o seu trabalho? Tem coragem de dizer na minha cara que não éramos parceiras? Tem coragem de dizer na minha cara que eu não fiz um plano de comunicação que levou o seu filme a ser exibido em lugares que ele nunca iria passar nem perto?

Eita… Dríade fez trabalho escravo, e agora quer cobrar por ele?

Eu adoraria poder te dizer um monte de coisas frente a frente. Se você é tão corajosa assim pra nos difamar, pra nos chamar de escravos, porque você não aceita um debate franco sobre o nosso projeto de cultura? Porque não expõe de forma clara sua lógica financista de cultura? Porque não diz claramente que se acha artista e que por isso tem que ganhar muito mais que eu pra manter seu status quo?

Para que dizer “um monte de coisas frente a frente” se ela tem a Internet para se manifestar? E, pelo resultado do discurso de Dríade, vemos que não há ali muito conteúdo que se aproveite. Aliás, parece que Beatriz também gosta de receber dinheiro público para seus filminhos, mas também gosta um pouco de financiamento privado. Embora imoral, ela ainda parece ter um pouco de dignidade, ao contrário do Fora do Eixo, que depende de dinheiro público para existir. Nada é mais baixo que isso.

O que surpreende, em todo discurso de radical esquerdista, é que enquanto eles confessam em público sua situação no mais baixo patamar moral possível para um ser humano, ainda acham que podem atacar os outros que estão em escalas muito superiores a eles. E estar em uma escala superior a esquerdista radical não significa absolutamente nada.

Beatriz, você poderia ser mais honesta. Poderia dizer que tudo que você decidiu “denunciar” não tem a ver só com o que fazemos ou com o que você diverge das nossas propostas. Tem a ver com outras questões subjetivas. E você misturou tudo pra tentar acabar com um projeto.

É, tantas questões subjetivas de Beatriz. Mas e as tais questões objetivas de Dríade? Acho que o gato comeu…

Você está sendo mimada e egoísta, Beatriz. Pense nisso. E como você tá dizendo que não debate com o Pablo, que tal debater comigo? Que sou apenas uma escrava. Uma escrava pós-moderna.

Na lógica de Dríade, quanto mais baixo o nível de uma pessoa mais os outros devem querer debater com ela? Isso simplesmente não faz o menor sentido.

O melhor de tudo é notar que Dríade não gostou de ser vista como alguém que faz trabalho escravo, mas em sua ladainha confessa que agiu feito escrava pós-moderna. Não gostou de que as imoralidades do Fora do Eixo fossem reveladas, mas não conseguiu refutar as acusações feitas um momento sequer. Não gostou de ser chamada de vítima de seita, mas confessou que tornou sua vida em um grupo que explora seu trabalho um “projeto de vida”. Seu texto não é uma refutação à Beatriz. Pelo contrário, é um endosso às principais denúncias que ela fez.

Dríade simplesmente levou o culto à uma religião política às últimas consequências.

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19 COMMENTS

  1. Luciano, é sensacional ver você destrinchando todos os jogos esquerdistas um à um e apontando-os com essa clareza cristalina!

    Continue com o excelente trabalho, estou aprendendo bastante para poder aplicar as mesmas técnicas, para o deleite de muitas plateias! 🙂

    Pra essa Dríade um artista receber financiamento privado voluntário é ruim, receber financiamento público, que foi obtido via impostos é bom… Esses beneficiários da Lei Rouanet são uns parasitas!
    Essa lei foi criada para dar dinheiro FÁCIL do governo à
    artistas ruins (se fossem bons não precisariam de dinheiro público),
    e transformá-los em propagandistas do governo e do esquerdismo!
    É um círculo vicioso que temos que denunciar.

    • O duro é que seitas assim que retiram as pessoas da sociedade e lhes dão uma nova casa são o criatório perfeito de terroristas.
      Essa Dríade mesmo, cujo nome sugere uma família com um certo nível de cultura, provavelmente esta psicologicamente “pronta para uso” em ações que envolvam derramamento de sangue.
      Isso é muito pior que os DCEs.

    • E vamos divulgar mais coisas aqui, pois há um evento de artistas que outrora estiveram no Fora do Eixo e que agora querem seu faz-me-rir, assim como algum gaiato já fez página humorística sobre o Capilé. Também temos este relato no Mídia Independente de um episódio envolvendo o Espaço Cubo, embrião do Fora do Eixo. Na parte de memes, temos um da página Meme Consciente que é mais um daqueles casos em que se pode as propriedades autodestrutivas do marxismo-humanismo-neoateísmo acabam sendo de muita valia para quem combate a referida ideologia.
      Alguém fez há mais de um ano também uma sátira, que tenho certeza de que irá bombar muito em visitas agora:

      http://www.youtube.com/watch?v=zRw-KE0rZO4

      E já que se falou de Dríade, eis que achei vídeos da própria falando:

      http://www.youtube.com/watch?v=rV11uTudRuA

      http://www.youtube.com/watch?v=FM3nQ7e71bw

      http://www.youtube.com/watch?v=lBA_ahRTT8E

      http://www.youtube.com/watch?v=IDsenSVD7JU

      http://www.youtube.com/watch?v=pFEZXyEu64M

      Como poderão notar, ela está na coisa desde que era Espaço Cubo, o que significa estar em um grau de entranhamento maior que o de um integrante comum do Fora do Eixo, bem como serve de porta-voz da organização em questão. Vamos considerar que ela já esteja mais para beneficiária do que para funcional.
      Luciano, também lhe deixo uma sugestão, após ter visto a tal Dríade falar sobre questão racial. Como já disse outras vezes, estão querendo que o brasileiro deixe de ter orgulho de ser mestiço e, se mestiço for, que assuma a identidade de “negro”, mesmo que não tenha qualquer ancestralidade africana, isso sem falar daqueles que têm ancestralidade africana, mas não se sentem negros, mas também se sentem bem com suas ancestralidades não-africanas e não acham que elas devem ser escamoteadas. Como sabemos bem, interessa aos MHNs que os mestiços se assumam como negros (uma vez que chamam de “negros” a soma das categorias “preto” e “pardo” do IBGE, sendo que a última significa “mestiço” e pode englobar pessoas sem ancestralidade africana). Pois bem, todo esse preâmbulo foi para falar desta postagem do Blogueiras Negras em que Jarid Arraes desce a lenha na Anitta por ela ter feito chapinha e plástica no nariz. O mais engraçado de tudo é que o mesmo funk que supostamente teria de embranquecer a Anitta para que uma cantora tivesse sucesso tem o Bonde das Maravilhas, em que todas as garotas integrantes têm traços africanos fortes, fora a Tati Quebra Barraco. Além disso, querem restringir o direito de Anitta fazer o que quer de sua aparência. E, transcendendo o funk, a própria muito convenientemente esquece-se do sucesso que faz a ex-rapper Negra Li nos dias de hoje, bem como Paula Lima e outras. Porém, parece que ela quis pegar jacaré na referida artista. Pre-para que é hora…

      • E o UOL visita a Casa Fora do Eixo paulistana. Diz o Pablo Capilé que as meninas do coletivo irão processar os jornalistas que falaram do “catar e cooptar” e outras coisas, que, segundo ele, seriam machismo (se um dia alguém me disser em que tipificação se encaixa a coisa toda, agradeceria).
        Observe-se o medo que o Capilé parece demonstrar quando se fala de seu coletivo cair na mídia. Segundo ele, as pessoas que denunciam não deveriam ir à mídia, mas sim aos órgãos da lei. Vamos suspeitar que pelo tamanho e relação com o poder público que possui, o FdE tenha um certo grau de bons contatos que podem garantir algumas coisas, mas como não se entranharam tanto assim na mídia, ficam com o risco de receber saraivadas tanto do Reinaldo Azevedo quanto da Carta Capital. Se formos pensar em comportamento de seita, e mais ainda em comportamento de seita secreta, a publicização de seus atos é o que mais temem justamente por dar margem a críticas de quem não fez nem nunca fará parte de tal coisa.

        O UOL foi recebido pelo Felipe Altenfelder, que é o cara por trás do Mídia Ninja. Dizem eles que quem usa algo por último tem de limpar para que o próximo pegue limpo e que a divisão de tarefas é igual e independente de sexo (não sei se mulheres carregariam sem problemas caibros de madeira grossos, mas não entrarei no mérito). Porém, como os próprios admitiram, só no último mês é que a unidade paulistana recebeu mulheres como moradoras.
        Diz o Capilé que ninguém é proibido de ter relacionamentos amorosos com alguém de fora ou de dentro da Casa nem se vai achar qualquer comunicação quanto a isso. Porém, se formos levantar a hipótese do comportamento de seita, poderíamos imaginar a tal organização em forma de cebola, em que as camadas mais externas não têm o mesmo que as mais internas, o que poderia permitir que de fato não houvesse qualquer coisa escrita, mas as ordens informais nos graus mais altos é que de fato contassem mais que a palavra registrada. Pergunta ele sobre por que ninguém deixou o FdE nos últimos dez dias, mas aqui poderíamos jogar na conta do efeito backfire, fora não sabermos o que de fato ocorreu no estabelecimento nos últimos dias.

        Também diz ele sobre as acusações de escravidão que isso não existe, ainda que as pessoas sejam remuneradas no tal Cubo Card que só podem gastar dentro da rede (logo, o dinheiro não sai da mesma). Pergunta Capilé sobre por que essas reclamações não apareceram antes. Observe-se que há um vídeo feito há mais de um ano com uma paródia chamada “Casa Fora do Queijo”, que não tinha muita audiência, mas falava de algo parecido. Se pensarmos no grau de entranhamento do Fora do Eixo na cena cultural, é possível que muitos tenham tido medo de tornar públicas suas queixas justamente com medo de não conseguir trabalho caso os mais importantes do coletivo mexessem uns pauzinhos, ainda mais que a cena cultural é um palco em que todos conhecem todos, principalmente em cidades grandes.
        Em relação a essa história de agora vermos o interior do Fora do Eixo, não devemos descartar a possibilidade de ser um tipo de estratégia parecido com aquele que se via durante o comunismo, em que pessoas importantes e influentes do outro lado da Cortina de Ferro eram convidadas a viajar (sem saber que haviam sido selecionadas justamente por seu perfil, o que evitava aquelas mais investigadoras e contestadoras), eram recebidas com gala, viam a parte limpinha da casa e tomavam essa parte como o todo, passando essa imagem para a cultura de onde vieram, a ponto de pessoas que jamais estiveram onde eles estiveram defenderem com unhas e garras algo que sequer conhecem e rechaçarem qualquer informação contrária. Obviamente que alguém acusado de algo também não iria dizer algo que lhe comprometesse, sendo natural e esperado tal comportamento.

        Continuando o noticiário a respeito do FdE, temos também o que o Estadão falou na edição de hoje, que repasso aqui, aqui e aqui (com direito a vídeo em que ele fala da criança de nove meses sendo criada coletivamente, e no qual o entrevistador parece amaciar para o lado do acusado). Porém, como disse o Reinaldo ao recortar reportagem de Helena Borges na Veja

        (…)
        Alguns dos moradores [das casas Fora do Eixo] deixaram seus filhos para viver na comunidade. Nesses casos, é o Fora do Eixo que paga a pensão das crianças. No ano passado, nasceu o primeiro bebê que, segundo o Facebook do grupo, será criado coletivamente. “Benjamin Guarani-Kaiowá”, anunciou alegremente o FdE em um post, “tem mãe e pai biológicos, mas será criado por uma enorme rede, veloz e nômade. Nasceu on-line com registro midialivrista e será uma construção/experimentação dos novos bandos urbanos”. Se a turma de Capilé soa assim meio fora do eixo, seu líder não rasga dinheiro — pelo menos não o de verdade.

        Sim, o Fora do Eixo está dizendo que essa criança será uma construção e experimentação e que será criado por várias pessoas. Logo, se está dando margem pelas palavras ditas de que o mesmo será alvo de engenharia social. E, como sabemos, pior do que submeter adulto a engenharia social é fazer isso com uma criança.
        Falando de outras mídias e indo para o ambiente da Folha, de onde veio o UOL, temos esta reportagem falando de calotes do Fora do Eixo em sua Cuiabá natal (se alguém puder passar o texto completo da reportagem para uma área que possa ser vista por quem não assina o UOL antes de ir para o cache do Google, agradeço, pois só tenho acesso a trechos dessa reportagem via Reinaldo).

      • Para complementar o que se está falando do Fora do Eixo, segue o que diz Luís Nassif aqui e aqui. Temos de levar em conta que o Nassif faz parte da blogosfera apoiadora dos marxistas-humanistas-neoateístas que estão no poder e que obviamente vai ser parte da voz deles. Não esqueçamos que já houve momento em que Nassif e Dirceu já estiveram na Casa Fora do Eixo durante as comemorações do aniversário da revista Fórum, com a óbvia presença de Pablo Capilé:


      • Luciano, feminismo no dos marxistas-humanistas-neoateístas é refresco e eis que surge um manifesto assinado por 15 ex-Fora do Eixo, que foi noticiado pela Folha e, como observará, corrobora aqueles dois depoimentos iniciais. Observem que eles falam de “catar para cooptar” e que cara que pegasse mulher feia ganhava reputação dentro do FdE. E nessa, mal esses MHNs notam que na prática estão combatendo o próprio marxismo-humanismo-neoateísmo que eles tanto defendem. É mais um daqueles momentos em que um não-MHN apenas senta e procura o melhor lugar para ver o circo pegando fogo, por saber que não precisa fazer absolutamente nada para combater o MHN naquele momento.

  2. Estas casas fora do eixo parecem mais um orfanato para adultos. E se a moça diz que mora lá desde os dezesseis anos, então a coisa fica ainda pior pois eles contam com trabalho infantil.

    • Santos Alberto:
      Sério mesmo que TODO negro se esconde atrás da cor, e TODO bandido finge que é trabalhador???? Será que TODAS as pessoas que se chama Alberto, são burras?

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