Rotina esquerdista: Educação e saúde não são produtos, portanto não podem ser comercializados

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Última atualização: 21 de agosto de 2013 – [Índice de Rotinas][Página Principal]

Basta algum direitista falar em privatização das escolas e da saúde, que o esquerdista automaticamente já começa a capitalizar com dramalhões em ritmo bate-estaca. No jogo da chantagem emocional, esta é uma das rotinas preferidas.

Basicamente, eles se fingem de indignados e dizem: “Como você pode querer tratar educação e saúde como um negócio? Não! De jeito nenhum! Saúde e educação não são itens que devemos comercializar, e tratar isso como um negócio é um abusrdo moral! Educação e saúde não são produtos para serem vendidos!”.

A platéia se emociona, e o direitista muitas vezes fica parecendo o personagem Avarento, de Charles Dickens. É o fim da linha no debate para este último.

O problema é que o truque é baseado em uma manipulação do conceito de “produto”, pois na verdade o que se comercializa no capitalismo não são apenas produtos, mas também serviços. É por isso que no comércio falamos de vendas de produtos e serviços. Fugir desta realidade é criar uma ilusão para maquiar os fatos.

Quando um sujeito vende sua força de trabalho, seja como enfermeiro, médico ou professor, está vendendo um serviço, pelo qual recebe, obviamente, uma paga. Em outras palavras, depois da abolição do trabalho escravo, sempre que temos alguém trabalhando como assalariado temos negócios ocorrendo, onde alguém vende sua força de trabalho a outra pessoa ou empresa.

O truque que o esquerdista tenta implementar se baseia em fingir que serviços não são produtos, portanto não podem ser comercializados, mas na verdade um serviço pode ser comercializado tanto quanto um produto.

Por isso, qualquer fornecimento de serviços ao público é resultante, no mínimo, da compra de serviços de outros para a entrega de um ou mais serviços adicionais. A compra do serviço de um professor, permite que uma instituição entregue o serviço “aula” ao aluno. Assim como a compra deste mesmo serviço pode gerar um DVD, e neste caso o serviço comprado virou um produto.

Desta forma, a separação de produtos e serviços em categorias distintas no que diz respeito a existência ou não de negócios não faz o menor sentido. Para existir, o estado depende de funcionários que vendem seus serviços para ele, e, portanto, já temos negócios.

Que eles inventem qualquer outro argumento para querer nos enfiar goela abaixo suas péssimas escolas públicas e hospitais decadentes, mas dizer que “educação e saúde” não podem ser comercializados pois “não são produtos” não passa de uma desonestidade intelectual.

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20 COMMENTS

  1. Que sejam serviços. Mas a prestação de serviços de saúde e educação, assim como de segurança, fornecimento de energia, e de telecomunicações, devem ser, a médio prazo, monopólio ESTATAL. E em longo prazo, TODOS os serviços e toda a cadeia produtiva.

    Não adianta dizer “a esquerda está errada, não é produto, é serviço”. Resolvida a questão semântica, a tese permanece a mesma: serviços essenciais no que tange aos direitos da população e à garantia da infra-estrutura do país devem ser PÚBLICOS, e enquanto a situação exige ou permite a co-existência do serviço público e privado nessa área, mesmo o setor privado deve estar totalmente subordinado ao interesse público e aos mecanismo de controle governamentais. Isso é básico. O fato de não ser “produto”, e sim “serviço”, não muda nada, pois tais necessidades não podem estar sujeitas aos ditames do mercado, e sim do direito coletivo.

    Não estou dizendo que o governo trabalhista e pró-socialista deve chegar lá e PIMBA, estatizar tudo com uma canetada. Simplesmente não dá pra fazer isso, e seria contraproducente, dada a conjuntura e a co-relação de forças em voga na sociedade. Mas o objetivo é e deve ser esse, e no campo do possível as ações do governo e das forças sociais que o sustentam devem possibilitar isso a longo prazo.

    • Que sejam serviços. Mas a prestação de serviços de saúde e educação, assim como de segurança, fornecimento de energia, e de telecomunicações, devem ser, a médio prazo, monopólio ESTATAL. E em longo prazo, TODOS os serviços e toda a cadeia produtiva.

      Sim, sabemos que esta é uma das colunas centrais do sistema de crenças socialista. Que ainda acreditem nisso nessa altura do campeonato é surpreendente.

      Na verdade, o que tende a ocorrer no esquerdismo é o capitalismo em parceria com o estado, no qual os que conseguirem inchar o estado vão se dar bem. Isso funciona melhor para os burocratas, e, no fim, acaba sendo o OBJETIVO VERDADEIRO de todo o socialismo, isto é, dar poder a burocratas em detrimento do povo.

      Não adianta dizer “a esquerda está errada, não é produto, é serviço”.

      A esquerda continuará errada quando usarem a rotina que eu mapeei aqui. Se você não usar essa rotina, e utilizar outras, ainda assim outros esquerdistas vão propagandear socialismo usando a rotina acima. O verbete desta rotina é para esses casos.

      Resolvida a questão semântica, a tese permanece a mesma: serviços essenciais no que tange aos direitos da população e à garantia da infra-estrutura do país devem ser PÚBLICOS, e enquanto a situação exige ou permite a co-existência do serviço público e privado nessa área, mesmo o setor privado deve estar totalmente subordinado ao interesse público e aos mecanismo de controle governamentais. Isso é básico.

      Há vários erros de raciocínio na cosmovisão socialista, pois os tais “direitos” da população não passam de fachada para inchar estado. Sempre o serviço público será pior que o serviço privado, pois ele sempre parte da desobrigação do fornecedor em prestar um serviço decente (pelo monopólio dado ao estado).

      Sabemos que esta é uma crença básica para a esquerda, mas o que você acabou de passar é OUTRA ROTINA, e não a que tratei aqui.

      http://lucianoayan.com/2013/06/02/pelo-fim-da-escola-publica/

      O fato de não ser “produto”, e sim “serviço”, não muda nada, pois tais necessidades não podem estar sujeitas aos ditames do mercado, e sim do direito coletivo.

      Leia sobre o neo-esquerdismo e veja que o esquerdismo tradicional, no qual você crê, é ilusório.

      http://lucianoayan.com/2013/04/30/glossario-neo-esquerdismo/

      O melhor é garantir os direitos negativos ao cidadão e deixar o neo-esquerdismo provar se vocês acreditam no que dizem acreditar.

      Não estou dizendo que o governo trabalhista e pró-socialista deve chegar lá e PIMBA, estatizar tudo com uma canetada. Simplesmente não dá pra fazer isso, e seria contraproducente, dada a conjuntura e a co-relação de forças em voga na sociedade. Mas o objetivo é e deve ser esse, e no campo do possível as ações do governo e das forças sociais que o sustentam devem possibilitar isso a longo prazo.

      O tal “estado socialista” não vai acontecer, pois perderá muita competitividade aos demais. No jogo de poder, os socialistas vão até um certo limite, e alguns terão que recuar em sua estatolatria, como tempos visto na China.

      Vamos rever o objetivo de TODO o socialismo: inchar o estado para dar poder a burocratas. O objetivo do socialismo já está sendo atendido. Quanto menos poder a burocratas, mais se foge do objetivo do socialismo. Quanto mais poder, mais vocês chegam perto deste objetivo.

      E, diante de suas confissões (sobre sua crença, e o que você diz que seria os objetivos dela), textos como os deste blog, explicando sua crença socialmente perigosa (especialmente perigosa para os cidadãos mais pobres), são cada vez mais urgentes.

  2. Como professor de Economia e Marketing, prefiro usar a definição de produtos como o resultado da combinação de insumos (trabalho, capital, conhecimento etc.), podendo serem classificados como bens ou serviços. Na verdade, um bem é geralmente uma alternativa a um serviço (e vice-versa): uso uma lavanderia ou compro uma máquina de lavar? Vou ao trabalho de bicicleta ou uso o serviço de transportes públicos? Essa definição pode ajudar a esclarecer a permutabilidade de ambos.

  3. Além disso tem o argumento de que a coisa MAIS IMPORTANTE DO MUNDO é comida. Sem ela todos morremos.

    E sabemos que todas as vezes que o governo tentou controlar a produção e distribuição de comida “grátis” para todos
    houve fome e morte generalizadas. Portanto como a melhor forma de todos conseguirem comida é o livre comércio
    de comida, podemos concluir que a melhor forma de todos conseguirem saúde e educação é o livre comércio deles também.

  4. Eu leio esse discurso da “educação mercadoria” todos os dias no facebook de alguns ex-professores da época da graduação. A ideia é fundamentada na falsa premissa de que educação “pública” (deveriam dizer educação “estatizada”, que é o correto) é sinônimo de educação gratuita.

    Ora, mas isso é mentira pois não existe nenhum serviço público que seja gratuito. Pois se ele é privatizado, pagamos diretamente à empresa prestadora ou concessionária para te acesso a ele. Se ele é estatizado, pagamos indiretamente ao Estado, mediante tributação. A própria Dilma, no auge das manifestações, afirmou peremptoriamente que “não existe tarifa zero: ou se paga passagem ou se paga imposto” (ver: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-nao-existe-tarifa-zero,1047368,0.htm).

    Como Olavo de Carvalho costuma dizer, usa-se a abusa-se das figuras de linguagem – especialmente do pensamento metonímico, onde toma-se indevidamente a palavra “público” por “gratuito” – para arregimentar multidões de insatisfeitos histéricos, como fim de protestarem por coisas que nem mesmo existem no mundo concreto. É a Ditadura do Delírio.

  5. “A educação e a saúde públicas são produtos, pagamos por eles e são de péssima qualidade, é imoral que o governo forneça um péssimo serviço pelo valor que pagamos, ainda mais criando vários cargos inúteis para empregar mais pessoas. É direito de qualquer um oferecer um serviço melhor e meu direito optar por pagar para um particular me oferecer ele, já que este é mais eficiente que o governo.”

    É por ai?

  6. Luciano, não vais falar sobre a importação de 4 mil médicos cubanos, 400 já para a semana que vem? O CFM já avisou que vai pôr a boca no trombone, até porque a coisa foi feita totalmente por suas costas (e pelas costas dos brasileiros, uma vez que esses médicos serão praticamente escravos, isso se não forem agentes cubanos disfarçados com o fim de criar algo muitíssimo pior que black blocs), e o Reinaldo já fez isso. De qualquer forma, Cuba terá um bom repasse mensal de grana, imaginando-se que fique uma merreca aqui do salário de R$ 10 mil que cada médico inscrito no Mais Médicos ganhará.

  7. A velha propaganda consagrada:
    • Prestação do carro: R$ 1000,00
    • Seguro: R$ 2000,00
    • Tanque cheio de gasolina, R$ 100,00
    • Pedágio: R$ 10,00

    Dirigir com tua namorada nalguma estrada paranaense numa esplendida tarde de sol: Priceless!

    • Motel depois: R$ 200,00
    • Maternidade: ………..

    Concordo que educação e saúde não tem preço, por que são transmissão de conhecimento humano para humanos, e não podem ser quantificados em valor.
    Mas pra todos os caminhos até se chegar lá, haja cartão, fatura e boleto pra pagar……

  8. É de causar indignação corromper o sistema para forçar a sociedade a aceitar que o privado será melhor que o público. É o que está acontecendo no momento. Pode-se evidenciar neste texto e no comentário feito c/ direito a piscadinha. O humor sendo novamente utilizado como se nós cidadãos fossemos palhaços.

    • “É de causar indignação corromper o sistema para forçar a sociedade a aceitar que o privado será melhor que o público.”

      Corrigindo a sua frase:
      É de causar indignação corromper o sistema para forçar a sociedade a aceitar que o público será melhor que o privado.

      Viu, também sei fazer afirmações em argumentos!

      Mas eu também sei fazer afirmações com argumentos, então seguem os argumentos:

      Tudo que é publico é ruim, tanto que os políticos só usam coisas privadas:
      1) Político só se trata em hospital privado. Pois sabem que hospital público é ruim.
      2) Político só coloca os filhos em escola privada. Pois sabem que escola pública é ruim.
      3) Político só confia em segurança privada. Pois sabem que a segurança pública é ruim.
      Esses três exemplos, além de valer pra políticos valem também pra QUALQUER pessoas que tenha condições de pagar por serviços privados.

      Agora posso refutar a segunda parte do seu texto:
      O que você disse:
      “É o que está acontecendo no momento. Pode-se evidenciar neste texto e no comentário feito c/ direito a piscadinha. O humor sendo novamente utilizado como se nós cidadãos fossemos palhaços.”

      O que eu digo:
      É o que está acontecendo nesse momento. Pode-se evidenciar isso nesse comentário, feito com direito à afirmações sem argumentos, que contrariam a realidade, a retórica sendo novamente utilizada como se nós, pagadores de impostos, fossemos burros de acreditar que existe alguém nesse mundo que pagaria por serviços públicos, via impostos, ao invés de serviços privados se lhe fosse dada a opção de não ser obrigado à pagar NENHUM IMPOSTO, podendo pagar APENAS SE QUISER.

  9. Monopólio estatal jamais prestou na história da humanidade. Se você quer chegar a um resultado diferente, não adianta continuar usando métodos que não deram certo. Não sou anarco-capitalista, mas o estado, via de regra, só gera péssimos serviços, desperdício, má gestão e infinitas possibilidades de corruipção e enriquecimento ilícito. Ou não…

  10. Acredito que alguns serviços devem ser fornecidos pelo estado sim, como ocorre na maioria, senão a quase totalidade, dos países desenvolvidos. Não que deva ser um monopólio do estado, mas a experiência tem mostrado mundo afora que é melhor para sociedade que estes serviços sejam fornecidos pelo estado (desde que não haja um estado endêmico de corrupção como no Brasil). A saúde é o melhor exemplo de serviço que deveria ser fornecido pelo estado porque quando dominado pela iniciativa privada há a tendencia de haver enormes abusos e injustiças. Essa é a opinião de uma pessoa com idéias mais alinhadas com a direita e a favor do livre mercado, pois o mercado é muito bom, funciona muito bem e proporciona oportunidades e nos da liberdade de escolha, mas quando se trata de saúde isso não funciona muito bem devido ao estado de vulnerabilidade que se encontra o usuário do serviço quando precisa dele, neste momento não há mais liberdade de escolha, pois a opção a não utilizar o serviço por não querer ou não poder pagar por ele pode ser a morte. E devido a essa condição de vulnerabilidade dos usuários, as empresas de planos de saúde cometem os mais terríveis abusos e se comportam de forma mercenária como vemos acontecer a todo momento, é só perguntar para qualquer cliente de planos de saúde. Quando é para aquisição de um bem qualquer o livre mercado é ótimo, pois podemos escolher o que queremos e até podemos abrir mão, provisória ou definitivamente, de determinado bem ou serviço, mas quando se trata de saúde a coisa não é tão simples. Cuidado para em nome da defesa do capitalismo e livre mercado, que são ótimos e funcionam muito bem repito aqui, não defender idéias como privatizar tudo, incluindo saúde, educação e previdência. O bom gerenciamento público destes serviços tem se mostrado muito eficiente em todo o mundo desenvolvido, todos eles economias capitalistas.

    Paulo

    • Saúde pública matando gente na Inglaterra:
      http://www.dailymail.co.uk/news/article-2287332/Nearly-1-200-people-starved-death-NHS-hospitals-nurses-busy-feed-patients.html

      Segundo sua lógica então o estado deveria fornecer comida, já que é impossível alguém ficar vivo sem comida. Veja como fica seu texto fazendo as trocas apropriadas:

      “””
      Acredito que alguns serviços devem ser fornecidos pelo estado sim, como ocorre na maioria, senão a quase totalidade, dos países desenvolvidos. Não que deva ser um monopólio do estado, mas a experiência tem mostrado mundo afora que é melhor para sociedade que estes serviços sejam fornecidos pelo estado (desde que não haja um estado endêmico de corrupção como no Brasil). A alimentação é o melhor exemplo de serviço que deveria ser fornecido pelo estado porque quando dominado pela iniciativa privada há a tendencia de haver enormes abusos e injustiças. Essa é a opinião de uma pessoa com idéias mais alinhadas com a direita e a favor do livre mercado, pois o mercado é muito bom, funciona muito bem e proporciona oportunidades e nos da liberdade de escolha, mas quando se trata de alimentação isso não funciona muito bem devido ao estado de vulnerabilidade que se encontra o usuário do serviço quando precisa dele, neste momento não há mais liberdade de escolha, pois a opção a não utilizar o serviço por não querer ou não poder pagar por ele pode ser a morte. E devido a essa condição de vulnerabilidade dos usuários, as empresas de alimentos cometem os mais terríveis abusos e se comportam de forma mercenária como vemos acontecer a todo momento, é só perguntar para qualquer cliente de supermercado. Quando é para aquisição de um bem qualquer o livre mercado é ótimo, pois podemos escolher o que queremos e até podemos abrir mão, provisória ou definitivamente, de determinado bem ou serviço, mas quando se trata de alimentção a coisa não é tão simples. Cuidado para em nome da defesa do capitalismo e livre mercado, que são ótimos e funcionam muito bem repito aqui, não defender idéias como privatizar tudo, incluindo alimentação, educação e previdência. O bom gerenciamento público destes serviços tem se mostrado muito eficiente em todo o mundo desenvolvido, todos eles economias capitalistas.
      “””

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