Por que Marco Feliciano derrapa terrivelmente ao tentar retirar do ar vídeo do Porta dos Fundos?

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Fonte: UOL

O deputado federal Marco Feliciano usou sua conta no Twitter para iniciar uma campanha contra um vídeo do coletivo de humor Porta dos Fundos.

Publicado nesta segunda (19), o vídeo “Oh, Meu Deus!” mostra a atriz e cantora Clarice Falcão interpretando uma mulher que vai ao ginecologista e lá descobrem uma imagem de Jesus Cristo em sua vagina. A descoberta da imagem provoca uma peregrinação para ver as partes íntimas da moça.

Incomodado com o conteúdo do vídeo, o pastor evangélico escreveu no microblog “Assim caminha a humanidade… Video podre! Ajudem a denunciar para retira-lo do ar —>” e reproduziu o link do vídeo.

Até o momento da publicação deste texto, o post de Feliciano já havia sido retuitado 249 vezes. O vídeo do Porta dos Fundos já foi visto por mais de 283 mil pessoas.

Conhecido pelo humor politicamente incorreto, o Porta dos Fundos já havia abordado religião em vídeos como “Demônio“, “Deus” e “Confessionário“.


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João Vicente do Castro, um dos sócios do Porta dos Fundos, conversou com o UOLsobre a polêmica. “O vídeo fez muito sucesso, não faço muita ideia do que o Feliciano falou, mas… a gente não vai tirar do ar, só isso”, garantiu.

“Se você for se preocupar com todos os vídeos que soltamos, sempre vai ter alguém para ficar incomodado”, disse o empresário e ator. “A gente também não pode parar de fazer o nosso trabalho com medo de alguém se magoar.”

Castro explicou que já houve casos nos quais o Porta dos Fundos já se desculpou, quando uma pessoa se sentiu ofendida por determinado vídeo. “A gente respeita evangélicos, muçulmanos, católicos, todo mundo”, disse. “A gente não vai botar no ar, por exemplo, algo sobre o Holocausto, já que é um tema que causou muita dor nas pessoas.”

Alegando que mesmo os alvos das piadas do Porta dos Fundos, como gays e mulheres, costumam gostar das esquetes, o sócio defende o humor do grupo. “Eu não vou falar que o nosso humor é fofinho. Às vezes, a gente traz algo mais apimentado pra tela”, afirmou.

Meus comentários

Que Feliciano me desculpe, mas assim não dá. Ele tem cometido alguns acertos retóricos ao tratar da questão gayzista, e hoje é um debatedor muito mais preparado do que há meses atrás. Por isso, não dá para deixar de estranhar este deslize cometido pelo pastor.

Esta é uma lição que aprendemos desde o jardim da infância, e que não devemos jamais esquecer. O ridículo não se responde, mas se revida. Na época das brincadeiras de parquinho, aquele que respondesse a um apelido pejorativo com racionalização (ou reclamação), tornava-se motivo de piada eterna. É por isso que Saul Alinsky nos diz que a arma mais poderosa do homem é o ridículo, pois ele não pode ser respondido.

E qual a diferença entre resposta e revide? Uma resposta é uma racionalização para uma ridicularização recebida. É um erro terrível nesta altura do campeonato. Já um revide incluiria piadas que lançassem o ridículo contra as categorias que os adeptos do Porta dos Fundos mais prezam: seus amigos esquerdistas, em especial as feministas e os gayzistas.

Esta é a dinâmica. A piada acima funcionou tão bem para o pessoal do Porta dos Fundos pois atacou algo que os cristãos valorizam. Logo, um revide deve incluir piadas contra grupos que eles valorizam.

Como diria Philip Pullman, ninguém tem o direito de não se sentir ofendido. Mas, se alguém se sentiu ofendido, deixe o outro se sentir ofendido também. Essa é a lição de um mundo focado em liberdade de expressão. E uma verdadeira sociedade civil depende da liberdade de expressão.

Como não sou cristão, não me ofendi com a piada do Porta dos Fundos, que nem tem tanta graça e nem é tão ofensiva assim. Mas, se alguém se sentiu ofendido, tome qualquer outra ação, menos uma: reclamar da piada.

E sem esquecer de um ponto positivo. Os grupos que os adeptos do Porta dos Fundos defendem não gostam de serem vítimas de piadas, mas agora seus oponentes estão legitimados a fazerem piadas contra eles.

O vídeo acima, aliás, é útil para ser esfregado na cara de qualquer gayzista ou feminista que vier reclamando de piadas politicamente incorretas. Isto é o que os cristãos podem dizer: “Observem o nível das piadas que vocês podem fazem em direção aos seus oponentes. Por que os outros não podem fazer piada similar? Se apenas um dos lados pode se expressar com piadas, então vocês são fascistas!”

Quer dizer, além da sanção moral para que os ofendidos possam fazer piadas também, há um argumento para que a esquerda gayzista não possa nem sequer reclamar quando os grupos falsamente protegidos por eles são vítimas de piadas. Motivo: “vocês já fazem piadas contra os oponentes”. E isto não é uma falácia tu quoque (tradução: “você também”), pois simplesmente estamos constatando o óbvio: “Se a ação de um grupo ao fazer piada contra valores que seus oponentes prezam é um ato moral, logo pode-se fazer piadas contra valores que este grupo preza também”.

Assim, o vídeo do Porta dos Fundos deveria ser encarado pelos conservadores cristãos com um sorriso, pois vocês ganharam ao mesmo tempo o direito moral de fazer piadas com os grupos defendidos pelo Porta dos Fundos, como também podem desmascarar moralmente quem, do lado deles, reclamar de ser vítima de piadas.

Pau que bate em Chico, bate em Francisco.

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49 COMMENTS

    • Nada que um tratamento de dissonância cognitiva não resolva. Conheço muitos religiosos no ambiente profissional, e eles são mto bons para fazerem piadas de futebol para satirizar os outros. São iguais aos não-teístas nesse sentido. Acho que os conservadores cristãos podem fazer piadas ridicularizando seus oponentes sem problema. 😉

    • Luciano, como te falei no Facebook, a manipulação semântica de “caridade” cria mordaças psicológicas SEVERAS, como a mencionada pelo Dalton. O cristão pensa: “Nossa, se eu reagir a essa agressão do esquerdista [ou outro ativista desse naipe], cometerei um pecado contra a caridade”. Aí, o cristão vira um saco de pancada e o esquerdista ganha mais uma batalha!

      • Nada a ver com caridade cara.
        Mas pensa bem, como um cristão vai sair fazendo piada com gay, ou outras coisas que a Porta dos Fundos (nome bem propício) gosta/defende, sem baixar o nível? A própria Bíblia diz que se deve envergonhar os falsos mestres para refutá-los, nesse caso também acredito, mas não sei se revidar com piadas é o melhor caso para um cristão.
        Mas pra conservadores, ateus, e qualquer grupo não guiado pelas regras morais da Bíblia, tal revide é ótimo, incentivado e bem-vindo.
        Afinal, por mais hipócrita que seja, o cristão apesar de se sentir mal em fazer esse tipo de revide ainda vai rir se alguém o fizer…

      • Dalton, é possível satirizar o outro sem baixar o nível. Pode-se, por exemplo, satirizar o escesso de vitimismo do movimento gayzista. Dalton, eu já fui cristão, e não me parece que exista uma justifica teológica para um cristão ser contra piadas em direção a um oponente. Abs, LH

      • Sobre a visão de que é possível ao cristão fazer piadas sem descer o nível, ainda assim, não é apenas uma questão de etiqueta mas de filosofia e fé. O cristão tem a vocação de ser o “sal da terra, a luz do mundo”. Certamente, o cristão, que tem essa concepção metafísica da existência deve compreender que o tempo dispensado à reação é o tempo que se desperdiça do que seria usado empreendendo as boas-ações da fé e da vocação para promover a divindade mediante o próprio agir e neutralizar as críticas por meio de “agendas positivas” sem perder tempo com “picuinhas mundanas”.

      • Rodrigo,

        Este próprio tipo de cristianismo que você defende não é possível de ser praticado, e tornaria a vida humana inviável. Primeiro, por que seres que não reagem a agressões são os adeptos da utopia pacifista. Com base nisso, um psicopata sozinho poderia exterminar uma cidade inteira, pois ninguém reagiria. Segundo, por que a própria sociabilidade humana nos faz realizar brincadeiras e piadas diariamente. E, SE FOR PARA FAZER PIADA, melhor fazer contra os oponentes, oras.

        Abs,

        LH

      • Vou ratificar: o que falei vale para o cristão CATÓLICO e para alguns cristãos protestantes. Não vale para cristãos que, fazendo o Livre Exame de Lutero, interpretam que todo cristão deve ser um ETERNO SACO DE PANCADAS.

      • “o que falei vale para o cristão CATÓLICO e para alguns cristãos protestantes. Não vale para cristãos que, fazendo o Livre Exame de Lutero, interpretam que todo cristão deve ser um ETERNO SACO DE PANCADAS.”

        Parece que o Gustavo nunca ouviu falar dos Cruzados!

        Se você acha que católico pensa o que você escreveu, você tá pior que o Porchat.

      • Acho que quem vai se dispor para a guerra política terá que ter uma postura um pouco diferente de quem está na missão religiosa, não temos um exemplo de alguém guerreando politicamente no novo testamento (apesar de vermos o uso dos direitos políticos quando necessário: “apelo a César”), mas se a nossa guerra será política temos que nos conscientizar que temos que proteger os que estão na missão religiosa e por isso ficam enfraquecidos.

        Acho que os líderes religiosos tem uma postura mais vulnerável: “acolher o pecador”, “oferecer a outra face”, “orar pelos que vos perseguem”, e nós que pretendemos nos posicionar politicamente temos que protegê-los com uma postura um pouco diferente (observemos que isso não fazia sentido na Igreja Primitiva, porque eles não estavam num regime político como o nosso, com nossos direitos, e como Cristo nunca foi revolucionário, mudar aquilo não era a missão dos seus seguidores), nós não podemos aceitar sem reagir que chamem um padre, um pastor ou um rabino (ou qualquer seguidor destes) de “homofóbicos” ou “racistas” ou “machistas”, colocando as pessoas contra eles através de rotulagens, existe uma missão política e os que optarem por ela devem fazer valer a verdade e para que algo se “faça valer” na democracia o número de pessoas atingidas é fundamental, e algumas técnicas políticas são necessárias para se ter uma força real, não se deve pensar que essa postura não trará contribuição para o cristianismo, nesse momento estamos garantindo a liberdade religiosa, porque ela está de fato se perdendo, sem uma ação política de nossa parte o cristianismo será terrivelmente atacado, proibido em cada vez mais países e menos levado aos que não o conhecem e os que seguem as palavras do nosso Senhor serão perseguidos apenas por isso. Essa luta é necessária, acho que cada um vai até onde sua consciência o permite, mas temos que entender que, desde que não pequemos, não devemos colocar muitos limites à nossa luta.

        Ayan, discordei um pouco do seu texto, o Olavo sempre fala que devemos aproveitar as leis enquanto estão ai para nos apoiarmos nelas e existem alguns juízes sérios, um crime foi cometido e uma ação legal contra isso pode ser importante para estabelecer certos limites nos ataques à religião. Por outro lado não sei se deveria partir do pastor, seria melhor que as ações desse tipo partissem de ativistas conservadores leigos e fora da política, ele enquanto político poderia seguir o ritmo do texto, mas ai vem o problema, não temos ativistas com grande alcance ou grandes recursos e uma ação deveria ser tomada.

      • Renato, eu quis dizer justamente isso: os católicos cruzados não se faziam de saco de pancadas. Os católicos modernos, infelizmente, sucumbiram à manipulação semântica do termo “caridade”, logo acham que reagir agressivamente é “falta de caridade”.
        Este famoso documentário (palestra do Yuri Bezmenov em 1983) fala um pouco sobre manipulação semântica: http://www.youtube.com/watch?v=iK4kZSU-5Cg

  1. Eu gostei do seu texto Luciano, realmente é mesmo bem melhor usar esses videosinhos ESCROTOS contra eles, do que simplesmente pedir para tira-los do ar!!!! Fazer isso, só da uma oportunidadisinha pra esses babacas ficar se pagando uma de “vítima”, ou mesmo pra ficarem se achando “fodões”, mais se usarmos isso CONTRA eles, como você explicou no seu texto, eles não vão poder usar de coitadismos e MIMIMI me “respeite” blá blá blá, como de “argumento”!!!

    • Eles sempre usam essa tática de igualar gays a gayzistas, como se ficar a favor dos primeiros significasse apoiar os segundos. Pra variar, mais falácias dessa turma.

  2. “A gente não vai botar no ar, por exemplo, algo sobre o Holocausto, já que é um tema que causou muita dor nas pessoas.”

    E muçulmanos também. Muçulmanos sempre trazem muita dor para as pessoas, Principalmente aqueles que fazem a piada.

    Quero ver eles fazerem uma gracinha com Maomé ou o Alcorão.

  3. Aliás, seria muito legal alguém pegar este vídeo e legendá-lo em árabe alterando o nome de Jesus para Mohammed e enviar para algum jornal da Arábia Saudita. Seria uma piadinha muito engraçada, não acham?
    Até que explicar que peido de pinto não é pipoca o vídeo já teria ganho milhões de views pelo mundo islâmico. Não é isso que eles querem? Visualizações? Então vamos isto a eles.

  4. Pontual.

    Tentar impor algum tipo de proibição só reforça ideias esquerdistas, como a tara de controlar a Mídia.

    É na reversão a artilharia alheia, tirando vantagem até mesmo da inicial desvantagem, que se encontra um caminho onde batalhas poderão ser vencidas sem grandes ônus.
    (Como seria, por exemplo, o endosso de atentados contra a Liberdade de Expressão, que neste caso seria algo do qual ELES poderia tirar vantagem futuramente.)

    • Pontual.

      Tentar impor algum tipo de proibição só reforça ideias esquerdistas, como a tara de controlar a Mídia.

      É na reversão da artilharia alheia, tirando vantagem até mesmo da inicial desvantagem, que se encontra um caminho onde batalhas poderão ser vencidas sem grandes ônus.
      (Como seria, por exemplo, o endosso de atentados contra a Liberdade de Expressão, que neste caso seria algo do qual ELES poderiam tirar vantagem futuramente.)

  5. Quando vi esse vídeo já imaginei que muitos religiosos ficariam ofendidos e reagiriam de forma errada.

    O correto é nunca ficar ofendido, se pararmos para analisar a nossa própria mente vamos perceber que terceiros nunca podem nos ofender, nós é que ao ouvirmos uma crítica ficamos ofendidos, sem necessidade!
    Exemplo, vem um maluco de um hospício e xinga uma pessoa de ladrão, sendo que ela nunca roubou nada, como o maluco não tem credibilidade alguma a pessoa não se sentirá ofendida. Mas se alguém que a pessoa dá alguma credibilidade chama ela de ladrão, em geral ela se sente ofendida. Ora mas as duas tentativas de ofensas foram exatamente IGUAIS, a única coisa que mudou foi a credibilidade que a vítima dá ao ofensor. Sei que existem exceções, como, por exemplo, pessoas que ficariam com raiva do pobre coitado do maluco que à acusou de alguma coisa, estou falando só da maioria.

    Portanto se os religiosos simplesmente ignorassem solenemente o vídeo seria muito melhor pra eles.
    E caso alguém lhes pergunta-se sobre o que achou do vídeo eles poderiam simplesmente dizer que acharam sem graça, com ar de desdém, só isso. Ao criticar o vídeo eles ainda por cima estão aumentando a audiência do mesmo!

    E achei bem legal a ideia fazer piadas com os esquerdistas. Como no esquerdismo tem um zilhão de contradições é bem fácil. Pode-se fazer piada de gayzistas adoradores de Che sendo mandados para um campo de trabalhos forçados pelo próprio Che e agradecendo pela oportunidade de fazerem trabalhos forçados em nome do socialismo/comunismo.
    Uma feminista dizendo que quer oportunidades iguais recusando um trabalho como pedreira.
    Um negro criticando uma proposta de lei de cotas para brancos em qualquer lugar que dê aulas capoeira.
    Um chefe de uma empresa que seja negro, demitindo um funcionário branco, que é totalmente incompetente, sendo obrigado à manter o empregado sob acusação de racismo.
    Um dono de barraca de cachorro quente tendo que pagar muito mais impostos do que um executivo explorado, deixando claro que o executivo explorado ganha 10 vezes mais que o dono da barraca de cachorro quente.
    Etc…

  6. Há uns meses, um colega meu de serviço exibiu um vídeo de um programa religioso em que uma mulher afirmava orar antes e depois de fazer amor com o marido. Em vez de questioná-lo com argumentos acerca das diferenças fisiológicas entre o intercurso vaginal e a sodomia (ele gosta de Jean Wyllys), apenas comentei: “É isso que caracteriza uma sociedade livre e pluralista: você pode debochar do zelo religioso de uma devota e eu posso avacalhar com um casal de bigodudos que luta para saber qual dos dois vai poder usar no altar terno ou véu, grinalda e flor de laranjeira”.

    A propósito, há um vídeo recente no youtube intitulado “A igreja dos macacos – 1ª parte” avacalhando com os neo-ateus. Dê uma olhada.

  7. Eu gostaria de esclarecer uma coisa que está na matéria do uol e que, parece, hoje em dia ninguém repara.
    O porta dos fundos ou programas como o CQC não possuem nada de politicamente incorretos, apesar de a mídia tachar neles esta imagem.
    Politicamente incorreto é aquilo que vai de encontro ao que a esquerda está implementando como agenda.
    Hoje em dia fazer piadinhas ou falar mal da Igreja Católica ou dos cristãos não tem nada de politicamente incorreto. Politicamente incorreto seria atacar o movimento gay, os índios, feministas e etc.

    • Perfeito Maxwell. O humor desses caras é o que mais há de politicamente correto. Por isso fazem sucesso e estão milionários. Há uma ONG espanhola chamada Hazte Oír que faz tudo o que o artigo condena, com ótimos resultados. Movem campanhas contra leis e programas de televisão de baixo nível. Agora, por exemplo, inundaram de e-mails os patrocinadores de um programa tipo Big Brother. Os caras deixaram de patrocinar.

    • O Maxwell matou a pau nessa, eu ainda não tinha visto ninguém que tivesse reparado nesse detalhe!

      É comum sites de notícias utilizarem deliberadamente o rótulo ‘politicamente incorreto’ de maneira errada.

      Alguns videos do ‘Porta dos Fundos’, como bem já reparou o Reinaldo Azevedo da Veja, não tem nada de politicamente incorretos. Muito pelo contrário, o grupo faz muitas concessões ao ‘politicamente correto’.

      Mas aí o site pró-agenda esquerdista vai lá e chama de ‘politicamente incorreta’ uma coisa que é na verdade ‘politicamente correta’ para tentar angariar simpatia para aquele produto específico.

    • Concordo. Esses “humorísticos” pretendem-se irreverentes, mas apenas são desrespeitosos com os desafetos da burritsia dominante (esquerdistas). No frigir dos ovos, nadam a favor da corrente, achincalhando quem não costuma reagir, e ainda posam (esquerdistas diriam “pousam”) de corajosos e politicamente incorretos. Não passam de covardes oportunistas da vez.

    • Certíssimo, Maxwell!

      E veja que quem realmente está fazendo esse papel ‘incorretíssimo’ para os padrões do establishment cultural e artístico é o Danilo Gentilli com o ‘Agora é Tarde’ e o Ratinho. Os caras que se consagraram na TV num passado recente e estão hoje FORA da grade de programação são praticamente TODOS politicamente incorretos (Sergio Malandro, Tiririca, Tom Cavalcante, Daniel Azulay…).

      E quanto mais politicamente incorreto é um programa de tv MAIS audiência irá obter. Uma regra que as emissoras de tv- principalmente a Globo e Record- insistem em não perceber (ou percebem muito bem e por isso mesmo REFORÇAM a munição p. correta contra sua própria audiência a fim de obter a necessária “MUDANÇA SOCIAL PARA UM MUNDO MELHOR”… Vai uma terapia aí!? |¬)).

      Não à toa que o CQC vai por água abaixo na BAND e a turma do Porta dos Fundos entrará tb brevemente pelo cano com sua ida para uma grande emissora.

      E uma coisa que me incomoda (acho desnecessário, patético, sem graça mesmo) é que esse pessoal aí, pra fazer piada, tende a APELAR DEMAIS ao recurso do PALAVRÃO. Chega uma hora que cansa. O Paulinho gogó na ‘Praça’ faz o público se mijar de rir contando piadas e casos de pura obscenidade e SEM DIZER um único palavrão. A Dercy era nossa ‘mestra’ do deboche e da língua chula mas sabia usar na medida exata as ‘palavras feias’.

  8. Tenho como um outro exemplo uma entrevista que o Falabella concedeu ao jornal O Globo por ocasião do lançamento desse programa dele, o ‘Pé na Cova’.

    Ele dizia algo do tipo ‘A família do programa não é uma família certinha, terá até um casal gay feminino, não será uma coisa politicamente correta’.

    Na verdade é justamente o contrário. O programa é politicamente corretíssimo por fazer média com a militância gay, mas o autor vai lá e diz que é ‘politicamente incorreto’ para parecer cool e angariar simpatia.

    Uma manobra bem sórdida e um tanto sutil que pode passar despercebida aos olhos dos que leem as coisas por alto

    Quem lembra dessa entrevista?

  9. Na verdade eu me confundi, não foi nessa entrevista dele que eu vi isso não…

    Mas o Maxwell observou muito bem, chamar de ‘politicamente incorreto’ algo que na verdade é ‘politicamente correto’ é um artifício que está se tornando mais comum

  10. Tantos assuntos para serem abordados..Por que usarem a Jesus Cristo para fazerem comédia…Como podem satirizar a vinda Dele na Terra dessa maneira !!E quando se encontrarem em angustias irão clamar a Ele por ajuda e misericordia!! Me parece hipócrita tal atitude dos comediantes do Porta dos fundo AFF.

  11. Quero ver Porta dos Fundos ridicularizar gay se tiver coragem.
    Bater em quem já recebe o ódio dessa população idiota não é mérito nenhum.

  12. (FAVOR APAGAR O COMENTÁRIO ANTERIOR, SIMILAR MAS COM ERROS DE GRAFIA)

    Pontual.

    Tentar impor algum tipo de proibição só reforça ideias esquerdistas, como da tara de controlar a Mídia.

    É na reversão da artilharia alheia, tirando vantagem até mesmo da inicial desvantagem, que se encontra um caminho onde batalhas poderão ser vencidas sem grandes ônus.
    (Como seria, por exemplo, o endosso de atentados contra a Liberdade de Expressão, que neste caso seria algo do qual ELES poderiam tirar vantagem futuramente.)

  13. Ayan, [eu tinha escrito outro imenso com essa parte no fim, mas parece que deu erro, haha] Eu discordei um pouco, o Olavo sempre fala que temos que usar os artifícios legais enquanto os temos (e existem alguns juízes honestos), concordo que é útil para a guerra como você mostrou, mas não seria bom impormos certos limites aos ataques à religião? Mostrar que uma lei está sendo violada? Podemos estar criando o precedente legal para ataques cada vez maiores à nossa cultura sem uma reação na justiça.

  14. Acredito que é possível fazer as duas coisas, atacá-los com processos quando possível e satanizando-os junto à população comum (“Vai ver o filme daquele cara que faz papel da bicha na Grande Família, tia? No canal que ele tem na internet ele fez um vídeo dizendo que a imagem de Jesus havia aparecido na vagina de uma atriz e fizeram piada com isso”), e também ridicularizando-os na guerra cultural. A esquerda age em várias frentes e consegue resultados com isso.
    Agora o Feliciano eu não sei. Ele deveria pensar que soltar mensagens na internet pode ser um tiro no pé como já foi para ele várias vezes. Por isso fico na dúvida se ele só quer aparecer.

  15. ofender a DEUS também é liberdade de expressão????????????????,muito bem…DEUS tem uma palavra pra isso? “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.” (Gl 6.7).

      • Caro Luciano,

        Vc pode não crer no ‘deus’ de alguém mas é obrigado a crer na pessoa física que está diante de vc e que crê em tal ‘deus’ (por mais absurdo que isso pode lhe soar). Dentro das diretrizes básicas de convivência social saudável (pelo fato que estou a tratar com um semelhante a mim, percepção que provém de uma EMPATIA natural) essa pessoa merece o meu respeito e a minha consideração e ponto.

        Posso, dentro dessa lógica, usar isso com os gays ou budistas, ateus, macumbeiros, socialistas, funkeiros, sertanejos universitários, presidiários, feministas, políticos…

        Só que o problema com essa turma da esquerda revolucionária (com cabeça de hidra) é que eles tendem a DESUMANIZAR as pessoas que consideram seus “adversários” de antemão, tornando-os meros objetos descartáveis na luta cultural (DESTROEM em si mesmos a EMPATIA HUMANA… E isso é algo extremamente PERIGOSO como todos já devem saber). Somos criaturas morais e, até onde eu sei, a moralidade humana foi forjada na religião (a figura do pagé, do místico, do sacerdote que dialoga com o sobrenatural sempre existiu desde a aurora da humanidade e sempre foram influentes nas decisões dos reis e poderosos da terra). Quando anunciarem por aí que existe- ou existiu na História- uma sociedade laica (que produziu uma cultura laica, sem nenhuma interferência religiosa, tão rica em valores e técnica quanto as que existem por aí) eu viro ateu de novo. |¬)

        abs

      • Anderson,

        Concordo que a empatia com as pessoas é um Bônus da seleção natural para a gente. Aliás, eu entendo a moralidade como algo explicado darwinisticamente.

        O problema do esquerdismo, como você disse, é que eles desumanizam os oponentes, mas vejo que este é um problema maior da direita.

        Eis minha tese: se conseguimos demonstrar ao público que desumanizar os oponentes é imoral, então NÓS DA DIREITA FALHAMOS em explicar isso para o público em quantidade suficiente.

        Deveríamos denunciar a esquerda AO PÚBLICO por estar fazendo isso.

        Abs,

        LH

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